{"id":15399,"date":"2017-08-21T15:33:35","date_gmt":"2017-08-21T18:33:35","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=15399"},"modified":"2017-08-25T13:13:48","modified_gmt":"2017-08-25T16:13:48","slug":"%e2%80%8bolhar-comunista-21082017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15399","title":{"rendered":"\u200bOLHAR COMUNISTA \u2013 21\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/NogAb9CtJdk_x0qFO_P339v8397y-rwYM81Ehdde55IWEdAlNCgNF86saxYmrTYps3D9Bi5ihkcFzsuzLbx2adkDaeZIRueW9qxHUJQJQ40HbDiGs4NQwSQ9AJqAU2bC4p9XrwRnsl2KM8AME5up6SGgT1KOFXr8-gVRTkMTbTPGUlUaBcA2FqrB_CmLG4rcANXxHt_NUBwb6rn6BBEF1mPhNbyd2Mn5XB_84E3U2fPyaR4KhcVgqVwgNjCw-iTcuLsVH8cwr3M7rrofVZqSYfPslrCpRVwXCT0g8cKRMql_9eXVVVbnFh7ha2-KvpfwjSm_xIQN5Z-2oP2q0M_1tAyv_yu8l6sBh4KJGniiKfmwToLJgGKqb7lZhx_Tr9ovXVYUwggwM2RDnVFBCVxQqZECrc39CI8ZtYrxItm5A7zhYvQo-8K5OPKw-8mCwHtvYhasU6QNkBN-HHzDDZTLnPjE3vNLb7EvlkZOdcvUIm5Ld54hEbHTiJb8iJWGuteXp7YyaQSTFvZ-Uwrrnive8mO89UervH_o7ES1XCxDqgSR7ZwzR3WLmPZOiAWISnGePuW2_v2FckeDdLHQwTZ1ZwgOEK5wBJAH5tUK7QAUy6sFA4lRDDO4=w600-h453-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><strong>Resist\u00eancia em manter viva a mem\u00f3ria e a den\u00fancia da escravid\u00e3o est\u00e1 na raiz da viol\u00eancia racial nos EUA<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 o tom da mat\u00e9ria do jornal estadunidense\u00a0<em>The Nation,<\/em>\u00a0de 15 de agosto de 2017. A mat\u00e9ria cita uma lei de 1983, que instituiu o Dia de Martin Luther King, um feriado nacional celebrado na terceira segunda-feira do m\u00eas de janeiro, data pr\u00f3xima ao anivers\u00e1rio do ativista (15 de janeiro 1929). O Congresso demorou quinze anos para tornar o feriado nacional, somente efetivado em 2000. \u00c9 um dos tr\u00eas feriados nacionais dos EUA em comemora\u00e7\u00e3o a uma personalidade. Explode agora a enorme resist\u00eancia da parte de grupos conservadores e racistas em reconhecer a import\u00e2ncia do l\u00edder negro na hist\u00f3ria das lutas em favor dos direitos civis nos EUA.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o embate com os defensores das leis do Estado da Virg\u00ednia, que, primeiramente, instituiu, em 1889, o dia de comemora\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio do general Lee, das for\u00e7as confederadas, partid\u00e1rios da manuten\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o nos EUA. Em 1904, o Estado consagrou tamb\u00e9m a comemora\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio de Thomas J. &#8220;Stonewall&#8221; Jackson, constituindo o Dia Lee\u2013Jackson. Com a aprova\u00e7\u00e3o, pelo Congresso dos EUA, do feriado nacional em homenagem a Martin Luther King, houve tentativa, na Virg\u00ednia, de unificar num mesmo feriado a homenagem \u00e0s tr\u00eas personalidades, mas o debate parlamentar concluiu ser totalmente incongruente celebrar simultaneamente as vidas de dois generais confederados com a de um \u00edcone da luta contra o racismo. Nos dias de hoje, essa discuss\u00e3o volta \u00e0 baila.<\/p>\n<p>Este \u00e9 apenas um dos exemplos da resist\u00eancia \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria social que ainda se faz sentir fortemente nos Estados Unidos, principalmente, mas n\u00e3o somente, nos estados sulistas, \u00e0 necessidade de ser superada, definitivamente, em todos os sentidos, a heran\u00e7a da escravid\u00e3o. O recente epis\u00f3dio de viol\u00eancia e \u00f3dio racial de Charlottesville \u00e9 prova cabal desse fato.<\/p>\n<p>\u00c9 uma necessidade lembrar dos tempos em que a escravid\u00e3o vigorava legalmente naquele pa\u00eds, lembrar das condi\u00e7\u00f5es desumanas de trabalho, lembrar dos linchamentos que se tornaram comuns nas cidades pequenas do sul no per\u00edodo imediatamente posterior \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o dos escravos, dos espancamentos de ex-escravos que \u00a0migravam para o norte do pa\u00eds em busca de trabalho na ind\u00fastria &#8211; onde tamb\u00e9m sofreram com a explora\u00e7\u00e3o e o racismo, das leis de segrega\u00e7\u00e3o racial que vigoraram at\u00e9 os \u00faltimos anos da d\u00e9cada de 1960, das restri\u00e7\u00f5es \u00e0 participa\u00e7\u00e3o eleitoral dos negros e de tantos outros elementos de opress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio lembrar, igualmente, que, por tr\u00e1s da quest\u00e3o racial, da resist\u00eancia \u00e0 igualdade entre negros e brancos, est\u00e1 a quest\u00e3o de classe, a necessidade de o sistema capitalista manter uma parte da m\u00e3o de obra em condi\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias para pagar menos sal\u00e1rio. Principalmente em tempos de crise, o capitalismo incita o \u00f3dio de setores da popula\u00e7\u00e3o branca que, em manifesta\u00e7\u00f5es como a da Virg\u00ednia, tentam expressar uma condi\u00e7\u00e3o de suposta supremacia que n\u00e3o encontra eco na realidade, uma perigosa fantasia que \u00e9 alimentada com o prop\u00f3sito de garantir a superexplora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores negros.