{"id":16467,"date":"2017-10-07T08:55:56","date_gmt":"2017-10-07T11:55:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16467"},"modified":"2017-10-09T06:12:09","modified_gmt":"2017-10-09T09:12:09","slug":"a-morte-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16467","title":{"rendered":"A morte da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/miltonribeiro.sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/Vietnam-2.jpg\" alt=\"imagem\" \/>John Pilger<\/p>\n<p>A reescrita da hist\u00f3ria da guerra do Vietnam por parte do imperialismo n\u00e3o visa apenas ocultar a esmagadora derrota militar sofrida ou os monstruosos crimes de<!--more--> guerra cometidos. Visa tamb\u00e9m justificar o prosseguimento das agress\u00f5es militares por todo o mundo, numa escalada que volta a colocar a humanidade \u00e0 beira de uma cat\u00e1strofe de dimens\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Um dos mais incensados \u201ceventos\u201d da televis\u00e3o americana, The Vietnam War, teve agora in\u00edcio na rede PBS. Os realizadores s\u00e3o Ken Burns e Lynn Novick. Aclamados pelos seus document\u00e1rios sobre a Guerra Civil, a Grande Depress\u00e3o e a hist\u00f3ria do jazz, Burns diz dos seus filmes sobre o Vietnam: \u201cEles inspirar\u00e3o o nosso pa\u00eds a come\u00e7ar a falar e a pensar sobre a guerra do Vietnam de um modo inteiramente novo\u201d.<\/p>\n<p>Numa sociedade muitas vezes destitu\u00edda de mem\u00f3ria hist\u00f3rica e sob o dom\u00ednio da propaganda do \u201cexcepcionalismo\u201d, a guerra do Vietnam \u201cinteiramente nova\u201d de Burns \u00e9 apresentada como um \u201c\u00e9pico e hist\u00f3rico trabalho.\u201d A luxuosa campanha publicit\u00e1ria promove o seu maior apoiante, o Bank of America, que em 1971 foi incendiado por estudantes em Santa Barbara, Calif\u00f3rnia, como s\u00edmbolo da odiada guerra no Vietnam.<\/p>\n<p>Burns diz que est\u00e1 grato a \u201ctoda a fam\u00edlia do Bank of America\u201d que \u201ctem desde h\u00e1 muito apoiado os veteranos do nosso pa\u00eds\u201d. O Bank of America deu apoio empresarial a uma invas\u00e3o que matou talvez at\u00e9 quatro milh\u00f5es de vietnamitas e devastou e envenenou uma terra outrora generosa. Mais de 58 mil soldados americanos foram mortos e estima-se que aproximadamente o mesmo n\u00famero tenha cometido suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Assisti ao primeiro epis\u00f3dio em Nova Iorque. Desde o princ\u00edpio que n\u00e3o deixa d\u00favidas acerca das suas inten\u00e7\u00f5es. O narrador diz que \u201ca guerra foi iniciada com boa f\u00e9 por pessoas decentes em resultado de incompreens\u00f5es decisivas, da superconfian\u00e7a americana e de incompreens\u00f5es da Guerra Fria.\u201d<br \/>\nA desonestidade desta declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o surpreende. A fabrica\u00e7\u00e3o c\u00ednica de \u201cfalsas bandeiras\u201d que levaram \u00e0 invas\u00e3o do Vietnam \u00e9 uma quest\u00e3o factual \u2013 o \u201cincidente\u201d do Golfo de Tonquim em 1964, que Burns promove a verdadeiro, foi apenas um deles. As mentiras grassam numa multid\u00e3o de documentos oficiais, nomeadamente nos Pentagon Papers, que o grande denunciante Daniel Ellsberg divulgou em 1971.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia boa f\u00e9. A f\u00e9 era apodrecida e cancerosa. Para mim \u2013 como dever\u00e1 tamb\u00e9m ser para muitos americanos \u2013 \u00e9 penoso assistir \u00e0 forma como o filme amontoa uma balb\u00fardia de mapas do \u201cperigo vermelho\u201d, entrevistados n\u00e3o justificados, arquivos cortados de modo inepto e sequ\u00eancias lacrimejantes de campos de batalha filmados por americanos.