{"id":1618,"date":"2011-07-01T02:45:56","date_gmt":"2011-07-01T02:45:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1618"},"modified":"2011-07-01T02:45:56","modified_gmt":"2011-07-01T02:45:56","slug":"qfechamento-de-24-mil-escolas-do-campo-e-retrocessoq-afirma-dirigente-do-mst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1618","title":{"rendered":"&#8220;Fechamento de 24 mil escolas do campo \u00e9 retrocesso&#8221;, afirma dirigente do MST"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Da P\u00e1gina do MST <\/em><\/p>\n<p>Mais de 24 mil escolas no campo brasileiro foram fechadas no meio rural desde 2002. O fechamento dessas escolas demonstra o dr\u00e1stico problema na vida educacional no Brasil, especialmente no meio rural.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s d\u00e9cadas de lutas por conquistas no \u00e2mbito educacional, cujas reivindica\u00e7\u00f5es foram atendidas em parte &#8211; o que permitiu a consolida\u00e7\u00e3o da pauta \u2013 o fechamento das escolas v\u00e3o no sentido contr\u00e1rio do que parecia cristalizado<\/p>\n<p>Nesse quadro, o MST lan\u00e7ou a <a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/campanha-fechar-escola-e-crime-mst\" target=\"_blank\">Campanha Nacional contra o Fechamento de Escolas do Campo<\/a>, que pretende fazer o debate sobre a educa\u00e7\u00e3o do campo com o conjunto da sociedade, articular diversos setores contra esses retrocessos e denunciar a continuidade dessa pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u201cO fechamento das escolas no campo nos remete a olhar com profundidade que o que est\u00e1 em jogo \u00e9 algo maior, relacionado \u00e0s disputas de projetos de campo. Os governos t\u00eam demonstrado cada vez mais a clara op\u00e7\u00e3o pela agricultura de neg\u00f3cio \u2013 o agroneg\u00f3cio \u2013 que tem em sua l\u00f3gica de funcionamento pensar num campo sem gente e, por conseguinte, um campo sem cultura e sem escola\u201d, afirma Erivan Hil\u00e1rio, do Setor de Educa\u00e7\u00e3o do MST.<\/p>\n<p>De acordo com o Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira), do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, existiam 107.432 escolas em 2002. Em 2009, o n\u00famero de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036, significando o fechamento 24.396 estabelecimentos de ensino, sendo 22.179 escolas municipais.<\/p>\n<p>Essas escolas foram fechadas por estados e munic\u00edpios, mas o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem responsabilidade. &#8220;N\u00e3o se tem, por exemplo, crit\u00e9rios claros que determine o fechamento de escolas, que explicitem os motivos pelos quais se fecham, ou em que medida se pode ou n\u00e3o fechar uma escola no campo&#8221;, aponta Erivan.<\/p>\n<p>Ele apresenta um panorama do atual momento pelo qual passa a educa\u00e7\u00e3o do campo, apontando desafios, lutas e propostas. Abaixo, leia a entrevista.<\/p>\n<p><strong>Como se encontra a educa\u00e7\u00e3o no campo brasileiro, de um modo geral?<\/strong><\/p>\n<p>Vive momentos bastantes contradit\u00f3rios. Se por um lado, na \u00faltima d\u00e9cada, avan\u00e7ou do ponto de vista de algumas conquistas e iniciativas significativas no campo educacional, como no caso da legisla\u00e7\u00e3o e das pol\u00edticas p\u00fablicas \u2013 a exemplo das diretrizes operacionais para educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nas escolas do campo, aprovada em 2002, e tantas outras resolu\u00e7\u00f5es do conselho nacional, como o custo aluno diferenciado para o campo e as licenciaturas em Educa\u00e7\u00e3o do Campo &#8211; por outro percebemos que os fechamentos das escolas no campo caminham na contram\u00e3o desses avan\u00e7os, conforme demonstram v\u00e1rios dados das pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es do governo.<\/p>\n<p>Desde 2002 at\u00e9 2009, foram fechadas mais de 24 mil escolas no campo. Com isso, voltamos ao in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do que hoje chamamos de Educa\u00e7\u00e3o do Campo, que foi a luta dos movimentos sociais organizados no campo, mais particularmente, o MST, contra a pol\u00edtica neoliberal de fechamento das escolas.<\/p>\n<p><strong>A que se deve o fechamento das escolas no campo?