{"id":1636,"date":"2011-07-06T12:49:41","date_gmt":"2011-07-06T12:49:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1636"},"modified":"2011-07-06T12:49:41","modified_gmt":"2011-07-06T12:49:41","slug":"a-semana-no-olhar-comunista-0001","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1636","title":{"rendered":"A Semana no Olhar Comunista &#8211; 0001"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;Temos por pr\u00e1tica fazer an\u00e1lises mais completas sobre os acontecimentos, o que por vezes torna a difus\u00e3o de nossas id\u00e9ias distante dos acontecimentos, no que se refere ao tempo. Com o lan\u00e7amento dessa nova se\u00e7\u00e3o, esperamos trazer uma primeira abordagem, armando a milit\u00e2ncia de argumentos e fazendo com que os amigos e simpatizantes do PCB saibam de antem\u00e3o as linhas gerais de nossas posi\u00e7\u00f5es acerca de assuntos que est\u00e3o na pauta pol\u00edtica&#8221;, afirma Eduardo.<\/p>\n<p>Em sua inaugura\u00e7\u00e3o, &#8220;A Semana no Olhar Comunista&#8221; comenta a tentativa de fus\u00e3o entre Carrefour e P\u00e3o de A\u00e7ucar, as disputas palacianas em torno do Projeto de Lei que acaba com o sigilo eterno de docuemntos oficiais, a prioridade para as emendas individuais de parlamenteres no projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias e a Marcha pela Educa\u00e7\u00e3o ocorrida no Chile.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Carrefour e P\u00e3o de A\u00e7\u00facar \u2013 quem ganha com a fus\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Como vem sendo noticiado na grande imprensa, est\u00e1 em andamento um processo de fus\u00e3o entre as empresas Carrefour (multinacional francesa), e P\u00e3o de A\u00e7\u00facar (de capital brasileiro), duas mas maiores redes de supermercados do mundo. A fus\u00e3o foi proposta pelo banco BTG Pactual e, para se concretizar, necessita de investimentos da BNDESPar (do BNDES, que j\u00e1 sinalizou sua aprova\u00e7\u00e3o ao neg\u00f3cio), de R$ 3,9 bilh\u00f5es, e do fundo Gama, do BTG, de R$ 690 milh\u00f5es (o BNDES afirma que a opera\u00e7\u00e3o \u201cabre caminho para a maior inser\u00e7\u00e3o dos produtos brasileiros no mercado internacional\u201d, e evita a \u201cdesnacionaliza\u00e7\u00e3o\u201d da empresa).<\/p>\n<p>J\u00e1 aprovado pela dire\u00e7\u00e3o da empresa francesa, a proposta gerou uma disputa entre o grupo Casino, tamb\u00e9m franc\u00eas, s\u00f3cio do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, e o empres\u00e1rio Abilio Diniz, dirigente deste grupo, gerando um pedido de arbitragem na C\u00e2mara Internacional de Com\u00e9rcio. A alega\u00e7\u00e3o do Casino \u00e9 que de houve negocia\u00e7\u00f5es ilegais (uma quebra de acordo entre grupos de acionistas), viciando o processo.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos elementos em jogo: O novo grupo seria o primeiro no setor, no Brasil, com 27% de todo o varejo nacional (o segundo colocado, a rede norteamericana Wall-Mart, teria 11% do mercado brasileiro, embora este grupo seja o n\u00famero 1 no mercado internacional). A fus\u00e3o ser\u00e1 ben\u00e9fica para o grupo franc\u00eas, que busca, na Am\u00e9rica Latina, compensa\u00e7\u00f5es para a queda nos lucros que sofre na Europa, devido \u00e0 crise econ\u00f4mica, e levar\u00e1 ao aumento do faturamento do grupo, com o fechamento de lojas de menor porte, a demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios e o aumento do poder de barganha na negocia\u00e7\u00e3o com os fornecedores; para os consumidores, a maior concentra\u00e7\u00e3o do mercado levar\u00e1 ao aumento dos pre\u00e7os; com mais capital, a nova empresa poder\u00e1 adquirir outras empresas de varejo, tornando-se ainda maior no setor.