{"id":15176,"date":"2017-07-31T17:05:30","date_gmt":"2017-07-31T20:05:30","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=15176"},"modified":"2017-08-14T19:10:26","modified_gmt":"2017-08-14T22:10:26","slug":"olhar-comunista-31072017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15176","title":{"rendered":"OLHAR COMUNISTA \u2013 31\/07\/2017"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/V_zn_4Eeb5WUjzg4tn8Iy2ruceCr0v0AOf3tzf3IikRUtouPNnLtsW3S-XulI1R0hqFV2N3ZTEsz3P3SsCXNL_Ze3vms9nkwntDQawbHbkUpC-WmeuZLaCiLrPAl-_wG92oPxk_jNzv1vvAm3lW4Q0dDj4vX_AQHXUgIlpNdLSpIF-iuKGuiJQ8MnY8cxYJm6AT00JFyhfzHm-bzYti9GOCgNsX5M4eA7TRk0K0AFQb76X8kx82HyiYK8-qzc9maUe32hhksW341wkEW-1vOadBgNAOWPhQ1NmnEchRB31Jiq_4sZT7FROv9pXcTgjB301TEOraxf1n7wyUSH3KXFZKDmdAnMtk7Jx-WWOshAZfgIO-_ZYC39lTZZcxmPJ3Zj_Pwsi7Cytnv_65p0lVZq5jpJP2fD3N-Uve105vj75RFp24JSoSC9x810KvxdgUTRRJRopnilYtVm8QFKZQ7MrCf0taX00XE9q-Y58GYeWF_UgfbCLFvafeanmk6lLvNwRyE20EAIFhiWex06jiEPrw_jOrNjKgb4xd1F24Y6oMS2jJTLipdaWsQggK5qr_ROO4-8Mk8nX6JRoyYQXWyxP6cpKdqa1H5dbk2Mb4JWAerfaqpwJ9ROLK5=w600-h453-no\" alt=\"imagem\" \/><strong>As rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas da Volks e da FIESP com a ditadura brasileira<\/strong><\/p>\n<p>Sob o t\u00edtulo <strong>Entre os patos de 1972 estavam os militares<\/strong>,<!--more--> Elio Gaspari divulgou, em sua coluna de\u00a0<em>O Globo<\/em>\u00a0de 30\/07\/2017, o conte\u00fado do document\u00e1rio de Stefanie Dodt e Thomas Aders que revelou as rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas entre a Volkswagen e a ditadura brasileira. A empresa, investigada na Alemanha, est\u00e1 sendo\u00a0compelida a pedir desculpas. No mesmo texto, Gaspari comenta que a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo, a Fiesp, do pato amarelo, jamais pediu desculpas aos brasileiros por seu apoio financeiro\u00a0\u00e0 repress\u00e3o, no estado de S\u00e3o Paulo, durante a vig\u00eancia da ditadura empresarial militar iniciada em 1964.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da constata\u00e7\u00e3o de uma d\u00edvida com a verdade hist\u00f3rica sobre aquele per\u00edodo, este \u00e9 mais um epis\u00f3dio que revela a forte liga\u00e7\u00e3o entre as grandes empresas e o estado capitalista, que se mant\u00eam, com a devida adequa\u00e7\u00e3o das formas de apoio m\u00fatuo e das moedas de troca ao modelo de exerc\u00edcio do poder do grande empresariado,\u00a0seja no padr\u00e3o ditatorial ou sob os diversos arranjos da democracia formal burguesa.<\/p>\n<p>Devemos exigir que a verdade se imponha. Os pedidos de desculpas formais da Volkswagen e da Fiesp n\u00e3o apagar\u00e3o a hist\u00f3ria, mas, certamente, contribuir\u00e3o para os esclarecimentos do que ocorreu de fato durante a ditadura brasileira no meio empresarial e para que seja feita a devida justi\u00e7a, com a puni\u00e7\u00e3o dos agentes da repress\u00e3o e daqueles que financiaram as persegui\u00e7\u00f5es, torturas e mortes cometidas com o intuito maior de calar os trabalhadores e promover a expans\u00e3o do capitalismo monopolista no Brasil.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Casa da Morte amea\u00e7ada de n\u00e3o virar memorial<\/strong><\/p>\n<p>O decreto que viabiliza a desapropria\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel onde funcionou a chamada Casa da Morte &#8211; um dos principais centros de tortura e morte do regime empresarial-militar no Rio de Janeiro, situado na cidade de Petr\u00f3polis -, est\u00e1 pr\u00f3ximo de perder a sua validade. Com isso, o projeto de cria\u00e7\u00e3o, naquele local, do Memorial da Liberdade, Verdade e Justi\u00e7a est\u00e1 amea\u00e7ado.\u00a0Um novo decreto precisa ser editado, para que a mem\u00f3ria de tudo o que se passou naquele local jamais seja apagada.