{"id":16154,"date":"2017-09-14T23:49:17","date_gmt":"2017-09-15T02:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16154"},"modified":"2017-09-16T15:01:05","modified_gmt":"2017-09-16T18:01:05","slug":"a-nova-doutrina-militar-do-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16154","title":{"rendered":"A NOVA DOUTRINA MILITAR DO IMPERIALISMO"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/minerva-620x400.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><strong>De Damasco a Minerva: um guia para estudar aqueles que nos estudam<\/strong><\/p>\n<p>Por Mar\u00eda Fernanda Barreto<\/p>\n<p>Entre os documentos promocionais da nova doutrina militar do ex\u00e9rcito colombiano,\u00a0lan\u00e7ada em agosto de 2016, aparecem duas frases muito chamativas: a afirma\u00e7\u00e3o de que a Doutrina Damasco foi feita por \u201cprofissionais militares apoiados pelas principais universidades\u201d e a refer\u00eancia a este corpo doutrin\u00e1rio como produto de um plano macro chamado Plano Minerva.<\/p>\n<p>Uma indaga\u00e7\u00e3o superficial se esbarrou com uma primeira coincid\u00eancia: outro Plano Minerva nos <em>Carabineros<\/em> do Chile. Esse v\u00ednculo universidades-ex\u00e9rcitos e o repentino amor \u00e0 mitologia romana entre as for\u00e7as militares do continente, parecem n\u00e3o ter conex\u00e3o entre si, at\u00e9 que outra coincid\u00eancia emerge, uma iniciativa hom\u00f4nima: a Iniciativa Minerva, desta vez em Washington.<\/p>\n<p>Minerva \u00e9 uma iniciativa do Pent\u00e1gono atrav\u00e9s da qual se vinculam a academia e o ex\u00e9rcito norte-americano com a finalidade de manter a no\u00e7\u00e3o imperialista de paz, ou seja, o dom\u00ednio inquestion\u00e1vel dos Estados Unidos sobre o mundo. Esta iniciativa pode explicar porque universidades latino-americanas \u2013 como neste caso, a Universidade dos Andes da Col\u00f4mbia \u2013 participam ativamente na elabora\u00e7\u00e3o da nova doutrina militar do ex\u00e9rcito colombiano, em aberta colabora\u00e7\u00e3o com a OTAN e o Ex\u00e9rcito dos EUA.<\/p>\n<p>Quando Trump expressou publicamente sua disposi\u00e7\u00e3o de intervir militarmente na Venezuela, e o pr\u00f3prio vice-presidente dos EUA deu uma coletiva de imprensa na Col\u00f4mbia junto ao presidente Santos para expressar sua inten\u00e7\u00e3o de continuar intervindo nos assuntos internos do pa\u00eds, se faz urgente estudar as redes que o imperialismo tece sobre o continente e suas implica\u00e7\u00f5es para a seguran\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana.<\/p>\n<p>O antrop\u00f3logo mexicano Gilberto L\u00f3pez y Rivas, autor do livro\u00a0<em>Estudiando la contrainsurgencia de Estados Unidos. Manuales, mentalidades y uso de la antropolog\u00eda<\/em> [Estudando a contra-insurg\u00eancia dos Estados Unidos. Manuais, mentalidades e uso da antropologia], estudou esta trama durante mais de uma d\u00e9cada e, por algo parecido com v\u00e1rias coincid\u00eancias, pudemos entrevist\u00e1-lo em 29 de julho deste ano.