{"id":14958,"date":"2017-07-03T13:18:22","date_gmt":"2017-07-03T16:18:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14958"},"modified":"2017-07-27T15:12:51","modified_gmt":"2017-07-27T18:12:51","slug":"100-anos-de-joao-saldanha-o-comunista-que-o-povo-consagrou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14958","title":{"rendered":"100 ANOS DE JO\u00c3O SALDANHA, O COMUNISTA QUE O POVO CONSAGROU"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/eLZoEX7HKa4CpnkXp0oNHzs7A5p3QPW45I0OQ9bkFN9joaAyLSJx9pZpJx4_TeHR5C46oXagMavC2usde3fDhDSKGXx1UtXmYA0KGP3Xdq-1dACi=s0-d-e1-ft#http:\/\/blogdojuca.uol.com.br\/files\/2012\/07\/Jo%C3%A3o-feliz.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Jo\u00e3o Alves de Saldanha nasceu na cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul, em 03 de julho de 1917, alguns meses antes de acontecer na R\u00fassia a Revolu\u00e7\u00e3o Bolchevique, evento que mudou a hist\u00f3ria da humanidade e influenciou diretamente a vida deste incr\u00edvel personagem que foi o \u201cJo\u00e3o Sem Medo\u201d. Filho do advogado Gaspar Saldanha e de Jenny Jobim, nasceu numa fam\u00edlia envolvida nas lutas pol\u00edticas ga\u00fachas: <!--more-->o av\u00f4 Jo\u00e3o Alves Saldanha, de quem herdou o nome, rico fazendeiro de Livramento, investiu a fortuna que tinha na Revolu\u00e7\u00e3o Federalista, e o pai continuou a saga dos rebeldes maragatos dos len\u00e7os vermelhos. Por causa dos conflitos no Estado, a fam\u00edlia Saldanha foi obrigada a se exilar no Uruguai em 1923.<\/p>\n<p>Gaspar Saldanha, mulher e filhos (Jo\u00e3o teve quatro irm\u00e3os: Maria, Aristides, Ione e Elza) retornaram ao Brasil em 1924, resid\u00eancia em Curitiba, onde Jo\u00e3o come\u00e7ou a se ligar a uma das maiores paix\u00f5es de sua vida: o futebol. Jogava pelada nos campinhos e passou a integrar o escrete dos Filhotes do Atl\u00e9tico (Paranaense). O pai emprestou o prest\u00edgio dos maragatos a Get\u00falio Vargas, que chegava ao governo do Rio Grande do Sul, j\u00e1 exercendo uma lideran\u00e7a regional. Com a chamada Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, Gaspar mudou-se com a fam\u00edlia para o Rio de Janeiro, acompanhando seu l\u00edder pol\u00edtico.<\/p>\n<p>No Rio, Jo\u00e3o adotou o Botafogo como clube do cora\u00e7\u00e3o, pois, na \u00e9poca, o time estava coalhado de craques ga\u00fachos. Adolescente, jogava futebol de praia, despertava o interesse das jovens cariocas e estudava no Col\u00e9gio Pedro II. Jogando pelo Botafogo, foi campe\u00e3o juvenil carioca, aos quinze anos, em companhia de Heleno de Freitas. Em 1935, Jo\u00e3o entrou para o curso de Direito da Universidade do Distrito Federal (atual UERJ), no Largo da Carioca, onde conheceu os universit\u00e1rios comunistas e a eles se ligou. Assinou a ficha do PCB e, com a repress\u00e3o desencadeada por Vargas ap\u00f3s o Levante Comunista de 1935, acabou expulso com outros colegas da universidade, ap\u00f3s enfrentar, com socos e pontap\u00e9s, a pol\u00edcia que invadira o pr\u00e9dio da Faculdade de Direito.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o foi recrutado para a c\u00e9lula do Partido em Copacabana, passando a cumprir v\u00e1rias tarefas, dentre as quais a mais importante foi servir como mensageiro do Partido em miss\u00f5es na Europa e nas Am\u00e9ricas, para denunciar as pris\u00f5es e torturas do Estado Novo. Aproveitava muitas das viagens acontecidas por causa do futebol para exercer esta atividade.<\/p>\n<p>Em 1942, casou-se com Hilda, com quem teve as filhas Vera e Sonia. