{"id":15978,"date":"2017-09-01T13:49:35","date_gmt":"2017-09-01T16:49:35","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=15978"},"modified":"2017-09-01T13:49:35","modified_gmt":"2017-09-01T16:49:35","slug":"a-revolucao-tambem-foi-feminista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15978","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi feminista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2017\/08\/kollontai-biroli-blog.jpg?w=747&#038;h=620&#038;fit=620%2C620\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->&#8220;Aleksandra Kollontai nos mostra, como t\u00eam mostrado desde ent\u00e3o as mais afiadas cr\u00edticas feministas, que as barreiras \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres n\u00e3o existem a despeito do universo burgu\u00eas de direitos e de valoriza\u00e7\u00e3o da individualidade, mas s\u00e3o conformadas por ele.&#8221;<\/p>\n<p>BLOG DA BOITEMPO &#8211; Publicado em 25\/08\/2017<\/p>\n<p>Por Fl\u00e1via Biroli<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, o sil\u00eancio sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas revolu\u00e7\u00f5es de fevereiro e outubro de 1917, na R\u00fassia, vem sendo rompido. No Brasil, a Boitempo publicou, neste ano, <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/a-revolucao-das-mulheres\"><em>A revolu\u00e7\u00e3o das mulheres: emancipa\u00e7\u00e3o feminina na R\u00fassia sovi\u00e9tica<\/em><\/a>, organizado por Graziela Schneider Urso, que traz uma s\u00e9rie de textos escritos por russo-sovi\u00e9ticas naquele contexto. As conflu\u00eancias entre o horizonte socialista das transforma\u00e7\u00f5es e a busca da emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres, neles presentes, ainda servem para lembrar eventuais desavisados que revolu\u00e7\u00f5es engajam mulheres e homens e que transforma\u00e7\u00f5es sociais profundas n\u00e3o existem sem que se coloque em xeque a conforma\u00e7\u00e3o de diferentes dimens\u00f5es da vida.<\/p>\n<p>Essas percep\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito claras nos escritos da mais conhecida entre as mulheres revolucion\u00e1rias, Aleksandra Kollontai (nascida Aleksandra Mikhailovna Domontovich, em 1873), a quem dedico este texto. Para ela, era necess\u00e1rio discutir as velhas formas de vida e a nova sociedade confrontando a servid\u00e3o das mulheres na esfera familiar. As tens\u00f5es entre as expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres e suas capacidades estiveram presentes durante toda a vida dessa que foi a principal mulher entre as lideran\u00e7as bolcheviques no processo revolucion\u00e1rio e a \u00fanica eleita para o Comit\u00ea Central em 1917. A trajet\u00f3ria extraordin\u00e1ria dessa mulher de origem aristocr\u00e1tica, que se tornaria uma refer\u00eancia no pensamento feminista socialista, n\u00e3o impediu que registrasse os julgamentos que sofreu, a solid\u00e3o e as dificuldades para estabelecer rela\u00e7\u00f5es referenciadas pela amizade e pela reciprocidade mesmo entre os c\u00edrculos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Sua atua\u00e7\u00e3o nos primeiros anos ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o foi voltada para a constru\u00e7\u00e3o de leis, pol\u00edticas e equipamentos de Estado que trouxessem garantias para as mulheres e as crian\u00e7as, necess\u00e1rias para que novos modos de organiza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia se estabelecessem. \u201cO capitalismo colocou um fardo pesado sobre os ombros da mulher: a converteu em trabalhadora assalariada, sem reduzir seus cuidados como dona de casa ou m\u00e3e\u201d, dizia no texto \u201cO