{"id":16441,"date":"2017-10-05T12:59:10","date_gmt":"2017-10-05T15:59:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16441"},"modified":"2017-10-05T13:02:21","modified_gmt":"2017-10-05T16:02:21","slug":"marxismo-leninismo-identidade-ou-praxis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16441","title":{"rendered":"Marxismo-leninismo: identidade ou pr\u00e1xis?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ujc.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/foto-para-capa.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Andr\u00e9 Brand\u00e3o*<\/p>\n<p><b>O potencial e as limita\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da inser\u00e7\u00e3o do marxismo-leninismo na juventude brasileira<\/b><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, vem ocorrendo uma maior difus\u00e3o do marxismo-leninismo no seio da juventude brasileira. Este processo \u00e9 determinado por m\u00faltiplos fatores, principalmente por um aspecto objetivo e dois subjetivos: o aprofundamento da crise econ\u00f4mica brasileira \u2013 reflexo da crise sist\u00eamica da ordem do capital \u2013 que recrudesce a din\u00e2mica da luta de classes e exp\u00f5e o car\u00e1ter burgu\u00eas do nosso estado e de seus operadores pol\u00edticos; o decl\u00ednio da hegemonia das for\u00e7as pol\u00edticas conciliadoras, cujo projeto at\u00e9 ent\u00e3o bem sucedido perpassava por uma gest\u00e3o do capitalismo brasileiro apassivando os setores sociais subalternos; e a crescente a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos organismos de classe prolet\u00e1rios, que vem pouco a pouco reconstruindo revolucionariamente as lutas populares no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os comunistas sabem da import\u00e2ncia deste novo elemento para a mudan\u00e7a de rumos da luta de classes no pa\u00eds. Aprendemos com o velho Marx que \u2018\u2019a arma da cr\u00edtica n\u00e3o pode, \u00e9 claro, substituir a cr\u00edtica da arma, o poder material tem de ser derrubado pelo poder material, mas a teoria tamb\u00e9m se torna for\u00e7a material quando se apodera das massas\u2019\u2019[i]. Contudo, para que esse atual movimento de inser\u00e7\u00e3o do marxismo-leninismo na juventude brasileira possa se converter de fato em for\u00e7a material, ele precisa superar as limita\u00e7\u00f5es condicionadas por nosso tempo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Vivemos num est\u00e1gio de desenvolvimento espec\u00edfico da ordem burguesa: o capitalismo tardio, tamb\u00e9m conhecido como neoliberalismo ou acumula\u00e7\u00e3o flex\u00edvel. Este est\u00e1gio \u00e9 marcado por circunst\u00e2ncias s\u00f3cio-hist\u00f3ricas que modificam profundamente a vida humana: a mundializa\u00e7\u00e3o do capitalismo, que atingiu praticamente todas as fronteiras; o desenvolvimento de tecnologias que mudam a nossa rela\u00e7\u00e3o com o tempo e o espa\u00e7o tempo (computadores, internet, celulares, sat\u00e9lites, avi\u00f5es comerciais\u2026); o avan\u00e7o da mercantiliza\u00e7\u00e3o do conhecimento e de outros espa\u00e7os da vida social; a financeiriza\u00e7\u00e3o da economia (que elege o crescimento do capital fict\u00edcio como rota de fuga para a auto-expans\u00e3o do capital); a reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, que dividiu e precarizou a for\u00e7a de trabalho (vide o fen\u00f4meno da terceiriza\u00e7\u00e3o), etc.