{"id":14992,"date":"2017-07-06T14:22:02","date_gmt":"2017-07-06T17:22:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=14992"},"modified":"2017-07-27T15:13:43","modified_gmt":"2017-07-27T18:13:43","slug":"a-austeridade-fere-e-mata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14992","title":{"rendered":"A austeridade fere e mata"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/ci4.googleusercontent.com\/proxy\/Dm6DuqhoBoULf5317T648bFEStNFtRUm4biElmocNDaJtP-3FUv-XKoRE89cf0Ms8o1py0KD38IvTDyT3p-C-G_UMohP7fppvvPGzBNJaNezZreNQli8b9tGIQB_MF_lN6o-_AfbCJPRQrxvekBotLArMCGfKK6FmegJFHjO-m_PwYYuCLbCuDVGsD92umVUq5ZOk-cqqQaGEG0hULNXS53qCRR0=s0-d-e1-ft#https:\/\/www.cartacapital.com.br\/revista\/958\/a-austeridade-fere-e-mata\/funcionarios-curitiba\/@@images\/9e54b6bf-92cc-4ff7-9868-fe5e26d1851c.jpeg\" alt=\"imagem\" \/>Doen\u00e7as e \u00f3bitos crescem mais onde \u00e9 maior o ataque \u00e0s redes de prote\u00e7\u00e3o social dos indiv\u00edduos mais fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>O total de desempregados subiu para 14,3 milh\u00f5es no Brasil em mar\u00e7o, <!--more-->um recorde hist\u00f3rico segundo o IBGE, e atingir\u00e1 201 milh\u00f5es no mundo este ano, prev\u00ea a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 de Carlos Drummond e publicada por CartaCapital, 03-07-2017.<\/p>\n<p>Aqui e no exterior ainda predominam, entretanto, as mesmas pol\u00edticas recessivas e de austeridade causadoras das demiss\u00f5es em massa, ou solu\u00e7\u00f5es incapazes de reverter a situa\u00e7\u00e3o, constatam v\u00e1rios economistas.<\/p>\n<p>Como se isso n\u00e3o bastasse, a discuss\u00e3o sobre as causas da crise e as op\u00e7\u00f5es para super\u00e1-la ocorrem quase exclusivamente na esfera econ\u00f4mica. Uma diferen\u00e7a fundamental deve ser destacada: a Europa mant\u00e9m, apesar dos ataques, o Estado de Bem-Estar Social, uma conquista inimagin\u00e1vel no Brasil em regress\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse enfoque restrito \u00e9 equivocado, criticam <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/501730-crise-eleva-suicidios-e-piora-saude-na-grecia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">David Stuckler<\/a>, especialista em economia da sa\u00fade e pesquisador da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e Sanjay Basu, professor de medicina e epidemiologista da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cA discuss\u00e3o em torno da <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/551683-licoes-da-crise-de-2008-e-2009\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Grande Recess\u00e3o iniciada em 2008 <\/a>centrou-se demais na diminui\u00e7\u00e3o do PIB, nos d\u00e9ficits e na redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida e pouqu\u00edssimo na sa\u00fade e no bem-estar das pessoas\u201d, acusam os especialistas no livro The Body Economic, focado nas decis\u00f5es tomadas pelos governos e nas respectivas repercuss\u00f5es para as economias e a integridade f\u00edsica dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Segundo os autores, o aumento dos \u00edndices de depress\u00e3o, suic\u00eddio, alcoolismo, epidemias, doen\u00e7as infecciosas e problemas sanit\u00e1rios \u00e9 considerado inevit\u00e1vel nas recess\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 bem isso, dizem, e apontam o exemplo da Su\u00e9cia, que sofreu uma crise econ\u00f4mica grave no in\u00edcio de 1990, pior do que a Grande Recess\u00e3o, mas n\u00e3o experimentou uma eleva\u00e7\u00e3o do n\u00famero de suic\u00eddios ou mortes.