comunismo e a fam\u00edlia\u201d, de 1920. A tripla jornada, que ela identificava com clareza, esgotava energia e tempo das mulheres, impedindo que se desenvolvessem e que, como pessoas livres, participassem da sociedade em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o de todas as mulheres exigia, assim, colocar em quest\u00e3o ideais e costumes arraigados. O ideal da maternidade e o modo de cria\u00e7\u00e3o privada dos filhos no n\u00facleo familiar significava, para a maior parte das mulheres e das crian\u00e7as, como significa hoje ainda, priva\u00e7\u00e3o e precariedade. Havia, nesse ponto, uma preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o moralizante com a falta de tempo e de recursos para o cuidado dos filhos, registrando seu abandono e a vida nas ruas como um efeito das condi\u00e7\u00f5es concretas e n\u00e3o de escolhas. H\u00e1, aqui, um ponto bastante atual. Em seus padr\u00f5es correntes, o capitalismo neoliberal retira \u00e0s pessoas as condi\u00e7\u00f5es para os la\u00e7os e afetos, mas estabelece uma defesa fict\u00edcia d\u201ca fam\u00edlia\u201d como par\u00e2metro que desagua na responsabiliza\u00e7\u00e3o das mulheres pelo destino de seus filhos, expostos ao crime organizado e \u00e0 viol\u00eancia do Estado. O pensamento feminista que se estabeleceu nos c\u00edrculos revolucion\u00e1rios busca alternativas para se equilibrar necessidades reais de mulheres e crian\u00e7as e uma perspectiva coletiva.<\/p>\n<p>A \u201csantifica\u00e7\u00e3o\u201d das mulheres como m\u00e3es, o que Beauvoir chamou em <em>O segundo sexo <\/em>de \u201creligi\u00e3o da maternidade\u201d, refor\u00e7a, como ideal, um modo de vida que \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio dispon\u00edvel para poucas, al\u00e9m de corresponder a controles e imposi\u00e7\u00f5es. No texto \u201cMulher trabalhadora e m\u00e3e\u201d, de 1916, Kollontai comparava a gravidez e o parto de quatro mulheres, a mulher do diretor da f\u00e1brica, a lavadeira, a arrumadeira e a trabalhadora da f\u00e1brica de tecidos. Enquanto a primeira \u00e9 protegida e cercada de cuidados, as demais s\u00e3o expostas a neglig\u00eancia, viol\u00eancia e desumaniza\u00e7\u00e3o. O fato de estarem gr\u00e1vidas n\u00e3o faz delas algu\u00e9m especial, nem justifica para seus patr\u00f5es a adapta\u00e7\u00e3o de atividades e da jornada de trabalho nos momentos finais da gesta\u00e7\u00e3o e em circunst\u00e2ncias de maior fragilidade f\u00edsica. Nas palavras que ela atribui ao diretor da f\u00e1brica de tecidos, empregador de uma das suas personagens, \u201cse eu come\u00e7asse a dar alguma libera\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho a toda mulher gr\u00e1vida, seria mais f\u00e1cil fechar a f\u00e1brica. Se voc\u00eas n\u00e3o dormissem com homens, voc\u00eas n\u00e3o ficariam gr\u00e1vidas\u201d.<\/p>\n<p>A defesa de benef\u00edcios para as gestantes, de acolhimento para gestantes e m\u00e3es com beb\u00eas que dele necessitassem e de licen\u00e7a remunerada para as trabalhadoras se contrapunha \u00e0 vis\u00e3o de que gravidez e maternidade eram um problema de cada mulher ou das unidades familiares. A precariedade na gravidez cobrava sua conta na alta mortalidade dos rec\u00e9m-nascidos, naquele momento um problema mais agudo do que hoje, e, somada \u00e0 pobreza e ao fato de que o tempo de trabalho restringe o tempo do cuidado, impunha \u2013 e continua a impor \u2013 custos para as mulheres e para as crian\u00e7as. Ciente disso, Kollontai antecipava os esfor\u00e7os para a coletiviza\u00e7\u00e3o do cuidado de que foi protagonista ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de 1917.