{"id":1506,"date":"2011-05-25T17:22:39","date_gmt":"2011-05-25T17:22:39","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1506"},"modified":"2011-05-25T17:22:39","modified_gmt":"2011-05-25T17:22:39","slug":"cem-anos-de-lutas-operarias-em-nova-friburgo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1506","title":{"rendered":"CEM ANOS DE LUTAS OPER\u00c1RIAS EM NOVA FRIBURGO"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"JUSTIFY\">Neste ano em que se comemora o centen\u00e1rio da ind\u00fastria de Nova Friburgo, um personagem fundamental nesta hist\u00f3ria n\u00e3o pode ser esquecido: o trabalhador fabril, respons\u00e1vel maior pela produ\u00e7\u00e3o da riqueza do munic\u00edpio ao longo de todo o s\u00e9culo XX. Ainda hoje, na verdade, apesar da crise vivida pela grande ind\u00fastria t\u00eaxtil a partir dos anos 1990, a produ\u00e7\u00e3o industrial responde por uma parte significativa do PIB de Nova Friburgo. Como s\u00f3i acontecer na sociedade capitalista, a hist\u00f3ria dos trabalhadores friburguenses est\u00e1 associada \u00e0 aus\u00eancia de reconhecimento por seu decisivo papel na constru\u00e7\u00e3o da cidade, \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o dos seus saberes, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e \u00e0s lutas por dignas condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O movimento oper\u00e1rio em Nova Friburgo foi atuante desde a instala\u00e7\u00e3o das primeiras f\u00e1bricas. Na segunda metade da d\u00e9cada de 1910 e durante os anos vinte, j\u00e1 haviam ocorrido v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es dos oper\u00e1rios, de pequenas paralisa\u00e7\u00f5es a greves maiores, em protesto contra os baixos sal\u00e1rios, as desumanas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, a disciplina \u201cprussiana\u201d no interior das f\u00e1bricas e as regalias reservadas aos funcion\u00e1rios de origem alem\u00e3, cujos sal\u00e1rios eram superiores aos dos brasileiros, porque aqueles ocupavam, via de regra, os principais quadros de dire\u00e7\u00e3o dentro das f\u00e1bricas, como gerentes, mestres e contramestres, al\u00e9m de formarem a m\u00e3o de obra especializada, a dos t\u00e9cnicos fabris.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O movimento oper\u00e1rio viveu importante ascens\u00e3o nos primeiros anos da d\u00e9cada de 1930, com a cria\u00e7\u00e3o dos primeiros sindicatos, impulsionada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, ap\u00f3s o decreto de Get\u00falio Vargas regulamentando a sindicaliza\u00e7\u00e3o das classes patronais e oper\u00e1rias, em 1931. Neste ano, foram criadas a Alian\u00e7a dos Trabalhadores das F\u00e1bricas de Tecidos de Nova Friburgo e a Uni\u00e3o Friburguense dos Trabalhadores em Constru\u00e7\u00e3o Civil<sup><a href=\"#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a><\/sup>. Os oper\u00e1rios das ind\u00fastrias t\u00eaxteis formalizaram, no dia 1\u00ba de novembro daquele ano, a funda\u00e7\u00e3o do sindicato, batizado ent\u00e3o de Uni\u00e3o dos Trabalhadores das F\u00e1bricas de Tecidos de Nova Friburgo. Um ano mais tarde seria criada a Uni\u00e3o dos Empregados em Padarias em Nova Friburgo, na sede da Sociedade Humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">As dire\u00e7\u00f5es dos sindicatos eram, ent\u00e3o, controladas pelos trabalhadores getulistas, mas, paralelamente \u00e0 estrutura sindical oficial, o Partido Comunista, estruturado em Friburgo desde 1929, organizava a Fra\u00e7\u00e3o Sindical, a orientar a atua\u00e7\u00e3o dos seus militantes dentro dos sindicatos. Os comunistas, pressionando as diretorias dos sindicatos a uma a\u00e7\u00e3o mais firme contra os patr\u00f5es, que burlavam os direitos recentemente conquistados, como as leis de f\u00e9rias, lan\u00e7aram ent\u00e3o uma Carta de Reivindica\u00e7\u00f5es, com a inten\u00e7\u00e3o de mobilizar os trabalhadores a partir de propostas consideradas avan\u00e7adas para a \u00e9poca, segundo o militante Jos\u00e9 Pereira da Costa Filho (o \u201cCostinha\u201d), tais como a igualdade de sal\u00e1rios para homens e mulheres, licen\u00e7a-maternidade e creches nos locais de trabalho. A mobiliza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria levou \u00e0 eclos\u00e3o de uma greve, iniciada em janeiro de 1933, que, partindo da F\u00e1brica de Rendas Arp (onde era grande a revolta dos oper\u00e1rios e, principalmente, das oper\u00e1rias, com o tratamento desumano dado pela ger\u00eancia aos trabalhadores<sup><a