{"id":15922,"date":"2017-08-27T12:45:23","date_gmt":"2017-08-27T15:45:23","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=15922"},"modified":"2017-09-01T14:03:38","modified_gmt":"2017-09-01T17:03:38","slug":"moradores-repudiam-intervencoes-militares-nas-favelas-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15922","title":{"rendered":"Moradores repudiam interven\u00e7\u00f5es militares nas favelas do Rio"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4418\/36616874272_82d8e61de0_z.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->No Rio de Janeiro, nas \u00faltimas semanas, opera\u00e7\u00f5es policiais e militares foram feitas nas favelas, alterando o cotidiano dos moradores e deixando mortos e feridos. Cerca de sete mil soldados das For\u00e7as Armadas desembarcaram em ve\u00edculos blindados em oito favelas da cidade. Somente no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, foram sete mortos registrados em nove dias de interven\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n<p>Para o estudante Tarc\u00edsio Lima, de 22 anos, morador de Manguinhos, uma das favelas que tamb\u00e9m vivenciou a opera\u00e7\u00e3o militar, a rela\u00e7\u00e3o dos moradores com soldados e policiais \u00e9 muito complicada.<\/p>\n<p>\u201cEles fazem o papel de capit\u00e3o do mato no s\u00e9culo XXI. Eles n\u00e3o chegam para conversar, j\u00e1 chegam dando tiros. Se voc\u00ea pegar o valor de um proj\u00e9til de fuzil \u00e9 mais caro que um caderno. Se a gente tem um pa\u00eds que prefere investir mais em seguran\u00e7a do que em educa\u00e7\u00e3o a gente falha nos dois pontos porque n\u00e3o temos nenhum deles\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Durante as opera\u00e7\u00f5es militares nas favelas, 64 unidades de ensino municipais foram fechadas e quase 27 mil alunos ficaram sem aulas nos dois turnos. Segundo a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, foram 41 escolas, 11 creches e 12 Espa\u00e7os de Desenvolvimento Infantil fechados por uma semana. A moradora de Acari, tamb\u00e9m na zona norte, Buba Aguiar, de 25 anos, do coletivo Fala Acari, afirma que a militariza\u00e7\u00e3o das favelas \u00e9 um projeto do Estado para controle da popula\u00e7\u00e3o pobre e negra.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a gente v\u00ea hoje o Rio de Janeiro batendo recorde de mais de 26 mil alunos sem aula. Esses desmontes das pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m s\u00e3o direcionados para atingir a classe mais baixa da popula\u00e7\u00e3o, em sua maioria, o povo negro. O que acontece hoje no Rio n\u00e3o \u00e9 uma crise em que o estado tem que intervir para conseguir uma solu\u00e7\u00e3o. Esse discurso da paz e da ordem tem direcionamento. A paz para o asfalto significa a morte e derramamento de sangue do nosso povo\u201d, denuncia.<\/p>\n<p>No primeiro semestre deste ano foram registrados 581 casos de mortes em decorr\u00eancia de interven\u00e7\u00f5es policiais, segundo dados do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP), \u00f3rg\u00e3o da Secretaria Estadual de Seguran\u00e7a. Um aumento de 45,3% se comparado ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Os dados apontam ainda que at\u00e9 o m\u00eas de agosto, 97 policiais foram mortos no estado do Rio.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Raquel J\u00fania<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Comunidades refor\u00e7am campanha #vidasnafavelaimportam para denunciar a viol\u00eancia de estado contra pobres e negros. Vladimir Platonow. Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/08\/25\/moradores-repudiam-intervencoes-militares-nas-favelas-do-rio\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15922\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-15922","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c101-criminalizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-48O","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15922","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15922"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15922\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}