<\/p>\n<p>Este novo momento da ordem do capital exige a forma\u00e7\u00e3o de uma l\u00f3gica cultural pr\u00f3pria, que possa ser a \u2018\u2019express\u00e3o ideal das rela\u00e7\u00f5es materiais dominantes, as rela\u00e7\u00f5es materiais dominantes concebidas como ideias\u2019\u2019[ii]. A p\u00f3s-modernidade[iii] seria a l\u00f3gica cultural desenvolvida para exercer esta funcionalidade, como meio de integrar acriticamente os indiv\u00edduos sociais de hoje aos atuais imperativos mercantis e produtivos, promovendo uma forma de consci\u00eancia que tende ao autocentrismo, ao relativismo, ao fragmentarismo, \u00e0 inconst\u00e2ncia, etc.<\/p>\n<p>N\u00f3s, sujeitos forjados nesse tempo hist\u00f3rico, por mais que critiquemos a p\u00f3s-modernidade, seus desastrosos impactos e as linhas te\u00f3ricas decadentes que a legitimam, ainda apresentaremos sequelas deixadas pela nossa educa\u00e7\u00e3o, assim como vez ou outra reproduzimos elementos das opress\u00f5es estruturais que tanto combatemos, as quais s\u00f3 podem ser totalmente sepultadas com a derrubada das suas sustenta\u00e7\u00f5es materiais.<\/p>\n<p><b>Sobre a possibilidade de uma \u2018identidade revolucion\u00e1ria\u2019\u2019<\/b><\/p>\n<p>Reproduzindo a l\u00f3gica cultural p\u00f3s-moderna, muitas pessoas t\u00eam recorrido \u00e0 teoria revolucion\u00e1ria do proletariado como resposta individual aos impactos da crise de identidade contempor\u00e2nea. \u00c9 neste sentido que diversas vezes o marxismo-leninismo tem aparecido erroneamente para a juventude: simplesmente como uma identidade, uma esp\u00e9cie de nova tribo social para se participar. Trata-se de uma absor\u00e7\u00e3o mercantil, justamente daquela constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que tem como objetivo a supera\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>Tem se tornado comum a ado\u00e7\u00e3o de uma identidade \u2018\u2019sovi\u00e9tica\u2019\u2019, ou \u2018\u2019revolucion\u00e1ria\u2019\u2019, como forma de demonstrar alguma radicalidade pol\u00edtica. Vemos mais e mais pessoas cultuando acriticamente personalidades hist\u00f3ricas e s\u00edmbolos da luta comunista como se fossem figuras religiosas dignas de devo\u00e7\u00e3o. No fundo, n\u00e3o h\u00e1 erro em fazer alus\u00e3o a nada disso, em certa medida \u2013 inclusive, \u00e9 correto um comunista agitar s\u00edmbolos hist\u00f3ricos da luta prolet\u00e1ria, reconhecer a import\u00e2ncia e as contribui\u00e7\u00f5es de grandes figuras comunistas, ou reivindicar e defender o legado das experi\u00eancias socialistas, que foram t\u00e3o difamados pela historiografia e a m\u00eddia burguesa.<\/p>\n<p>Conden\u00e1vel \u00e9 o momento em que essas express\u00f5es se exacerbam e o modo como essas ideias e s\u00edmbolos s\u00e3o agitados adquirem um car\u00e1ter fetichista, afastando diversas pessoas da luta comunista devido aos seus comportamentos autocentrados. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que normalmente s\u00e3o estes indiv\u00edduos que atacam com tanta agressividade os \u201cpobres de direita\u2019\u2019, como se a consci\u00eancia de classe ca\u00edsse do c\u00e9u e n\u00e3o houvesse ideologia dominante formando a todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Muitos destes indiv\u00edduos tratam de se filiar a alguma corrente da hist\u00f3ria do movimento prolet\u00e1rio, como se estivessem entrando em alguma igreja neopentecostal, ou a alguma nova tribo urbana. Inserem-se em debates como o de Stalin x Trotsky, ou Althusser x Luk\u00e1cs, ou mesmo Hoxha x Mao Ts\u00e9-Tung, n\u00e3o porque est\u00e3o realmente interessados nas consequ\u00eancias pr\u00e1ticas de cada lado dessas dicotomias, mas sim porque querem assumir a identidade de alguma dessas posi\u00e7\u00f5es, fazer parte de um nicho, se sentir pertencente. Com isso, por vezes vulgarizam debates t\u00e3o necess\u00e1rios, negligenciam o estudo concreto das posi\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas \u2013 ou at\u00e9 mesmo das pr\u00f3prias posi\u00e7\u00f5es! \u2013 e hostilizam qualquer pessoa que simpatiza com a outra posi\u00e7\u00e3o, ou mesmo algu\u00e9m que ainda n\u00e3o tem uma posi\u00e7\u00e3o formada.