{"id":1514,"date":"2011-05-30T19:09:37","date_gmt":"2011-05-30T19:09:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1514"},"modified":"2011-05-30T19:09:37","modified_gmt":"2011-05-30T19:09:37","slug":"sobre-os-acontecimentos-em-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1514","title":{"rendered":"Sobre os acontecimentos em Espanha"},"content":{"rendered":"\n<p>As grandes mobiliza\u00e7\u00f5es de \u201cindignados\u201d assumem como den\u00fancia central a aus\u00eancia de democracia aut\u00eantica. Neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, no contexto de uma grav\u00edssima crise mundial de civiliza\u00e7\u00e3o, o capitalismo, em fase senil, cola o r\u00f3tulo de democracia representativa a ditaduras da burguesia de fachada democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Os acontecimentos da Espanha, pelo seu significado, est\u00e3o a polarizar a aten\u00e7\u00e3o da Europa e de milh\u00f5es de pessoas noutros continentes. Em Washington, Berlim, Paris e Londres, o acampamento da Puerta del Sol, inicialmente encarado como iniciativa folcl\u00f3rica de jovens pequeno burgueses frustrados, gera agora preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o chamado Movimento M-15 alastrou a dezenas de cidades do pa\u00eds e nas capitais europeias centenas de pessoas se manifestaram frente \u00e0s embaixadas espanholas, a indiferen\u00e7a evoluiu para um sentimento de temor.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea?<\/p>\n<p>O protesto espanhol insere-se na crise global de civiliza\u00e7\u00e3o que a humanidade enfrenta, cujas ra\u00edzes arrancam da crise estrutural de um sistema de opress\u00e3o: o capitalismo.<\/p>\n<p>Seria um erro concluir que os jovens que criaram o Movimento \u00abDemocracia Real Ya \u00bb s\u00e3o revolucion\u00e1rios e o seu objectivo \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o do regime. O M-15 atraiu gente muito diferente. Alguns nem sequer rejeitam a obsoleta e corrupta monarquia bourbonica. Mas rapidamente a contesta\u00e7\u00e3o popular excedeu as previs\u00f5es. O Movimento, ap\u00f3s a repress\u00e3o do primeiro dia, foi olhado quase com benevol\u00eancia pelo PP e pelo PSOE os dois grandes partidos da burguesia. Mas, ao assumir propor\u00e7\u00f5es torrenciais, o protesto adquiriu os contornos de uma condena\u00e7\u00e3o do regime na qual as massas emergiam como sujeito hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Na Puerta del Sol come\u00e7aram a ouvir-se brados inesperados: \u00abNo al FMI \u00bb; \u00abNo a la farsa electoral\u00bb; \u00abPSOE y PP, la misma gente!\u00bb; \u00abNoa las guerras de los EEUU!\u00bb. Soou at\u00e9 a palavra \u00abRevolu\u00e7\u00e3o!\u00bb<\/p>\n<p>Da\u00ed o medo.<\/p>\n<p>Os jovens de Madrid sabem o que n\u00e3o querem, mas a grande maioria n\u00e3o tem uma ideia minimamente clara sobre o que fazer e como actuar. As reivindica\u00e7\u00f5es aprovadas a 20 de Maio, na Assembleia do acampamento, s\u00e3o moderadas, algumas ing\u00e9nuas. Espontaneista, o M-15 n\u00e3o acampa no centro de Madrid em fun\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de Poder.<\/p>\n<p>Quando aquilo principiou o que unia a multid\u00e3o heterog\u00e9nea de jovens pouco mais era que a recusa da caricatura de democracia. Ter\u00e1 sido uma surpresa para o pequeno n\u00facleo inicial a ades\u00e3o maci\u00e7a de adultos, de desempregados, de reformados. Foi ainda numa atmosfera de confus\u00e3o que surgiram as primeiras lideran\u00e7as embrionarias, os porta-vozes do acampamento.<\/p>\n<p>Jovens entrevistados por media internacionais manifestaram espanto ao tomar conhecimento da repercuss\u00e3o internacional da iniciativa e das concentra\u00e7\u00f5es de solidariedade em cidades espanholas e europeias.