<\/p>\n<p>No texto de 1920, j\u00e1 mencionado, Kollontai lidava com algumas das resist\u00eancias a esses esfor\u00e7os. Argumentava que o tipo de fam\u00edlia \u00e0 qual as pessoas estavam acostumadas correspondia a um passado em que o isolamento das unidades familiares privadas as tornava necess\u00e1rias. Quando a coletividade assume as fun\u00e7\u00f5es e responsabilidades antes legadas a essas unidades, a divis\u00e3o sexual do trabalho deixa de ser a base para sua organiza\u00e7\u00e3o. Mas isso dependia da coletiviza\u00e7\u00e3o do trabalho ent\u00e3o assumido por cada unidade familiar: a redu\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico por meio de restaurantes e lavanderias coletivas e a exist\u00eancia de creches onde as crian\u00e7as seriam cuidadas e educadas.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os de coletiviza\u00e7\u00e3o esbarraram em restri\u00e7\u00f5es financeiras, mas tamb\u00e9m nas ambival\u00eancias existentes no processo pol\u00edtico de redefini\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o e das pr\u00e1ticas relativas ao casamento e \u00e0 paternidade\/maternidade. O direito ao div\u00f3rcio, facilitado para todas as mulheres, fez parte das controv\u00e9rsias entre \u201caqueles que esperavam libertar o casamento de todas as restri\u00e7\u00f5es e aqueles que procuravam proteger as mulheres\u201d, descritas por Wendy Goldman (<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/a-mulher%2C-o-estado-e-a-revolucao\"><em>Mulher, Estado e Revolu\u00e7\u00e3o<\/em><\/a>, Boitempo Editorial, 2014). Embora os dois grupos fossem cr\u00edticos \u00e0s formas tradicionais do casamento, tinham percep\u00e7\u00f5es diferentes sobre os efeitos da liberdade sexual e da redu\u00e7\u00e3o das amarras legais que diferenciavam o casamento de outros relacionamentos. Segundo Goldman, nos debates e audi\u00eancias sobre o novo C\u00f3digo da Fam\u00edlia na R\u00fassia, em 1926, camponesas e oper\u00e1rias recha\u00e7avam argumentos masculinos que \u201cretratavam as mulheres como criaturas astutas e gananciosas\u201d, mas \u201ca emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres dos tradicionais pap\u00e9is familiares era um assunto remoto para elas\u201d, que mantinham \u201ca cren\u00e7a de que uma mulher precisava da prote\u00e7\u00e3o de um casamento forte e est\u00e1vel para nutrir uma fam\u00edlia\u201d e viam na \u201cnova liberdade sexual dos homens\u201d uma amea\u00e7a.<\/p>\n<p>A lucidez de Kollontai ao estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o direta entre a organiza\u00e7\u00e3o familiar, a maternidade e as transforma\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias tamb\u00e9m se apresentou em seus escritos sobre as rela\u00e7\u00f5es sexuais. Ela viu a dupla moral sexual como obst\u00e1culo para a emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres, mas tamb\u00e9m para a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es sexuais e afetivas mais saud\u00e1veis e felizes. S\u00e3o conhecidas as cr\u00edticas feitas pela autora \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, vista por ela como um mal do capitalismo, que transformava tudo, inclusive os corpos das mulheres, em objetos comercializ\u00e1veis. Talvez circulem menos, no entanto, os escritos em que procurou diagnosticar as raz\u00f5es para a \u201ccrise sexual aguda\u201d que identificava em seu tempo.