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o crescimento de certa identidade academicista, que se d\u00e1 quando a aproxima\u00e7\u00e3o do marxismo-leninismo acontece n\u00e3o pela inten\u00e7\u00e3o real de se inserir no movimento revolucion\u00e1rio do proletariado, mas sim para desenvolver uma esp\u00e9cie de erudi\u00e7\u00e3o individual. Tal processo de erudi\u00e7\u00e3o \u00e9 almejado por este tipo de indiv\u00edduo para que ele possa ser visto como uma refer\u00eancia intelectual, algu\u00e9m que seus pares possam destacar como uma figura \u2018\u2019iluminada\u2019\u2019, \u2018\u2019genial\u2019\u2019, quase um \u2018\u2019messias te\u00f3rico\u2019\u2019. Com isto, a pessoa poderia obter prest\u00edgio social, acad\u00eamico, ou ambos.<\/p>\n<p>Sobre isto, o camarada Ho Chi Minh uma vez escreveu:<\/p>\n<blockquote><p>Estudar o marxismo-leninismo \u00e9 procurar aprender a maneira de resolver cada problema da exist\u00eancia, a maneira de comportar-se em todas as situa\u00e7\u00f5es, em rela\u00e7\u00e3o aos outros e a si mesmo; \u00e9 assimilar os princ\u00edpios gerais do marxismo-leninismo, para aplic\u00e1-los criativamente \u00e0s realidades de nosso pa\u00eds. Estudamos para agir. Nossos estudos te\u00f3ricos devem ir de par com as atividades pr\u00e1ticas. Certos camaradas aprendem de cor livros inteiros que tratam de marxismo-leninismo. Pretendem saber esta doutrina melhor que ningu\u00e9m. Mas, na prova da pr\u00e1tica, ou mostram-se incapazes de criar, ou ficam embara\u00e7ados. Suas palavras e seus atos se contradizem. Estudam livros de marxismo-leninismo, mas n\u00e3o conseguem adquirir o esp\u00edrito marxista-leninista. Estudam para exibir seus conhecimentos e n\u00e3o para aplic\u00e1-los aos problemas da revolu\u00e7\u00e3o. Isso tamb\u00e9m \u00e9 individualismo[iv].<\/p><\/blockquote>\n<p>Ter este tipo de posi\u00e7\u00e3o frente ao fen\u00f4meno do academicismo n\u00e3o significa incorrer em um desvio praticista. O praticista, que tamb\u00e9m pode ser compreendido dentro de uma esp\u00e9cie de identidade, \u00e9 aquele que est\u00e1 convencido de que o fator fundamental da luta pol\u00edtica \u00e9 a pr\u00e1tica pela pr\u00e1tica, independente da orienta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que a direcionar\u00e1. Neste caso, o crit\u00e9rio de valoriza\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria o modo como ela constr\u00f3i a supera\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o do ser humano pelo ser humano, mas sim o total meramente quantitativo das suas a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, independente do seu vi\u00e9s.<\/p>\n<p>Sabemos para onde vai esse tipo de perspectiva: s\u00e3o justamente os decadentes grupos defensores da concilia\u00e7\u00e3o de classes aqueles que mais assumem esse tipo de vis\u00e3o, como forma de sustentar alguma relev\u00e2ncia pol\u00edtica para si. Hoje, com o resultado desse tipo de atua\u00e7\u00e3o, perpetuando as opress\u00f5es, explora\u00e7\u00f5es e domina\u00e7\u00f5es do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, j\u00e1 temos consci\u00eancia de que n\u00e3o \u00e9 este o caminho da liberta\u00e7\u00e3o do proletariado e dos setores subalternos do tecido social. Como diria Lenin, \u201csem teoria revolucion\u00e1ria, n\u00e3o h\u00e1 movimento revolucion\u00e1rio\u2019\u2019[v].