{"id":1502,"date":"2011-05-23T21:00:54","date_gmt":"2011-05-23T21:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1502"},"modified":"2011-05-23T21:00:54","modified_gmt":"2011-05-23T21:00:54","slug":"100-dias-de-dilma-a-direita-aprova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1502","title":{"rendered":"100 dias de Dilma: a direita aprova"},"content":{"rendered":"\n<p>Dilma mant\u00e9m o essencial da pol\u00edtica de seu antecessor, com uma vantagem. Dilma \u00e9 Lula sem o jogo de cena. N\u00e3o precisa dizer que faz o que pode. Ela faz o que deve ser feito, segundo as receitas neoliberais.<\/p>\n<p>O governo Dilma completou 100 dias em 10 de Abril passado. A grande imprensa fez seu balan\u00e7o. E, como se sabe, os editoriais dos jornal\u00f5es brasileiros s\u00e3o porta-vozes de v\u00e1rios sectores da direita nacional. Para \u201cO Globo\u201d, o saldo \u00e9 positivo. A \u201cFolha\u201d diz que \u00e9 \u201causpicioso\u201d. O \u201cEstad\u00e3o\u201d limitou-se a cobrar um \u201cestilo\u201d. Ou seja, a esperan\u00e7a venceu o medo\u2026 dos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Parece ter ficado para tr\u00e1s o clima de terror fan\u00e1tico que reinou durante as elei\u00e7\u00f5es presidenciais do ano passado. As demonstra\u00e7\u00f5es de boa vontade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presidenta n\u00e3o foram poucas. Em programas de TV populares, em entrevistas cordiais, visitas de celebridades. E, claro, no reconhecimento de que o governo Dilma mant\u00e9m o essencial da pol\u00edtica de seu antecessor, com uma vantagem. Dilma \u00e9 Lula sem o jogo de cena. N\u00e3o precisa dizer que faz o que pode. Ela faz o que deve ser feito, segundo as receitas neoliberais.<\/p>\n<p>\u00c9 o que demonstrou ordenando um corte de R$ 50 bilh\u00f5es no or\u00e7amento de 2011. As \u00e1reas atingidas? Gastos com pessoal foram reduzidos em R$ 3,5 milh\u00f5es, incluindo congelamento dos sal\u00e1rios dos servidores. Foram tamb\u00e9m cortados R$ 5 bilh\u00f5es no Programa \u201cMinha Casa Minha Vida\u201d. O minist\u00e9rio da Reforma Agr\u00e1ria ficou sem R$ 929 milh\u00f5es. Na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o, corte de R$ 3,1 milh\u00f5es. Na Sa\u00fade, R$ 578 milh\u00f5es. R$ 1,5 bilh\u00e3o, nos Desportos. Quase R$ 400 milh\u00f5es no Meio Ambiente. R$ 2,3 bilh\u00f5es dos Transportes.<\/p>\n<p>Gastos sociais s\u00e3o sacrificados, mas Dilma mant\u00e9m em dia o pagamento da enorme d\u00edvida p\u00fablica. Um rombo e um roubo que consumiu 44% do or\u00e7amento federal no ano passado. Em 2010, foram reservados mais de R$ 78 bilh\u00f5es para pagar os juros dessa d\u00edvida. \u00c9 o chamado super\u00e1vit prim\u00e1rio, cujo pagamento \u00e9 sagrado, mesmo que se destine a banqueiros e especuladores nacionais e estrangeiros.<\/p>\n<p>O resultado j\u00e1 se fez sentir. O super\u00e1vit prim\u00e1rio do primeiro trimestre deste ano foi 105% maior em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o dos movimentos populares, dos trabalhadores e da esquerda em geral deveria ser outro. Nada positivo. A come\u00e7ar pela luta pelo reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo. O governo barrou um aumento maior, dando mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de \u201cresponsabilidade\u201d ao empresariado. As centrais sindicais n\u00e3o gostaram. Mas as m\u00e1goas logo se dissiparam.<\/p>\n<p>Na mesma \u00e9poca, os trabalhadores de obras do PAC entraram em greve. Os sindicalistas pelegos agiram prontamente. As centrais sindicais oficiais, incluindo a CUT, sa\u00edram em defesa dos patr\u00f5es e das obras. Entre elas, Belo Monte, que recebeu uma licen\u00e7a ambiental ilegal por press\u00e3o do governo. Depois de muita negocia\u00e7\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o aceite pelos sindicalistas foi vergonhosa: 3 mil demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>A direc\u00e7\u00e3o do MST reclama do desprezo do governo quanto \u00e0 reforma agr\u00e1ria. N\u00e3o deveria. N\u00e3o foram poucas as lideran\u00e7as dos Sem-Terra que acusaram o governo Lula de fazer menos pela reforma agr\u00e1ria do que FHC. Dilma, cuja candidatura foi apoiada por muitas dessas lideran\u00e7as, apenas continua Lula.