<\/p>\n<p>Em um texto publicado em 1921, \u201cAs rela\u00e7\u00f5es sexuais e a luta de classes\u201d, ela demandava que a luta socialista reconhecesse a import\u00e2ncia das quest\u00f5es sexuais, vividas como dramas e dificuldades, no cotidiano das pessoas, das classes trabalhadoras e camponesas. Em outras palavras, o universo burgu\u00eas imprimia sentidos distorcidos \u00e0s rela\u00e7\u00f5es, o que implicava sofrimento, mas seus efeitos n\u00e3o se limitavam \u00e0 vida burguesa. O diagn\u00f3stico, mais uma vez, impressiona pela atualidade, mas tamb\u00e9m por trazer para a reflex\u00e3o, naquele momento, temas vistos como parte do universo das preocupa\u00e7\u00f5es burguesas.<\/p>\n<p>Para ela, a \u201ccrise sexual\u201d tinha tr\u00eas componentes. O extremo individualismo que conformava as subjetividades e a \u201cpsique contempor\u00e2nea\u201d tornava imposs\u00edvel perceber uma outra pessoa como tal, isto \u00e9, consider\u00e1-la como outra e n\u00e3o como um prolongamento de si. Ao mesmo tempo, o ideal burgu\u00eas do amor rom\u00e2ntico teria levado a no\u00e7\u00e3o de propriedade nas rela\u00e7\u00f5es a um extremo. A posse seria n\u00e3o apenas f\u00edsica, como em sistemas patrimoniais anteriores, mas espiritual. \u00c9 um ponto importante porque a rela\u00e7\u00e3o amorosa implica, nesses termos, o controle das emo\u00e7\u00f5es e da imagina\u00e7\u00e3o da companheira \u2013 e, como conforma a psique de mulheres e homens, tamb\u00e9m do companheiro.<\/p>\n<p>O terceiro componente da \u201ccrise sexual\u201d seria a cren\u00e7a, colocada em ato nas rela\u00e7\u00f5es afetivas e conjugais, de que os sexos n\u00e3o s\u00e3o iguais. \u00c9 ela que faz com que embora mulheres e homens se engajem em rela\u00e7\u00f5es em um mesmo ambiente moral, no qual o individualismo e a posse est\u00e3o presentes, os efeitos para umas e outros sejam t\u00e3o distintos. A dupla moral sexual e a recusa a compreender as mulheres como iguais, como parceiras e n\u00e3o como subordinadas, faz com que esse complexo de valores e formas pr\u00e1ticas de organiza\u00e7\u00e3o da vida seja mais custoso para elas, restringindo-lhes as possibilidades \u2013 e, acrescento, retirando-lhes em tantos casos a pr\u00f3pria vida, uma vez que agress\u00f5es e assassinatos s\u00e3o respostas \u00e0s que \u201cousam\u201d romper rela\u00e7\u00f5es e tomar decis\u00f5es aut\u00f4nomas sobre a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Aleksandra Kollontai nos mostra, como t\u00eam mostrado desde ent\u00e3o as mais afiadas cr\u00edticas feministas, que as barreiras \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres n\u00e3o existem <em>a despeito<\/em> do universo burgu\u00eas de direitos e de valoriza\u00e7\u00e3o da individualidade, mas <em>s\u00e3o conformadas por ele<\/em>. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1, entendo, no retorno a formas anteriores de vida, na idealiza\u00e7\u00e3o das comunidades e das fam\u00edlias. Esse \u00e9 o caminho assumido pela alian\u00e7a atual entre neoliberalismo e conservadorismo moral, em que a idealiza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia serve para excluir, julgar e retirar da maioria as condi\u00e7\u00f5es para vivenciar la\u00e7os de afeto, de amizade, de cuidado. Nos limites do capitalismo, a liberdade \u00e9 para poucas e se assenta nos ombros de muitas e muitos. Como mostram os dados recentes sobre concentra\u00e7\u00e3o de recursos e de poder (ver relat\u00f3rios como <em>World Social Science Report<\/em>, 2016, e <em>Ofxam<\/em>, 2017), h\u00e1 cada vez menos gente no topo, sustentando-se sobre uma multid\u00e3o de ombros numa pir\u00e2mide que se assenta sobre um corpo de mulher, para recorrer \u00e0 imagem forte utilizada por Rita Segato (<em>La guerra contra las mujeres<\/em>, Traficantes de Sue\u00f1os, 2016).