<\/p>\n<p>A fus\u00e3o poder\u00e1 n\u00e3o se materializar, dada a disputas entre os s\u00f3cios do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e as repercuss\u00f5es negativas que a opera\u00e7\u00e3o vem despertando na sociedade e no meio pol\u00edtico. Conforme noticiado n\u00b4O Globo, \u00e9 falso, de acordo com especialistas, o argumento de que esta fus\u00e3o seria uma forma de evitar uma desnacionaliza\u00e7\u00e3o da empresa brasileira (e do setor de varejo). Os n\u00fameros referentes \u00e0 importa\u00e7\u00e3o e \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o da rede tampouco confirmam a tese do favorecimento do acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo: de acordo com dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, em 2009, o Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar importou US$ 150 milh\u00f5es, e, em 2010, US$ 236 milh\u00f5es. No entanto, a empresa n\u00e3o consta da lista dos 250 maiores exportadores, no ano passado (o \u00faltimo da lista exportou US$ 100 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>O processo de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es de empresas \u00e9 uma decorr\u00eancia do desenvolvimento do capitalismo, \u00e9 fruto do processo de competi\u00e7\u00e3o entre as empresas (onde h\u00e1 vencedores), que se acelera cada vez mais com a mundializa\u00e7\u00e3o do sistema em curso. Suas principais conseq\u00fc\u00eancias s\u00e3o o desemprego, o aumento da explora\u00e7\u00e3o do trabalho e dos lucros das empresas, pois, quanto maior o controle sobre o mercado, maior o controle sobre os pre\u00e7os pagos aos fornecedores e cobrados do consumidor final. O capitalismo brasileiro est\u00e1 integrado internacionalmente e segue o mesmo rumo.<\/p>\n<p>O caso P\u00e3o de A\u00e7\u00facar x Carrefour chama a aten\u00e7\u00e3o pelo fato de o processo ter recebido o apoio de uma ag\u00eancia p\u00fablica \u2013 o BNDES \u2013, que segue a orienta\u00e7\u00e3o geral do governo de favorecer, com recursos p\u00fablicos, a cria\u00e7\u00e3o de multinacionais brasileiras para atuar dentro e fora do pa\u00eds, mesmo tendo, como contrapartida, a deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, para a classe trabalhadora. Este apoio n\u00e3o resultar\u00e1, como dito acima, sequer em vantagens para o com\u00e9rcio exterior do Brasil.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas alternativas para a revers\u00e3o deste processo: uma regula\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida, com a exig\u00eancia da expans\u00e3o das redes, pre\u00e7os mais baixos, mais empregos, ou a estatiza\u00e7\u00e3o do setor, sob controle social, pelos trabalhadores. O debate est\u00e1 aberto<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>BNDES usa argumentos falsos<\/strong><\/p>\n<p>A fus\u00e3o poder\u00e1 n\u00e3o se materializar, dada a disputas entre os s\u00f3cios do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e as repercuss\u00f5es negativas que a opera\u00e7\u00e3o vem despertando na sociedade e no meio pol\u00edtico. Conforme noticiado n\u00b4O Globo, \u00e9 falso, de acordo com especialistas, o argumento de que esta fus\u00e3o seria uma forma de evitar uma desnacionaliza\u00e7\u00e3o da empresa brasileira (e do setor de varejo). Os n\u00fameros referentes \u00e0 importa\u00e7\u00e3o e \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o da rede tampouco confirmam a tese do favorecimento do acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo: de acordo com dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, em 2009, o Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar importou US$ 150 milh\u00f5es, e, em 2010, US$ 236 milh\u00f5es. No entanto, a empresa n\u00e3o consta da lista dos 250 maiores exportadores, no ano passado (o \u00faltimo da lista exportou US$ 100 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>A \u00e9tica capitalista: jogo sujo, espionagem, manipula\u00e7\u00e3o da bolsa, etc&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 aprovado pela dire\u00e7\u00e3o da empresa francesa, a proposta gerou uma disputa entre o grupo Casino, tamb\u00e9m franc\u00eas, s\u00f3cio do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, e o empres\u00e1rio Abilio Diniz, dirigente deste grupo, gerando um pedido de arbitragem na C\u00e2mara Internacional de Com\u00e9rcio. A alega\u00e7\u00e3o do Casino \u00e9 que de houve negocia\u00e7\u00f5es ilegais (uma quebra de acordo entre grupos de acionistas), viciando o processo.