<\/p>\n<p>Opera\u00e7\u00f5es urbanas como os \u201cchoques de ordem\u201d multiplicam-se nas grandes cidades. Na verdade, s\u00e3o ac\u00e7\u00f5es de expuls\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es pobres dos centros urbanos em busca de revaloriza\u00e7\u00e3o para especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Processo que deve se radicalizar durante a prepara\u00e7\u00e3o para a Copa Mundial e Olimp\u00edadas. Tudo isso contando com a cumplicidade activa do governo federal.<\/p>\n<p>Muita gente defendia o voto em Dilma para manter a pol\u00edtica externa de Lula. O novo governo condenou o Ir\u00e3o e seus ataques ao povo iraniano. Mas falta coer\u00eancia. Nada fez contra a interven\u00e7\u00e3o militar estrangeira na L\u00edbia. Ao mesmo tempo, recebeu Obama com tapete vermelho e as maiores honrarias. O chefe da pot\u00eancia mais violenta do mundo teve uma recep\u00e7\u00e3o quase mon\u00e1rquica. Depois, foi \u00e0 China mendigar acordos comerciais para as multinacionais brasileiras. Em nome disso, fechou os olhos para a falta de liberdades e a feroz repress\u00e3o do Estado chin\u00eas a movimento populares e de trabalhadores.<\/p>\n<p>\u00c9 o lulismo em pleno funcionamento. Uma engenharia pol\u00edtica que favorece os poderosos; pede calma aos explorados e alivia a fome dos miser\u00e1veis com migalhas. Da\u00ed, um in\u00edcio com grande apoio popular do governo Dilma. A heran\u00e7a de Lula lhe garantiu a melhor avalia\u00e7\u00e3o para um presidente dos \u00faltimos 12 anos. No in\u00edcio de Abril, registaram-se 56% das pessoas pesquisadas pelo Ibope considerando o governo Dilma \u00f3ptimo ou bom.<\/p>\n<p>O grande \u00e1libi utilizado pelos apoiadores de esquerda do governo Lula eram os ataques da grande media. Apesar de tudo o que o governo petista fez para manter intacto o monop\u00f3lio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, estes n\u00e3o engoliam o ex-sindicalista.<\/p>\n<p>Dilma tem um inimigo diferente. \u00c9 a extrema-direita. Um sector que n\u00e3o perdoa seu passado de guerrilheira. Bom \u00e1libi para a esquerda que defende a presidenta. Mas, diferente dos gorilas fardados, Dilma n\u00e3o nega seu passado nem est\u00e1 presa a ele. Sua tarefa actual \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o de uma ordem injusta e opressora.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a verdadeira oposi\u00e7\u00e3o popular ao lulismo continua a trope\u00e7ar em suas pr\u00f3prias dificuldades. O movimento sindical combativo n\u00e3o consegue se unificar. Houve diverg\u00eancias e debates intermin\u00e1veis at\u00e9 para decidir os locais de manifesta\u00e7\u00f5es do 1\u00ba de Maio. Os partidos de esquerda s\u00e3o incapazes de unir for\u00e7as, n\u00e3o somente em elei\u00e7\u00f5es, mas nas lutas e frentes em que actuam lado a lado.<\/p>\n<p>As principais lideran\u00e7as dos movimentos sociais se deixaram vencer pelas pol\u00edticas de coopta\u00e7\u00e3o de governos e institui\u00e7\u00f5es. Principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depend\u00eancia financeira. O MST reclama dos efeitos desmobilizadores do Bolsa-Fam\u00edlia, mas a maioria de suas lideran\u00e7as alinha-se ao governo quase incondicionalmente. Al\u00e9m disso, o maior problema \u00e9 o apoio decidido do governo petista ao agroneg\u00f3cio, que enfraquece a agricultura familiar a passos largos. Compromete o horizonte campon\u00eas que atrai e impulsiona a luta da maioria dos integrantes do movimento.