<\/p>\n<p>Kollontai comparou, em texto de 1913, o objetivo que via entre as feministas burguesas \u2013 \u201cconseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irm\u00e3os\u201d ao das socialistas, que ela definiu como \u201cabolir todos os privil\u00e9gios que derivam do nascimento ou da riqueza\u201d. Quando morreu, em 1952, abria-se um per\u00edodo intenso de produ\u00e7\u00e3o e interesse pela agenda feminista, no qual o problema por ela levantado seria fundamental. A cr\u00edtica feminista que confronta privil\u00e9gios tem mostrado que eles se estabelecem dentro e fora da casa, s\u00e3o organizados pelo racismo e pela heteronormatividade e reproduzidos na ativa\u00e7\u00e3o de preconceitos nos espa\u00e7os escolares, na crise do cuidado, na explora\u00e7\u00e3o ampliada do trabalho, na extenua\u00e7\u00e3o e no controle sobre os corpos, na precariza\u00e7\u00e3o da vida sob a financeiriza\u00e7\u00e3o que desfaz as democracias. H\u00e1 bem mais a fazer, portanto, do que escalar a pir\u00e2mide, evitando olhar para baixo. Ao mesmo tempo, nenhum projeto coletivo que seja de fato transformador poder\u00e1 ter sob suas estruturas um corpo de mulher.<\/p>\n<p>Todos os textos de Aleksandra Kollontai aqui citados podem ser encontrados <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/kollonta\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>O <strong>dossi\u00ea<\/strong> especial \u201c<a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/dossies-tematicos\/revolucao-russa\/\"><strong>1917: o ano que abalou o mundo<\/strong><\/a>\u201c, re\u00fane reflex\u00f5es de alguns dos principais pensadores cr\u00edticos contempor\u00e2neos nacionais e internacionais sobre a hist\u00f3ria e o legado da Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Aqui voc\u00ea encontra artigos, ensaios, reflex\u00f5es, resenhas e v\u00eddeos de nomes como Alain Badiou, Slavoj \u017di\u017eek, Michael L\u00f6wy, Christian Laval, Pierre Dardot, Domenico Losurdo, Mauro Iasi, Juliana Borges, Wendy Goldmann, Rosane Borges, Jos\u00e9 Paulo Netto, Fl\u00e1vio Aguiar, Mouzar Benedito, Ruy Braga, Edson Teles, Lincoln Secco, Luiz Bernardo Peric\u00e1s, Gilberto Maringoni, Alysson Mascaro, Fl\u00e1vio Aguiar, Todd Chretien, Kevin Murphy, Yurii Colombo, \u00c1lvaro Bianchi, Daniela Mussi, Eric Blanc, Lars T. Lih, Megan Trudell, Brendan McGeever, entre outros. Al\u00e9m de indica\u00e7\u00f5es de livros e eventos ligados ao centen\u00e1rio.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1via Biroli<\/strong> \u00e9 professora do Instituto de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade de Bras\u00edlia, onde edita a Revista Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica e coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades \u2013 Demod\u00ea, que mant\u00e9m o <a href=\"http:\/\/grupo-demode.tumblr.com\/\">Blog do Demod\u00ea<\/a>, onde escreve regularmente. \u00c9 autora, entre outros, de <em>Autonomia e desigualdades de g\u00eanero: contribui\u00e7\u00f5es do feminismo para a cr\u00edtica democr\u00e1tica<\/em> (Eduff\/Horizonte, 2013), <em>Fam\u00edlia: novos conceitos<\/em> (Editora Perseu Abramo, 2014) e, em co-autoria com Luis Felipe Miguel, <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/feminismo-e-politica\"><em>Feminismo e pol\u00edtica: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/em><\/a> (Boitempo, 2014).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/15978\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22,180,74],"tags":[222],"class_list":["post-15978","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","category-feminista","category-c87-revolucao-russa","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-49I","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}