<\/strong><\/p>\n<p>O fechamento das escolas no campo nos remete a olhar com profundidade que o que est\u00e1 em jogo \u00e9 algo maior, relacionado \u00e0s disputas de projetos de campo. Os governos t\u00eam demonstrado cada vez mais a clara op\u00e7\u00e3o pela agricultura de neg\u00f3cio \u2013 o agroneg\u00f3cio \u2013 que tem em sua l\u00f3gica de funcionamento pensar num campo sem gente e, por conseguinte, um campo sem cultura e sem escola.<\/p>\n<p>Nesse sentido, os camponeses e os pequenos agricultores t\u00eam resistido contra esse modelo que concentra cada vez mais terras e riqueza, com base na produ\u00e7\u00e3o que tem como finalidade o lucro. Nessa l\u00f3gica, os camponeses s\u00e3o considerados como \u201catraso\u201d. Por isso, lutar contra o fechamento das escolas tem se constitu\u00eddo como express\u00e3o de luta dos camponeses, de comunidades contra a l\u00f3gica desse modelo capitalista neoliberal para o campo.<\/p>\n<p><strong>Quais os objetivos da Campanha Nacional contra os Fechamentos das Escolas do Campo?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro grande objetivo \u00e9 fazermos um amplo debate com a sociedade, tendo em vista a educa\u00e7\u00e3o como um direito elementar, consolidado, na perspectiva de que todos possam ter acesso. O que precisamos fazer \u00e9 justamente frear esse movimento que tem acontecido, do fechamento das escolas do campo, sobretudo no \u00e2mbito dos munic\u00edpios e dos estados.<\/p>\n<p>Pensar isso significa garantir esse direito t\u00e3o consolidado no imagin\u00e1rio social, como uma conquista social \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, garantir que as crian\u00e7as e os jovens possam se apropriar do conhecimento historicamente acumulado pela humanidade, que esse conhecimento esteja vinculado com sua pr\u00e1tica social e que, sobretudo, esse conhecimento seja um mecanismo de transforma\u00e7\u00e3o da vida, de transforma\u00e7\u00e3o para que ela seja cada vez mais plena, cada vez mais solid\u00e1ria e humana.<\/p>\n<p>Colado a isso, temos que fazer esse debate da educa\u00e7\u00e3o como um direito b\u00e1sico, e que n\u00f3s n\u00e3o podemos &#8211; do ponto de vista da sociedade &#8211; dar passos para tr\u00e1s nesse sentido, ao negar esse direito historicamente consolidado.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o do campo nasce como uma cr\u00edtica a situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o brasileira no campo. E essa situa\u00e7\u00e3o na \u00e9poca revelava justamente o fechamento das escolas no campo e o deslocamento das crian\u00e7as, de jovens e de adultos do campo para a cidade.<\/p>\n<p><strong>Qual o significado do fechamento dessas escolas?<\/strong><\/p>\n<p>Passado mais de 12 anos do que chamamos de educa\u00e7\u00e3o do campo, dentro dessa articula\u00e7\u00e3o que foi surgindo pela garantia de direitos, de cr\u00edtica \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do campo brasileiro, vemos esse movimento na contram\u00e3o, mesmo j\u00e1 tendo conquistado v\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas no \u00e2mbito educacional. \u00c9 preciso que n\u00e3o percamos de vista essa luta pela educa\u00e7\u00e3o no campo. Essa luta passa, essencialmente, pela defesa de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, das condi\u00e7\u00f5es das estruturas f\u00edsicas das escolas e pela conquista de mais escolas para atender a grande demanda do campo brasileiro.<\/p>\n<p><strong>A regi\u00e3o Nordeste representou mais da metade do total de estabelecimentos fechado nos \u00faltimos anos. Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>No Nordeste \u00e9 onde ainda est\u00e1 concentrada a maior parte da popula\u00e7\u00e3o no campo. Por isso, \u00e9 maior o impacto nessa regi\u00e3o. A exemplo, a maioria das fam\u00edlias em projetos de assentamentos de Reforma Agr\u00e1ria est\u00e3o no Nordeste. \u00c9 onde se fecha mais escola e continua sendo uma regi\u00e3o que apresenta baixos n\u00edveis de escolaridade da popula\u00e7\u00e3o no quadro geral brasileiro.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito b\u00e1sico que est\u00e1 consolidado no imagin\u00e1rio popular como conquista dos movimentos sociais, da popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas tem sido negado. Isso configura um retrocesso hist\u00f3rico em meio aos avan\u00e7os tidos no \u00e2mbito educacional, a exemplo das resolu\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, que assegura que os anos iniciais do ensino fundamental sejam ofertados nas comunidades.