{"id":1592,"date":"2011-06-22T18:53:03","date_gmt":"2011-06-22T18:53:03","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1592"},"modified":"2011-06-22T18:53:03","modified_gmt":"2011-06-22T18:53:03","slug":"moderacao-da-revolucao-bolivariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1592","title":{"rendered":"Modera\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana?"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201c<em><strong>Depois de 10 anos<\/strong><\/em><em><strong>, \u00e9 tarde para que Ch\u00e1vez se converta em Lula.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>De volta ao seu habitual espa\u00e7o de r\u00e1dio, Vladimir Acosta, professor, historiador e refer\u00eancia inescus\u00e1vel na hora de tomar pulso no processo bolivariano, entrou sem rodeios a um tema tabu: A revolu\u00e7\u00e3o bolivariana est\u00e1 moderando-se? Aqui, parte de suas reflex\u00f5es no programa \u201cPrimeira M\u00e3o\u201d, na Radio Nacional da Venezuela.<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Escute o programa completo de Vladimir Acosta no RNV<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o muitas as coisas que tendem a mostrar que desde alguns meses para c\u00e1 est\u00e1 produzindo-se uma sorte de reviravolta de uma esquerda que se qualifica a si mesma de radical em dire\u00e7\u00e3o a uma que se desloca um pouco ao centro. Um tipo de centro-esquerda mais \u201cpoliticamente correta\u201d, menos conflituosa. Essa \u00e9 a impress\u00e3o que d\u00e1\u201d, afirmou Acosta.<\/p>\n<p>Antes, aclarou que se tratava de especula\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o debate sobre este ponto hoje n\u00e3o se registra. Especialmente no Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). \u201cO partido n\u00e3o existe, n\u00e3o tem opini\u00e3o pol\u00edtica de nenhuma classe. Se limita a executar o que o presidente decidiu\u201d, remarcou.<\/p>\n<p>Na segunda metade de seu programa de uma hora, uma confer\u00eancia magistral semanal que \u00e9 seguida com aten\u00e7\u00e3o e repassada em seguida por milhares de homens e mulheres comprometidos com o processo bolivariano, Acosta argumentou que \u201ch\u00e1 indicadores\u201d dessa poss\u00edvel tend\u00eancia em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 centro-esquerda, e registrou o in\u00edcio desse giro depois das elei\u00e7\u00f5es parlamentares do ano passado: \u201cao princ\u00edpio houve <em>triunfalismo<\/em>. Eu disse que essa vit\u00f3ria tinha um certo sabor de derrota\u201d, recordou.<\/p>\n<p>\u201cParecera que se entendeu que a coisa n\u00e3o era t\u00e3o exitosa como parecia, e que havia uma sorte de amea\u00e7a sobre o futuro do projeto porque a polariza\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia funcionado como se esperava\u201d, indicou Acosta.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o importa que a oposi\u00e7\u00e3o seja um desastre. A oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um lixo e Ch\u00e1vez \u00e9 um l\u00edder que fez milhares de coisas pelo povo. Um governo como este deveria ter 90 por cento de apoio por tudo o que fez para o povo venezuelano. Mas foi baixando e se mant\u00e9m mais ou menos em um cinq\u00fcenta e cinq\u00fcenta. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante equilibrada e isso \u00e9 tremendamente preocupante\u201d, prosseguiu o professor.<\/p>\n<p>Acosta especulou que a partir dessa tend\u00eancia de estancamento e at\u00e9 de diminui\u00e7\u00e3o do apoio ao processo bolivariano se explicaria que \u201cse venha tentando uma pol\u00edtica mais moderada que perseguiria tratar de recuperar a classe m\u00e9dia e at\u00e9 ganhar-se setores da direita moderada. Uma modera\u00e7\u00e3o at\u00e9 na linguagem. Zero radicalismo e ruptura com as posi\u00e7\u00f5es de esquerda que pare\u00e7am mais radicais\u201d.<\/p>\n<p>Nesta linha, Acosta localizou o \u201cpacto com Col\u00f4mbia\u201d, em refer\u00eancia a nova rela\u00e7\u00e3o com o governo de Juan Manuel Santos e a gest\u00e3o comum para o regresso de Honduras, governada por Porfirio Lobo, \u00e0 OEA, a troca do retorno do destitu\u00eddo Manuel Zelaya ao seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA rela\u00e7\u00e3o com a Col\u00f4mbia n\u00e3o pode ser emotiva, que passe de amores a \u00f3dios que no fundo foram muito favor\u00e1veis para a oligarquia colombiana\u201d, advertiu Acosta.