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, passou um tempo em Paris para estudar em cursos de marxismo-leninismo e viajou pela Europa Oriental como correspondente de uma ag\u00eancia de not\u00edcias que fazia reportagens sobre os campos de exterm\u00ednio nazistas. De volta ao Rio, foi trabalhar na Folha do Povo, que integrava a rede de jornais do Partido Comunista e era dirigida por Aydano do Couto Ferraz. Nesse mesmo per\u00edodo assumiu a secretaria geral da <strong>Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC)<\/strong>, atuando ao lado de Apol\u00f4nio de Carvalho, ent\u00e3o presidente da entidade. Jo\u00e3o era respons\u00e1vel pela \u00e1rea de cultura e eventos, como semin\u00e1rios, debates, torneios esportivos e festas, organizados para divulgar as ideias do PCB e recrutar novos militantes para a Juventude e o Partido. Em seguida, foi conduzido \u00e0 presid\u00eancia da UJC, j\u00e1 na clandestinidade imposta pelo governo de Eurico Dutra, em tempos de Guerra Fria. A Uni\u00e3o da Juventude Comunista, espelhando seu dirigente m\u00e1ximo, tornou-se mais aguerrida, indo \u00e0s ruas, faculdades e escolas. Jo\u00e3o foi preso em 03 de agosto de 1947, no Largo do Machado, onde promovia \u201ccom\u00edcio de propaganda comunista\u201d, segundo ficha do DOPS.<\/p>\n<p>Em meio ao clima de \u201cca\u00e7a \u00e0s bruxas\u201d, Jo\u00e3o seguiu participando das atividades partid\u00e1rias, como respons\u00e1vel pela UJC, a exemplo do I Congresso Brasileiro de Defesa da Paz e da Cultura, em 1949, na sede da UNE, no Flamengo, invadido pela pol\u00edcia comandada por Cecil Bohrer. Jo\u00e3o foi ferido a bala, teve seu apartamento arrombado e destru\u00eddo pelos policiais e foi condenado a seis anos de cadeia, sem direito a julgamento. Com receio de que ele fosse assassinado, o PCB resolveu envi\u00e1-lo para S\u00e3o Paulo, onde participou da campanha do \u201cPetr\u00f3leo \u00e9 Nosso\u201d. Ap\u00f3s ser novamente preso, decidiu partir para a Europa, em fins de 1949. Frequentou cursos de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em Praga e Moscou, visitou a China a convite da Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Juventude Democr\u00e1tica, para participar dos festejos do primeiro anivers\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista.<\/p>\n<p>Regressou ao Brasil em 1950, quando foi designado pelo Comit\u00ea Central para a tarefa mais \u00e1rdua de sua vida: dar assist\u00eancia aos militantes do PCB que dirigiam a luta dos camponeses pela terra em Porecatu, no norte do Paran\u00e1. Grandes grileiros agiram com viol\u00eancia, atrav\u00e9s de jagun\u00e7os, pistoleiros e o apoio da pol\u00edcia do governador, para expulsar dali os posseiros, o que provocou a resist\u00eancia armada dos camponeses. Entre as lideran\u00e7as do movimento estava Hil\u00e1rio Pinha, militante do PCB, que solicitou a ajuda da dire\u00e7\u00e3o nacional do Partido. Jo\u00e3o Saldanha foi morar em Londrina e, al\u00e9m de dar assist\u00eancia pol\u00edtica aos revoltosos, levava dinheiro arrecadado pela rede de solidariedade ao movimento e organizava cursos de forma\u00e7\u00e3o de quadros para os camponeses. A atua\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o tamb\u00e9m foi fundamental para a conquista de uma sa\u00edda negociada do conflito com o Governo do Estado, ap\u00f3s meses de intensos combates com os jagun\u00e7os e as for\u00e7as policiais. Ao final, gra\u00e7as ao movimento, entre 1.500 e 1.800 fam\u00edlias receberam terras.