{"id":16083,"date":"2017-09-10T14:09:24","date_gmt":"2017-09-10T17:09:24","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16083"},"modified":"2017-09-10T14:09:24","modified_gmt":"2017-09-10T17:09:24","slug":"a-economia-da-guerra-como-se-reparte-a-producao-e-consumo-de-armamentos-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16083","title":{"rendered":"A economia da guerra: como se reparte a produ\u00e7\u00e3o e consumo de armamentos no mundo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/criticadaeconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/a-economia-da-guerra-como-se-reparte-a-producao-e-consumo-de-armamentos-no-mundo.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Henrique Lorenz e Jos\u00e9 Martins da reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A economia da guerra determina o poder militar e geopol\u00edtico global. O resto \u00e9 conversa mole da ci\u00eancia pol\u00edtica vulgar que v\u00ea a evolu\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico entre as na\u00e7\u00f5es como resultado de ideias e grandes homens. Vejamos alguns dados do promissor mercado mundial desta importante mercadoria que a nem um pouco pacifista Rosa de Luxemburgo denominava \u201cbens de destrui\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 para diferenciar dos \u201cbens sal\u00e1rios\u201d, \u201cbens de capital\u201d e \u201cbens de luxo\u201d. S\u00e3o produzidos na Se\u00e7\u00e3o 4 da produ\u00e7\u00e3o social. Estados Unidos e R\u00fassia permanecem como os maiores exportadores mundiais da poderosa mercadoria. O volume das vendas internacionais de armamentos pesados n\u00e3o parou de crescer desde 2004 e aumentou 14% entre 2006-10 e 2011-15, segundo os novos dados sobre o assunto publicados no dia de hoje (22\/Fevereiro) pelo Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), da Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>Os pontos quentes da geopol\u00edtica global podem ser localizados pela lista dos maiores compradores da sinistra mercadoria. Seis dentre 10 maiores importadores de armas, no per\u00edodo de cinco anos, 2011-2015, est\u00e3o na \u00c1sia e Oceania. A \u00cdndia (14% das importa\u00e7\u00f5es mundiais de armamentos); China (4,7%); Austr\u00e1lia (3,6%); Paquist\u00e3o (3,3%); Vietnam (2,9%); e a Coreia do Sul (2,6%). As importa\u00e7\u00f5es de armamentos do Vietn\u00e3 aumentaram 699%. As importa\u00e7\u00f5es de armamentos dos Estados da \u00c1sia e Oceania aumentaram 26% entre 2006-2010 e 2011-2015, com os Estados da regi\u00e3o recebendo 46% das importa\u00e7\u00f5es mundiais de armamentos no per\u00edodo 2011-2015.<\/p>\n<p>\u201cA China continua a estender sua capacidade militar com armas importadas e produzidas no pa\u00eds\u201d, declara Siemon Wezeman, pesquisador principal do programa Armas e Gastos Militares do SIPRI. \u201cOs Estados vizinhos, como a \u00cdndia, Vietn\u00e3 e Jap\u00e3o ao mesmo tempo refor\u00e7am significativamente suas for\u00e7as militares\u201d.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es de armamentos pelos Estados do Oriente M\u00e9dio aumentaram 61% entre 2006-2010 e 2011-2015. Neste \u00faltimo per\u00edodo a Ar\u00e1bia Saudita era a segunda maior importadora de armamentos do mundo, com uma eleva\u00e7\u00e3o de 275% frente ao per\u00edodo anterior. No mesmo per\u00edodo, as importa\u00e7\u00f5es de armamentos pelos Emirados \u00c1rabes Unidos aumentaram em 35% e as do Qatar em 279%. As importa\u00e7\u00f5es de armas do Egito aumentaram em 37% entre 2006-2010 e 2011-2015, principalmente em raz\u00e3o de forte alta em 2015. \u201cApesar dos baixos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, importantes carregamentos de armas destinados ao Oriente M\u00e9dio devem ter prosseguimento no quadro de contratos assinados nos \u00faltimos cinco anos\u201d, declara Wezeman.<\/p>\n<p>Com uma parcela de 33% do total das exporta\u00e7\u00f5es globais, os Estados Unidos s\u00e3o o primeiro exportador de armamentos no per\u00edodo 2011-2015. Suas exporta\u00e7\u00f5es de armamentos pesados aumentaram 27% com rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo 2006-2010. \u201cConsiderando o incremento das tens\u00f5es e conflitos regionais os EUA permanecem de longe o maior fornecedor de armas do mundo\u201d, salienta Aude Fleurant, outra diretora do SIPRI. \u201cOs EUA venderam ou doaram armamentos pesados a pelo menos 96 Estados nos \u00faltimos cinco anos, e a ind\u00fastria de armamentos norte-americana conseguiu importantes encomendas de exporta\u00e7\u00f5es em curso, como um total de 611 avi\u00f5es de combate F-35 a 9 Estados\u201d, contabiliza Fleurant.<\/p>\n<p>As companhias norte-americanas continuam a dominar o Top 100 do mercado global de armamentos, com uma fatia de 54,4% do mercado. Lockheed Martin ocupa o primeiro lugar das vendas mundiais desde 2009, seguida pela Boeing, segunda colocada no ranking mundial. \u201cCom a aquisi\u00e7\u00e3o da fabricante de helic\u00f3pteros Sikorsky Aircraft Corp, em 2015, a dist\u00e2ncia entre Lockheed Martin e as demais concorrentes da Top 100 deve aumentar ainda mais no pr\u00f3ximo ano\u201d declara a senhora Fleurant.<\/p>\n<p>A despeito das dificuldades econ\u00f4micas dom\u00e9sticas, as exporta\u00e7\u00f5es de armamento pesado da R\u00fassia aumentaram 28% entre 2006-2010 e 2011-2015. A R\u00fassia \u00e9 a segunda maior exportadora mundial de armamentos, dominando atualmente 25% das exporta\u00e7\u00f5es mundiais. Assim, EUA e R\u00fassia dominam 58% do mercado internacional. As vendas das empresas russas da ind\u00fastria de armamentos tamb\u00e9m continuaram a se expandir nos \u00faltimos cinco anos. O n\u00famero de empresas russas ranqueadas no Top 100 subiu de 9 para 11 no \u00faltimo ano, acumulando a fatia de 10.2 % do total de vendas de armamentos do Top 100. Esses n\u00fameros representam fundamentos materiais que se situam na base da alian\u00e7a estrat\u00e9gica entre EUA e R\u00fassia na nova ordem geopol\u00edtica internacional, costurada com esmero nos \u00faltimos anos por John Kerry e Sergei Lavrov.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"VsWVage6mT\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"http:\/\/criticadaeconomia.com.br\/a-economia-da-guerra-como-se-reparte-a-producao-e-consumo-de-armamentos-no-mundo\/\">A economia da guerra: como se reparte a produ\u00e7\u00e3o e consumo de armamentos no mundo<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/criticadaeconomia.com.br\/a-economia-da-guerra-como-se-reparte-a-producao-e-consumo-de-armamentos-no-mundo\/embed\/#?secret=VsWVage6mT\" data-secret=\"VsWVage6mT\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;A economia da guerra: como se reparte a produ\u00e7\u00e3o e consumo de armamentos no mundo&#8221; &#8212; Cr\u00edtica da Economia\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16083\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[225],"class_list":["post-16083","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4bp","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16083"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16083\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}