{"id":14813,"date":"2017-06-19T14:44:54","date_gmt":"2017-06-19T17:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14813"},"modified":"2017-07-03T14:00:33","modified_gmt":"2017-07-03T17:00:33","slug":"olhar-comunista-19062017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14813","title":{"rendered":"OLHAR COMUNISTA \u2013 19\/06\/2017"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/LEhLUr1cN0mybh8-EPk-Rw4uxqy-EVmY2AgGFd4l4W5eXkpKbD0vVVPMpOvzff0OES0_2dS7KGR8LV_Gxaim8VsBlyX2ZHF7qgBaMOb64je98meax8Qlv0FeKHigzJeK6lYB1Wk-19uv50A487IAENzvRiICeDTx_rPh5j6fNvaEXWDAZKtFTVG_X_elZ9MjYg06RV5oERJQBAmcN_AT-ocUpLF7oy4c_3dItm4dQ-87xC1La0H1I8aN1Sw84Cwmh7X9_IW4FdqB2nLAEEgkIuwZz-mHZgeDtH9xT3h6JOiScCapTuUww0h_LV6PwCRo0Omy9U8zCj8U54k-ggYR9hffA0PSK50zUgVsrv5uHRKDn8kW06V0o85orT-HxvMAoeT0_iynOkFgfa9WyvKa7U_NdZ_PHISdq69QhBQ0X8a3TX3vOIoMSwJZppIMrmu2Le9OtdQI1y6txrPuy5NPjnY2VfcUG7OMiVzxZOMY9Phlr7lUB-WD4sQpklp-7PxwTAjI-6s7PztLfGvWXTiPFs88tzsOv9yxIg9yNICly8oTiDbRpZiKvIfEF1yOcEMMcRrFZtCiE3z6hpCF5J8PDqF7SY6YTSPmmKuTJQLGIHqI9Vh8YGL6=w600-h453-no\" alt=\"imagem\" \/><strong>Brasileiros, ricos e pobres, s\u00e3o os que menos poupam para sua aposentadoria: por que ser\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>A mat\u00e9ria de O Globo, de 18 \/ 06 \/ 17, mostra que, entre os brasileiros maiores de 15 anos, apenas 4,7 dos 60% mais ricos e 2,3% dos 40% mais <!--more-->pobres poupam recursos para sua aposentadoria. Os mesmos n\u00fameros s\u00e3o de 10,% e 5,6%, respectivamente, em m\u00e9dia, para os pa\u00edses de baixa renda, e de 42,6% e 27,9%, para os pa\u00edses de alta renda, conforme dados do Banco Mundial, referentes a 2014.<\/p>\n<p>O tom da mat\u00e9ria \u00e9 de incentivo \u00e0 poupan\u00e7a, vista como uma pr\u00e1tica salutar, desde a juventude, para estimular a economia. O texto afirma que, segundo o IBGE, 44,7% das fam\u00edlias viviam, em 2015, com menos de 1 sal\u00e1rio m\u00ednimo per capita. &#8220;Em condi\u00e7\u00f5es semelhantes a essa, a Alemanha criou sistemas de prote\u00e7\u00e3o social para dar apoio a eles (os pobres)&#8221;, diz o economista da FVG Jos\u00e9 Roberto Afonso. J\u00e1 para Lu\u00eds Henrique Paiva, da USP, o sistema previdenci\u00e1rio brasileiro atual desestimula a poupan\u00e7a, pois paga aposentadorias semelhantes \u00e0 renda recebida ao longo da vida.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria apenas constata o que todos sabemos: a popula\u00e7\u00e3o mais pobre, inclu\u00eddos aqui os 14 milh\u00f5es de desempregados oficiais &#8211; o n\u00famero real \u00e9 bem maior &#8211; n\u00e3o poupa porque n\u00e3o tem o que poupar, pois recebe, ao longo de toda a vida, sal\u00e1rios que se aproximam do sal\u00e1rio m\u00ednimo e gastam sua renda em alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e outras necessidades b\u00e1sicas. O sistema previdenci\u00e1rio atual, ao pagar aposentadorias equivalentes, n\u00e3o faz mais do que o m\u00ednimo para a grande maioria dos trabalhadores.\u00a0A verdade \u00e9 que a maioria acaba recebendo menos quando se aposenta, j\u00e1 que nem sempre h\u00e1 reajustes.