<\/p>\n<p>No press release da s\u00e9rie na Gr\u00e3-Bretanha \u2013 a BBC ir\u00e1 apresent\u00e1-la \u2013 n\u00e3o h\u00e1 qualquer men\u00e7\u00e3o a mortos vietnamitas, s\u00f3 a americanos. \u201cEstamos todos em busca de algum significado para esta trag\u00e9dia terr\u00edvel\u201d, diz uma cita\u00e7\u00e3o de Novick. Muito p\u00f3s-moderno.<\/p>\n<p>Tudo isto ser\u00e1 familiar \u00e0queles que observaram como os meios de comunica\u00e7\u00e3o americanos e o monstro gerador da \u201ccultura popular\u201d reviram e apresentaram o grande crime da segunda metade do s\u00e9culo vinte: desde The Green Berets (Os boinas verdes) e The Deer Hunter (O ca\u00e7ador) at\u00e9 Rambo e, ao assim fazer, legitimaram subsequentes guerras de agress\u00e3o. O revisionismo nunca para e o sangue nunca seca. O invasor merece piedade e \u00e9 expurgado de culpa, enquanto \u201cbuscam algum significado nesta trag\u00e9dia terr\u00edvel\u201d. Soa a Bob Dylan: \u201cOh, onde tens estado, meu filho de olhos azuis?\u201d<br \/>\nRefleti acerca de \u201cdec\u00eancia\u201d e \u201cboa f\u00e9\u201d quando recordei as minhas primeiras experi\u00eancias de jovem rep\u00f3rter no Vietnam: o observar hipn\u00f3tico da pele que cai, como pergaminho velho, a crian\u00e7as camponesas atingidas por napalm, e as chuvas de bombas que deixam \u00e1rvores petrificadas e engrinaldadas com carne humana. O general William Westmoreland, comandante americano, referia-se ao povo como \u201cformigas em chama\u201d.<\/p>\n<p>No princ\u00edpio dos anos 1970 fui \u00e0 prov\u00edncia de Quang Ngai onde na aldeia de My Lai entre 347 e 500 homens, mulheres e crian\u00e7as foram assassinados por tropas americanas (Burns prefere dizer \u201cmortos\u201d). Naquela \u00e9poca, isto foi apresentado como uma aberra\u00e7\u00e3o: uma \u201ctrag\u00e9dia americana\u201d (Newsweek). S\u00f3 nesta prov\u00edncia, foi estimado que 50 mil pessoas haviam sido massacradas durante a era das \u201czonas de fogo livre\u201d americanas. Homic\u00eddio em massa. Isto n\u00e3o era not\u00edcia.<\/p>\n<p>Ao norte, na prov\u00edncia de Quang Tri, foram despejadas mais bombas do que em toda a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Desde 1975, muni\u00e7\u00f5es n\u00e3o explodidas provocaram mais de 40 mil mortes, principalmente no \u201cVietnam do Sul\u201d, o pa\u00eds que a Am\u00e9rica afirmava \u201csalvar\u201d e, com a Fran\u00e7a, concebida como uma singular falcatrua imperial.<\/p>\n<p>O \u201csignificado\u201d da guerra do Vietnam n\u00e3o \u00e9 diferente do significado da campanha genocida maci\u00e7a contra os nativos americanos, os massacres coloniais nas Filipinas, os bombardeamentos at\u00f4micos do Jap\u00e3o, o arrasar de todas as cidades na Coreia do Norte. O objetivo foi descrito pelo coronel Edward Lansdale, o famoso homem da CIA sobre quem Graham Greene baseou o seu personagem central em &#8220;O americano tranquilo&#8221;.<\/p>\n<p>Citando &#8220;A guerra das pulgas&#8221; de Robert Taber, Landsdale disse: \u201cS\u00f3 h\u00e1 um meio de derrotar um povo insurgente que n\u00e3o se rende, e \u00e9 o exterm\u00ednio. S\u00f3 h\u00e1 uma forma de controlar um territ\u00f3rio que acolhe a resist\u00eancia, e \u00e9 transform\u00e1-lo num deserto\u201d.<\/p>\n<p>Nada mudou. Quando Donald Trump discursou nas Na\u00e7\u00f5es Unidas a 19 de Setembro \u2013 um organismo estabelecido para poupar \u00e0 humanidade o \u201cflagelo da guerra\u201d \u2013 declarou que estava \u201cpronto, desejoso e capaz\u201d de \u201cdestruir totalmente\u201d a Coreia do Norte e seus 25 milh\u00f5es de habitantes. A sua audi\u00eancia engasgou-se, mas a linguagem de Trump n\u00e3o era inabitual.