<\/p>\n<p>Diversos presos pol\u00edticos desaparecidos teriam passado pela casa, dentre os quais militantes da VPR, ALN, VAR-Palmares e MR-8. Os dirigentes nacionais do PCB David Capistrano e Walter de Souza Ribeiro, al\u00e9m do militante Jos\u00e9 Roman, tamb\u00e9m teriam passado pelo local. Depois de torturados, todos eram assassinados. Um levantamento do governo federal feito em 2011 estimou que 19 pessoas teriam sido enterradas clandestinamente em Petr\u00f3polis.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria deste centro de tortura hediondo somente veio \u00e0 luz gra\u00e7as \u00e0 coragem da militante In\u00eas Etienne Romeu, que fingiu ter aceito se passar por infiltrada em troca da liberdade ap\u00f3s tr\u00eas meses de tortura, e tudo denunciou, em 1979, \u00e0 imprensa e \u00e0s entidade3s de luta pelas liberdades democr\u00e1ticas, expondo toda a verdade sobre a exist\u00eancia da Casa da Morte.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Concession\u00e1ria do aeroporto de Viracopos (Campinas) devolve o terminal ao Estado<\/strong><\/p>\n<p>Alegando dificuldades financeiras causadas pela queda no volume de passageiros e cargas no terminal registrada nos \u00faltimos meses, por conta da crise econ\u00f4mica enfrentada pelo Brasil, os acionistas da empresa Aeroportos Brasil Viracopos, concession\u00e1ria que explora o aeroporto de Viracopos, decidiu devolver as instala\u00e7\u00f5es ao Estado. A redu\u00e7\u00e3o das tarifas cobradas para a movimenta\u00e7\u00e3o de cargas, fixadas pelo Estado, foi outra raz\u00e3o alegada para a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Como em outros setores, a privatiza\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es de infraestrutura de transportes, no caso geral, encarece o servi\u00e7o e n\u00e3o melhora a opera\u00e7\u00e3o nem favorece os usu\u00e1rios, sejam passageiros ou empresas que necessitam do transporte a\u00e9reo de cargas, com a imposi\u00e7\u00e3o de taxas e restri\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rios e gera\u00e7\u00e3o de filas, al\u00e9m do aviltamento dos sal\u00e1rios e da deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos profissionais do setor. As empresas concession\u00e1rias embolsam os lucros, mas, quando surgem dificuldades, como no caso atual de Viracopos, simplesmente abrem m\u00e3o do neg\u00f3cio, socializando assim, via Estado, os preju\u00edzos. Este \u00e9 o capitalismo sem riscos, idealizado e praticado por boa parte dos empres\u00e1rios brasileiros.<\/p>\n<p>H\u00e1 que se reestatizar o setor, com a ado\u00e7\u00e3o de um novo modelo de gest\u00e3o, onde o controle direto pelos trabalhadores possa garantir a transpar\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es da empresa e o cumprimento pleno de sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>MST ocupa fazenda de Eike Batista<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima ter\u00e7a-feira, o Movimento dos Trabalhadores sem Terra ocupou, com cerca de 500 trabalhadores, uma fazenda pertencente ao empres\u00e1rio Eike Batista, localizada em S\u00e3o Joaquim de Bicas, Minas Gerais. O MST alegou que as terras estavam abandonadas e que haviam sofrido crimes ambientais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de possibilitar a retomada do processo de reforma agr\u00e1ria, esta \u00e9 uma boa oportunidade de fazer-se justi\u00e7a, com a repara\u00e7\u00e3o dos crimes ambientais cometidos e com a devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade, na forma de terras, dos recursos p\u00fablicos desviados pelo empres\u00e1rio, hoje em pris\u00e3o domiciliar por corrup\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas da Volks e da FIESP com a ditadura brasileira Sob o t\u00edtulo Entre os patos de 1972 estavam os militares,\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15176\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-15176","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3WM","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15176\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}