{"id":15034,"date":"2017-07-12T23:47:36","date_gmt":"2017-07-13T02:47:36","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=15034"},"modified":"2017-07-27T15:14:40","modified_gmt":"2017-07-27T18:14:40","slug":"reforma-trabalhista-burguesia-declara-guerra-a-classe-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15034","title":{"rendered":"Reforma Trabalhista: violento ataque do capital contra os trabalhadores e a juventude"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/ADmxMPdxCl6Wl7Qtu2AUdowocknL7T7ubMn-iXneVpkv_WthLsKTQd6t2P3mY8zIz4mexfkaNnEZnMen3Z-hlhmoDxgZt4Q0UJckrqS6jWmNbGDknpuTz5BGsRc1-djDP-vG5p1A4VuCd89UspHhrdaFSKBH0tS3ucV_8W_pjtNmtyf7dO7ewyOrTLQOzbfWuAniiqQWP9cLExIUcTifTywe7faAinEyahbO_AtipX15I91frF1eI80IiVSp1jLRDhnJB21edRBvTRyvcf5enYK8vT0XBcE-rw0Uskx1O_FS0HuGFVDgObpi014-VMaDASCxDXeNCM7csMo8HuFO1jeRJwukJp5TFgWZ8nsCVn1G0ysWqwTQLu7A1RGmmHagYxj7fbM8iiGUrOh0TwAeCuESYUNdwjn8wMVtR9tWKQNnRlzBXcR2_fmq4AIYN2d5G01rd5NGaxnuYvOKev22Jx8cwyaGECq-3wEMVIuyYd8oHv0ojK7Zh0KsDFKoYT8dBJ7Wkup7STA6m0iPzhByE8v1vd8C39vmF8pcOUj9P7V-lO5gT0Y34-veChPejzgV3e_qlcsnqlSO8mzUcaQeBnCkxCpuS4d5vb1q2lcYZJ0YaKVzK98Mpv_dswYO4lCXI2v0KOtuzmVwCQg2EQNipdOJQQvS1HvZh1s0VlncFtWaKQ=w253-h337-no\" alt=\"imagem\" \/><strong>A hora \u00e9 de luta, organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p>O maior atentado aos direitos trabalhistas acaba de ser celebrado pelo Congresso. O Senado Federal aprovou, por 50 votos a favor e 26 contr\u00e1rios, o texto da Reforma Trabalhista que rasga definitivamente as conquistas e garantias que ainda restavam aos(\u00e0s) <!--more-->trabalhadores(as) brasileiros(as), tudo em nome do lucro que a burguesia quer ter, jogando sobre as costas dos trabalhadores a consequ\u00eancia da crise sist\u00eamica do capital.<\/p>\n<p>O texto aprovado, entre outros pontos, imp\u00f5e o acordado sobre o legislado, reduz o tempo de almo\u00e7o para apenas 30 minutos; parcela as f\u00e9rias em at\u00e9 tr\u00eas per\u00edodos no ano, ficando a empresa com o direito de determinar os per\u00edodos; mulheres gestantes e lactantes poder\u00e3o trabalhar em lugares insalubres; instaura o trabalho por contrato intermitente (ou seja o trabalhador \u00e9 contratado por horas ou dias pr\u00e9-estabelecidos, recebendo apenas as horas trabalhadas), jornadas de trabalho poder\u00e3o chegar a 12 horas di\u00e1rias e as compensa\u00e7\u00f5es das horas extras poder\u00e3o ser negociadas sem pagamento de adicionais. E, ainda, arrebenta com a aposentadoria do trabalhador.<\/p>\n<p>Seguida \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o da terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita, \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da PEC dos gastos p\u00fablicos e \u00e0 Reforma do Ensino M\u00e9dio, todas votadas por um Congresso inescrupuloso, composto por uma quadrilha de lobistas e mafiosos de toda estirpe, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, a aprova\u00e7\u00e3o da Reforma Trabalhista sela mais um cap\u00edtulo repulsivo da s\u00e9rie de ataques \u00e0s m\u00ednimas garantias que a classe trabalhadora ainda possu\u00eda frente \u00e0 voracidade do capital em acumular cada vez mais riqueza \u00e0s custas da explora\u00e7\u00e3o e da mis\u00e9ria dos(as) trabalhadores(as). A tudo isso ainda se soma o sucateamento e desmonte progressivo dos servi\u00e7os p\u00fablicos, aprofundando as privatiza\u00e7\u00f5es e visando \u00e0 total insolv\u00eancia e subordina\u00e7\u00e3o do Estado ao sistema financeiro.<\/p>\n<p>Esse ciclo de ataques, o mais brutal e destrutivo que a classe trabalhadora brasileira j\u00e1 vivenciou, ir\u00e1 aumentar sensivelmente o grau da precariza\u00e7\u00e3o no mundo do trabalho, fazendo crescer a mis\u00e9ria, a desigualdade e a viol\u00eancia social em todos os seus aspectos. Ao contr\u00e1rio do que vem pregando a m\u00eddia burguesa, muito mais desempregados somar-se-\u00e3o aos quase quinze milh\u00f5es j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Estamos diante de uma ofensiva violenta do capital, que caminha a passos largos para a restri\u00e7\u00e3o das parcas conquistas sociais e democr\u00e1ticas e o recrudescimento do conservadorismo em todos os n\u00edveis, promovido por uma camarilha que se assenhorou do Poder Legislativo, com a cumplicidade da grande m\u00eddia e do Judici\u00e1rio e que opera sua pol\u00edtica de ataques sob a batuta dos interesses escusos do latif\u00fandio, dos banqueiros, das mineradoras, dos grandes empres\u00e1rios e das multinacionais que operam no pa\u00eds. O Governo Temer se prontificou a operar de forma acelerada a agenda neoliberal que vinha sendo adotada de forma parcelada pela concilia\u00e7\u00e3o de classes no per\u00edodo petista. Com o agravamento da crise social (desemprego, endividamento p\u00fablico, conflitos sociais) e a amplia\u00e7\u00e3o das den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, procura fazer da celeridade na implementa\u00e7\u00e3o das reformas a condi\u00e7\u00e3o de sobrevida do seu desmoralizado e cada vez mais combalido governo.