<\/p>\n<p>Na entrevista,\u00a0o pesquisador mexicano explicou como chegou a conhecer esta iniciativa e em que consiste: \u201cAo longo de todos estes anos de trabalho como articulista do jornal <em>La Jornada<\/em> [A Jornada], me meti a ler uma s\u00e9rie de documentos dos militares estadunidenses, e topei particularmente com os manuais de contra-insurg\u00eancia dispon\u00edveis desde os anos 2006-2007. Meu interesse radicava de maneira muito particular no uso das ci\u00eancias sociais para a contra-insurg\u00eancia. \u00c9 a\u00ed de onde vem o interesse por ver o envolvimento, n\u00e3o s\u00f3 das ci\u00eancias sociais, mas tamb\u00e9m das universidades dos EUA e da Am\u00e9rica Latina, a cumplicidade com este envolvimento da academia estadunidense nos esfor\u00e7os contra-insurgentes. Isto me levou a investigar de que forma estavam envolvidas as universidades dos Estados Unidos neste \u2018esfor\u00e7o\u2019. (\u2026) E me levou \u00e0 Iniciativa Minerva, que \u00e9 algo diferente do Plano Minerva que voc\u00ea se refere na Col\u00f4mbia. A Iniciativa Minerva \u00e9 um cons\u00f3rcio dos militares para premiar, digamos assim, 12 ou 15 projetos anualmente com fundos que vem diretamente do Pent\u00e1gono. S\u00e3o apoiadas investiga\u00e7\u00f5es de interesse dos militares e entre eles se outorgou uma bolsa, por exemplo, a Montgomery McFate para que escrevesse um livro sobre antropologia militarizada. A Minerva Iniciative tem uma p\u00e1gina que pode ser consultada,\u00a0na qual se oferecem apoios de at\u00e9 3 milh\u00f5es de d\u00f3lares para pesquisar temas que os militares requerem para seus esfor\u00e7os de dom\u00ednio mundial\u201d.<\/p>\n<p>Gilberto L\u00f3pez y Rivas diz que, no transcorrer dos quase 11 anos de investiga\u00e7\u00e3o, descobriu que \u2018n\u00e3o s\u00f3 os antrop\u00f3logos estavam envolvidos na guerra de contra-insurg\u00eancia, mas que paralelamente ao uso dos antrop\u00f3logos na guerra direta do Iraque, se financiou tamb\u00e9m atrav\u00e9s desta Iniciativa minerva a investiga\u00e7\u00e3o de um grupo de ge\u00f3grafos da Universidade de Kansas\u201d.<\/p>\n<p>Estes ge\u00f3grafos realizam as chamadas Expedi\u00e7\u00f5es Bowman. Partindo do uso de uma metodologia chamada \u201ccartografia participativa\u201d, se introduzem nos territ\u00f3rios onde cooptam jovens ind\u00edgenas, lhes ensinam a manejar GPS, lhes d\u00e3o cursos para levantar e entregar a informa\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias comunidades. Segundo suas den\u00fancias, estas expedi\u00e7\u00f5es se estenderam por Honduras, Costa Rica e M\u00e9xico. Por\u00e9m, at\u00e9 o momento, n\u00e3o encontraram provas de seu trabalho na Am\u00e9rica do Sul. Salvo a presen\u00e7a anterior do Tenente Coronel Demarest na Col\u00f4mbia, que, \u201cantes de seu envolvimento na Iniciativa Minerva, esteve na Guatemala durante os anos dos grandes massacres como Agregado Militar. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 um anjinho da academia. \u00c9 um diabo que vem da Escola das Am\u00e9ricas e \u00e9 um tipo que desempenha um papel importante como oficial que comete crimes de guerra na Guatemala e que escreveu um livro sobre como fazer a contra-insurg\u00eancia efetiva na Col\u00f4mbia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s da Iniciativa Minerva se vincula \u00e0s Expedi\u00e7\u00f5es Bowman e se coloca a seu servi\u00e7o\u201d. Geoffrey Demarest \u00e9 intelectual militar e, posteriormente, se doutorou em geografia em Kansas. \u201cEsta cidade \u00e9 o lugar estrat\u00e9gico para os que nos estudam porque ali est\u00e1 situado o Instituto de Estudos Estrat\u00e9gicos Estrangeiros. Ou seja, o instituto de intelig\u00eancia militar que o Pent\u00e1gono tem para estudarem sobre n\u00f3s. Ent\u00e3o, a Universidade de Kansas (UK) e este instituto s\u00e3o irm\u00e3os siameses, se ajudam. Tamb\u00e9m Kansas \u00e9 o centro de uma grande atividade econ\u00f3mica que envolve o Porto L\u00e1zaro C\u00e1rdenas e o tr\u00e1fico de drogas e insumos para a fabrica\u00e7\u00e3o das mesmas. Existe uma conex\u00e3o, digamos, do espa\u00e7o geogr\u00e1fico da UK e particularmente destes ge\u00f3grafos. Um se chama Jerome Dobson, outro Peter Herlihy e Geoffrey Demarest: os tr\u00eas cavaleiros do apocalipse\u201d.