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 a institucionaliza\u00e7\u00e3o dos conflitos. Algo que j\u00e1 vinha se impondo antes dos governos petistas, mas que se aprofundou. Foi imposta aos movimentos sociais e sindical a l\u00f3gica do \u201clobby\u201d. A press\u00e3o popular passa a ser direccionada para gabinetes parlamentares, \u00f3rg\u00e3os governamentais e institui\u00e7\u00f5es oficiais. Importantes decis\u00f5es s\u00e3o tomadas em consultas p\u00fablicas controladas pelo poder econ\u00f3mico. Os espa\u00e7os e instrumentos de luta se esvaziam, fragmentam e s\u00e3o domesticados. A milit\u00e2ncia torna-se cada vez mais profissionalizada a servi\u00e7o de ONGs e na disputa por espa\u00e7o para sua \u201cclientela\u201d em programas sociais.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar a superar tais dificuldades \u00e9 preciso romper com uma traject\u00f3ria de crescente depend\u00eancia da institucionalidade. Um caminho que vem sendo seguido h\u00e1 quase tr\u00eas d\u00e9cadas, marcado pela valoriza\u00e7\u00e3o exagerada da conquista de aparelhos sindicais e pela montagem de grandes estruturas burocratizadas em partidos e entidades de luta.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que esse tipo de supera\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende apenas da vontade militante. Ela precisa ser empurrada pelas contradi\u00e7\u00f5es que somente as lutas e conflitos de classe podem fazer surgir. Uma situa\u00e7\u00e3o que se apresenta principalmente em momentos de crise social. Momentos que deixam \u00e0 mostra a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o como verdadeiro motor de um desenvolvimento econ\u00f3mico desigual e injusto.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel profetizar quando tais momentos podem surgir. Mas h\u00e1 sinais de que o crescimento econ\u00f3mico a partir do qual o lulismo se fortaleceu pode sofrer abalos em breve. A economia nacional conseguiu escapar \u00e0s piores consequ\u00eancias da crise econ\u00f3mica de 2008. Para isso, contou com um forte aumento no pre\u00e7o de produtos nos sectores do agroneg\u00f3cio, minera\u00e7\u00e3o e =petr\u00f3leo. Sectores em que a produ\u00e7\u00e3o brasileira se destaca.<\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel o consider\u00e1vel crescimento no consumo interno atrav\u00e9s de uma pequena mas in\u00e9dita eleva\u00e7\u00e3o de renda entre os mais pobres. Em especial, atrav\u00e9s do Bolsa-Fam\u00edlia e do microcr\u00e9dito. \u00c9 o que se convencionou chamar de crescimento da \u201cclasse C\u201d. O fen\u00f3meno \u00e9 ainda bastante recente e de dif\u00edcil compreens\u00e3o. Mas tudo indica que se trata muito mais de um acesso maior ao mercado consumidor do que a direitos b\u00e1sicos como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, secularidade social, habita\u00e7\u00e3o e cultura.<\/p>\n<p>No entanto, a depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de sectores como agroneg\u00f3cio, minera\u00e7\u00e3o e petr\u00f3leo \u00e9 perigosa. S\u00e3o ramos do chamado sector prim\u00e1rio, que criam poucos empregos e geram pouco valor. Uma tonelada de min\u00e9rio de ferro, por exemplo, vale menos que um par de t\u00e9nis importado. Trocamos mercadorias do sector prim\u00e1rio por produtos dos sectores secund\u00e1rio e terci\u00e1rio, mais din\u00e2micos, rent\u00e1veis e avan\u00e7ados tecnologicamente.