<\/p>\n<p>Por outro lado, o mesmo Casino manipulou a Bovespa ao fazer movimenta\u00e7\u00e3o de compra elevada de a\u00e7\u00f5es, o que pode gerar multa a ser paga para a Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios. Entre os &#8220;comunicados p\u00fablicos&#8221; divulgados na imprensa, na verdade uma troca de acusa\u00e7\u00f5es, os dois lados tentam mostrar o que n\u00e3o s\u00e3o: opr\u00f3bios, corretos.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos elementos em jogo: O novo grupo seria o primeiro no setor, no Brasil, com 27% de todo o varejo nacional (o segundo colocado, a rede norteamericana Wall-Mart, teria 11% do mercado brasileiro, embora este grupo seja o n\u00famero 1 no mercado internacional). A fus\u00e3o ser\u00e1 ben\u00e9fica para o grupo franc\u00eas, que busca, na Am\u00e9rica Latina, compensa\u00e7\u00f5es para a queda nos lucros que sofre na Europa, devido \u00e0 crise econ\u00f4mica, e levar\u00e1 ao aumento do faturamento do grupo, com o fechamento de lojas de menor porte, a demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios e o aumento do poder de barganha na negocia\u00e7\u00e3o com os fornecedores; para os consumidores, a maior concentra\u00e7\u00e3o do mercado levar\u00e1 ao aumento dos pre\u00e7os; com mais capital, a nova empresa poder\u00e1 adquirir outras empresas de varejo, tornando-se ainda maior no setor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Alunos, professores e pais marcham lado a lado no Chile<\/strong><\/p>\n<p>Milhares e milhares &#8211; 150 mil na contagem &#8220;oficial&#8221;, da pol\u00edcia &#8211; de pessoas marcharam no Chile, no \u00faltimo dia 30,.por melhorias na educa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. De acordo com ve\u00edculos de imprensa internacionais, foi a maior manifesta\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos anos &#8211; mesmo at\u00e9 que a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o dos pinguins&#8221; ocorrida h\u00e1 poucos anos.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o fez parte da ocupa\u00e7\u00e3o da Casa Central, da Universidade do Chile, que dura cerca de um m\u00eas, e demonstra um avan\u00e7o frente a atividades anteriores: alunos, seus pais e professores marcharam juntos, nem movimento que ganha capilaridade na sociedade justamente por esta uni\u00e3o.<\/p>\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es se concentram na tentativa de estabelecer uma transforma\u00e7\u00e3o do sistema de educa\u00e7\u00e3o chileno, atrav\u00e9s de novo mecanismo de acesso \u00e0 universidade, fortalecimento da educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica e mudan\u00e7as no sistemas de bolsas. No Chile, &#8220;pa\u00eds modelo&#8221; dos neoliberais para a Am\u00e9rica Latina, as universidades p\u00fablicas s\u00e3o pagas.<\/p>\n<p>Como principais bandeiras est\u00e3o o aumento dos recursos para a educa\u00e7\u00e3o (atualmente em 4% do PIB) e a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito para decidir a quest\u00e3o, incluindo a nacionaliza\u00e7\u00e3o de recursos naturais em m\u00e3os da iniciativa privada, para custear os gastos com ensino.