<\/p>\n<p>Dada a imensa desigualdade social existente no Brasil, apenas as camadas m\u00e9dias de alta renda, uma parte da chamada pequena burguesia &#8211; os propriet\u00e1rios de pequenas empresas &#8211; e os ricos podem poupar. Os brasileiros ricos, s\u00f3cios das grandes empresas industriais, agr\u00edcolas, comerciais e banc\u00e1rias, que pagam muito pouco imposto, n\u00e3o poupam porque n\u00e3o precisam precaver-se para garantir sua aposentadoria no futuro, pois s\u00e3o garantidos pelo patrim\u00f4nio. Boa parte deles vive fora do Brasil e n\u00e3o mant\u00e9m qualquer liga\u00e7\u00e3o com o pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Legaliza\u00e7\u00e3o de drogas traria benef\u00edcios or\u00e7ament\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>O economista Jeffrey Miron, do MIT, afirma, em entrevista a O Globo, de 12 de junho, que a pol\u00edtica de proibi\u00e7\u00e3o do uso de drogas &#8220;deixa um rastro de viol\u00eancia, corrup\u00e7\u00e3o e gastos para o Estado&#8221;. \u00a0Segundo seus estudos, a legaliza\u00e7\u00e3o de todas as drogas reduziria os gastos com os sistemas de Justi\u00e7a criminal em cerca de 50 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano e permitiria a arrecada\u00e7\u00e3o de outros 50 bilh\u00f5es em impostos. Como as drogas seriam vendidas em mercados legais, como o de bebidas alco\u00f3licas e de cigarros, haveria, certamente, menos crime, menos casos de overdoses e de envenenamento acidental, menos desrespeito aos direitos humanos e menos corrup\u00e7\u00e3o. Os grandes cart\u00e9is de tr\u00e1fico de drogas, empresas capitalistas ilegais que movimentam muitos bilh\u00f5es de d\u00f3lares, tenderiam a desaparecer.<\/p>\n<p>Trata-se de um estudo isento e de validade universal. Se incluirmos os n\u00fameros referentes ao n\u00famero absurdo de mortes causadas pelas a\u00e7\u00f5es policiais na repress\u00e3o ao tr\u00e1fico, os n\u00fameros dos ganhos sociais seriam certamente superiores.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es para o consumo irrefreado de drogas s\u00e3o complexas e derivam de causas sociais. N\u00e3o incentivamos seu uso e sabemos que a pol\u00edtica de legaliza\u00e7\u00e3o deve ser implantada paulatinamente e acompanhada de outras pol\u00edticas como as de desincentivo educativo ao uso e de tratamento dos viciados. Mas fica cada vez mais claro, como comprova o estudo, que as pol\u00edticas de repress\u00e3o s\u00e3o ineficazes e sustentam estruturas podres de poder e enriquecimento.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Partidos burgueses de olhos fechados para a impunidade<\/strong><\/p>\n<p>A mat\u00e9ria de O Globo mostra os n\u00fameros: de 98 parlamentares e dirigentes partid\u00e1rios investigados pela Lava-a-Jato, apenas 2 foram objeto de investiga\u00e7\u00f5es internas nos 4 maiores partidos envolvidos nas den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o. Nessa lista, o PP, recordista, com 38 processos, n\u00e3o abriu qualquer investiga\u00e7\u00e3o interna; o PT, com 25 investigados, abriu apenas 2 processos internos; o PMDB, com 22 investigados, tampouco abriu qualquer investiga\u00e7\u00e3o interna; o mesmo padr\u00e3o \u00e9 seguido pelo PSDB, com 13 investigados e nenhum processo interno.<\/p>\n<p>Os grandes partidos brasileiros &#8211; e muitas legendas de m\u00e9dio e\u00a0pequeno porte &#8211; transformaram-se em ag\u00eancias de intermedia\u00e7\u00e3o de interesses entre grupos capitalistas e o Estado, como tende a acontecer com os partidos da ordem capitalista em todos os pa\u00edses. Forma-se um c\u00edrculo fechado, onde as propinas garantem bons neg\u00f3cios para as empresas, e as cadeiras no parlamento s\u00e3o obtidas por meio de ricas campanhas.