<\/p>\n<p>Nunca podemos perder de vista o aspecto pedag\u00f3gico da a\u00e7\u00e3o marxista-leninista. Um comunista n\u00e3o pode ser um impeditivo para a ades\u00e3o das massas ao movimento que trar\u00e1 a sua emancipa\u00e7\u00e3o. Devemos sempre estabelecer as condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para que mais e mais camaradas vejam a import\u00e2ncia de se organizar para superar o mundo burgu\u00eas. Muitas pessoas se afastam do comunismo por conta do modo distorcido como o movimento \u00e9 apresentado: seja por n\u00e3o se identificarem com a imagem fetichista difundida por alguns, ou por serem reprimidas pelo discurso academicista, ou por n\u00e3o terem condi\u00e7\u00f5es \u2013 por trabalharem, por estudarem, por serem m\u00e3es , etc \u2013 de seguir os imperativos do praticismo.<\/p>\n<p>Precisamos nos afastar desta postura fetichista e autocentrada que trata o marxismo-leninista como mera identidade. Os comunistas n\u00e3o podem desenvolver uma identidade espec\u00edfica ideal. O movimento comunista \u00e9 o movimento de emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Tendo isto em mente, dever\u00edamos ter no\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o pode haver uma identidade marxista-leninista cristalizada, justamente porque n\u00e3o existe uma \u2018\u2018identidade prolet\u00e1ria\u2019\u2019. A classe trabalhadora n\u00e3o tem uma forma \u00fanica de se vestir, de se comportar, de fazer arte, etc. Aquelas perspectivas opostas a essa s\u00f3 tem um destino a seguir: o caminho da exotifica\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria e das suas lutas.<\/p>\n<p>S\u00f3 podemos falar indiretamente de uma identidade revolucion\u00e1ria. De fato, os comunistas devem se mostrar organizados, disciplinados, solid\u00e1rios, agitar e propagandear as bandeiras do projeto hist\u00f3rico da classe oper\u00e1ria e se portar como combatentes das repercuss\u00f5es opressivas da sociedade de classes. Mas este tipo de comportamento n\u00e3o aparece por conta de um ideal identit\u00e1rio revolucion\u00e1rio, mas sim como decorr\u00eancia dos princ\u00edpios estruturantes do marxismo-leninismo: aqueles que fundamentam a sua pr\u00e1xis.<\/p>\n<p><b>O marxismo-leninismo como pr\u00e1xis<\/b><\/p>\n<p>Para realmente aderir \u00e0 luta comunista, n\u00e3o basta ter uma postura individual nova, seja ela identit\u00e1ria ou de consci\u00eancia. A transforma\u00e7\u00e3o radical da realidade n\u00e3o vir\u00e1 pelo pensamento ou por atos particulares. Nossas a\u00e7\u00f5es individuais fechadas em si mesmas s\u00e3o limitadas n\u00e3o s\u00f3 por serem condicionadas pelas determina\u00e7\u00f5es sociais objetivas que a sociedade que nos forma imp\u00f5e, mas tamb\u00e9m pela pr\u00f3pria insufici\u00eancia que a nossa a\u00e7\u00e3o isolada tem para afetar o complexo social que n\u00f3s queremos superar.<\/p>\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o, na nossa perspectiva, \u00e9 um ato hist\u00f3rico, materialmente efetivo, que s\u00f3 pode ser desenvolvido na pr\u00e1xis, ou seja, naquele tipo de a\u00e7\u00e3o que \u00e9 conscientemente transformadora. H\u00e1 aqui uma dial\u00e9tica interessante: como vimos no in\u00edcio, a teoria marxista-leninista s\u00f3 pode se converter em for\u00e7a material se ela se apodera da classe trabalhadora, se ela se torna arma te\u00f3rica do sujeito revolucion\u00e1rio do nosso tempo hist\u00f3rico. Por outro lado, a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das massas s\u00f3 se torna revolucion\u00e1ria se ela for teoricamente orientada pela ci\u00eancia revolucion\u00e1ria do proletariado.