<\/p>\n<p>Na Noruega, Canad\u00e1 e at\u00e9 em parte da popula\u00e7\u00e3o dos EUA, houve melhora nos indicadores de sa\u00fade. O Jap\u00e3o da \u201cd\u00e9cada perdida\u201d exibe hoje \u00edndices entre os melhores do mundo.<\/p>\n<p>O perigo real para a sa\u00fade p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria recess\u00e3o, mas os cortes radicais de gastos p\u00fablicos, exatamente por destru\u00edrem a rede de prote\u00e7\u00e3o social dos cidad\u00e3os fragilizados pelos colapsos da economia. \u201cAs recess\u00f5es podem causar danos, mas a austeridade mata\u201d, disparam Stuckler e Basu.<br \/>\nA Isl\u00e2ndia, abalada pela pior crise banc\u00e1ria da hist\u00f3ria, n\u00e3o teve um aumento no n\u00famero de mortes durante a Grande Recess\u00e3o porque conservou e refor\u00e7ou seus programas de bem-estar social. A Gr\u00e9cia sofreu fortes press\u00f5es do FMI, da Comiss\u00e3o Europeia e do Banco Central Europeu para aplicar cortes draconianos de gastos, os maiores na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.<br \/>\nAntes de 2008, o pa\u00eds tinha a menor taxa de suic\u00eddios da Europa. S\u00f3 em 2012, mais de 600 cidad\u00e3os gregos se mataram, entre eles o farmac\u00eautico aposentado Dimitris Christoulas, aos 77 anos.<\/p>\n<p>Sua pens\u00e3o, reduzida de modo dr\u00e1stico pelo governo, s\u00f3 cobria os gastos com a pr\u00f3pria medica\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o estou me suicidando. Est\u00e3o me matando. Estou convencido de que os jovens sem futuro algum dia empunhar\u00e3o armas e fuzilar\u00e3o os traidores deste pa\u00eds na <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/44964-indignados-recriam-agora-perto-da-original\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pra\u00e7a Syntagma<\/a> (em Atenas)\u201d, dizia o bilhete deixado por Christoulas.<\/p>\n<p>Uma escalada de destrui\u00e7\u00e3o da rede de prote\u00e7\u00e3o social da parcela mais vulner\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 o que se v\u00ea tamb\u00e9m no Brasil, desde o ajuste fiscal de 2015, do ministro Joaquim Levy, sob o governo de Dilma Rousseff, at\u00e9 o pouco mais de um ano da desastrosa gest\u00e3o de Michel Temer.<br \/>\nA <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/539187-seguro-desemprego-manter-atuais-regras-e-fundamental\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">redu\u00e7\u00e3o do seguro-desemprego<\/a>, a diminui\u00e7\u00e3o dos recursos para habita\u00e7\u00e3o popular e sa\u00fade, o ataque \u00e0 Previd\u00eancia Social e \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, ao lado da privatiza\u00e7\u00e3o e desnacionaliza\u00e7\u00e3o desenfreadas, por certo comprometer\u00e3o o futuro de gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o, na ter\u00e7a-feira 20, da C\u00e2mara Municipal de Curitiba por funcion\u00e1rios p\u00fablicos contr\u00e1rios ao pacote de austeridade encaminhado pelo prefeito Rafael Greca foi uma das v\u00e1rias iniciativas contra os desmandos, em diversos estados e munic\u00edpios em situa\u00e7\u00e3o de calamidade, devido ao ajuste fiscal generalizado.<\/p>\n<p>Muda o pa\u00eds, mas a austeridade \u00e9 a mesma, mostra o exemplo a seguir. Em dezembro, o governo Temer cancelou 1,12 milh\u00e3o de benef\u00edcios do Bolsa Fam\u00edlia, sob a alega\u00e7\u00e3o da necessidade de aumentar a fiscaliza\u00e7\u00e3o por suposta falta de transpar\u00eancia e manipula\u00e7\u00e3o do programa, embora houvesse auditoria regular desde 2009, com exclus\u00f5es sistem\u00e1ticas de indiv\u00edduos sem direito ao abono.