<\/p>\n<p>A sua rival \u00e0 presid\u00eancia, Hillary Clinton, tinha-se gabado de estar preparada para \u201cobliterar totalmente\u201d o Ir\u00e3, uma na\u00e7\u00e3o de mais de 80 milh\u00f5es de pessoas. Isto \u00e9 o American Way, s\u00f3 os eufemismos est\u00e3o agora ausentes.<\/p>\n<p>Voltando aos EUA, impressiona-me o sil\u00eancio e a aus\u00eancia de uma oposi\u00e7\u00e3o \u2013 nas ruas, no jornalismo e nas artes, como se a discord\u00e2ncia outrora tolerada na \u201ccultura predominante\u201d (\u201dmainstream\u201d) tivesse regredido a uma dissid\u00eancia: uma clandestinidade metaf\u00f3rica.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito barulho e avers\u00e3o dirigida ao odioso Trump, o \u201cfascista\u201d, mas quase nenhum ao Trump enquanto sintoma e caricatura de um persistente sistema de conquista e extremismo.<\/p>\n<p>Onde est\u00e3o os fantasmas das grandes manifesta\u00e7\u00f5es antiguerra que ocuparam a ruas de Washington na d\u00e9cada de 1970? Onde est\u00e1 o equivalente do Freeze Movement que encheu as ruas de Manhattan na d\u00e9cada de 1980, exigindo que o presidente Reagan retirasse armas nucleares operacionais da Europa?<br \/>\nA poderosa energia e persist\u00eancia moral destes grandes movimentos teve sucesso em grande medida; em 1987, Reagan tinha j\u00e1 negociado com Mikhail Gorbachev um Tratado de For\u00e7as Nucleares de M\u00e9dio Alcance que efetivamente p\u00f4s fim \u00e0 Guerra Fria.<\/p>\n<p>Hoje, de acordo com documentos secretos da OTAN obtidos pelo jornal alem\u00e3o<br \/>\nSuddeutsche Zeitung, este tratado vital est\u00e1 provavelmente em vias de ser abandonado pois o \u201cplanejamento de alvos nucleares aumentou\u201d. O ministro alem\u00e3o dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Sigmar Gabriel, advertiu contra a \u201crepeti\u00e7\u00e3o dos piores erros da Guerra Fria\u2026 Todos os bons tratados sobre desarmamento e controlo de armas de Gorbachev e Reagan est\u00e3o em perigo iminente. A Europa est\u00e1 de novo amea\u00e7ada de se tornar num campo de treino militar para armas nucleares. Devemos levantar a nossa voz contra isto.\u201d<br \/>\nMas n\u00e3o na Am\u00e9rica. Os milhares que se mobilizaram em torno da \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d do senador Bernie Sanders na campanha presidencial do ano passado est\u00e3o coletivamente mudos quanto a estes perigos. Que a maior parte da viol\u00eancia da Am\u00e9rica por todo o mundo tenha sido perpetrada n\u00e3o por republicanos, ou por mutantes como Trump, mas por democratas liberais permanece um tabu.<\/p>\n<p>Barack Obama proporcionou a apoteose, com sete guerras simult\u00e2neas, um recorde presidencial, incluindo a destrui\u00e7\u00e3o da L\u00edbia enquanto estado moderno. A derrubada por Obama do governo eleito da Ucr\u00e2nia teve o efeito desejado: a concentra\u00e7\u00e3o de for\u00e7as da OTAN liderada pelos americanos junto \u00e0 fronteira ocidental da R\u00fassia atrav\u00e9s da qual os nazistas a invadiram em 1941.<\/p>\n<p>O \u201cpiv\u00f4 para a \u00c1sia\u201d de Obama em 2011 assinalou a transfer\u00eancia da maioria das for\u00e7as navais e a\u00e9reas da Am\u00e9rica para a \u00c1sia e o Pac\u00edfico sem qualquer outro prop\u00f3sito sen\u00e3o o de confrontar e provocar a China. A campanha mundial de assassinatos por parte do Pr\u00eamio Nobel da Paz \u00e9 comprovadamente a mais ampla campanha de terrorismo desde o 11 de Setembro.