<\/p>\n<p>A democracia, no capitalismo, n\u00e3o nos iludamos, \u00e9 sempre marcada pelos interesses hegem\u00f4nicos da burguesia. Somente o Poder Popular, criando mecanismos de decis\u00e3o realmente democr\u00e1ticos, com garantias da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos trabalhadores e dos setores populares, poder\u00e1 superar o car\u00e1ter excludente da democracia burguesa.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Trump anuncia medidas de restri\u00e7\u00e3o a Cuba<\/strong><\/p>\n<p>O presidente estadunidense Donald Trump anunciou um pacote de medidas para anular ou restringir as decis\u00f5es tomadas em comum acordo pelos governos de Barack Obama e de Raul Castro que apontam, entre outras a\u00e7\u00f5es, para o levantamento de restri\u00e7\u00f5es ao turismo e aos investimentos de empresas americanas em Cuba, acabando, na pr\u00e1tica, paulatinamente, com o infame bloqueio imposto pelos EUA aos cubanos, que vige h\u00e1 mais de cinquenta anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do \u00f3dio ao socialismo cubano, nutrido pelos grupos mais conservadores dos Estados Unidos, as medidas anunciadas por Trump visam a agradar os emigrados cubanos que vivem nos EUA, a quem n\u00e3o interessa qualquer a\u00e7\u00e3o que possa beneficiar o governo cubano e seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00f5es legislativas francesas: vit\u00f3ria da centro-direita, derrota da extrema-direita, enorme absten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Partido &#8220;Rep\u00fablica em Marcha&#8221;, do presidente Macron e seus aliados \u00e0 direita do MoDem, elegeu 341 deputados (do total de 566), tendo obtido, assim, a maioria absoluta da Assembleia Nacional na Fran\u00e7a. Ainda restam as 11 cadeiras eleitas pelos cidad\u00e3os franceses residentes no exterior. \u00c0 direita, os Republicanos elegeram 113 parlamentares, a UDI 16 e outros partidos de menor porte, 6. \u00c0 esquerda, o Partido Socialista elegeu 29 parlamentares, confirmando a queda em sua vota\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es presidenciais; o Fran\u00e7a Insubmissa, de Melenchon, obteve 17 cadeiras; o Partido Comunista Franc\u00eas, 10; outros pequenos partidos de esquerda, 11; o PGR, 3. A frente Nacional, de Marie Le Pen, de extrema direita, elegeu 8 parlamentares. A absten\u00e7\u00e3o foi elevad\u00edssima: apenas 43,36% dos franceses foram \u00e0s urnas.<\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o para a Assembleia Nacional refletiu a tend\u00eancia do eleitorado franc\u00eas de rejeitar o Partido Socialista e suas pol\u00edticas de austeridade e concilia\u00e7\u00e3o de classes, e tamb\u00e9m a ultradireita, com suas propostas de rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o e de sa\u00edda da Uni\u00e3o Europeia e da zona do Euro. O Partido Republicano, da direita tradicional, perdeu espa\u00e7o. Macron, com seus acenos e\u00a0promessas de crescimento econ\u00f4mico no contexto da Uni\u00e3o Europeia, recebeu um voto de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>A elevada absten\u00e7\u00e3o revela o desgaste do sistema pol\u00edtico tradicional, a frustra\u00e7\u00e3o com o governo do PS e a insufici\u00eancia das propostas das esquerdas. Mas, na Fran\u00e7a, segue forte a mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores contra a austeridade, para manter as conquistas sociais e avan\u00e7ar rumo a mudan\u00e7as mais profundas na organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Brasileiros, ricos e pobres, s\u00e3o os que menos poupam para sua aposentadoria: por que ser\u00e1? 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