<\/p>\n<p>Para resolver esta quest\u00e3o, um fator torna-se fundamental: o partido comunista. \u00c9 justamente o partido comunista que ir\u00e1 ser o operador pol\u00edtico dessa dial\u00e9tica. Ele \u00e9 exatamente a classe para si, a uni\u00e3o dos setores mais avan\u00e7ados e conscientes da classe, formando um sujeito coletivo. Este sujeito coletivo deve assumir o papel de vanguarda revolucion\u00e1ria do proletariado, necess\u00e1ria para a agita\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o coletiva da classe trabalhadora, para que ela possa extrair do seu ser a sua voca\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>N\u00f3s, comunistas, como componentes desse sujeito coletivo, s\u00f3 podemos nos inserir na luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista, pelo \u2018\u2019movimento real que supera o atual estado das coisas\u2019\u2019[vi], caso n\u00f3s de fato desenvolvamos uma pr\u00e1tica revolucion\u00e1ria. E para isso, n\u00e3o d\u00e1 para tratar o marxismo-leninismo como mero fetiche mercantil, a ser usado como identidade. S\u00f3 aderimos \u00e0 luta comunista quando assumimos de maneira real os princ\u00edpios do marxismo-leninismo na nossa pr\u00e1tica militante. S\u00f3 agindo com disciplina, sem medo da cr\u00edtica e da auto-cr\u00edtica, estudando profundamente a realidade ao nosso redor a luz da nossa teoria, reconhecendo a necessidade do centralismo democr\u00e1tico, elaborando uma linha pol\u00edtica acertada, se vinculando profundamente com as massas, e, por fim, mas n\u00e3o menos importante, servindo ao povo e ao seu projeto hist\u00f3rico com toda a firmeza e a fidelidade necess\u00e1ria para tal atividade, \u00e9 que n\u00f3s poderemos de fato lutar pela supera\u00e7\u00e3o do capitalismo.[vii]<\/p>\n<p>Estudante de filosofia da UFBA e militante da UJC-Brasil<\/p>\n<p>i. Passagem presente na introdu\u00e7\u00e3o da <i>Cr\u00edtica da filosofia do direito de Hegel<\/i>. Esta introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para compreender o aprofundamento do materialismo em Marx e o in\u00edcio da sua descoberta de que o proletariado \u00e9 sujeito revolucion\u00e1rio de seu tempo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>ii. Cita\u00e7\u00e3o d\u2019<i>A ideologia alem\u00e3,<\/i>de Marx e Engels. O cap\u00edtulo III do tomo sobre Feuerbach trabalha a din\u00e2mica da ideologia dominante sobre n\u00f3s.<\/p>\n<p>iii. Sobre o fen\u00f4meno da p\u00f3s-modernidade, a fonte principal aqui \u00e9 o livro <i>As origens da p\u00f3s-modernidade<\/i>, de Perry Anderson, rigoroso comp\u00eandio hist\u00f3rico de elementos desse novo momento do capitalismo.<\/p>\n<p>iv. Trecho do texto <i>Da moralidade revolucion\u00e1ria<\/i>, de Ho Chi Minh, important\u00edssima fonte para o desenvolvimento de uma pr\u00e1xis marxista-leninista.<\/p>\n<p>v. O livro <i>Que fazer?<\/i>, de Lenin, em que est\u00e1 presente esta frase, \u00e9 outra fonte te\u00f3rica fundamental para o marxismo-leninismo.<\/p>\n<p>vi. Mais uma vez citando <i>A ideologia alem\u00e3<\/i><\/p>\n<p>vii. A influ\u00eancia do texto <i>Da moralidade revolucion\u00e1ria<\/i> \u00e9 evidente aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16441\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-16441","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4hb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16441","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16441"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16441\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}