{"id":1486,"date":"2011-05-19T19:32:09","date_gmt":"2011-05-19T19:32:09","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1486"},"modified":"2017-08-25T00:55:01","modified_gmt":"2017-08-25T03:55:01","slug":"inoperancia-do-estado-acarreta-a-endemia-de-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1486","title":{"rendered":"Inoper\u00e2ncia do Estado acarreta a endemia de dengue"},"content":{"rendered":"\n<p>Mais uma vez, a dengue avan\u00e7a em todo o pa\u00eds e os n\u00fameros de casos e mortos se multiplicam a cada dia. Somente at\u00e9 o dia 26 de fevereiro, segundo levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, foram registrados 155.613 casos e 51 mortes em todo o Brasil. O n\u00famero de mortes sob investiga\u00e7\u00e3o chega a 112. A regi\u00e3o Norte, a mais afetada, registrou 31,6% dos casos. As s\u00e9rias falhas administrativas na orienta\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade no combate \u00e0 dengue , da midia e da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um grande problema no combate \u00e0 dengue no Brasil \u00e9 a quest\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 divulgaram inclusive mat\u00e9rias criminalizando a popula\u00e7\u00e3o pelos surtos de dengue. N\u00f3s, aqui, temos uma vis\u00e3o bem diferente da vis\u00e3o das autoridades sobre a dengue. E a grande realidade \u00e9 que todos os grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o v\u00e3o a reboque da opini\u00e3o do governo. Todos seguem a linha do Di\u00e1rio Oficial, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e das Secretarias Municipal e Estadual de Sa\u00fade. Nossas opini\u00f5es s\u00e3o diferentes em todos os aspectos: no que tange ao combate ao mosquito, ao tratamento da doen\u00e7a e a essa quest\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No tratamento inicial da dengue, existem v\u00e1rias coisas a se elencar, que n\u00e3o s\u00e3o divulgadas pelas autoridades e, consequentemente, pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. A dengue \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa. Causa febre, \u00e9 um v\u00edrus. Mas ela \u00e9 distinta das outras infec\u00e7\u00f5es. O v\u00edrus \u00e9 um ant\u00edgeno. Quando voc\u00ea faz uma vacina, o ant\u00edgeno gera o anticorpo e o v\u00edrus \u00e9 inativado. Mas ele funciona como se fosse uma resposta do organismo \u00e0 chegada daquele v\u00edrus novamente na pessoa. O sarampo, e todas as outras doen\u00e7as para as quais se fez vacina, utilizam esse tipo de procedimento. Mas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dengue, todos os anos, quando tem epidemia, as autoridades e os meios de comunica\u00e7\u00e3o dizem que v\u00e3o fabricar a vacina para a dengue. Todavia a dengue tem duas etapas, \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa diferente.<\/p>\n<p>Uma parte da doen\u00e7a \u00e9 infecciosa, mas em um determinado momento ela passa a ser uma patologia distinta, que dita a hipersensibilidade t\u00f3xico-al\u00e9rgica. Quando voc\u00ea tem um choque anafil\u00e1tico, ele dura dez minutos. No caso da dengue, esse per\u00edodo de choque da hipersensibilidade t\u00f3xico-al\u00e9rgica dura 72 horas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o divulgadas, muitas delas s\u00e3o falsas, como a diferencia\u00e7\u00e3o entre os quatro tipos de dengue existentes no Brasil. Diferente do que dizem as autoridades, o tipo 4 da doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 mais agressivo que os outros sorotipos.