{"id":16117,"date":"2017-09-12T14:26:41","date_gmt":"2017-09-12T17:26:41","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16117"},"modified":"2017-09-12T21:20:41","modified_gmt":"2017-09-13T00:20:41","slug":"um-outro-11-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16117","title":{"rendered":"Um outro 11 de setembro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/1Q2zy7NoCZbaq7uUMqmr7Drqh6iLjD8wJO9DGIMiDZ3P1rORfcW1W7ujGAA44fLfAMPGKwM1l--LMvZTELTpm9D45gektGVDZ6F7jhE5XDmtzqe_0CVwPofhSIIERyDJ6kZVCDtFXBdg7rTQpJKqIHHSLHeZM9tUTq9elOWiImIAQx3K6Mq4FO2z_4ApKIv_sUeNC5rLDoT5NZEMFF6WpiVVxGHXy0ugnEOcyf7p61aLiDCq2u-0-xVAKUeTDm2Hk4JExeCxWSV5Mse5taFT-jw4Glg4Y2QcGg1BbPVqhaZGq38r79mBFRVeobzx_5ZQKTpQ126o_QLVrPi-jtnmC5FP6tHwF0OWo2tlCdP-rlxVdbuP_VLvfy995t_zNWE4yKwb4prY7qyoTmNFXmYe5zu1rjBiz74r3J973w6br-RkAmnuUrH7psZcW8KxH7Cw44vI0yNcZXNEpfVvIoFVuR1KifI52gimz8oVDA43rv5U_MleYdq9OF5ZMtRIVaKdLMA3cqxI7B3AEzBCMdjpBvjFids6KA-00XDVRupx8P6YYVtuz8fdv_NHeNhT5suP243u8jkmmPP0lkNx4RCXC4l4TY-naV3rYi8Nrbj3FNiKI7ShibgEN22kGaX5lrmpHweI9EgCRJ4zxfRbmHabedHmVBNulkfSABAWI7tdNABgoDw=w1068-h532-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><strong>Exatamente 150 anos atr\u00e1s, no dia 11 de setembro de 1867, era posto \u00e0 venda o Livro I de &#8220;O capital&#8221;, de Marx<\/strong><\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Paulo Netto*<\/p>\n<p>BLOG DA BOITEMPO &#8211; <span class=\"m_-7634502909832365737updated\">11\/09\/2017<\/span><\/p>\n<p>O dia 11 de setembro, depois de 2001, tem sido marcado pela evoca\u00e7\u00e3o do ataque terrorista que atingiu as torres g\u00eameas do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/World_Trade_Center\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">World Trade Center<\/a>, em Nova York. O atentado, assumido pelos fundamentalistas da al-Qaeda (organiza\u00e7\u00e3o dirigida por Osama Bin Laden, ao que se sabe um antigo colaborador da CIA), custou a vida de mais de tr\u00eas mil pessoas, mas n\u00e3o feriu quaisquer interesses do capitalismo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Pode-se, por\u00e9m e felizmente, evocar um outro dia 11 de setembro, em que ocorreu evento verdadeiramente memor\u00e1vel \u2013 que, este sim, contribuiu e continua a contribuir, decisiva e concretamente, um s\u00e9culo e meio depois, com as lutas sociais contra a ordem do capital e com os embates ideol\u00f3gicos dos que enfrentam a apologia dominante que a mistifica.<\/p>\n<p>A refer\u00eancia \u00e9 ao 11 de setembro de 1867 (portanto, h\u00e1 exatos cento e cinquenta anos), quando os intelectuais dedicados \u00e0 causa dos trabalhadores tiveram ao seu alcance a principal arma te\u00f3rica para o combate a conduzir contra a sociedade burguesa: nesse dia, foi posto \u00e0 venda o <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/o-capital\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">livro I d\u2019<em>O capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em><\/a>, de Karl Marx.<\/p>\n<p>Em tiragem de mil exemplares (s\u00f3 esgotados quatro anos depois), o livro I, \u00fanico publicado em vida de Marx \u2013 os livros II e III, sob os cuidados de Engels, sa\u00edram em 1885 e 1894<sup>1<\/sup> \u2013, foi editado em Hamburgo por Otto Meissner. A segunda edi\u00e7\u00e3o, na folha de rosto datada de 1872, foi revisada pelo pr\u00f3prio Marx e a terceira, de 1883, j\u00e1 n\u00e3o contou com a sua supervis\u00e3o (recorde-se que ele falecera no primeiro semestre de 1883, a 14 de maio, pouco antes de completar 65 anos), mas com a de Engels. Todavia, a maioria dos analistas considera que o texto \u201ccan\u00f4nico\u201d do livro I fixou-se mesmo a partir da quarta edi\u00e7\u00e3o, de 1890, esta igualmente sob a responsabilidade de Engels \u2013 para indica\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es que levaram a tal fixa\u00e7\u00e3o, pode-se recorrer \u00e0 informada \u201cadvert\u00eancia\u201d de Pedro Scaron \u00e0 sua excelente tradu\u00e7\u00e3o da obra ao castelhano (<em>El Capital<\/em>. Buenos Aires: Siglo XXI, 1975, t. I, vol. 1: VII-XLI) e a uma breve e informada s\u00edntese de S\u00e9rgio Lessa (<em>Trabalho e proletariado no capitalismo contempor\u00e2neo<\/em>. S. Paulo: Cortez, 2007: 21-30).