<\/p>\n<p><strong>DE TUNIS A MADRID<\/strong><\/p>\n<p>O protesto dos \u00abindignados\u00bb de Espanha foi obviamente inspirado pelo modelo da Tun\u00edsia e do Egipto. Na \u00e9poca da comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea, as redes sociais permitiram que em tempo rapid\u00edssimo os apelos \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o popular na Puerta del Sol fossem atendidos por milhares de jovens. A pra\u00e7a madrilena foi a Tahrir eg\u00edpcia.<\/p>\n<p>Tal como ocorrera no Norte de \u00c1frica, a exig\u00eancia de \u00abdemocracia\u00bb funcionou como motor da mobiliza\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Mas enquanto nas rebeli\u00f5es contra Ben Ali e Hosni Mubarak as massas reivindicavam liberdades, elei\u00e7\u00f5es livres, um parlamento tradicional, destrui\u00e7\u00e3o de aparelhos repressivos, o fim de ditaduras ferozes e a sua substitui\u00e7\u00e3o por regimes representativos similares aos da Uni\u00e3o Europeia, em Espanha a \u00abdemocracia real ya\u00bb reclamada pelos \u00abindignados\u00bb partia dialecticamente da recusa do figurino pelo qual se batiam os africanos.<\/p>\n<p>O que para os \u00e1rabes era ambi\u00e7\u00e3o e sonho aparece hoje a muitos dos acampados da Puerta del Sol como caricatura da democracia, rosto de um regime cuja pr\u00e1tica nega os valores e princ\u00edpios que invoca, que concentra a riqueza numa \u00ednfima minoria e promove o desemprego, amplia a desigualdade social.<\/p>\n<p>Enquanto a burguesia tunisina e eg\u00edpcia se solidarizava com os rebeldes que se manifestavam contra Ali e Mubarak e o imperialismo rompia com os seus aliados da v\u00e9spera, a burguesia espanhola, os partidos tradicionais e os poderosos da Uni\u00e3o Europeia condenavam os \u00abindignados\u00bb peninsulares, identificando neles arruaceiros de um novo tipo.<\/p>\n<p>Merece reflex\u00e3o a dualidade antag\u00f3nica da posi\u00e7\u00e3o assumida pelo imperialismo americano. Na Casa Branca, o presidente Obama compreendeu que as reivindica\u00e7\u00f5es dos rebeldes da Tun\u00edsia e do Egipto n\u00e3o colidiam com a sua estrat\u00e9gia para a Regi\u00e3o e, agindo com rapidez e efic\u00e1cia, estimulou e aplaudiu nesses pa\u00edses a instala\u00e7\u00e3o de Governos de transi\u00e7\u00e3o ditos democr\u00e1ticos, sob a tutela de personalidades militares e civis que, com poucas excep\u00e7\u00f5es, tinham servido as ditaduras eliminadas. Na L\u00edbia bombardeia Tripoli ; no Golfo pede \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita que afogue em sangue rebeli\u00f5es incomodas como a do Bahrein, sede da V Esquadra da US Navy.<\/p>\n<p>O imperialismo encara, naturalmente, com desconfian\u00e7a e apreens\u00e3o o alastramento do protesto inorg\u00e2nico dos jovens \u00abindignados\u00bb. Obama e o Pent\u00e1gono interrogam-se sobre as consequ\u00eancias imprevis\u00edveis de um movimento que condena com dureza o envolvimento da Espanha nas guerras asi\u00e1ticas dos EUA.<\/p>\n<p><strong>ADES\u00d5ES INTERNACIONAIS <\/strong><\/p>\n<p>A direita arrasou o PSOE nas elei\u00e7\u00f5es municipais de domingo. Os acampados da Puerta del Sol reagiram com indiferen\u00e7a aparente aos resultados. \u00abEles n\u00e3o nos representam\u00bb, declararam porta vozes do M-15, sublinhando que na engrenagem do poder, o PSOE e o PP, embora com discursos, hist\u00f3rias , percursos e bases sociais diferentes, praticam no governo politicas neoliberais muito semelhantes, e politicas externas caracterizadas pela submiss\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias dos EUA e de Bruxelas.<\/p>\n<p>Significativamente, o espa\u00e7o e o tempo que os media espanh\u00f3is dedicaram durante a \u00faltima semana aos \u00abindignados\u00bb diminu\u00edram drasticamente desde s\u00e1bado. O tema quase desapareceu das primeiras p\u00e1ginas dos grandes jornais e do programa dos canais de televis\u00e3o. A vit\u00f3ria do PP e o avan\u00e7o das Autonomias monopolizaram a aten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos, analistas e jornalistas do sistema.