<\/p>\n<p>S\u00e3o quatro tipos de v\u00edrus no caso da dengue. Muita gente diz que um tipo \u00e9 mais grave do que o outro. Mas em princ\u00edpio, usando um racioc\u00ednio l\u00f3gico, n\u00e3o \u00e9. Qualquer organismo fraco, infectado pela primeira vez, derrota o v\u00edrus da dengue, de qualquer tipo. A pessoa vai ter sintomas de resfriado e a dengue vai passar despercebida. Mas se ele for infectado pela segunda vez, os sintomas v\u00e3o aparecer de maneira bastante acentuada. Algumas pessoas chamam isso, erradamente, de dengue hemorr\u00e1gica. Como pode ser dengue hemorr\u00e1gica se todos os tipos de dengue t\u00eam os mesmos sintomas? A m\u00eddia e os governos acham que o povo \u00e9 burro e isso n\u00e3o \u00e9 explicado. A complexidade da dengue est\u00e1 a\u00ed: quando voc\u00ea tem dengue do tipo 1, digamos, voc\u00ea fica curado e seu organismo gera um anticorpo. Em uma segunda infesta\u00e7\u00e3o, agora, por exemplo, com a chegada do tipo 4, mesmo a pessoa que j\u00e1 teve dengue duas vezes, est\u00e1 vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>S\u00e3o 180 milh\u00f5es de pessoas vulner\u00e1veis no Brasil. A gravidade da dengue, portanto, est\u00e1 na segunda infesta\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p>Na primeira infec\u00e7\u00e3o, o seu organismo gera um anticorpo, a sua febre passa e voc\u00ea est\u00e1 curado. Mas da segunda vez, depois que a sua febre passa e sinaliza o surgimento do anticorpo de novo tipo, o encontro entre os dois anticorpos, da primeira e da nova infec\u00e7\u00e3o, cria essa rea\u00e7\u00e3o de hipersensibilidade t\u00f3xico-al\u00e9rgica, que cria uma situa\u00e7\u00e3o danosa ao organismo. O fim da febre acaba significando, na verdade, o in\u00edcio do problema. Mas criou-se uma cultura de que o fim da febre \u00e9 o fim da doen\u00e7a. \u201cDoutor, passou a febre. Posso levar meu filho?\u201d pergunta o pai. E o m\u00e9dico libera porque precisa daquela vaga desocupada por falta de leitos e de instru\u00e7\u00e3o sobre o tratamento da dengue. O per\u00edodo p\u00f3s-febre \u00e9 como um choque anafil\u00e1tico de 72 horas.<\/p>\n<p>A variedade de tipos de v\u00edrus engana o sistema imunol\u00f3gico de quem j\u00e1 foi infectado uma vez por um tipo diferente do v\u00edrus N\u00f3s, seres humanos, temos uma quantidade de sangue na nossa bomba cardiovascular, que se chama volemia. Na hora dessa hipersensibilidade t\u00f3xico-al\u00e9rgica, a parede dos vasos forma uma esp\u00e9cie de malha e o plasma se desloca para os pulm\u00f5es. Em uma escala de 0 a 100, n\u00f3s temos 60% de plasma no sangue e 40% de hem\u00e1cias. A hem\u00e1cia tem ferro e leva o oxig\u00eanio para o c\u00e9rebro. Se voc\u00ea tem 5 litros de sangue e o seu batimento card\u00edaco \u00e9 72, com a perda de 2 litros de sangue ap\u00f3s o deslocamento do plasma, que \u00e9 uma subst\u00e2ncia de alt\u00edssima qualidade, o seu batimento card\u00edaco vai a 150.<\/p>\n<p>Essa quest\u00e3o \u00e9 fundamental, pois se o paciente \u00e9 liberado depois da febre, ele vai ter desmaios, vai cair novamente. Por isso que a hidrata\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. Esse paciente vai voltar para o hospital em choque, com o batimento card\u00edaco alto e com dois litros de sangue a menos. O paciente chega com a pele fria, o pulso fino e o m\u00e9dico quase n\u00e3o consegue verificar o batimento card\u00edaco. Por que o homem que tem sua perna decepadas por um trem entra em choque? Por conta da perda volumosa de sangue. Automaticamente, os batimentos card\u00edacos aumentam.