{"id":1604,"date":"2011-06-28T15:30:49","date_gmt":"2011-06-28T15:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1604"},"modified":"2011-06-28T15:30:49","modified_gmt":"2011-06-28T15:30:49","slug":"vamos-derrotar-o-pacotarso-do-fmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1604","title":{"rendered":"VAMOS DERROTAR O PACOTARSO DO FMI"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste momento de elei\u00e7\u00f5es para o sindicato \u00e9 o momento de refletirmos um pouco sobre as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sobre as pr\u00e1ticas que delas decorrem, levadas por nossas dire\u00e7\u00f5es sindicais.<\/p>\n<p>Na Europa, na \u00c1sia e nas Am\u00e9ricas, particularmente nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, o capitalismo tem massacrado a classe trabalhadora com suas pol\u00edticas neo-liberais homog\u00eaneas e homogeneizantes. A f\u00f3rmula universal do FMI, montada sobre a redu\u00e7\u00e3o do tamanho do estado e sobre as pol\u00edticas de ajuste fiscal, imp\u00f5e como centro das pol\u00edticas p\u00fablicas dos governos as privatiza\u00e7\u00f5es, a entrega dos recursos naturais de povos e na\u00e7\u00f5es em favor dos grandes interesses privados multinacionais, o desmonte dos servi\u00e7os p\u00fablicos, sua mercantiliza\u00e7\u00e3o, e a obsess\u00e3o constante de retirar direitos e precarizar a vida dos trabalhadores. Esta \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o mundial da classe trabalhadora, da Gr\u00e9cia ao M\u00e9xico, da Finl\u00e2ndia \u00e0 Espanha. Atrav\u00e9s dos mecanismos da d\u00edvida dos estados e de compromissos contratuais, o Banco Mundial eleva-se como a inst\u00e2ncia operacional para a implementa\u00e7\u00e3o global das pol\u00edticas elaboradas pelas ag\u00eancias do FMI. Com este quadro em vista, ser\u00e1 justo continuarmos nos referindo ao \u201cPacote da Yeda\u201d ou ao tal \u201cPacotarso\u201d como projetos nascidos de uma vontade unilateral e soberana destes governos? O que tornou t\u00e3o rapidamente e t\u00e3o igual o governo Yeda do PSDB e o governo Tarso do PT? N\u00e3o haver\u00e1 por tr\u00e1s do trono, algo maior que o pr\u00f3prio rei? N\u00e3o seria exatamente a for\u00e7a do capital financeiro internacional agindo como poder real sobre tais governos democr\u00e1ticos de direito? Ignorar-se estes v\u00ednculos, ou simplesmente lan\u00e7ar advert\u00eancias eleitorais ao governo, n\u00e3o nos ajudar\u00e1 a enfrentar governos fantochizados pelo Capital: \u00e9 necess\u00e1rio apontar, clara, aberta e insistentemente, sua op\u00e7\u00e3o de classe, sua ades\u00e3o subalterna ao projeto dos donos de mundo.<\/p>\n<p>Hoje temos um sindicato de representa\u00e7\u00e3o, de delega\u00e7\u00e3o, onde os militantes mobiliz\u00e1veis se contam \u00e0s centenas, n\u00e3o aos milhares. A democracia parlamentar, na qual se vota e se espera por quatro anos, de alguma forma, parece tamb\u00e9m nos ter atingido, em detrimento de uma democracia de participa\u00e7\u00e3o permanente. \u00c9 urgente construirmos um sindicato de massas e de luta, onde a maioria da base esteja de fato <em>presente<\/em>, condi\u00e7\u00e3o de \u00eaxito de qualquer luta. Mas, para isso, \u00e9 essencial o respeito \u00e0 democracia dos trabalhadores: as decis\u00f5es tomadas nos n\u00facleos devem alcan\u00e7ar as assembl\u00e9ias gerais, e n\u00e3o se perderem no meio do caminho. Prestigiar a participa\u00e7\u00e3o nos n\u00facleos, garantir aos n\u00facleos um papel na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas do sindicato \u00e9 fundamental para se construir um sindicato capaz de agregar, manter e coesionar os trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o. Nem o Conselho Geral do Cpers, nem mesmo a dire\u00e7\u00e3o da entidade, tem o direito de \u201cfiltrar\u201d ou \u201cvotar\u201d decis\u00f5es emanadas dos n\u00facleos; quando o fazem usurpam direitos da categoria, lesam a soberania da base, solapam a democracia. As decis\u00f5es aprovadas nos n\u00facleos devem ser levadas pelos pr\u00f3prios n\u00facleos diretamente \u00e0s assembl\u00e9ias gerais, sem a necessidade da media\u00e7\u00e3o das ditas \u201ccorrentes partid\u00e1rias organizadas\u201d.