<\/p>\n<p>Por outro lado, a enorme d\u00edvida p\u00fablica brasileira vem atraindo d\u00f3lares ao pa\u00eds. Os especuladores trocam a moeda americana, que anda desvalorizada, por pap\u00e9is do governo que pagam os maiores juros do planeta. Esse movimento inunda a economia brasileira de d\u00f3lares e valoriza o real. As importa\u00e7\u00f5es ficam baratas. Produtos estrangeiros, incluindo m\u00e1quinas e equipamentos, invadem o mercado nacional. Derrubam a produ\u00e7\u00e3o nacional e come\u00e7am a frear a cria\u00e7\u00e3o de empregos e ocupa\u00e7\u00f5es. \u00c9 o que os especialistas chamam de desindustrializa\u00e7\u00e3o e reprimariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o crescimento do mercado interno, que vem sustentando boa parte da actividade econ\u00f3mica, pode encontrar dois obst\u00e1culos. Um deles \u00e9 a capacidade de consumo das fam\u00edlias, que pode estar chegando a seu limite. Outro \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o causada, principalmente, pelo aumento nos pre\u00e7os de alimentos em n\u00edvel mundial. Este \u00faltimo problema talvez n\u00e3o fosse t\u00e3o grave, n\u00e3o fosse a fobia que os neoliberais sentem em rela\u00e7\u00e3o ao aumento de pre\u00e7os em larga escala. Um medo ligado ao terror de que isso leve ao aumento da temperatura da luta de classes, com trabalhadores exigindo constantes e elevados reajustes salariais.<\/p>\n<p>Como a equipe econ\u00f3mica do governo petista compartilha dessa fobia, come\u00e7am a se suceder aumentos nas j\u00e1 elevadas taxas de juros praticada no pa\u00eds. Uma medida que desestimula a produ\u00e7\u00e3o, dificulta a venda a cr\u00e9dito e, portanto, diminui as oportunidades de empregos. Enfim, o crescimento econ\u00f3mico pode diminuir muito de ritmo, causando mais problemas de desemprego, com a consequente press\u00e3o por sal\u00e1rios menores e maiores dificuldades econ\u00f3micas para a maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro elemento complicador do cen\u00e1rio econ\u00f3mico pode ser um novo abalo econ\u00f3mico mundial. Uma nova rodada de problemas envolvendo a quebradeira de pa\u00edses e institui\u00e7\u00f5es financeiras. Fen\u00f3meno que j\u00e1 se pode sentir em alguns pa\u00edses da Europa. Desta vez, algo assim poderia causar uma fuga de recursos e d\u00f3lares do pa\u00eds, em rela\u00e7\u00e3o aos quais a economia vem desenvolvendo uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia perigosa. Pode-se at\u00e9 temer a forma\u00e7\u00e3o de bolhas financeiras que venham a colocar o Pa\u00eds entre os atingidos por uma nova manifesta\u00e7\u00e3o da crise que teve in\u00edcio em 2008.<\/p>\n<p>As possibilidades de ocorrer um cen\u00e1rio como este n\u00e3o s\u00e3o poucas. Mas est\u00e3o longe de configurar uma situa\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel e previs\u00edvel. De qualquer maneira, as crises no capitalismo s\u00e3o constantes. A esquerda combativa deve se preparar para saber como intervir quando tais condi\u00e7\u00f5es ocorrerem. Elas proporcionam momentos \u201cgr\u00e1vidos de possibilidades\u201d, como diria Rosa Luxemburgo.<\/p>\n<p>S\u00f3 saberemos aproveit\u00e1-los se combinarmos a an\u00e1lise da realidade com a busca incessante de formas de organiza\u00e7\u00e3o da luta dos explorados e oprimidos. E esta passa actualmente por dois combates. O primeiro tem como alvo as ilus\u00f5es geradas pelo governo Dilma e pelo lulismo em geral junto aos movimentos sociais.<\/p>\n<p>Mas a melhor maneira de desmascarar tais ilus\u00f5es \u00e9 nos mostrarmos prontos para fazer o combate principal. Aquele que deve ser travado contra os ataques bastante reais e concretos da burguesia, nosso inimigo principal. Para isso \u00e9 preciso combinar presen\u00e7a nas lutas, debate fraterno e firme com o conjunto da milit\u00e2ncia socialista e propostas concretas de unidade e ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.odiario.info\/?p=2078<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nS\u00e9rgio Domingues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1502\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-1502","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-oe","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1502","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1502"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1502\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1502"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}