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Estado vai trocar multas ambientais n\u00e3o pagas pelas empresas por servi\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O governo federal vai permitir que as empresas que foram multadas por agress\u00f5es ao meio ambiente convertam o valor devido em servi\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de sistemas ambientais. As firmas que aderirem ao programa poder\u00e3o receber descontos entre 35 e 60% dos valores devidos; nos casos de convers\u00e3o previstos, chegam a R$ 4,5 bilh\u00f5es. A Samarco, respons\u00e1vel pelo desastre ambiental de Mariana, n\u00e3o ser\u00e1 inclu\u00edda na lista das empresas que poder\u00e3o ser beneficiadas. De acordo com o IBAMA, apenas 5% das multas s\u00e3o efetivamente pagas, e os principais devedores s\u00e3o as grandes empresas. \u00a0A Petrobr\u00e1s deve R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>As multas e impostos ambientais s\u00e3o instrumentos que buscam compensar a sociedade pelos custos externos causados pela opera\u00e7\u00e3o das empresas, nos quais se poderia incluir o desemprego e outros fatores. S\u00e3o, de certa forma, o pagamento pelo direito de poluir.\u00a0A magnitude do problema \u00e9 bem maior: como afirma Nicholas Stern, ex-ministro da Inglaterra, em conhecido relat\u00f3rio sobre os custos da recupera\u00e7\u00e3o do meio ambiente em todo o planeta, se todos os custos causados pela produ\u00e7\u00e3o industrial fossem imputados nos pre\u00e7os dos produtos, a grande maioria das empresas iria \u00e0 fal\u00eancia. \u00c9 a sociedade que paga pela polui\u00e7\u00e3o do ar e das \u00e1guas, pela exaust\u00e3o dos recursos naturais, pela contamina\u00e7\u00e3o dos solos e outros efeitos da produ\u00e7\u00e3o industrial privada.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso que a quest\u00e3o ambiental tenha mais prioridade na agenda pol\u00edtica, nas pautas de luta dos trabalhadores, para que se possa migrar do estado atual de crescente degrada\u00e7\u00e3o dos recursos naturais para uma transi\u00e7\u00e3o no rumo da sua preserva\u00e7\u00e3o e do atendimento \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Bancos fecham milhares de vagas em seis meses, mas lucros seguem em alta<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o impressionantes: segundo o Caged, 10.752 postos de trabalhos foram extintos nos \u00faltimos 6 meses. No mesmo per\u00edodo, aumentaram as reclama\u00e7\u00f5es de mau atendimento, e os bancos tiveram R$ 30,6 bilh\u00f5es de lucros.<\/p>\n<p>As fus\u00f5es entre empresas banc\u00e1rias, os programas de demiss\u00e3o volunt\u00e1rias e a redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais s\u00e3o as principais raz\u00f5es para esse quadro. Fus\u00f5es de empresas levam a demiss\u00f5es de funcion\u00e1rios, pois muitos servi\u00e7os das empresas fundidas podem ser feitos com um n\u00famero bem mais reduzido que a soma dos contingentes originais dispon\u00edveis nas empresas antes da fus\u00e3o.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de concentra\u00e7\u00e3o do capital, com fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es de empresas, \u00e9 inerente ao sistema capitalista. Com o avan\u00e7o da tecnologia, viabiliza-se, para as empresas, a dispensa de trabalhadores. Os bancos recebem, na forma de pagamento de juros pelos contratos assinados com o governo federal, o equivalente a 40% do or\u00e7amento federal, e pagam, relativamente, pouco imposto. A maior parte dos investimentos dos bancos recai nas compras de t\u00edtulos e n\u00e3o em investimentos em infraestrutura, na produ\u00e7\u00e3o ou em setores sociais.<\/p>\n<p>Os banqueiros est\u00e3o entre os que mais ganham no capitalismo em geral e no modelo brasileiro, em particular. \u00c9 um setor parasit\u00e1rio, que deveria ser estatizado e funcionar sob controle direto dos trabalhadores.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>54% das obras do programa \u201cMinha Casa, Minha Vida\u201d apresentam falhas<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com O Globo, de 17 de agosto de 2017, entre 2009 e 2014, o programa financiou a constru\u00e7\u00e3o de 2,8 milh\u00f5es de unidades habitacionais, ao custo de R$ 225 bilh\u00f5es. O elevado n\u00famero de falhas na constru\u00e7\u00e3o das habita\u00e7\u00f5es mostra que um dos objetivos do programa \u00e9 a simples divulga\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros e aponta para poss\u00edveis desvios de recursos pela utiliza\u00e7\u00e3o de materiais de constru\u00e7\u00e3o de qualidade inferior. Mostra tamb\u00e9m que um programa como esse, necess\u00e1rio para combater o enorme d\u00e9ficit habitacional existente no Brasil, principalmente junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, deve ser gerenciado diretamente pelos trabalhadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15399\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-15399","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-40n","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15399\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}