<\/p>\n<p>Os movimentos sociais chilenos tamb\u00e9m recha\u00e7am as medidas anunciadas recentemente pelo presidente Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era para o setor, por apontarem ainda mais no sentido da privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, que envolvem principalmente o modelo de financiamento. Estudantes, professores e sociedade reclamam ainda do baixo apoio fiscal dado para a educa\u00e7\u00e3o, no Chile: 4% do PIB, enquanto a Unesco indica contribui\u00e7\u00e3o superior a 7%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>&#8220;F\u00e9rias&#8221; e confronto<\/strong><\/p>\n<p>Para tentar enfraquecer a manifesta\u00e7\u00e3o, o governo adiantou as f\u00e9rias escolares. Mas a medida de nada adiantou, o que levou Pi\u00f1era a utilizar uma &#8220;t\u00e1tica&#8221; mais antiga e conhecida: a viol\u00eancia e repress\u00e3o policial. Ap\u00f3s usarem g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, talvez saudosos de Pinochet, as for\u00e7as policiais prenderam 20 manifestantes.<\/p>\n<p>O protesto encontrou Pi\u00f1era com 36% de aprova\u00e7\u00e3o, \u00edndice mais baixo desde que ele assumiu o governo (mar\u00e7o de 2010), e se juntou a outras manifesta\u00e7\u00f5es, como protestos contra a constru\u00e7\u00e3o de represas no sul ou por recursos em cidades do norte.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Prioridade para emendas parlamentares exp\u00f5e: governo cedeu aos conchavos<\/strong><\/p>\n<p>As dificuldades passadas pelo Governo Dilma nas \u00faltimas vota\u00e7\u00f5es do Congresso, mesmo com uma &#8220;base de sustenta\u00e7\u00e3o&#8221; parlamentar composta por mais de uma dezena de partidos, deve estar com os dias contados. Os motivos para isso, entretanto, n\u00e3o s\u00e3o nada nobres.<\/p>\n<p>\u00c9 que o Pal\u00e1cio do Planalto cedeu \u00e0s reclama\u00e7\u00f5es de parlamentares e dar\u00e1 prioridade \u00e0s emendas parlamentares individuais, que ficariam protegidas de contingenciamento de verbas. A medida est\u00e1 proposta no projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias de 2012 (PLN 2\/11).<\/p>\n<p>O substitutivo ao projeto, que ser\u00e1 votado na Comiss\u00e3o Mista de Planos, Or\u00e7amentos P\u00fablicos e Fiscaliza\u00e7\u00e3o (CMO), sugere que a prote\u00e7\u00e3o corresponda a 1% da receita corrente l\u00edquida da Uni\u00e3o (algo em torno de R$ 6 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>No projeto enviado pelo Executivo, a meta (R$ 96,9 bilh\u00f5es) pode ser reduzida em at\u00e9 R$ 40,6 bilh\u00f5es para a execu\u00e7\u00e3o do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lembrar que, logo em seus primeiros dias de governo, Dilma fez um corte de R$ 50 bilh\u00f5es no or\u00e7amento de 2011. As principais \u00e1reas atingidas foram os gastos com pessoal (incluindo congelamento dos sal\u00e1rios de servidores), o Programa \u201cMinha Casa Minha Vida\u201d (corte de R$ 5 bilh\u00f5es), Educa\u00e7\u00e3o (corte de R$ 3,1 milh\u00f5es), Sa\u00fade (R$ 578 milh\u00f5es). O minist\u00e9rio da Reforma Agr\u00e1ria ficou sem R$ 929 milh\u00f5es e a \u00e1rea de Esportes perdeu R$ 1,5 bilh\u00e3o. A \u00e1rea de Meio Ambiente ficou sem R$ 400 milh\u00f5es e atingiu R$ 2,3 bilh\u00f5es nos Transportes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Lula aumentou emendas parlamentares em 550%<\/strong><\/p>\n<p>O que se faz agora \u00e9 nada mais do que sempre ocorreu, no nefasto e corrupto jogo de cartas marcadas entre Executivo e Legislativo no pa\u00eds. Algo que alcan\u00e7ou cifras &#8220;nuca antes vistas&#8221; no governo Lula, que entre 2003 e 2010 elevou em 550% o valor das emendas individuais dos parlamentares.<\/p>\n<p>Essas emendas s\u00e3o consideradas um dos principais pilares de sustenta\u00e7\u00e3o da &#8220;governabilidade&#8221;, ao lado das indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para cargos de confian\u00e7a em minist\u00e9rios e empresas estatais, e ponto de di\u00e1logo com o chamado &#8220;baixo clero&#8221; do Congresso Nacional \u2013 composto pela maioria dos parlamentares.