<\/p>\n<p>Aquilo que \u00e9 conhecido nos EUA como \u201ca esquerda\u201d aliou-se efetivamente com os nichos mais negros do poder institucional, nomeadamente o Pent\u00e1gono e a CIA, para inviabilizar um acordo de paz entre Trump e Vladimir Putin e reinstaurar a R\u00fassia como inimigo, com base numa evid\u00eancia inexistente da sua alegada interfer\u00eancia na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2016.<\/p>\n<p>O verdadeiro esc\u00e2ndalo \u00e9 a insidiosa ascens\u00e3o ao poder de sinistros interesses promotores da guerra em favor dos quais nenhum americano votou. A r\u00e1pida ascens\u00e3o do Pent\u00e1gono e das ag\u00eancias de vigil\u00e2ncia sob Obama representou uma mudan\u00e7a hist\u00f3rica do poder em Washington. Daniel Ellsberg classificou-a corretamente como um golpe. Os tr\u00eas generais que tutelam Trump s\u00e3o testemunhas disso.<\/p>\n<p>Nada disto consegue penetrar naqueles \u201cc\u00e9rebros liberais preservados no formol das pol\u00edticas de identidade\u201d, como Luciana Bohne observou de modo inesquec\u00edvel. Mercantilizada e testada no mercado, a \u201cdiversidade\u201d \u00e9 a nova marca liberal, n\u00e3o a classe que comanda as pessoas independentemente do g\u00eanero e da cor da pele: n\u00e3o a responsabilidade de todos em travar uma guerra b\u00e1rbara para acabar com todas as guerras.<\/p>\n<p>\u201cComo diabo se chegou a isto?\u201d, diz Michael Moore no seu show na Broadway, Terms of My Surrender (Termos da minha rendi\u00e7\u00e3o), um teatro de variedades para os insatisfeitos tendo como pano de fundo Trump como Big Brother.<\/p>\n<p>Admirei o filme de Moore, Roger &amp; Me, sobre a devasta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social da sua cidade natal de Flint, Michigan, e Sicko, a sua investiga\u00e7\u00e3o sobre a corrup\u00e7\u00e3o nos cuidados de sa\u00fade na Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Na noite em que assisti ao seu espect\u00e1culo, a audi\u00eancia beatamente feliz saudava a sua reafirma\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a em que \u201cn\u00f3s somos a maioria!\u201d e clamava pelo \u201cimpeachment de Trump, um mentiroso e um fascista!\u201d A sua mensagem parecia ser que se voc\u00ea tivesse tapado o nariz e votado por Hillary Clinton, a vida teria voltado a ser previs\u00edvel.<\/p>\n<p>Ele pode estar certo. Ao inv\u00e9s de simplesmente insultar o mundo, como Trump faz, a Grande Destruidora (Great Obliterator) podia ter atacado o Ir\u00e3 e lan\u00e7ado m\u00edsseis sobre Putin, que comparou a Hitler: uma blasf\u00eamia singular, uma vez que 27 milh\u00f5es de russos foram mortos na invas\u00e3o de Hitler.<\/p>\n<p>\u201cReparem\u201d, disse Moore, \u201cpondo de lado o que os nossos governos fazem, o mundo realmente ama os americanos!\u201d<br \/>\nHouve um sil\u00eancio.<\/p>\n<p>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/johnpilger.com\/articles\/the-killing-of-history\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">johnpilger.com\/articles\/the-<wbr \/>killing-of-history<\/a><\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o revista por <a href=\"http:\/\/odiario.info\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">odiario.info<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"John Pilger A reescrita da hist\u00f3ria da guerra do Vietnam por parte do imperialismo n\u00e3o visa apenas ocultar a esmagadora derrota militar sofrida \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16467\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[227],"class_list":["post-16467","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4hB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16467"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16467\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}