href=\"#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a><\/sup>), logo propagou-se para as outras ind\u00fastrias t\u00eaxteis. A repress\u00e3o policial desencadeada sobre as manifesta\u00e7\u00f5es dos oper\u00e1rios em greve pelas ruas de Friburgo redundou na morte do jovem Lic\u00ednio Teixeira<sup><a href=\"#sdfootnote4sym\"><sup>4<\/sup><\/a><\/sup>. Conforme depoimento do militante comunista Francisco de Assis Bravo, ele e outros companheiros encarregaram-se de pintar uma faixa convocando a popula\u00e7\u00e3o para um ato de protesto contra a morte de Lic\u00ednio. Escreveram na faixa, com tinta vermelha: \u201cO SANGUE DE LIC\u00cdNIO CLAMA POR VINGAN\u00c7A\u201d. Muitos acreditaram que os dizeres haviam sido pintados com o pr\u00f3prio sangue do jovem trabalhador.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Com a persegui\u00e7\u00e3o desencadeada nacionalmente sobre os comunistas e as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda ap\u00f3s a frustrada revolta armada conduzida pelo PCB em novembro de 1935, fato refor\u00e7ado pela instala\u00e7\u00e3o da ditadura do Estado Novo em 1937, o movimento oper\u00e1rio sofreu violento baque e somente voltou a se reerguer com a retomada das liberdades democr\u00e1ticas em 1945. Nos anos de 1945 a 1948, seriam constantes as lutas travadas contra os patr\u00f5es por melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis de trabalho nas ind\u00fastrias de Nova Friburgo. No final do ano de 1945, irrompia um movimento dos trabalhadores da F\u00e1brica Fil\u00f3, insatisfeitos com as condi\u00e7\u00f5es de trabalho. A luta avan\u00e7ou pelo in\u00edcio de 1946, forjando um movimento unificado de industri\u00e1rios e banc\u00e1rios. A greve envolveu, principalmente, os oper\u00e1rios das tr\u00eas maiores f\u00e1bricas t\u00eaxteis (Arp, Ypu e Fil\u00f3), e <em><strong>O Nova Friburgo<\/strong><\/em> estampou a seguinte manchete: \u201c<em>6000 BRA\u00c7OS CRUZADOS NUM DUELO EMPOLGANTE COM OS MAGNATAS DA IND\u00daSTRIA FRIBURGUENSE!<\/em>\u201d<sup><a href=\"#sdfootnote5sym\"><sup>5<\/sup><\/a><\/sup>. Uma das principais exig\u00eancias dos oper\u00e1rios era a extens\u00e3o do abono de Natal, concedido pelas f\u00e1bricas apenas a um grupo seleto de seus empregados (mestres e contramestres, centralmente). O movimento sindical lutava por transform\u00e1-lo em abono de Natal permanente, o que somente seria conquistado mais tarde, quando, por ocasi\u00e3o da onda de greves e mobiliza\u00e7\u00f5es promovidas pelos sindicatos no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, foi assinada, em 1963, a lei instituindo o 13\u00ba sal\u00e1rio pelo presidente Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Figura de grande express\u00e3o na luta oper\u00e1ria e sindical desta \u00e9poca foi o tamb\u00e9m comunista Arquimedes de Brito, que, mesmo ocupando o cargo de encarregado de se\u00e7\u00e3o na F\u00e1brica Fil\u00f3, n\u00e3o compactuava com os patr\u00f5es, muito pelo contr\u00e1rio, era o principal quadro dos movimentos reivindicat\u00f3rios e paredistas citados acima. Certa vez, sua pris\u00e3o pela pol\u00edcia, que o foi buscar na f\u00e1brica, provocou a paralisa\u00e7\u00e3o imediata dos oper\u00e1rios, os quais exigiram sua soltura. Naquela noite mesmo, Arquimedes voltava ao trabalho abra\u00e7ado pelos companheiros.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O novo ascenso do sindicalismo friburguense estava relacionado tamb\u00e9m ao pr\u00f3prio crescimento socioecon\u00f4mico do munic\u00edpio, que chegara aos 70.145 habitantes em 1960, aprofundando-se a tend\u00eancia anterior do \u00eaxodo rural: quase 80% da popula\u00e7\u00e3o passou a viver na \u00e1rea urbana. Instalaram-se novas f\u00e1bricas, principalmente no setor metal\u00fargico, dando condi\u00e7\u00f5es a que fosse criado o Sindicato dos Trabalhadores Metal\u00fargicos<sup><a href=\"#sdfootnote6sym\"><sup>6<\/sup><\/a><\/sup>. A for\u00e7a do movimento dos trabalhadores em Nova Friburgo refletiu-se claramente no resultado das elei\u00e7\u00f5es de 1962. Numa C\u00e2mara de Vereadores composta por 17 legisladores, era inolvid\u00e1vel a presen\u00e7a de sete edis situando-se no campo do trabalhismo e do socialismo, sendo tr\u00eas deles representantes da classe oper\u00e1ria (al\u00e9m do comunista Francisco Bravo, os oper\u00e1rios Jo\u00e3o Luiz Caetano, da Fil\u00f3, e Newton D\u2019\u00c2ngelo, da Ypu), aos quais se juntavam, na \u201cfrente de esquerda\u201d, Sebasti\u00e3o Pacheco (funcion\u00e1rio do almoxarifado do Sanat\u00f3rio Naval) e o funcion\u00e1rio p\u00fablico Celcyo Folly.