<\/p>\n<p>Oposta \u00e9 a atitude assumida pela maioria dos intelectuais progressistas. Na Espanha e tamb\u00e9m na Am\u00e9rica Latina, personalidades de prestigio, em artigos e entrevistas publicados em revistas Web de informa\u00e7\u00e3o alternativa como Resumen Latino Americano e Rebeli\u00f3n e outras, expressam a sua solidariedade com os jovens do M-15 e reflectem sobre o significado e as consequ\u00eancias da contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cito alguns exemplos expressivos.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo e escritor marxista Santiago Alba Rico, num artigo intitulado \u00abLa Qasba en Madrid\u00bb sublinhou que a Espanha \u00abn\u00e3o \u00e9 uma democracia\u00bb. E acrescenta, realista: \u00abN\u00e3o haver\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o em Espanha. Mas uma surpresa, um milagre, uma tormenta, uma consci\u00eancia nas trevas, um gesto de dignidade na apatia, um acto de coragem na anu\u00eancia, uma afirma\u00e7\u00e3o anti-publicitaria de juventude, um grito colectivo de democracia na Europa, n\u00e3o \u00e9 j\u00e1 um pouco uma revolu\u00e7\u00e3o?\u00bb<\/p>\n<p>Carlos Taibo, professor da Universidade Aut\u00f3noma de Madrid, esteve na Puerta del Sol levando solidariedade, e dirigindo-se aos acampados disse ao saud\u00e1-los: \u00abOs que aqui estamos somos, obviamente, pessoas muito diferentes. Temos na cabe\u00e7a projectos e ideais diferentes. Mas conseguimos, apesar disso, chegar a acordo quanto a um punhado de ideias b\u00e1sicas\u00bb. E, parafraseando Santiago Alba Rico, afirmou: \u00abAquilo a que em Espanha chamam democracia, n\u00e3o o \u00e9!\u00bb.<\/p>\n<p>O escritor italiano Carlo Frabetti escreveu: \u00abDesde o protesto dos Goya de 2003 que n\u00e3o se conseguira um aproveitamento t\u00e3o eficaz de contesta\u00e7ao interna do sistema e a sua express\u00e3o cultural do espect\u00e1culo\u00bb.<\/p>\n<p>Atilio Bor\u00f3n, um soci\u00f3logo marxista argentino de prest\u00edgio internacional, dedica aos jovens acampados um artigo entusi\u00e1stico intitulado \u00abOs indignados e a Comuna de Paris\u00bb. Lembra que aquilo que a democracia de Moncloa prop\u00f5e para enfrentar a \u00abcrise \u00e9 o despotismo do mercado, irreconcili\u00e1vel com qualquer projecto democr\u00e1tico\u00bb. E, cedendo a um impulso rom\u00e2ntico, conclui o artigo com estas palavras: \u00abSe persistirem (os indignados) na sua luta poder\u00e3o derrotar a prepot\u00eancia do capital e, eventualmente, iniciar uma nova etapa na hist\u00f3ria n\u00e3o s\u00f3 da Espanha, mas da Europa\u00bb.<\/p>\n<p>Angeles Maestro, a destacada dirigente de \u00abCorriente Roja\u00bb, da Espanha, mais realista, salienta que os acampamentos em dezenas de cidades espanholas \u00abt\u00eam um conte\u00fado anticapitalista\u00bb e neles ondula \u00abuma multid\u00e3o de bandeiras republicanas\u00bb. Enfatiza o descr\u00e9dito da montagem eleitoral e afirma que \u00abAs mobiliza\u00e7\u00f5es maci\u00e7as que se iniciaram em numerosas cidades do estado espanhol a 15 de Maio e que tiveram continuidade em acampamentos, assembleias e convocat\u00f3rias para novas manifesta\u00e7\u00f5es expressam o alto n\u00edvel de indigna\u00e7\u00e3o e raiva de uma juventude que n\u00e3o tem qualquer esperan\u00e7a de chegar a ter os direitos b\u00e1sicos que a Constitui\u00e7\u00e3o pomposamente proclama: direito ao trabalho, \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade publica de qualidade, a uma pens\u00e3o digna, etc.\u00bb.