<\/p>\n<p>No ano de 1953, Jo\u00e3o assumiu outra tarefa de peso: respons\u00e1vel pela liga\u00e7\u00e3o do Partido no Estado de S\u00e3o Paulo com as bases sindicais, teve presen\u00e7a destacada na coordena\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es dos comunistas junto \u00e0 Greve dos 300 Mil, hist\u00f3rico movimento iniciado com a Passeata da Panela Vazia em 18 de mar\u00e7o daquele ano, quando 60 mil trabalhadores foram \u00e0s ruas em protesto contra a carestia. Foram 29 dias de greve que deixaram S\u00e3o Paulo sem transporte e sem f\u00e1bricas funcionando, ao paralisar 270 empresas. O movimento sindical saiu fortalecido do movimento, e o PCB reconquistava a influ\u00eancia junto aos oper\u00e1rios e sindicalistas, ap\u00f3s o per\u00edodo de intensa repress\u00e3o sofrida com a onda anticomunista. Tamb\u00e9m come\u00e7ava a superar os equ\u00edvocos da linha esquerdista fomentada pelo Manifesto de Agosto de 1950.<\/p>\n<p>J\u00e1 casado com a segunda esposa, Ruth, com quem teria os filhos Ruthinha e Jo\u00e3o Viotti, Saldanha foi convidado pelo Botafogo a ser o novo t\u00e9cnico do time em 1957. Foi campe\u00e3o carioca com a ajuda dos craques Garrincha, Didi e Nilton Santos. Em 1959, deixou a fun\u00e7\u00e3o e come\u00e7ou a trabalhar como comentarista esportivo de r\u00e1dio, profiss\u00e3o que o consagraria. Come\u00e7ou na R\u00e1dio Nacional, depois foi para a R\u00e1dio Guanabara, ao mesmo tempo em que passava a escrever para o jornal <em>\u00daltima Hora<\/em> e integrava a mesa redonda da <em>Grande Revista Esportiva Facit<\/em>, na TV Rio, Canal 13, juntamente com Luiz Mendes, N\u00e9lson Rodrigues e Armando Nogueira. Com o golpe de 1964, foi proibido de continuar usando o microfone da R\u00e1dio Nacional e conseguiu emprego na Continental, mas no primeiro coment\u00e1rio meteu o cacete nos militares e teve de sumir por uns tempos.<\/p>\n<p>Em 1966, foi contratado pela TV Globo, juntamente com o grupo da Revista Facit. Com sua linguagem direta e simples, dizendo na lata o que pensava, Jo\u00e3o conquistou o p\u00fablico de r\u00e1dio, jornal e televis\u00e3o e ficou conhecido como \u201co comentarista que o Brasil consagrou\u201d. Trabalhou na R\u00e1dio Globo, R\u00e1dio Tupi e Jornal do Brasil, nunca tendo abandonado o jeito cr\u00edtico, objetivo e bem-humorado de comentar as partidas de futebol e sempre aproveitando os espa\u00e7os para dar seus pitacos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Casado com Thereza Bulh\u00f5es e com o prest\u00edgio adquirido como comentarista, em 1969 foi convidado por Jo\u00e3o Havelange a assumir a dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, para reconquistar a confian\u00e7a e o apoio popular ap\u00f3s o fiasco de 1966. Montou a base da Sele\u00e7\u00e3o que conquistaria a Copa de 1970, com os jogadores que ficaram conhecidos como \u201cas Feras do Saldanha\u201d. As diverg\u00eancias com os militares que comandavam o esporte e tentaram interferir diretamente no seu trabalho, al\u00e9m do fato de que jamais deixara de fazer suas cr\u00edticas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do futebol brasileiro, aos cartolas e \u00e0 pr\u00f3pria ditadura, o fizeram perder o cargo alguns meses depois que o general M\u00e9dici chegou \u00e0 presid\u00eancia. A conjuntura de avan\u00e7o da repress\u00e3o sobre aqueles que resistiam ao regime, com amplia\u00e7\u00e3o da censura, das persegui\u00e7\u00f5es, torturas e assassinatos, fez tamb\u00e9m crescer as press\u00f5es daqueles que n\u00e3o admitiam a presen\u00e7a de um comunista \u00e0 frente da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, especialmente quando o time se acertava e ca\u00eda nas gra\u00e7as do povo.