<\/p>\n<p>A hidrata\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a regulariza\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea. Nos hospitais p\u00fablicos, voc\u00ea v\u00ea pessoas com dengue, horas esperando atendimento, sem tomar nem um refresco. Contudo, a hidrata\u00e7\u00e3o, diferente do que dizem, n\u00e3o \u00e9 feita s\u00f3 com \u00e1gua. O pot\u00e1ssio e o sal ajudam a regularizar a circula\u00e7\u00e3o, ajudam na hidrata\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 feito? Nos \u00e9 dado o soro caseiro. Mas as pessoas hipertensas n\u00e3o podem tomar o soro caseiro em grande quantidade. O que acontece? O paciente n\u00e3o morre de dengue, mas morre de AVC .<\/p>\n<p>Do ponto de vista administrativo, a cria\u00e7\u00e3o da UPA [Unidade de Pronto-Atendimento] no Rio de Janeiro, colocou os postos de sa\u00fade para terceiro plano. Os postos j\u00e1 tinham refer\u00eancia no combate \u00e0 dengue. As falhas administrativas est\u00e3o fazendo o conhecimento sobre a doen\u00e7a ficar cada vez mais reduzido. Por exemplo, os especialistas do governo tinham que estudar um pouco mais o car\u00e1ter antropol\u00f3gico e antropom\u00f3rfico da dengue. Como ela chegou ao Brasil na \u00e9poca da escravid\u00e3o? Onde ela se manteve, geograficamente? Isso traria respostas, por exemplo, para mitos, como o de que o Aedes aegypti p\u00f5e seus ovos na \u00e1gua parada. Mentira. Ele p\u00f5e seus ovos dois mil\u00edmetros acima do espelho d\u2019\u00e1gua, onde a \u00e1gua circula menos, mas \u00e9 mais limpa. Nas lajes, em habita\u00e7\u00f5es inacabadas, que no Rio s\u00e3o milhares, o Aedes n\u00e3o p\u00f5e seus ovos na \u00e1gua acumulada sobre o limo, mas nos cantos da laje, onde a \u00e1gua limpa da chuva circula, e pr\u00f3ximo ao phitoplancton ( limo). E a principal qualidade desse espa\u00e7o \u00e9 que ningu\u00e9m percebe que ali existe um foco de transmiss\u00e3o, um local que na verdade \u00e9 um foco em potencial. Ou seja, o Aedes \u00e9 inteligente. E esses focos s\u00e3o t\u00e3o perigosos, que pra se ter ideia, o mosquito vive 30 dias e p\u00f5e 1.500 ovos nesse per\u00edodo, geralmente no mesmo lugar onde nasceu .<\/p>\n<p>Outros mitos: os locais de \u00e1gua completamente parada n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos onde o Aedes p\u00f5e seus ovos. Nos locais com \u00e1gua como aqueles ton\u00e9is de \u00e1gua dos lava-jatos, onde o Aedes p\u00f5e seus ovos tamb\u00e9m, mas eles se alojam no fundo do tonel. Quando a \u00e1gua para, eles sobem ao espelho d\u2019\u00e1gua. As brom\u00e9lias n\u00e3o s\u00e3o locais apropriados para o Aedes p\u00f4r seus ovos, diferente do que \u00e9 dito, pois os horm\u00f4nios da planta matam os ovos. Os ferros velhos t\u00eam carca\u00e7as de carros que s\u00e3o focos potenciais n\u00e3o por conta da \u00e1gua somente, mas por conta do suor, isto \u00e9 odor do ser humano impregnado nos bancos. O Aedes fareja o nosso suor.<\/p>\n<p>Outro mito \u00e9 a vulnerabilidade de quem \u00e9 mais saud\u00e1vel ou menos saud\u00e1vel. Independente do tamanho, ou do peso da pessoa, o que vale na distin\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 mais ou menos vulner\u00e1vel \u00e0 dengue \u00e9 a compet\u00eancia imunol\u00f3gica. Como o sistema de defesa da pessoa reage. E ainda digo mais: sempre os mais saud\u00e1veis s\u00e3o mais vulner\u00e1veis. Se voc\u00ea ver fotos das crian\u00e7as que morreram de dengue, s\u00f3 vai ver crian\u00e7as saud\u00e1veis. As pessoas n\u00e3o conhecem o Aedes. As autoridades falam que n\u00e3o tem dengue no inverno no Rio, mas o aumento das temperaturas tem revelado casos de dengue em agosto, por exemplo, o m\u00eas mais frio do ano estatisticamente .