<\/p>\n<p>A partidariza\u00e7\u00e3o do sindicato que, sobretudo atrav\u00e9s das correntes pol\u00edticas internas do PT, desempenhou nos anos 80 um papel positivo na eleva\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da categoria, a partir da completa absor\u00e7\u00e3o do partido pela institucionalidade, transformou-se h\u00e1 algum tempo num obst\u00e1culo ao avan\u00e7o. Com a capitula\u00e7\u00e3o do partido como projeto emancipador, a partidariza\u00e7\u00e3o revela-se ent\u00e3o como fraude, como mistifica\u00e7\u00e3o, \u00faltima trincheira onde sempre \u00e9 poss\u00edvel alguma defesa. E \u00e9 aqui que a partidariza\u00e7\u00e3o se mostra profundamente problem\u00e1tica e intoler\u00e1vel.<\/p>\n<p>Detectar as m\u00faltiplas manifesta\u00e7\u00f5es do partidarismo n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil, pois ele opera quase sempre de modo sutil. No entanto, a nossa hist\u00f3ria j\u00e1 registrou algumas delas, a saber. Na greve realizada durante o governo Ol\u00edvio, os partidarizados defendiam que n\u00e3o se podia confrontar os amplos interesses de um \u201cgoverno dos trabalhadores\u201d com os pequenos e corporativos interesses da categoria, que a greve era inoportuna, que dev\u00edamos preservar o \u201cprojeto dos trabalhadores\u201d&#8230; Que eloq\u00fcente, n\u00e3o? O pior \u00e9 que esta concep\u00e7\u00e3o baseou toda nossa pauta de reivindica\u00e7\u00f5es daquele per\u00edodo. Mais adiante, no governo Yeda, dizia-se que a resposta seria dada nas urnas&#8230; Benditas bocas&#8230; Quando o PMDB era a for\u00e7a hegem\u00f4nica na categoria, a oposi\u00e7\u00e3o da vez dizia que a revolu\u00e7\u00e3o seria com o PT&#8230; Que clarivid\u00eancia&#8230; Ali\u00e1s, hoje os futuros postulantes \u00e0 combalida hegemonia do PT na categoria carregam tamb\u00e9m fortes e indisfar\u00e7\u00e1veis pretens\u00f5es eleitorais. Todavia, diferentemente, chegam \u00e0 categoria tal e qual os espanh\u00f3is e portugueses, desembarcando na Am\u00e9rica para coloniz\u00e1-la, cheios de soberba e auto-sufici\u00eancia, com a espada em uma das m\u00e3os e a b\u00edblia na outra, para catequizar ou catequizar&#8230; homens e mulheres sem alma.<\/p>\n<p>O sindicato que os trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o precisam s\u00f3 pode ser constru\u00eddo pelos pr\u00f3prios trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Resist\u00eancia Popular, ASS e Unidade Classista ap\u00f3iam:<\/p>\n<p><strong>Chapa 2 no 22\u00ba e <\/strong><strong>no 39\u00ba N\u00facleos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Chapa 3 no 23\u00ba N\u00facleo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Chapa 4 no 38\u00ba N\u00facleo<\/strong><\/p>\n<p><strong>POR UMA ESCOLA P\u00daBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE<\/strong><strong>!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Unidade Classista\n\n\n\n\n\n\n\n\n(Material distribu\u00eddo pela Unidade Classista na assembl\u00e9ia do CPERS, o sindicato de professores p\u00fablicos do Rio Grande do Sul)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1604\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-1604","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c31-unidade-classista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-pS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1604\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}