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Mas a burguesia brasileira, assustada com o crescimento do movimento popular e de esquerda em todo o Brasil, articulou-se para a derrubada, por meio de um golpe militar, do ent\u00e3o presidente Jo\u00e3o Goulart. Em Nova Friburgo, as articula\u00e7\u00f5es golpistas foram capitaneadas pelo grupo do vice-prefeito Her\u00f3doto Bento de Mello, que tudo fez para que o Sanat\u00f3rio Naval pressionasse pela queda do prefeito Vanor Tassara Moreira, obrigado a renunciar em abril de 1964, por seus posicionamentos favor\u00e1veis a v\u00e1rias reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, \u00e0 tentativa de encampa\u00e7\u00e3o da Companhia de Eletricidade, \u00e0s brigas contra o monop\u00f3lio da FAOL (Friburgo Auto \u00d4nibus Ltda.) e \u00e0 resist\u00eancia ao golpe militar na cidade. O expurgo direitista completou-se com a cassa\u00e7\u00e3o do vereador comunista Francisco Bravo, que, no Legislativo, destacara-se por ter aberto diversas frentes de luta, como a fiscaliza\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os dos alimentos e \u00e0 qualidade do leite, al\u00e9m da tentativa de organizar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, no bairro de Conselheiro Paulino.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Somente na d\u00e9cada de 1980, ap\u00f3s duas d\u00e9cadas de ditadura, o movimento oper\u00e1rio e sindical voltou a se reorganizar no Brasil e em Friburgo. Foi a \u00e9poca da elei\u00e7\u00e3o de diretorias mais combativas nos sindicatos dos trabalhadores t\u00eaxteis, professores e metal\u00fargicos, deixando para tr\u00e1s o tempo das dire\u00e7\u00f5es pelegas. Foi um per\u00edodo de novas greves, como a que paralisou a F\u00e1brica de Rendas Arp em 1986, conquistando grande solidariedade das demais categorias e reunindo os partidos de esquerda da cidade, como o PT, o PDT e o PCB. Outra grande mobiliza\u00e7\u00e3o do per\u00edodo foi a resist\u00eancia ao fechamento da F\u00e1brica Ypu, encabe\u00e7ada pelo Sindicato dos T\u00eaxteis. Na d\u00e9cada seguinte, foi a vez de os metal\u00fargicos assumirem a vanguarda das lutas, nas greves de ocupa\u00e7\u00e3o da Haga : da Eletromec\u00e2nica, contando de igual maneira com a solidariedade ativa dos sindicatos de trabalhadores e dos partidos de esquerda, dentre os quais h\u00e1 que se destacar a presen\u00e7a aguerrida do PSTU.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Em pleno s\u00e9culo XXI, infelizmente n\u00e3o h\u00e1 muito o que comemorar por parte dos trabalhadores, que veem in\u00fameras conquistas sociais e trabalhistas, resultantes das lutas e greves do s\u00e9culo XX, serem desrespeitadas pela sanha dos lucros capitalistas. Mas o exemplo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s causas oper\u00e1rias de homens como Chico Bravo, Costinha e Arquimedes de Brito, dentre outros lutadores quase an\u00f4nimos de nossa cidade, ficar\u00e1 para sempre na mem\u00f3ria daqueles que reconhecem o papel indispens\u00e1vel da classe trabalhadora na constru\u00e7\u00e3o da nossa sociedade e da nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">1 Doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenador do Curso de Hist\u00f3ria da Faculdade de Filosofia Santa Dorot\u00e9ia e coautor do livro <em>Teia Serrana: forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de Nova Friburgo.<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">2 Jornal <em>O Friburguense<\/em>, edi\u00e7\u00e3o de 26\/04\/31.<\/p>\n<p>3 Conferir extensa reportagem sobre a greve no jornal <em>O Nova Friburgo<\/em>, edi\u00e7\u00e3o de 12 de janeiro de 1933.<\/p>\n<p>4 Hoje nome do CIEP de Olaria.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">5 Jornal <em>O Nova Friburgo<\/em>, edi\u00e7\u00e3o de 03\/02\/46.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">6 Fundado em 02 de dezembro de 1955.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Fonte: http:\/\/www.avozdaserra.com.br\/noticiaslight.php?noticia=1530<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Ricardo Costa\n\n\n\n\n\n\n\n\nRicardo da Gama Rosa Costa (Rico)1\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1506\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-1506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-oi","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1506"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}