<\/p>\n<p>Existem, tamb\u00e9m, outros mitos em rela\u00e7\u00e3o ao uso dessas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas no combate a dengue. O fumac\u00ea, por exemplo, tinha todas as suas subst\u00e2ncias importadas do USA. H\u00e1 15 anos, o fumac\u00ea foi contra-indicado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz. Com o fumac\u00ea, o controle biol\u00f3gico do vetor ficou prejudicado. Ou seja, al\u00e9m de atacar o Aedes aegypti, o fumac\u00ea matava tamb\u00e9m lagartixas, sapos, r\u00e3s, p\u00e1ssaros, causando um desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico. Foi justamente o fumac\u00ea que fez a dengue ficar end\u00eamica. O fumac\u00ea s\u00f3 atinge o inseto adulto. Ele n\u00e3o atinge o ovo que, encapsulado, n\u00e3o permite a entrada da subst\u00e2ncia. Al\u00e9m disso, o fumac\u00ea mata animais que s\u00e3o predadores dos mosquitos. Sem contar com o seu efeito t\u00f3xico para os seres humanos. E quando a situa\u00e7\u00e3o fica mais delicada, ainda tem alguns ousados que insistem em us\u00e1-lo.<\/p>\n<p>J\u00e1 faz 25 anos que os surtos de dengue tornaram-se comuns no Brasil. Em 2011, mais uma vez, o mosquito Aedes aegypti vem espalhando a doen\u00e7a pelos quatro cantos do pa\u00eds, principalmente pelas regi\u00f5es Norte e Sudeste. A inoper\u00e2ncia dos gerenciamentos \u00e9 a maior causa desse novo surto de dengue, assim como dos anteriores. Por isso, o problema do combate \u00e0 doen\u00e7a come\u00e7a pela comunica\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental criar cursos espec\u00edficos sobre dengue nos Postos de Saude, que est\u00e3o com os seus Centro de Estudos desprestigiados, como uma escola de combate \u00e0 dengue. Seria uma experi\u00eancia par4a fazer com que as associa\u00e7\u00f5es de moradores, os trabalhadores do local, todos aprendessem sobre a dengue o que nem a grande m\u00eddia domina e durante estes anos de endemia n\u00e3o conseguiu aprender. Pois, at\u00e9 hoje, os representantes da grande m\u00eddia n\u00e3o fizeram sequer um semin\u00e1rio para discutir o assunto .<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, a experi\u00eancia cubana com a dengue nos ensinou muito. Eles tiveram um surto de dengue em 1981 e conseguiram eliminar a doen\u00e7a. Hoje \u00e9 at\u00e9 complicado um m\u00e9dico cubano aprender sobre a dengue, pois n\u00e3o existem mais casos no pa\u00eds. Dessa experi\u00eancia, foi usado no Brasil um larvicida cubano muito eficiente, que apresentou bons resultados no combate a dengue. Mas uma grande diferen\u00e7a, al\u00e9m das subst\u00e2ncias, entre o combate a dengue em Cuba e no Brasil, foi que, l\u00e1, eles diziam ao povo: n\u00f3s temos que combater os focos da dengue, governo e popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui, o governo fala para o povo: voc\u00eas t\u00eam que combater os focos para a dengue acabar. S\u00f3 o povo. Aqui o Estado joga a responsabilidade para a popula\u00e7\u00e3o. Pois at\u00e9 hoje, os representantes da grande m\u00eddia n\u00e3o fizeram nem ao menos um semin\u00e1rio para discutir o assunto .<\/p>\n<p><strong>*Eraldo Bulh\u00f5es Martins \u00e9 m\u00e9dico e militante do PCB<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nDr. Eraldo Bulh\u00f5es*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1486\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1486","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-nY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}