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagemp\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2017\/09\/capital-edicoes-boitempo.jpg?w=747&#038;h=451&#038;fit=620%2C451\" alt=\"imagem\" \/>Folha de rosto da primeira edi\u00e7\u00e3o do Livro I de <em>O capital<\/em>, publicada por Otto Meissner em datada de 1867; \u00e0 esquerda, a folha de rosto da quarta edi\u00e7\u00e3o, datada de 1890, tamb\u00e9m publicada por Otto Meissner, em Hamburgo, mas arrematada sob os ausp\u00edcios de Friedrich Engels.<\/p>\n<p>Os leitores de l\u00edngua portuguesa s\u00f3 tiveram acesso ao texto integral do livro I apenas cento e um anos depois \u2013 \u00canio Silveira, um dos maiores editores brasileiros do s\u00e9culo XX com a sua Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, planejara lan\u00e7ar a obra completa publicando-a a partir de 1967, na passagem do seu primeiro centen\u00e1rio; entretanto, s\u00f3 lhe foi poss\u00edvel come\u00e7ar o empreendimento no ano seguinte, concluindo-o inteiramente em 1974.<sup>2<\/sup> A muito tardia tradu\u00e7\u00e3o do livro I d\u2019<em>O capital<\/em> no Brasil n\u00e3o significa que esta obra marxiana permaneceu ignorada entre n\u00f3s (lembremos que ainda no s\u00e9culo XIX brasileiros fizeram refer\u00eancia a ela: Tobias Barreto, em 1887, e Silv\u00e9rio Fontes, em 1895). Contudo, aqui, a maioria dos seus estudiosos socorreu-se amplamente, at\u00e9 meados dos anos 1960, sobretudo de edi\u00e7\u00f5es castelhanas e francesas; quanto ao p\u00fablico n\u00e3o-especialista, mas interessado, este p\u00f4de se valer de conhecidos \u201cresumos\u201d do texto daquele livro I, al\u00e9m de umas poucas tradu\u00e7\u00f5es de fragmentos seus.<sup>3<\/sup><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre a incid\u00eancia do pensamento de Marx na cultura brasileira desde os anos 1930 \u2013 pense-se, por exemplo, em Caio Prado Jr. e Nelson Werneck Sodr\u00e9. Mas \u00e9 fato que essa incid\u00eancia tornou-se mais ponder\u00e1vel a partir dos anos 1950 e, uma vez publicado em portugu\u00eas <em>O capital<\/em>, ela ganhou um suporte que lhe propiciou um desenvolvimento mais denso e qualificado. Ainda sob o tac\u00e3o da ditadura instaurada no 1\u00ba de abril de 1964, registra-se j\u00e1 na d\u00e9cada de 1970 (inclusive no interior da universidade) um debate intelectual qualificado sobre o qual as ideias pol\u00edtico-econ\u00f4micas de Marx visivelmente rebatem \u2013 e um tal rebatimento s\u00f3 se fez acentuar nos anos seguintes.<\/p>\n<p>\u00c9 desnecess\u00e1rio recordar que a crise do \u201csocialismo real\u201d e a emerg\u00eancia dos \u201ctempos conservadores\u201d de que falava o saudoso Agust\u00edn Cueva, num primeiro momento, afetaram (n\u00e3o s\u00f3 entre n\u00f3s, mas em escala mundial) a influ\u00eancia de Marx e a difus\u00e3o de suas an\u00e1lises. Mas n\u00e3o h\u00e1 mistifica\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, como as promovidas pelos arautos do neoliberalismo e do \u201cfim da hist\u00f3ria\u201d, que resistam \u00e0 for\u00e7a da realidade: quando a crise estrutural e sist\u00eamica do capital mostrou-se em toda a sua viol\u00eancia, o espectro de Marx ocupou o prosc\u00eanio \u2013 n\u00e3o foi casual que, no final dos anos 1990, a imprensa capitalista menos cretina viu-se obrigada a reconhecer que \u201co patrim\u00f4nio de Marx ressurge depois de 150 anos\u201d (<em>New York Times<\/em>, 27\/06\/1998) e a anunciar, na d\u00e9cada seguinte, que \u201cMarx voltou!