<\/p>\n<p>No caso dos anos finais, caso as crian\u00e7as e jovens tenham que se deslocar, que consigam ir para outras comunidades no pr\u00f3prio campo &#8211; o que chamam de intra-campo -, mas somente ap\u00f3s uma ampla consulta e debate com os movimentos sociais e as comunidades.<\/p>\n<p><strong>Como trabalhar essa quest\u00e3o nacionalmente tendo em vista que a maioria das escolas que foram fechadas \u00e9 de responsabilidade dos munic\u00edpios? <\/strong><\/p>\n<p>Os dados de fato apontam que s\u00e3o os estados e os munic\u00edpios que tem fechado. N\u00e3o poderia ser diferente, j\u00e1 que s\u00e3o estes entes federados que ofertam de maneira geral a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nesse pa\u00eds, cada qual assumindo suas responsabilidades.<\/p>\n<p>Em geral, os munic\u00edpios t\u00eam assumido a educa\u00e7\u00e3o infantil e o ensino fundamental, e tem ficado cada vez mais para os estados a responsabilidade sobre o ensino m\u00e9dio. O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o tem tamb\u00e9m responsabilidade pelo fechamento dessas escolas, at\u00e9 porque estamos falando de um espa\u00e7o de Estado que \u00e9 a express\u00e3o m\u00e1xima de institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>N\u00e3o se tem, por exemplo, crit\u00e9rios claros que determine o fechamento de escolas, que explicitem os motivos pelos quais se fecham, ou em que medida se pode ou n\u00e3o fechar uma escola no campo.<\/p>\n<p>A escola em um determinado munic\u00edpio faz parte de uma rede maior que s\u00e3o as escolas p\u00fablicas brasileiras. \u00c9 nessa vis\u00e3o de pa\u00eds que temos que pensar. \u00c9 preciso garantir que a popula\u00e7\u00e3o do campo tenha acesso ao conhecimento elaborado e que este acesso seja poss\u00edvel no territ\u00f3rio em que eles vivem.<\/p>\n<p><strong>De qual maneira a luta pela Reforma Agr\u00e1ria se alinha com a luta pela educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Quando falamos de luta pela Reforma Agr\u00e1ria, estamos nos referindo a uma luta pela conquista de direitos como o da terra e as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para trabalhar e viver, como o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Com isso, vinculamos permanentemente \u00e0 quest\u00e3o do processo educacional \u00e0 Reforma Agr\u00e1ria, pois pensar um projeto de campo e de pa\u00eds, fundamentalmente, passa tamb\u00e9m por pensar um projeto de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do nosso movimento demonstra que \u00e9 necess\u00e1rio fazer a luta pela terra paralelamente \u00e0 luta por outros direitos, como educa\u00e7\u00e3o, cultura, comunica\u00e7\u00e3o. Viver no campo \u00e9 exigir cada vez mais conhecimento \u2013 saber elaborado \u2013 para poder viver bem e melhor, cuidando da terra e da natureza e cultivando alimentos saud\u00e1veis para toda a sociedade brasileira.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as propostas do MST para a educa\u00e7\u00e3o do campo?<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, que o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o deixe de ser apenas um direito formal, que seja direito real das pessoas que vivem no campo, no sentido de terem em seus territ\u00f3rios acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 escola t\u00e3o necess\u00e1ria e importante como para os que vivem na cidade.<\/p>\n<p>O acesso ao conhecimento n\u00e3o deve ser moeda de troca, em que os que necessitam tenham que comprar, algo t\u00e3o fortemente presenciado na educa\u00e7\u00e3o privada. Que possamos seguir lutando para que nenhuma outra escola seja fechada no campo ou na cidade. Temos que seguir lutando cada vez mais para garantir na realidade quest\u00f5es como a amplia\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de mais escolas no campo; com acesso a toda educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e suas modalidades de ensino; acesso \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 tecnologia, vinculados aos processos de produ\u00e7\u00e3o da vida social no campo e seus diversos territ\u00f3rios camponeses, de pequenos agricultores.