<\/p>\n<p>Dois anos antes, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que centenas de milhares de cidad\u00e3os ludibriavam o sistema estatal de aux\u00edlio aos inv\u00e1lidos. O Minist\u00e9rio do Trabalho e Pens\u00f5es discordou e informou que menos de 1% dos fundos, o equivalente a 2 milh\u00f5es de libras, iam parar em m\u00e3os erradas.<\/p>\n<p>Cameron manteve o corte e contratou por 400 milh\u00f5es de libras a empresa francesa Atos para fazer avalia\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas dos pensionistas.<\/p>\n<p>Na Grande Depress\u00e3o dos anos 1930 nos Estados Unidos, as medidas do New Deal do presidente Franklin Delano Roosevelt, para gera\u00e7\u00e3o de empregos e refor\u00e7o da rede de prote\u00e7\u00e3o social, tiveram efeito positivo comprovado na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cada 100 d\u00f3lares de gastos por habitante resultaram, em m\u00e9dia, em uma diminui\u00e7\u00e3o de, aproximadamente, 18 mortes por pneumonia a cada 100 mil habitantes, resultado expressivo numa \u00e9poca sem medicamentos eficazes contra a doen\u00e7a. Possibilitaram tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil em 18 \u00f3bitos para cada 1 mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>O New Deal est\u00e1 associado ainda a uma queda do n\u00famero de suic\u00eddios: \u201cUtilizando modelos estat\u00edsticos rigorosos que descartam as explica\u00e7\u00f5es alternativas, descobrimos que cada 100 d\u00f3lares de gastos adicionais do programa por pessoa levaram a uma diminui\u00e7\u00e3o significativa de 4 suic\u00eddios por 100 mil habitantes\u201d, sublinham Stuckler e Basu. A situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 oposta, com 4.750 casos acima do patamar anterior a 2008.<\/p>\n<p>A Su\u00e9cia e a Finl\u00e2ndia, dizem os pesquisadores, t\u00eam programas para obten\u00e7\u00e3o de empregos e prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental e por isso as demiss\u00f5es em massa n\u00e3o foram acompanhadas de aumento de suic\u00eddios nas v\u00e1rias recess\u00f5es ocorridas durante os anos 1980 e 1990.<\/p>\n<p>Segundo a ONU, o Brasil, apesar das taxas de suic\u00eddio relativamente baixas na compara\u00e7\u00e3o internacional, \u00e9 o oitavo pa\u00eds com maior n\u00famero de ocorr\u00eancias no mundo, em n\u00fameros absolutos.<\/p>\n<p>No Reino Unido, o uso de antidepressivos aumentou 22% entre 2007 e 2009. Uma pesquisa em 2010 descobriu que 7% daqueles que procuram ajuda para \u201cestresse relacionado ao trabalho\u201d iniciaram tratamento farmacol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos emitiram 3,13 milh\u00f5es de prescri\u00e7\u00f5es adicionais contra a depress\u00e3o em 2010 em rela\u00e7\u00e3o a dois anos antes. Em consequ\u00eancia da austeridade, mais pessoas passaram a viver nas ruas de Londres e as taxas de tuberculose deram um salto para 279 casos em 2011, uma varia\u00e7\u00e3o de 8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Com o aumento do n\u00famero de moradores de rua tamb\u00e9m na Gr\u00e9cia e em outros pa\u00edses, pioraram os indicadores de consumo de drogas, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, estupros e espancamentos.<\/p>\n<p>Uma <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/567880-acao-da-policia-para-acabar-com-cracolandia-gera-terror-em-moradores-e-dependentes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trag\u00e9dia cr\u00f4nica na S\u00e3o Paulo da Cracol\u00e2ndia<\/a>, entre outras cidades brasileiras, onde o n\u00famero de moradores de rua cresce seis vezes mais r\u00e1pido que o conjunto da popula\u00e7\u00e3o e dobrou nos \u00faltimos 15 anos, segundo pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas.<br \/>\nEntre 2007 e 2009, o n\u00famero de pessoas que tomaram antidepressivos di\u00e1rios aumentou 17% na Espanha. A quantidade de pacientes com sintomas cl\u00ednicos de depress\u00e3o profunda passou de 29% para 48% entre 2006 e 2010.<\/p>\n<p>Os demais casos sa\u00edram de 6% para cerca de 9% do total, os relat\u00f3rios de ataques de p\u00e2nico subiram de 10% para 16% e o abuso na ingest\u00e3o de \u00e1lcool cresceu de menos de 1% para 6% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Segundo divulgou a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade em fevereiro, a depress\u00e3o afeta 4,4% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 5,8% dos brasileiros. O nosso pa\u00eds tem a maior propor\u00e7\u00e3o de casos de ansiedade no planeta, de 9,3%.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, 10% da popula\u00e7\u00e3o adulta tomou antidepressivos durante a Recess\u00e3o. Em m\u00e9dia, cada 100 execu\u00e7\u00f5es adicionais de hipotecas, no colapso do mercado imobili\u00e1rio desencadeador da crise, corresponderam a um aumento de 7,2% na procura de atendimento de emerg\u00eancia e de interna\u00e7\u00f5es por hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>Resultaram tamb\u00e9m em um salto de 8,1% nas complica\u00e7\u00f5es relacionadas ao diabetes, principalmente entre indiv\u00edduos com menos de 50 anos. Entre 2007 e 2009, os servi\u00e7os de emerg\u00eancia atenderam 6 milh\u00f5es de pessoas al\u00e9m do total habitual registrado em per\u00edodo equivalente anterior \u00e0 derrocada da economia.<\/p>\n<p>O n\u00famero de crian\u00e7as sem casa passou de 1,2 milh\u00e3o em 2007 para cerca de 1,6 milh\u00e3o em 2010, ou cerca de uma em cada 45.<\/p>\n<p>O governo da Finl\u00e2ndia, em vez de cortar os or\u00e7amentos para constru\u00e7\u00e3o de moradias, implantou, em 2008, uma pol\u00edtica habitacional para reduzir a popula\u00e7\u00e3o sem-teto entre 2009 e 2011, per\u00edodo em que a quantidade de desabrigados aumentou no Reino Unido, Irlanda, Gr\u00e9cia, Espanha e Portugal.<br \/>\nAs decis\u00f5es quanto \u00e0 condu\u00e7\u00e3o da economia, concluem Stuckler e Basu, n\u00e3o envolvem s\u00f3 taxas de crescimento e d\u00e9ficits or\u00e7ament\u00e1rios, mas s\u00e3o tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de vida ou morte.<\/p>\n<p>\u201cSe fosse necess\u00e1rio demonstrar que as pol\u00edticas econ\u00f4micas s\u00e3o \u2018seguras e eficazes\u2019 assim como se faz para aprovar o uso de medicamentos, ter\u00edamos sociedades mais seguras e saud\u00e1veis. Ocorre o contr\u00e1rio: a austeridade submete pa\u00edses a um experimento gigante com a sa\u00fade humana, e tudo o que podemos fazer \u00e9 contar os mortos. Essas vidas n\u00e3o voltar\u00e3o, entretanto, quando as bolsas de valores se recuperarem.\u201d<\/p>\n<p><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Funcion\u00e1rios invadem a C\u00e2mara de Curitiba contra o ajuste fiscal<\/em><\/p>\n<p>http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/569317-a-austeridade-fere-e-mata<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Doen\u00e7as e \u00f3bitos crescem mais onde \u00e9 maior o ataque \u00e0s redes de prote\u00e7\u00e3o social dos indiv\u00edduos mais fr\u00e1geis. O total de desempregados \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/14992\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-14992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3TO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14992"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14992\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}