{"id":15232,"date":"2017-08-07T13:59:57","date_gmt":"2017-08-07T16:59:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=15232"},"modified":"2017-08-16T14:12:35","modified_gmt":"2017-08-16T17:12:35","slug":"entidade-lanca-campanha-pela-manutencao-da-titulacao-de-territorios-quilombolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15232","title":{"rendered":"Entidade lan\u00e7a campanha pela manuten\u00e7\u00e3o da titula\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios quilombolas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4296\/35481665454_721fd164ba_z.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><strong>A a\u00e7\u00e3o questiona o decreto e ser\u00e1 julgado pelo STF no dia 16<\/strong><\/p>\n<p>Lilian Campelo<!--more--><\/p>\n<p>Para explicar o que est\u00e1 por tr\u00e1s da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o decreto de titula\u00e7\u00e3o quilombola, que ser\u00e1 analisada no dia 16 de agosto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Articula\u00e7\u00e3o das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), e outras organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, lan\u00e7aram uma campanha para sensibilizar o \u00f3rg\u00e3o para que mantenha a titula\u00e7\u00e3o destes territ\u00f3rios no Brasil.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ada em v\u00eddeo, a campanha \u201cO Brasil \u00e9 Quilombola, Nenhum quilombo a menos!\u201d tamb\u00e9m tem como foco mobilizar a sociedade para que assine a peti\u00e7\u00e3o contra a ADI. At\u00e9 o momento 43.786 pessoas assinaram o documento on-line. <a href=\"https:\/\/peticoes.socioambiental.org\/nenhum-quilombo-a-menos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Para assinar, clique aqui<\/a>. Nas redes sociais, a campanha tem sido divulgada com as hashtags #somostodosquilombolas e #nenhumquilomboamenos.<\/p>\n<p><strong>DEM &#8211; Retrocesso<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Giv\u00e2nia Silva, integrante da Conaq, a ideia do v\u00eddeo \u00e9 fazer com que as pessoas possam entender qual o real interesse de se acabar com os processos de titula\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi movida pelo antigo Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM), em 2004 no STF, e questiona a constitucionalidade do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/2003\/d4887.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">decreto 4887\/2003<\/a>, que regulamenta o procedimento de identifica\u00e7\u00e3o, reconhecimento, delimita\u00e7\u00e3o, demarca\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos. O julgamento se estende desde 2012 e ser\u00e1 retomando daqui a duas semanas, em 16 de agosto.<\/p>\n<p>Para Milene Maia, assessora do programa Pol\u00edtica e Direito Socioambiental no Instituto Socioambiental (ISA), o decreto \u00e9 considerado o segundo maior marco de reconhecimento por parte do Estado e significa uma conquista do direito de acesso \u00e0 terra para os quilombolas. Ela ressalta que p\u00f4r em d\u00favida a legitimidade do decreto \u00e9 um retrocesso \u00e0s garantidas de direitos.<\/p>\n<p>\u201cA partir do momento que h\u00e1 esse questionamento, que h\u00e1 essa d\u00favida que o STF vai julgar, isso fragiliza totalmente esse processo de reconhecimento de titula\u00e7\u00e3o. O que est\u00e1 por tr\u00e1s disso de fato \u00e9 o reconhecimento por parte do Estado brasileiro da exist\u00eancia dessas popula\u00e7\u00f5es quilombolas e do direito ao acesso \u00e0 terra e tamb\u00e9m do seu modo tradicional de gerir seus territ\u00f3rios\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Direitos<\/strong><\/p>\n<p>Passaram-se cerca de 115 anos entre a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e a titula\u00e7\u00e3o do primeiro quilombo. Silva tenta imaginar o cen\u00e1rio, caso o STF julgue o decreto inconstitucional. Para ela, h\u00e1 v\u00e1rios questionamentos sobre o que poder\u00e1 acontecer com as terras das comunidades que conquistaram seus t\u00edtulos e com aquelas que ainda o aguardam. Contudo, sobre os conflitos que essa a\u00e7\u00e3o poder\u00e1 gerar no povo negro, ela \u00e9 assertiva.<\/p>\n<p>\u201cCriaria ainda mais um cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a, cen\u00e1rio de viol\u00eancia e mais uma vez tornaria essa parcela da popula\u00e7\u00e3o negra meio que de volta ao per\u00edodo antes da aboli\u00e7\u00e3o que se quer aconteceu de fato\u201d, diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 segundo Maia, existem 2.958 comunidades quilombolas certificadas pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares, 1.536 processos abertos no Instituto de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) aguardando o reconhecimento e titula\u00e7\u00e3o e apenas 168 terras tituladas das 6mil comunidades quilombolas espalhadas pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Comunidades quilombolas est\u00e3o amea\u00e7as pela a\u00e7\u00e3o movida pelo DEM que questiona o decreto de titula\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios. Divulga\u00e7\u00e3o. Funda\u00e7\u00e3o Palmares<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Simone Freire<\/p>\n<p>https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/08\/03\/entidade-lanca-campanha-pela-manutencao-da-titulacao-de-territorios-quilombolas\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A a\u00e7\u00e3o questiona o decreto e ser\u00e1 julgado pelo STF no dia 16 Lilian Campelo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15232\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-15232","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-quilombola"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3XG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15232"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15232\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}