<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da Reforma Trabalhista, sem d\u00favida, representa uma derrota para a classe trabalhadora. N\u00e3o podemos desconsiderar seus efeitos nocivos, objetivos e subjetivos, que ir\u00e3o impor desafios ainda maiores no campo da resist\u00eancia que a concilia\u00e7\u00e3o de classes e o desarme ideol\u00f3gico dos \u00faltimos anos significou para a luta de classes no Brasil.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 importante registrar que, apesar do conjunto de ataques, um novo patamar da luta de classes vai sendo constru\u00eddo, principalmente com a retomada das lutas sociais, como exemplo: as paralisa\u00e7\u00f5es nacionais de grande envergadura e do maior movimento de ocupa\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia desde 1998, que chegou a reunir mais de 150 mil manifestantes, revelando ao mesmo tempo, o revigoramento da luta popular e, por outro, a faceta cada vez mais repressiva e criminalizante que o Estado tende a adotar de agora em diante.<\/p>\n<p>Todo esse cen\u00e1rio de crise gerar\u00e1 ainda mais elementos de tens\u00e3o e contradi\u00e7\u00f5es, impondo aos revolucion\u00e1rios a necess\u00e1ria percep\u00e7\u00e3o, unidade e firmeza ideol\u00f3gica para travar em nova etapa a luta contra o capital e seus agentes. N\u00e3o nos resta outra alternativa e n\u00e3o h\u00e1 outra sa\u00edda poss\u00edvel: se a burguesia decidiu por declarar guerra \u00e0 classe trabalhadora, a hora \u00e9 de dar sequ\u00eancia \u00e0 luta nas ruas, nos locais de trabalho, moradia e estudo, mobilizando os trabalhadores, as trabalhadoras e a juventude. E planejar as pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es para derrotar a contrarreforma da Previd\u00eancia. As manifesta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias vindas de diversos setores da sociedade indicam que esta luta tende a mobilizar de modo mais incisivo a popula\u00e7\u00e3o, provocando fissuras no bloco de poder e desgastando ainda mais o governo golpista.<\/p>\n<p>Nossa luta, que j\u00e1 havia se ampliado em atos nacionais e que nos proporcionou a unidade de a\u00e7\u00e3o com diversos segmentos da popula\u00e7\u00e3o, deve manter firme a determina\u00e7\u00e3o em barrar mais esse projeto de desmonte dos servi\u00e7os p\u00fablicos e direitos sociais, buscando conquistar mais for\u00e7as e press\u00e3o sobre um Congresso que se desgasta profundamente por sua cumplicidade com o desgoverno Temer e sente o peso da impopularidade da proposta, que pretende, na pr\u00e1tica, impedir a aposentadoria do povo brasileiro.<\/p>\n<p>O PCB segue firme na den\u00fancia e no combate ao Governo Temer e seus aliados e investe todas as suas energias nas jornadas de lutas que devemos travar contra o conservadorismo e os ataques \u00e0 classe trabalhadora. \u00c9 preciso avan\u00e7ar na reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora sem mais concilia\u00e7\u00f5es, lutando para transformar sindicatos e entidades representativas das classes populares em \u00f3rg\u00e3os efetivos de combate e enfrentamento radical aos patr\u00f5es e governos subservientes ao capital.<br \/>\nEsse processo hist\u00f3rico imp\u00f5e aos revolucion\u00e1rios a maturidade e a responsabilidade de consolidar um Bloco de Lutas Anticapitalistas, uma frente permanente, para al\u00e9m dos processos eleitorais, que possa se transformar em real alternativa de reorganiza\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o da luta do proletariado, rumo ao Poder Popular e ao Socialismo.<\/p>\n<p><strong>COMISS\u00c3O POL\u00cdTICA NACIONAL DO PCB.<\/strong><br \/>\n<strong>RIO DE JANEIRO, 12 DE JULHO DE 2017.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A hora \u00e9 de luta, organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o! 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