<\/p>\n<p>O historiador alertou, al\u00e9m disso, sobre a possibilidade de que a Alian\u00e7a Bolivariana para os Povos de Nossa Am\u00e9rica (ALBA) resulte \u201cradical demais\u201d, o que a levaria a deix\u00e1-la de lado (sem abandon\u00e1-la por completo) para promover a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), um organismo em constru\u00e7\u00e3o que considera \u201cabsolutamente extraordin\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p><strong>Perguntas sem respostas <\/strong><\/p>\n<p>\u201cQue havia detr\u00e1s de tudo isso? Que pode haver aqui?\u201d se perguntou Acosta ao fianl de seu espa\u00e7o semanal e se arriscou: \u201cTemor de uma agress\u00e3o imperialista?\u201d. \u201cTemos o exemplo de Gaddafi. Fez todo tipo de concess\u00f5es e ai est\u00e1 L\u00edbia invadida e destro\u00e7ada\u201d alertou. \u201cA\u00ed est\u00e1 \u00e0 agress\u00e3o \u00e0 PDVSA. Ai est\u00e3o as amea\u00e7as denunciadas por Roy Chaderton de inger\u00eancia no pr\u00f3ximo processo eleitoral para apoiar a oposi\u00e7\u00e3o\u201d, enumerou Acosta e em seguida alertou:\u201do panorama n\u00e3o muda, as concess\u00f5es ao imp\u00e9rio s\u00e3o in\u00fateis.\u201d<\/p>\n<p>No plano nacional, Acosta se perguntou se o eventual giro de posi\u00e7\u00f5es de centro-esquerda buscaria \u201cbaixar a conflitividade para que se possam ganhar as elei\u00e7\u00f5es\u201d. E se mostrou c\u00e9tico: \u201cDepois de 10 anos \u00e9 algo tarde para que Ch\u00e1vez se converta em Lula.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO inimigo imperial est\u00e1 atr\u00e1s esperando sua oportunidade. O pre\u00e7o de uma pol\u00edtica como essa pode ser muito alto\u201d, remarcou Acosta, e precisou que a hist\u00f3ria indica que \u201cas revolu\u00e7\u00f5es ou se aprofundizam ou se perdem. A direita e o imp\u00e9rio n\u00e3o perdoam\u201d.<\/p>\n<p><strong>O caso P\u00e9rez Becerra e os meios do Estado<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEstas entregas de revolucion\u00e1rios s\u00e3o uma mancha feia que n\u00e3o significam o fim deste processo nem nada parecido\u201d, indicou Acosta na primeira parte de seu espa\u00e7o radial, mas indicou \u201co apoio a este processo n\u00e3o pode ser cego nem servil. Deve ser pensante. De um povo que aprendeu a pensar. Tem que ser cr\u00edtico. Para apoiar e tamb\u00e9m para criticar com seriedade e com argumentos aquelas coisas que n\u00e3o v\u00e3o nessa dire\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cEu quisera que os revolucion\u00e1rios deste lado da trincheira pud\u00e9ssemos discutir sem insultos e sem desqualifica\u00e7\u00f5es\u201d, indicou Acosta e considerou \u201c houve excessos como a queima de bonecos e termos exagerados e injustos contra o presidente Ch\u00e1vez\u201d ainda que aclarou que \u00e9 \u201c mais grave a arrog\u00e2ncia do governo, sua surdez e a atitude de alguns revolucion\u00e1rios que n\u00e3o podem assumir a defesa da entrega de P\u00e9rez Becerra sen\u00e3o com insultos para aqueles que o criticaram\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUsam a mesma linguagem que a direita\u201d, alertou. E criticou \u201c a atitude que se imp\u00f4s a nossos meios de silenciar o que passava\u201d. Nessa linha qualificou como injusta sob todos os aspectos a destitui\u00e7\u00e3o de Cristina Gonzalez \u00e0 frente da R\u00e1dio do Sul e a demiss\u00e3o posterior de parte da equipe de trabalho da emissora.<\/p>\n<p><strong>Fonte original deste documento \u00e9:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Radio Nacional de Venezuela em \u00e1udio completo: http:\/\/www.rnv.gov.ve<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: RNV\n\n\n\n\n\n\n\n\n(Vladimir Acosta)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1592\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-1592","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-pG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1592\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}