\u201d (<em>Times<\/em>, 20\/10\/2008). Sobre <em>O capital<\/em>, tolices monumentais de autoria de respeit\u00e1veis acad\u00eamicos (exemplo: Paul Samuelson, Pr\u00eamio Nobel de Economia\/1970) e incessantemente reproduzidas por jornalistas a soldo da burguesia em suas \u201can\u00e1lises econ\u00f4micas\u201d colidem abertamente com a experi\u00eancia objetiva do capitalismo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das raz\u00f5es pela qual se verifica hoje, em todo o mundo culto (inclusive em segmentos universit\u00e1rios brasileiros), um renascimento da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica sob a inspira\u00e7\u00e3o d\u2019<em>O capital<\/em>. Tomada em seu conjunto, a arquitetura te\u00f3rica que avan\u00e7ou a partir do livro I demonstrou (e a demonstra\u00e7\u00e3o resistiu \u00e0 prova da hist\u00f3ria) que:<\/p>\n<ol>\n<li>o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista disp\u00f5e de extraordin\u00e1rio dinamismo para a produ\u00e7\u00e3o de riquezas materiais e exerceu, historicamente, um papel civilizador;<\/li>\n<li>na medida em que se desenvolve, o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista revela contradi\u00e7\u00f5es inextirp\u00e1veis, que se manifestam nas suas crises peri\u00f3dicas (componente inelimin\u00e1vel da sua din\u00e2mica, elas n\u00e3o o suprimem, mas criam condi\u00e7\u00f5es para que a interven\u00e7\u00e3o consciente dos trabalhadores possa faz\u00ea-lo);<\/li>\n<li>nessa mesma medida, o papel civilizador do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista se atrofia e se converte no seu ant\u00edpoda, a barbariza\u00e7\u00e3o da vida social, consequ\u00eancia da lei geral da acumula\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, a partir da sua plena matura\u00e7\u00e3o, engendra fortes tend\u00eancias ao bloqueio da sua pr\u00f3pria din\u00e2mica;<\/li>\n<li>o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista n\u00e3o \u00e9 a express\u00e3o de uma pretensa ordem natural nem, menos ainda, o fim da hist\u00f3ria: \u00e9 uma modalidade tempor\u00e1ria, transit\u00f3ria e substitu\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o das riquezas sociais.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 evidente que <em>O capital <\/em>n\u00e3o d\u00e1 conta da complexidade do capitalismo contempor\u00e2neo \u2013 cento e cinquenta anos depois da publica\u00e7\u00e3o do seu livro I, profundas transforma\u00e7\u00f5es modificaram a ordem do capital. Mas a obra \u00e9 <em>condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria<\/em> para a sua compreens\u00e3o e cr\u00edtica radicais: sem ela, torna-se impens\u00e1vel um conhecimento te\u00f3rico sistem\u00e1tico e comprov\u00e1vel do mundo em que vivemos. Por isto mesmo, em todos os centros cultos, o sesquicenten\u00e1rio do livro I d\u2019<em>O capital <\/em>\u2013 coincidente com o primeiro centen\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro \u2013 \u00e9 alvo, agora, de rever\u00eancia cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Neste 11 de setembro, a sua evoca\u00e7\u00e3o, \u00e0 diferen\u00e7a do que se passou em Nova York, em 2001, \u00e9 um preito a uma obra que honra a humanidade na escala mesma em que, oferecendo a base necess\u00e1ria para a cr\u00edtica do capitalismo, abre a via para a emancipa\u00e7\u00e3o universal de todos os homens e todas as mulheres.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p>1. Um livro IV, que Kautsky deu a p\u00fablico em prec\u00e1ria formata\u00e7\u00e3o entre 1905 e 1910, s\u00f3 teve tratamento editorial mais cuidadoso nos anos 1950\/1960 e disp\u00f5e de vers\u00e3o em portugu\u00eas, em tr\u00eas volumes, desde a d\u00e9cada de 1980 \u2013 K. Marx, <em>Teorias da mais-valia. Livro 4 de \u201cO Capital\u201d. Hist\u00f3ria cr\u00edtica do pensamento econ\u00f4mico<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1980, I; S. Paulo: DIFEL, 1983-1985, II-III. Boitempo, no prelo.