{"id":1627,"date":"2011-07-03T02:09:27","date_gmt":"2011-07-03T02:09:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1627"},"modified":"2011-07-03T02:09:27","modified_gmt":"2011-07-03T02:09:27","slug":"homenagem-a-ana-montenegro-e-ao-pcb-na-camara-municipal-de-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1627","title":{"rendered":"HOMENAGEM \u00c0 ANA MONTENEGRO E AO PCB NA C\u00c2MARA MUNICIPAL DE SALVADOR"},"content":{"rendered":"\n<p>Na pr\u00f3xima quarta-feira, <strong>06 de julho<\/strong>, \u00e0s <strong>19 horas<\/strong>, no <strong>Plen\u00e1rio Cosme de Farias<\/strong> da C\u00e2mara Municipal de Salvador, ocorrer\u00e1 uma cerim\u00f4nia especial, comemorativa dos 89 anos do Partido Comunista Brasileiro (transcorrido no \u00faltimo dia 25 de mar\u00e7o) e uma homenagem \u00e0 hist\u00f3rica militante comunista baiana Ana Montenegro.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o convocada pela <strong>Vereadora Marta Rodrigues (PT)<\/strong> contar\u00e1 com a presen\u00e7a de parlamentares, personalidades da vida acad\u00eamica e lideran\u00e7as sociais e pol\u00edticas, como a Professora Ana Alice Alc\u00e2ntara Costa, do N\u00facleo de Estudos Interdisciplinares Sobre a Mulher (NEIM), a Senadora L\u00eddice da Mata, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Professor e Historiador Muniz Ferreira e Ivan Martins Pinheiro, Secret\u00e1rio Geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Na ocasi\u00e3o, Dinarco Reis Filho, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis, far\u00e1 a entrega da medalha da Funda\u00e7\u00e3o a um representante da familia de Ana Montenegro.<\/p>\n<p><strong>Ana Montenegro<\/strong>. Ana Lima Carmo nasceu na cidade de Quixad\u00e1, no Cear\u00e1, no dia 13 de abril de 1915. Formou-se em Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Sociais pela antiga Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ao chegar \u00e0 Bahia, em 1944, participou de uma das primeiras invas\u00f5es da cidade, a Corta Bra\u00e7o. Entre os anos de 1944 e 1947, trabalhou nos peri\u00f3dicos <strong>O Momento<\/strong> e <strong>Seiva<\/strong>, ambos editados em Salvador. Em 2 de Julho de 1945, filiou-se ao PCB, pelas m\u00e3os do grande l\u00edder comunista Carlos Marighella. Ativista do movimento feminino, foi fundadora da Uni\u00e3o Democr\u00e1tica de Mulheres da Bahia, em 1945, onde atuou at\u00e9 1964, quando se exilou. Tamb\u00e9m participou da funda\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o de Mulheres do Brasil \u2013 organiza\u00e7\u00e3o ligada ao PCB; da Liga Feminina do Estado da Guanabara, criada em 1959; e do Comit\u00ea Feminino Pr\u00f3-Democracia.<\/p>\n<p>Teve papel ativo na cria\u00e7\u00e3o do jornal <strong>Momento Feminino<\/strong>, editado por cerca de 10 anos, a partir de 1947, pelo movimento de mulheres comunistas. Colaborava, ent\u00e3o, com jornais cariocas como <strong>Correio da Manh\u00e3<\/strong> e <strong>Imprensa Popular<\/strong>. Participou ativamente da Comiss\u00e3o Feminina de Interc\u00e2mbio e Amizade e da Liga de Defesa Nacional Contra o Fascismo. De 1959 a 1963, foi cronista da R\u00e1dio Mayrink Veiga. No ano seguinte, assumiu o cargo de redatora da revista <strong>Mulheres do Mundo Inteiro<\/strong>, editada em franc\u00eas, alem\u00e3o, espanhol, \u00e1rabe, ingl\u00eas e russo. Assinava seus artigos com o pseud\u00f4nimo de Ana Montenegro, nome que depois adotou definitivamente. Dentro do PCB, participou da Frente Nacionalista Feminista desde meados dos anos 50 at\u00e9 o golpe militar de 1964.<\/p>\n<p>Com a ascens\u00e3o dos militares ao poder, foi \u00e0 primeira mulher brasileira a ser exilada, passando a residir no M\u00e9xico, de onde seguiu para a Europa. Durante o ex\u00edlio, trabalhou em organismos internacionais, como a ONU e a UNESCO, tendo participado de congressos, confer\u00eanciais e semin\u00e1rios pelo mundo. Foi redatora da Revista <strong>Mulheres do Mundo Inteiro<\/strong>, \u00f3rg\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Internacional de Mulheres. De 1964 a 1979, foi membro da Comiss\u00e3o da Am\u00e9rica Latina da FDIM. Com a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, em 1979, Ana Montenegro voltou do ex\u00edlio, vindo morar em Salvador. Reintegrou-se \u00e0 luta feminista e, como ativa militante, foi convidada a participar do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, gest\u00e3o 1985\/1989.<\/p>\n<p>Durante a sua trajet\u00f3ria, publicou diversos livros, como <strong>Ser ou N\u00e3o Ser Feminista<\/strong> (1981), <strong>Mulheres<\/strong> \u2013 Participa\u00e7\u00e3o nas Lutas Populares (1985), <strong>Tempo de Ex\u00edlio<\/strong> (1988), <strong>Cr\u00f4nicas e Poemas<\/strong> (1995) e <strong>Uma Hist\u00f3ria de Luta<\/strong> (sobre Carlos Marighela). Entre seus ensaios contam-se <em>Simon Bol\u00edvar<\/em>, <em>O Papel da Universidade<\/em>, <em>Esteriliza\u00e7\u00e3o<\/em>, <em>Contracep\u00e7\u00e3o e Efeitos Democr\u00e1ticos<\/em>, <em>O Papel da Advogada na Comunidade<\/em>, <em>Pelourinho, Entre o Colorido das Paredes e a Injusti\u00e7a Social <\/em>e <em>Mulher e Constituinte<\/em>.<\/p>\n<p>Por sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, Ana recebeu os t\u00edtulos de Cidad\u00e3 de Salvador e de Cidad\u00e3 Baiana. A C\u00e2mara dos Deputados lhe conferiu o t\u00edtulo de Mulher Cidad\u00e3 e, em 2002, recebeu o Pr\u00eamio Nacional dos Direitos Humanos do Governo Federal. Foi indicada, juntamente com outras 51 brasileiras, para integrar a lista das \u201c1000 mulheres para o Pr\u00eamio Nobel da Paz 2005\u201d.<\/p>\n<p>Ana Montenegro faleceu no dia 30 de mar\u00e7o de 2006, aos 90 anos, de fal\u00eancia m\u00faltipla dos \u00f3rg\u00e3os. Boa parte de seu arquivo particular est\u00e1 no N\u00facleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da UFBA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nBahia\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1627\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-1627","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-qf","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1627"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1627\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1627"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1627"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}