<\/p>\n<p>Tal como apresenta em seu livro, L\u00f3pez y Rivas considera que \u201cna atual mundializa\u00e7\u00e3o capitalista, em sua dimens\u00e3o estritamente militar, se coloca em pr\u00e1tica um terrorismo global de Estado, que \u00e9 retomado pelos pa\u00edses subalternos como col\u00f4mbia e M\u00e9xico, os quais aplicam um terrorismo de Estado em suas respectivas na\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, a grande hegemonia desta nova aplica\u00e7\u00e3o cultural da contra-insurg\u00eancia e da aplica\u00e7\u00e3o da geografia e da psicologia \u00e9 dos EUA. No livro se v\u00ea como se d\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o entre os EUA e o que chamam na\u00e7\u00f5es h\u00f3spedes (&#8230;). Uma na\u00e7\u00e3o h\u00f3spede pode ser a Col\u00f4mbia que pede aos EUA controlarem sua insurg\u00eancia. E, ent\u00e3o, de maneira \u2018fraterna\u2019 a na\u00e7\u00e3o h\u00f3spede permite \u00e0s for\u00e7as especiais&#8230; intervir. (\u2026) Colocar bases militares, instrutores militares, doutrinas militares\u2026 o que aumenta a penetra\u00e7\u00e3o das for\u00e7as militares e de intelig\u00eancia entre pa\u00edses subalternos. Aqui entram as outras 11 ag\u00eancias de intelig\u00eancia porque agora se fala das amea\u00e7as da CIA, por\u00e9m na realidade \u00e9 preciso pensar em 12 amea\u00e7as, porque a CIA \u00e9 somente uma, por\u00e9m o Ex\u00e9rcito tem uma, a Marinha tem outra, a For\u00e7a A\u00e9rea tem outra, a DEA tem outra, ou seja, estamos falando de aproximadamente 12 ag\u00eancias de intelig\u00eancia que se re\u00fanem no Conselho Nacional de Intelig\u00eancia dos EUA\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das terr\u00edveis viola\u00e7\u00f5es a dezenas de meninas colombianas \u2013 que s\u00e3o impunes por conv\u00eanios firmados entre o governo colombiano e o estadunidense \u2013, o papel do ex\u00e9rcito norte-americano na elabora\u00e7\u00e3o da Doutrina Damasco evidencia o triste papel que cumpre a Col\u00f4mbia dentro da geopol\u00edtica imperial, apesar da resist\u00eancia do povo colombiano.<\/p>\n<p>\u201cOs EUA est\u00e3o metidos at\u00e9 na cozinha em tudo o que fazem os militares colombianos, porque esses s\u00e3o mais entreguistas; se existir algum torneio de entreguismo, ganham dos pr\u00f3prios militares mexicanos que est\u00e3o entrando mais no terreno da subordina\u00e7\u00e3o ao ex\u00e9rcito dos Estados Unidos\u201d, afirma o entrevistado.<\/p>\n<p>Ao ser perguntado sobre a hip\u00f3tese apresentada em um artigo anterior, quanto ao fato de que a interven\u00e7\u00e3o militar do Imp\u00e9rio estadunidense contra a Venezuela n\u00e3o ser\u00e1 direta, mas atrav\u00e9s da Col\u00f4mbia,\u00a0L\u00f3pez y Rivas respondeu: \u201cOlha, existem dois sintomas presentes na doutrina militar estadunidense que se v\u00ea refletida nos manuais. Uma \u00e9 a derrota no Vietn\u00e3 e a outra \u00e9 a derrota, de alguma maneira, no Iraque. Qualquer um pode atestar que a \u00fanica coisa que conseguiu essa invas\u00e3o, contra um pa\u00eds que n\u00e3o tinha armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva, foi a destrui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e a imposi\u00e7\u00e3o de um governo fantoche\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA s\u00edndrome do Iraque \u00e9 que os EUA perderam muitas vidas. Estamos falando de milhares, 40 mil, 50 mil, entre mortos e feridos. Ent\u00e3o, eles est\u00e3o impondo em seus manuais a ideia de ter exerc\u00edcios substitu\u00eddos. Contratar algu\u00e9m que fa\u00e7a a tarefa que n\u00e3o pode ser feita pelos rapazes estadunidenses \u2013 ainda que sejam sempre os pobres, latinos e negros. De qualquer maneira, o envolvimento na guerra com tropas estadunidenses est\u00e1 sendo evitado ao m\u00e1ximo. Da\u00ed a retirada de tropas do Iraque, do Afeganist\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 Venezuela, \u201ceu acredito que eles estejam apostando primeiro nas for\u00e7as locais, que n\u00e3o vem respondendo \u00e0 medida de suas exig\u00eancias, e em segundo nas for\u00e7as que vem do exterior, neste caso o paramilitarismo colombiano, que desempenhou um papel important\u00edssimo nestas <em>guarimbas<\/em> e no crime organizado, ainda que n\u00e3o seja por eles mesmos t\u00e3o organizado, pois \u00e9 organizado pelos EUA. Em meu livro defendo a hip\u00f3tese que existem duas maneiras de intervir militarmente em um pa\u00eds. Uma \u00e9 atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o direta, colonial, como no Iraque ou Afeganist\u00e3o. E a outra \u00e9 atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o indireta neocolonial, atrav\u00e9s da guerra contra o narcotr\u00e1fico e o terrorismo. O M\u00e9xico e a Col\u00f4mbia s\u00e3o mostras dessa interven\u00e7\u00e3o militar\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que pensa que os EUA podem estar interessados em uma guerra entre a Col\u00f4mbia e a Venezuela. \u201cDe fato, tudo o que aconteceu em Sucumb\u00edos e os v\u00e1rios outros incidentes fronteiri\u00e7os, que Ch\u00e1vez resolveu de maneira muito inteligente, t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com a inten\u00e7\u00e3o de promover uma guerra entre a Col\u00f4mbia e a Venezuela. Essa, para mim, \u00e9 a possibilidade mais pr\u00f3xima, o n\u00e3o emprego de for\u00e7as dos EUA e o n\u00e3o envolvimento direto. \u00c9 muito dif\u00edcil conseguir, nas atuais circunst\u00e2ncias, com a Coreia do Norte testando m\u00edsseis e como est\u00e1 a S\u00edria, o envolvimento dos EUA em uma guerra na Am\u00e9rica do Sul. Muito pouco prov\u00e1vel. E com a R\u00fassia e a China no Conselho de Seguran\u00e7a, fica impedida uma expedi\u00e7\u00e3o tipo a realizada no Haiti. A n\u00e3o ser que executem um ataque de \u2018bandeira falsa\u2019, um massacre, por exemplo, executado por \u2018for\u00e7as do chavismo\u2019 entre aspas, algo como isso. N\u00e3o existe nenhuma informa\u00e7\u00e3o que confirme que os EUA queiram intervir diretamente com suas for\u00e7as armadas na Venezuela. \u00c9 impedido pela situa\u00e7\u00e3o de ser o primeiro ano de um governo, uma guerra onde o ex\u00e9rcito venezuelano se negou a dobrar-se frente aos ianques, onde tamb\u00e9m se poderiam aplicar algumas estrat\u00e9gias como \u2018a guerra de todo o povo\u2019. Existe um risco de terminarem atolados. Podem, talvez, fazer um ataque fulminante, como no Panam\u00e1. N\u00e3o desembarcar tropas, por\u00e9m atacar centros militares. N\u00e3o digo que n\u00e3o possam faz\u00ea-lo, mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel e n\u00e3o existem ind\u00edcios. A doutrina militar norte-americana em seus manuais se baseia mais nas na\u00e7\u00f5es h\u00f3spedes, que levam a cabo a tarefa suja\u201d.