{"id":16449,"date":"2017-10-05T13:53:07","date_gmt":"2017-10-05T16:53:07","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16449"},"modified":"2017-10-07T02:55:54","modified_gmt":"2017-10-07T05:55:54","slug":"brasil-lidera-assassinato-de-lgbts","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16449","title":{"rendered":"Brasil lidera assassinato de LGBTs"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4476\/36772367684_5041941438_z.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><em>Or\u00e7amento para combate \u00e0 homofobia \u00e9 zero em 2017<\/em><\/p>\n<p>Pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 o que mais mata travestis e transexuais no mundo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Juliana Gon\u00e7alves*<\/p>\n<p>Negra, pobre e l\u00e9sbica, Luana Barbosa dos Reis morreu depois de ser agredida por pol\u00edcias em SP, em 2016. No mesmo ano, o adolescente Itaberlly Lozano foi assassinado pela pr\u00f3pria m\u00e3e, Tatiana Lozano Pereira por ser gay. Em dezembro, o vendedor Luis Carlos Ruas, foi espancado at\u00e9 a morte ao tentar defender uma travesti de uma agress\u00e3o. Em mar\u00e7o de 2017, o caso da travesti Dandara dos Santos, torturada e morta em Fortaleza (CE), causou revolta ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo nas redes sociais com cenas do crime.<\/p>\n<p>Esse s\u00e3o apenas alguns dos casos mais recentes que revelam o poder letal da homofobia no pa\u00eds. De acordo com o relat\u00f3rio da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Transg\u00eaneros e Intersexuais (ILGA), o pa\u00eds ocupa o primeiro lugar na quantidade de homic\u00eddios de pessoas LGBTs nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Mesmo com esse cen\u00e1rio, levantamento feito pela ag\u00eancia de checagem de not\u00edcias Aos Fatos, em parceria com o portal <em>UOL<\/em>, mostra que o governo\u00a0comandado pelo presidente golpista, Michel Temer (PMDB), zerou os repasses do governo para a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de combate \u00e0 homofobia em 2017.<\/p>\n<p>Camila Furchi, militante da Marcha Mundial de Mulheres e do setorial LGBT do Partido dos Trabalhadores acredita que os cortes de recursos para pol\u00edticas LGBTs e outras das chamadas minorias identit\u00e1rias, ocorrem num momento de ascens\u00e3o de uma elite conservadora.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o corte recurso, \u00e9 o corte de recurso que interrompe um ciclo positivo de constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que n\u00e3o existia no pa\u00eds antes.\u00a0Com o fim dos recursos, temos uma onda conservadora super forte dentro do Estado, seja no legislativo ou judici\u00e1rio, tratando de impedir qualquer avan\u00e7o. Ou, pior ainda, impor retrocesso em campos em que ach\u00e1vamos que j\u00e1 estava superado&#8221;, afirma Furchi.<\/p>\n<p>Dados da ONG Grupo Gay da Bahia mostram que das 343 pessoas LGBTs assassinadas em 2016, metade era gay e 42% eram travestis ou transexuais.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100a\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4467\/37224527770_7c9b8bc096_o.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p>Os recursos para combater a homofobia foram de R$ 3.061.540,13 em 2008 para R$ 518.565,23 em 2016. \u00a0Grande parte dele foi para as cidades de S\u00e3o Paulo e Sapucaia do Sul (RS) e para o Estado da Bahia.\u00a0Furchi acredita que as consequ\u00eancias dos cortes ser\u00e3o sentidas em breve, principalmente em S\u00e3o Paulo, cidade que foi reconhecida internacionalmente por conta do projeto TransCidadania encabe\u00e7ado pela gest\u00e3o anterior de Fernando Haddad (PT).<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 claro que tem consequ\u00eancia. A\u00a0gente vai sentir cada vez mais no fechamento e precariza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que foram montados nesse per\u00edodo. Na cidade de S\u00e3o Paulo, h\u00e1 quatro\u00a0centros de cidadania LGBTs. Esses servi\u00e7os v\u00e3o acabar, v\u00e3o deixar de receber recursos do governo federal. A \u00a0gente sabe que o [prefeito Jo\u00e3o] \u00a0Doria n\u00e3o vai bancar por muito tempo esses servi\u00e7os e vai acabar, vai privatizar, vai acabar &#8220;, lamenta.<\/p>\n<p>Questionada, a assessoria de imprensa do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos\u00a0n\u00e3o respondeu aos questionamentos da reportagem. Em resposta a\u00a0Aos Fatos, a assessoria respondeu estar investindo em uma campanha publicit\u00e1ria chamada &#8220;Deixe seu preconceito de lado, respeite as diferen\u00e7as&#8221; e em di\u00e1rias e passagens para integrantes do Conselho Nacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o contra o P\u00fablico LGBT.<\/p>\n<p>Furchi pontua que campanhas s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o resolvem um problema estrutural que exige articula\u00e7\u00e3o com pastas sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e \u00a0trabalho.&#8221;\u00c9 uma afronta que hoje a pol\u00edtica LGBT do Brasil se resuma a campanhas e passagens pagas ao conselho\u2026que seja s\u00f3 isso&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Faltando dois meses para o fim do ano, os dados revelam que 2017 ter\u00e1 outro marco negativo. At\u00e9 20 de setembro foram contabilizadas 227 mortes de pessoas LGBTs no pa\u00eds, desses 125 eram travestis e transexuais, o que j\u00e1 faz do Brasil a na\u00e7\u00e3o que mais mata travestis e pessoas transexuais no mundo.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Vanessa Martina Silva<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o principal: \u00daltimo relat\u00f3rio do Grupo Gay da Bahia constatou que uma pessoa LGBT morre a cada 25 horas no Brasil. Elza Fiuza. Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>*Brasil de Fato. S\u00e3o Paulo (SP)<\/p>\n<p>https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/10\/03\/orcamento-para-combate-a-homofobia-e-zero-em-2017-brasil-lidera-assassinato-de-lgbts\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16449\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,182],"tags":[224,234],"class_list":["post-16449","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-lgbt","tag-3b","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4hj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16449"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16449\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}