<\/p>\n<p>Ao lado dos parlamentares, quem continua ganhando s\u00e3o os credores da d\u00edvida p\u00fablica \u2013 os banqueiros \u2013 que levaram cerca de 44% do or\u00e7amento federal em 2010, mais de R$ 78 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Cabe aos trabalhadores e os movimentos sociais buscarem em seus locais de atua\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m nas ruas, como ocorre pela Europa e no Chile, por exemplo, a implementa\u00e7\u00e3o de um or\u00e7amento voltado aos interesses da maioria da popula\u00e7\u00e3o, e que tragam melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, saneamento b\u00e1sico, transportes p\u00fablicos e outros itens.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pelo fim do sigilo eterno<\/strong><\/p>\n<p>A recente pol\u00eamica sobre o sigilo de documentos oficiais demonstra o quanto o Brasil precisa avan\u00e7ar na democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e no conhecimento de seu passado. Para os defensores do sigilo eterno de documentos &#8211; nada estranhamente, dois deles s\u00e3o ex-presidentes da Rep\u00fablica &#8211; a manuten\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio e das sombras atende ao sempre utilizado argumento da &#8220;seguran\u00e7a nacional&#8221;.<\/p>\n<p>Se esse argumento j\u00e1 n\u00e3o caberia como princ\u00edpio, vale menos ainda depois que not\u00edcias divulgadas pela imprensa d\u00e3o conta de que a mudan\u00e7a de discurso da presidente Dilma sobre o assunto estaria intimamente ligada \u00e0 pesquisa feita pelo Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, que j\u00e1 teria se debru\u00e7ado sobre vasto material e que nada teria encontrado que pusesse a soberania do Brasil e a autodetermina\u00e7\u00e3o de nosso povo.<\/p>\n<p>Se o que se &#8220;teme&#8221; encontrar nos arquivos oficiais s\u00e3o documentos e informa\u00e7\u00f5es que causem constrangimento como a anexa\u00e7\u00e3o do estado do Acre (1903), a Guerra do Paraguai, o per\u00edodo do Estado Novo de Get\u00falio Vargas (1937-1945) ou os anos da ditadura militar (1964-1985), a resposta do governo deveria ser mesmo a abertura da documenta\u00e7\u00e3o &#8211; afinal, precisamos passar a limpo nosso passado. Cabe at\u00e9 mesmo a ressalva de que o Brasil ainda deve ao povo paraguaio &#8211; e precisa devolver &#8211; os arquivos do pa\u00eds que ainda est\u00e3o sob nosso controle.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>50 anos \u00e9 prazo mais do que el\u00e1stico<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, a legisla\u00e7\u00e3o determina que essas informa\u00e7\u00f5es permane\u00e7am inacess\u00edveis ao p\u00fablico em geral por 30 anos &#8211; mas com a possibilidade de renova\u00e7\u00e3o indefinida desse prazo, o que cria o chamado \u201csigilo eterno\u201d.<\/p>\n<p>Esta regra foi criada pelo ex-presidente FHC, que agora afirma de forma deslavada ter assinado o decreto no \u00faltimo dia de seu governo, &#8220;sem ler&#8221;, e que a medida deve ser revista para que as informa\u00e7\u00f5es venham \u00e0 p\u00fablico em algum momento.<\/p>\n<p>Em 2010, a C\u00e2mara aprovou o projeto com uma emenda segundo a qual o prazo de sigilo seria de 25 anos, podendo ser renovado uma \u00fanica vez. Assim, o prazo m\u00e1ximo seria de 50 anos. O prazo \u00e9 mais que suficiente para se divulgar as informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Portal do PCB inaugura nesse m\u00eas de julho uma nova se\u00e7\u00e3o, &#8220;A Semana no Olhar Comunista&#8221;. A novidade ter\u00e1 atualiza\u00e7\u00e3o semanal, \u00e0s ter\u00e7as-feiras, e poder\u00e1 ser acessada atrav\u00e9s de link que j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel abaixo da vers\u00e3o digital de Imprensa Popular. De acordo com o secret\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o do PCB, Eduardo Serra, a iniciativa visa refor\u00e7ar a divulga\u00e7\u00e3o das posi\u00e7\u00f5es do PCB acerca de fatos e acontecimentos que interferem na conjuntura.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1636\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-1636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-qo","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}