<\/p>\n<p>Apresentamos a L\u00f3pez y Rivas a preocupa\u00e7\u00e3o com o exerc\u00edcio militar conjunto \u201cAm\u00e9rica Unida\u201d, que ser\u00e1 realizado no Amazonas brasileiro em novembro deste ano e a possibilidade de que o ex\u00e9rcito brasileiro seja participante tamb\u00e9m de uma agress\u00e3o contra a Venezuela. Por\u00e9m, nosso entrevistado considera pouco prov\u00e1vel. Porque \u00e9 um ex\u00e9rcito mais nacionalista que o colombiano e porque \u201ca for\u00e7a armada colombiana tem a experi\u00eancia de mais de 50 anos guerra contra as FARC e o ELN. \u00c9 um ex\u00e9rcito testado na guerra e poderia ser uma amea\u00e7a grande contra a Venezuela\u201d.<\/p>\n<p>Gilberto manifesta sua confian\u00e7a no poder do povo venezuelano para derrotar o imperialismo, apesar de todos seus planos e iniciativas, e \u00e9 taxativo ao definir a import\u00e2ncia geopol\u00edtica de defender a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana: \u201cGuardando as dist\u00e2ncias e os resultados finais do que foi, a Venezuela \u00e9 a Espanha de 36. Ou seja, ainda que a Espanha tenha sido derrotada, demonstrou que a luta contra o fascismo era poss\u00edvel. (&#8230;) Hoje estamos frente ao fascismo do s\u00e9culo XXI, este terrorismo global de Estado, esta Iniciativa Minerva, estes intelectuais a servi\u00e7o do Imp\u00e9rio. (&#8230;) Se a Venezuela cair, esque\u00e7a. Por isso, \u00e9 preciso apoiar a Venezuela n\u00e3o s\u00f3 por ela mesma, mas tamb\u00e9m por todos os povos da Nossa Am\u00e9rica. Por Cuba, por todos os pa\u00edses do Caribe que se atrevem a votar na OEA contra a iniciativa de Almagro. A luta da Venezuela \u00e9 a luta do M\u00e9xico, a luta da Am\u00e9rica Central, \u00e9 a luta de todos. Por isso, \u00e9 t\u00e3o importante defender a Venezuela. Isso \u00e9 o que n\u00e3o entende a esquerda intelectualizada, acad\u00eamica, que s\u00e3o a nova corpora\u00e7\u00e3o extrativista, como o narcotr\u00e1fico\u201d.<\/p>\n<p>Uma semana depois da entrevista, aparece na televis\u00e3o o vice-presidente dos Estados Unidos. A seu lado se encontra um egresso da UK, que fala sobre buscar sa\u00eddas \u201cde prefer\u00eancia democr\u00e1ticas para a crise na Venezuela\u201d. Trata-se de Juan Manuel Santos, atual presidente da Rep\u00fablica da Col\u00f4mbia. Sua passagem por Kansas pode ser mais uma coincid\u00eancia, por\u00e9m tamb\u00e9m pode ser um dado que triangule a Doutrina Damasco, a Iniciativa Minerva e os planos intervencionistas contra a Venezuela. Diante da d\u00favida, lembro uma frase lapidar de Gilberto L\u00f3pez y Rivas durante esta entrevista: \u201cEm quest\u00f5es de intelig\u00eancia n\u00e3o existem coincid\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Fone: http:\/\/www.<wbr \/>resumenlatinoamericano.org\/<wbr \/>2017\/08\/23\/de-damasco-a-<wbr \/>minerva-una-guia-para-<wbr \/>estudiar-a-quienes-nos-<wbr \/>estudian\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16154\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[234],"class_list":["post-16154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4cy","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16154\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}