{"id":16419,"date":"2017-10-04T13:58:01","date_gmt":"2017-10-04T16:58:01","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16419"},"modified":"2017-10-04T13:58:01","modified_gmt":"2017-10-04T16:58:01","slug":"superproducao-global-em-marcha-forcada-recorde-do-comercio-internacional-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16419","title":{"rendered":"Superprodu\u00e7\u00e3o global em marcha for\u00e7ada: recorde do com\u00e9rcio internacional em 2017"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/criticadaeconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/porto1.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Jos\u00e9 Martins &#8211; CR\u00cdTICA DA ECONOMIA<\/p>\n<p>Projeta-se forte expans\u00e3o do com\u00e9rcio internacional em 2017, na sequ\u00eancia de uma acentuada acelera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es mundiais no primeiro semestre do ano. Quem prev\u00ea \u00e9 a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Com\u00e9rcio (OMC), em seu mais recente <a href=\"https:\/\/www.wto.org\/english\/news_e\/pres17_e\/pr800_e.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Trade Statistics and Outlook<\/strong>:\u00a0<\/a>crescimento do volume de com\u00e9rcio mundial de 3.6% em 2017. Acompanhado de um crescimento do PIB global de 2.8%.<\/p>\n<p>J\u00e1 seria uma acelera\u00e7\u00e3o e tanto. A \u00faltima estimativa da OMC para 2017 (em 12\/Abril 2007) foi de uma comportada expans\u00e3o de 2.4%, em uma faixa de 1.8% a 3.6%. Bateu no teto da faixa. Se bater novamente no teto da nova faixa 3.2% \u2013 3.9%, ajustada nesta semana, estaria passando de 4% no ano. Em termos anualizados, como veremos mais abaixo, essa taxa j\u00e1 foi ultrapassada. Vejamos primeiramente, no gr\u00e1fico abaixo como essa expans\u00e3o global se reparte nas principais \u00e1reas geoecon\u00f4micas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/criticadaeconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/OMC-por-regi%C3%A3o.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Todos os grandes pa\u00edses e regi\u00f5es do mundo parecem ter entrado sincronizadamente na grande roda de Smith. Comparado com ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, as exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es aumentaram no primeiro semestre de 2017 em todas as regi\u00f5es econ\u00f4micas do planeta. Menos em uma. Acertou quem pensou na Am\u00e9rica do Sul. Culpa de quem? Acertou mais uma vez quem pensou no Brasil.<\/p>\n<p>Como se pode observar no gr\u00e1fico acima, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es das demais regi\u00f5es do mundo decolam, as da Am\u00e9rica do Sul se arrastam no mesmo calcificado volume de 2012. S\u00f3 as importa\u00e7\u00f5es desta maltratada regi\u00e3o se mexem: ca\u00edram mais de cinco pontos percentuais frente ao mesmo ano-base.<\/p>\n<p>O Brasil \u2013 e, por extens\u00e3o, as demais na\u00e7\u00f5es sul-americanas \u2013 n\u00e3o sofre apenas de uma incapacidade produtiva. Apesar da propaganda dos parasitas agroexportadores e do senso comum dos cidad\u00e3os acerca das coisas econ\u00f4micas, a maior economia abaixo da linha do equador sofre tamb\u00e9m de uma renitente incapacidade exportadora.<\/p>\n<p>E n\u00e3o poderia ser de outra maneira. A capacidade comercial de uma na\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre medida pela sua capacidade produtiva. O resto \u00e9 conversa mole de neomercantilistas que comemoram acumula\u00e7\u00e3o de super\u00e1vits comerciais e n\u00e3o d\u00e3o nenhuma import\u00e2ncia \u00a0o que realmente interessa no com\u00e9rcio internacional: a expans\u00e3o equilibrada da corrente de com\u00e9rcio (exporta\u00e7\u00e3o +importa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Voltemos aos n\u00fameros deste ano. Vejamos agora as proje\u00e7\u00f5es dos resultados do primeiro semestre em termos anualizados. Enquanto o com\u00e9rcio exterior da Am\u00e9rica do Sul permaneceu relativamente estagnado, nas demais regi\u00f5es mundiais a acelera\u00e7\u00e3o do crescimento \u00e9 surpreendentemente elevada.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Norte (leia-se EUA), sempre em termos anualizados, as exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es aumentaram 4,9% e 3,9%, respectivamente. Na America do Sul, no mesmo per\u00edodo, as exporta\u00e7\u00f5es diminu\u00edram 0.7% enquanto as importa\u00e7\u00f5es aumentaram apenas 1.0%.<\/p>\n<p>A proximidade do final de mais um per\u00edodo de superprodu\u00e7\u00e3o de capital explica a repentina explos\u00e3o comercial da economia de ponta do sistema. A mesma raz\u00e3o explica o fato que as exporta\u00e7\u00f5es da \u00c1sia (leia-se China) avan\u00e7aram em termos anualizados 7.3% na primeira metade do ano, enquanto que as importa\u00e7\u00f5es deram um salto monumental de 8.9%.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 decorrente do car\u00e1ter de irm\u00e3 siamesa da economia chinesa com a estadunidense. Como se passa tamb\u00e9m, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, com a economia mexicana.<\/p>\n<p>Soma-se a essa fun\u00e7\u00e3o passiva de economia montadora para grandes empresas globais norte-americanas, japonesas e europeias, a desesperada pol\u00edtica antic\u00edclica dos dirigentes de Pequim. Somando e subtraindo, o potencial de uma grande explos\u00e3o asi\u00e1tica aumenta muitos megatons. Essas determina\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas refletem-se nos exuberantes dados do com\u00e9rcio exterior chin\u00eas projetados para este ano.<\/p>\n<p>Na Europa, a coisa se passa de maneira diferente. A tend\u00eancia observada n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o exuberante quanto nos EUA e China: as exporta\u00e7\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es europeias aumentaram em termos anualizados 2.6% e 1,2%, respectivamente. As grandes economias da Europa (Alemanha, Inglaterra, Fran\u00e7a e It\u00e1lia) n\u00e3o apresentam um aquecimento do com\u00e9rcio exterior semelhante ao que se observa com EUA e China.<\/p>\n<p>Isso se deve, possivelmente, ao fato que a superprodu\u00e7\u00e3o de capital ainda n\u00e3o alcan\u00e7ou na \u00e1rea europeia (nem no Jap\u00e3o) a mesma magnitude que nos EUA e China. Mais uma indica\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 nestes dois \u00faltimos que deve estalar a espoleta do pr\u00f3ximo choque global \u2013 que se se aproxima e se potencializa mais fortemente com essa ef\u00eamera e exuberante retomada do com\u00e9rcio internacional de mercadorias no ano de 2017.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"FWiPwfs2dj\"><p><a href=\"http:\/\/criticadaeconomia.com.br\/superproducao-global-em-marcha-forcada-recorde-do-comercio-internacional-em-2017\/\">Superprodu\u00e7\u00e3o global em marcha for\u00e7ada: recorde do com\u00e9rcio internacional em 2017<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/criticadaeconomia.com.br\/superproducao-global-em-marcha-forcada-recorde-do-comercio-internacional-em-2017\/embed\/#?secret=FWiPwfs2dj\" data-secret=\"FWiPwfs2dj\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Superprodu\u00e7\u00e3o global em marcha for\u00e7ada: recorde do com\u00e9rcio internacional em 2017&#8221; &#8212; Cr\u00edtica da Economia\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16419\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[227],"class_list":["post-16419","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4gP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16419","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16419"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16419\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}