<\/p>\n<p>2. Entre 1968 e 1974, \u00canio \u2013 sobre cujo protagonismo na vida brasileira, que a maioria dos jovens universit\u00e1rios parece desconhecer, pode-se consultar Moacyr F\u00e9lix, <em>\u00canio Silveira, arquiteto de liberdades<\/em>. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998 \u2013 editou os tr\u00eas livros em seis volumes, na tradu\u00e7\u00e3o pioneira de Reginaldo Sant\u2019Anna. Contamos atualmente em portugu\u00eas com tr\u00eas outras edi\u00e7\u00f5es integrais da obra: a da Abril Cultural, de S. Paulo, na cole\u00e7\u00e3o \u201cOs economistas\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o de R\u00e9gis Barbosa e Fl\u00e1vio R. Kothe (1983-1985); a da Avante!, de Lisboa, em tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Barata-Moura (1990-2017) e a da Boitempo (em tradu\u00e7\u00e3o de Rubens Enderle, 2013-2017).<\/p>\n<p>3. \u201cResumos\u201d do livro I saem nos anos 1930: o de C. Cafiero, de 1879 (<em>O capital<\/em>. S. Paulo: Unitas, 1932) e, em seguida, o de G. Deville, de 1883 (<em>O capital<\/em>. S. Paulo: Moderna Paulist\u00e2nia,1934) \u2013 ambos seguidamente reeditados; muito posteriormente, tem-se o \u201cresumo\u201d dos tr\u00eas livros de J. Borchardt, de 1919 (<em>Karl Marx<\/em><em>. <\/em><em>O capital<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1967); cf., ainda, Alfredo Lisb\u00f4a Browne, <em>Leitura b\u00e1sica de <\/em>O capital. <em>Resumo e cr\u00edtica da obra de Marx<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1968 e Luiz de Carvalho Bicalho, <em>Resumo literal de <\/em>O capital. <em>Condensa\u00e7\u00e3o<\/em> <em>dos livros 1, 2 e 3<\/em>. S. Paulo: Novos Rumos, 1990. Excertos do livro I vieram \u00e0 luz tamb\u00e9m desde os anos 1930; o \u00faltimo que registro aparece nos anos 1960: cf. K. Marx, <em>A origem do capital (A acumula\u00e7\u00e3o primitiva). <\/em>S. Paulo: Fulgor, 1964.<\/p>\n<p><strong>*Jos\u00e9 Paulo Netto<\/strong> nasceu em 1947, em Minas Gerais. Professor Em\u00e9rito da UFRJ e comunista. Amplamente considerado uma figura central na recep\u00e7\u00e3o de Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs no Brasil, \u00e9 coordenador da \u201c<strong><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Cole%C3%A7%C3%B5es\/visualizar\/19\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biblioteca Luk\u00e1cs<\/a><\/strong>\u201c, da Boitempo. Recentemente, organizou o guia de introdu\u00e7\u00e3o ao marxismo <em><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/curso-livre-marx-engels\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Curso Livre Marx-Engels: a cria\u00e7\u00e3o destruidora<\/a><\/em> (Boitempo, Carta Maior, 2015). No <strong>Blog da Boitempo<\/strong> escreve mensalmente, \u00e0s segundas, a coluna \u201c<a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/tag\/biblioteca-do-ze-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biblioteca do Z\u00e9 Paulo: achados do pensamento cr\u00edtico<\/a>\u201c, dedicada a garimpar preciosidades esquecidas da literatura anticapitalista.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2017\/09\/11\/um-outro-11-de-setembro\/\">Um outro 11 de&nbsp;setembro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16117\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50,33],"tags":[234],"class_list":["post-16117","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","category-c34-marxismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4bX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16117"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16117\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}