<\/p>\n<p>Com o fim da ditadura e ap\u00f3s o quarto casamento, com Maria Sylvia, Jo\u00e3o protagonizou marcante experi\u00eancia eleitoral vivenciada pelo PCB na d\u00e9cada de 1980: comp\u00f4s, na condi\u00e7\u00e3o de candidato a vice-prefeito, a chapa com Marcello Cerqueira (PSB) \u00e0 Prefeitura do Rio de Janeiro, no ano de 1985. Era uma frente eleitoral de esquerda, uma t\u00e1tica adotada pelo Comit\u00ea Municipal do PCB Rio, que desafinava da orienta\u00e7\u00e3o nacional do Partido, a qual priorizava alian\u00e7as com os partidos burgueses, na linha da chamada Frente Democr\u00e1tica, op\u00e7\u00e3o desastrosa que, consolidada nas elei\u00e7\u00f5es de 1986, faria o PCB perder, progressivamente, a influ\u00eancia pol\u00edtica junto aos setores oper\u00e1rios e populares. A campanha da chapa Marcelo-Jo\u00e3o (PSB-PCB) empolgou a milit\u00e2ncia comunista e socialista do Rio, que foi pra rua com as bandeiras vermelhas, cativando parcela significativa do eleitorado de esquerda. Apesar da sa\u00fade muito debilitada por causa do enfisema pulmonar que acabaria levando-o \u00e0 morte anos depois, Jo\u00e3o participou de palestras, debates, entrevistas, caminhadas. A Frente Rio conquistou o quarto lugar na disputa, obtendo 188.088 votos, quase 7% do total.<\/p>\n<p>O quinto casamento aconteceu depois das elei\u00e7\u00f5es, com a mineira Helo\u00edsa. Jo\u00e3o Saldanha faleceu em 12 de julho de 1990, em Roma, onde fez quest\u00e3o de estar para acompanhar, a trabalho pela TV Manchete, a Copa do Mundo na It\u00e1lia. O sepultamento no cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, no Rio, foi marcado pela emo\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a de amigos e camaradas, que cantaram o Hino do Botafogo e gritaram: \u201cFor\u00e7a, a\u00e7\u00e3o, aqui \u00e9 o Partid\u00e3o\u201d! O Brasil perdia o comentarista esportivo que revolucionou a an\u00e1lise das partidas de futebol, o colunista que escrevia sem rodeios e era entendido por todos, o militante que n\u00e3o recusava tarefas, o comunista \u00edntegro e verdadeiro. Mas, como diria o Jo\u00e3o Sem Medo, \u201cvida que segue\u201d!<\/p>\n<p><em>No dia 17 de abril de 2015, no Sal\u00e3o Nobre do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais (IFCS) da UFRJ, na abertura do VII Congresso da Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC), um dos momentos de maior emo\u00e7\u00e3o do evento foi a entrega da Medalha Dinarco Reis em mem\u00f3ria de Jo\u00e3o Saldanha, que, em sua juventude, teve destacado papel na organiza\u00e7\u00e3o nacional da UJC, assumindo a presid\u00eancia da entidade em 1948. A homenagem contou com a presen\u00e7a do c\u00e9lebre jogador Afonsinho, que lembrou a conviv\u00eancia com Jo\u00e3o no Botafogo e nas batalhas pol\u00edticas, e de Thereza Bulh\u00f5es, que recebeu a medalha na condi\u00e7\u00e3o de ex-esposa do nosso querido camarada e proferiu discurso exaltando a import\u00e2ncia da Juventude Comunista nas lutas contempor\u00e2neas.<\/em><\/p>\n<p><em>(Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jo\u00e3o Alves de Saldanha nasceu na cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul, em 03 de julho de 1917, alguns meses antes de \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14958\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50,46],"tags":[],"class_list":["post-14958","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3Tg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14958"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14958\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}