<\/p>\n<p>Quanto ao futuro do Movimento, adverte como revolucionaria experiente: \u00abNos processos sociais n\u00e3o h\u00e1 atalhos. Se \u00e9 um facto que a fa\u00falha da espontaneidade est\u00e1 sempre presente e serve para desencadear as mobiliza\u00e7oes, somente o avan\u00e7o da organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 a medida da acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, e sem acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as as lutas leva-as o vento.\u00bb<\/p>\n<p><strong>AMANH\u00c3 INCERTO<\/strong><\/p>\n<p>Esperanza Aguirre, a reeleita alcaide de Madrid, n\u00e3o esconde a sua hostilidade aos acampados. Se dela dependesse, declarou, ordenaria \u00e0 Policia que expulsasse da Puerta del Sol os acampados. A repress\u00e3o inicial foi esclarecedora da sua posi\u00e7\u00e3o. Mas carece de poderes para recorrer \u00e0 for\u00e7a.<\/p>\n<p>Qual o desfecho do protesto dos \u00abindignados\u00bb?<\/p>\n<p>Por ora \u00e9 imprevisivel.<\/p>\n<p>Vai persistir, transformando-se em desafio ao Poder?<\/p>\n<p>Uma Assembleia, improvisada e tumultuosa como as anteriores, decidiu manter manter o acampamento at\u00e9 ao pr\u00f3ximo domingo. Durante a semana os activistas ir\u00e3o aos bairros. Depois se ver\u00e1.<\/p>\n<p>Em Barcelona e noutras cidades, as concentra\u00e7\u00f5es de protesto tamb\u00e9m n\u00e3o se dissolveram, mas os pr\u00f3prios organizadores admitem que o n\u00famero de participantes diminua nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>Repito: os jovens \u00abindignados\u00bb sentem dificuldade em definir um rumo para a luta que iniciaram. A maioria talvez n\u00e3o tenha consci\u00eancia da complexidade do desafio lan\u00e7ado ao Poder.<\/p>\n<p>Volto a citar Angeles Maestro: \u00abO processo de conflu\u00eancia m\u00faltipla em torno a um programa comum somente poder\u00e1 abrir caminho se criar ra\u00edzes nas lutas oper\u00e1rias e populares. Por outras palavras, se a constru\u00e7\u00e3o do referente politico beber a seiva na luta de classes e demonstrar a sua utilidade para abordar um longo processo de acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as\u00bb.<\/p>\n<p>A consci\u00eancia demonstrada pelos \u00abindignados\u00bb de Madrid de que a \u00abdemocracia representativa\u00bb \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o no Estado Espanhol deve por\u00e9m ser saudada como acontecimento importante no \u00e2mbito das lutas de massa europeias e n\u00e3o ignorada, subestimada ou mesmo criticada com sobranceria em atitudes irrespons\u00e1veis por alguns dirigentes de partidos de esquerda da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>N\u00e3o compartilho a euforia prematura de Atilio Boron, mas julgo oportuno reafirmar que a Espanha n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o na Europa. N\u00e3o h\u00e1 democracia aut\u00eantica sem participa\u00e7\u00e3o decisiva do povo. Na Uni\u00e3o Europeia um sistema medi\u00e1tico perverso e desinformador esconde a realidade. Os regimes existentes nos 27 diferenciam-se muito. Mas existe um denominador comum: a aus\u00eancia de uma democracia aut\u00eantica. Neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, no contexto de uma grav\u00edssima crise mundial de civiliza\u00e7\u00e3o, o capitalismo, em fase senil, cola o r\u00f3tulo da democracia representativa a ditaduras da burguesia de fachada democr\u00e1tica.<\/p>\n<p><em> Vila Nova de Gaia, 23 de Maio de 2011.<\/em><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.odiario.info\/?p=2082<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Odiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nMiguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1514\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[97],"tags":[],"class_list":["post-1514","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c110-espanha"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-oq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1514\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}