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, lutamos para assegurar a forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada dos educadores nas diversas \u00e1reas do conhecimento para atua\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, uma vez que s\u00e3o mais de 200 mil educadores no campo sem forma\u00e7\u00e3o superior; garantir educa\u00e7\u00e3o profissional t\u00e9cnica de n\u00edvel e superior; e que se efetive uma pol\u00edtica p\u00fablica com a participa\u00e7\u00e3o efetiva das comunidades camponesas, dos movimentos sociais do campo.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia de que essas escolas sejam voltadas para o campo? Ou seja, que sejam escolas do campo?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos falando de um princ\u00edpio b\u00e1sico que \u00e9 da produ\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia dos sujeitos do campo. Os camponeses, os trabalhadores rurais, produzem resist\u00eancia nesse espa\u00e7o, nesse territ\u00f3rio. Portanto, o processo educacional que defendemos \u00e9 que, al\u00e9m de acessar uma base comum do ponto de vista do conhecimento, precisamos que as escolas que estejam situadas no campo possam incorporar dimens\u00f5es importantes da vida dos camponeses. Da dimens\u00e3o do trabalho, da cultura e, fundamentalmente, da dimens\u00e3o da luta social &#8211; algo que \u00e9 constante no campo brasileiro. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, vivemos com o avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio, do capital no campo, que tem se intensificado cada vez mais e tem expulsado os trabalhadores e trabalhadores que ali vivem. H\u00e1 uma resist\u00eancia no campo, s\u00e3o os trabalhadores, as comunidades camponesas lutando contra esse modelo. E a escola, de certa maneira, precisa incorporar na organiza\u00e7\u00e3o de seu trabalho pedag\u00f3gico essas tens\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es que constituem a realidade no campo brasileiro.<\/p>\n<p><strong>E quais s\u00e3o os impactos e consequ\u00eancias que as crian\u00e7as do campo sofrem ao irem estudar nas cidades?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rios. Mas gostaria de destacar um dos principais impactos que \u00e9 do ponto de vista da subjetividade. As crian\u00e7as e jovens que se deslocam diariamente para estudar na cidade sofrem com o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o pelo fato de serem do campo. A cultura urbana se coloca como superior a do campo, e essa hierarquiza\u00e7\u00e3o acaba tendo impactos direto nos processos educacionais. E n\u00e3o poderia ser diferente. Uma vez que a cidade est\u00e1 colocada como sin\u00f4nimo de modernidade, o campo \u00e9 visto ainda como sin\u00f4nimo de atraso, mesmo sendo os trabalhadores rurais respons\u00e1veis por colocar mais de 70% dos alimentos em nossa mesa. Por experi\u00eancia pr\u00f3pria, quando fiz uma das s\u00e9ries do ensino fundamental em uma escola da cidade, eu e os outros colegas do assentamentos \u00e9ramos tratados como \u201cinferiores\u201d, \u201cos coitadinhos\u201d, quer seja pelos colegas de sala ou pelos pr\u00f3prios professores que n\u00e3o tinham forma\u00e7\u00e3o suficiente para lidar com essas realidades. Tais posturas levam as crian\u00e7as e jovens a terem vergonha de suas origens, de suas ra\u00edzes, de ser o que \u00e9 e passa a fortalecer uma ideia de inferioridade, levando a muitos casos de desist\u00eancia da escola, e consequentemente, desiste do sonho de continuar estudando. Por isso que a luta contra o fechamento e por constru\u00e7\u00e3o de escola no campo tem o sentido de poder tornar real o sonho de milhares de crian\u00e7as e jovens de continuar estudando.<\/p>\n<p><em>(Foto: Nina Fideles)<\/em><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.mst.org.br\/Fechamentos-de-escolas-do-campo-e-umretrocesso-afirma-erivan-hilario-mst<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: MST\n\n\n\n\n\n\n\n\nLuiz Felipe Albuquerque\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1618\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-1618","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-q6","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1618\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}