{"id":16505,"date":"2017-10-09T14:35:19","date_gmt":"2017-10-09T17:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16505"},"modified":"2018-11-13T11:58:58","modified_gmt":"2018-11-13T13:58:58","slug":"as-primeiras-ameacas-da-escola-sem-partido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16505","title":{"rendered":"As primeiras amea\u00e7as da \u201cEscola sem partido\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/HDM1151-1080x720-e1507410884321-485x218.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><strong>Alice Aparecida e Silva, professora do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Estadual de Londrina (PR):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lei n\u00e3o foi aprovada, mas h\u00e1 quem queira instalar clima de persegui\u00e7\u00e3o nas escolas. Quatro professoras relatam as intimida\u00e7\u00f5es que receberam \u2014 e como est\u00e3o resistindo, com apoio dos alunos<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Cleonilde Tibiri\u00e7\u00e1, ex-professora da Fatec Barueri, em S\u00e3o Paulo (SP):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu n\u00e3o sabia da exist\u00eancia do Escola Sem Partido at\u00e9 a ocasi\u00e3o. Eu dava aula na Fatec de Barueri, em S\u00e3o Paulo, desde sua inaugura\u00e7\u00e3o em 2009 e em 2013 eu era a professora mais antiga na casa. Tinha sido coordenadora do principal curso de l\u00e1, de Com\u00e9rcio Exterior, e era professora concursada da disciplina de Comunica\u00e7\u00e3o e Express\u00e3o. Estou no Centro Paula Souza desde 2007, j\u00e1 dei aulas em Etecs e Fatecs e em diversas faculdades. Eu trabalho a l\u00edngua a partir de textos ancorados em um contexto geogr\u00e1fico, sociopol\u00edtico. Porque em geral os alunos n\u00e3o entendem nada de gram\u00e1tica e vocabul\u00e1rio, porque a l\u00edngua \u00e9 trabalhada fora de contexto; a\u00ed eles morrem de t\u00e9dio e n\u00e3o sabem fazer uma an\u00e1lise sint\u00e1tica porque n\u00e3o veem como isso funciona na vida real. Quando voc\u00ea coloca isso como coisa viva, que dialoga com a realidade, o neg\u00f3cio muda de figura. Sempre funcionou, sempre tive muita ades\u00e3o dos meus alunos. E no meu plano de ensino estava lan\u00e7ado o que eu iria trabalhar no semestre; sempre trabalhei com a aprova\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o. Tinha l\u00e1 Hobsbawm, Milton Santos, Chico Buarque, Paulo Freire. Tinha tamb\u00e9m muitos artigos, alguns da Carta Capital, alguns da Veja. No segundo semestre de 2013, percebi a presen\u00e7a de um aluno estranho, com umas perguntas estranhas. Ele vinha me sugerir textos do Reinaldo de Azevedo e eu dizia: \u2018Tudo bem que voc\u00ea fa\u00e7a essas leituras, mas a gente tem coisas melhores pra ler em sala de aula\u2019. Os textos que ele trazia vinham sempre do Instituto Millenium. Eu s\u00f3 descobri tardiamente que esse mo\u00e7o de 35 anos era ligado a este instituto e ao Escola Sem Partido. Em outubro daquele ano, eu recebi um e-mail do Miguel Nagib, coordenador do ESP, dizendo que tinha recebido uma den\u00fancia e uma s\u00e9rie de documentos referentes a minha pr\u00e1tica doutrin\u00e1ria em sala de aula. Dizendo que iria publicar tr\u00eas artigos e estava me avisando para que eu me defendesse. Eu respondi dizendo que n\u00e3o autorizava a publica\u00e7\u00e3o de artigo nenhum, que ele n\u00e3o me conhecia e que, se algum aluno tinha passado informa\u00e7\u00f5es pra eles, eram informa\u00e7\u00f5es que circulavam no interior de uma rela\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e que ele n\u00e3o deveria ter acesso a isso. Ele ignorou minha resposta e publicou. A primeira publica\u00e7\u00e3o ele mandou com c\u00f3pia pro diretor da Fatec de Barueri, para a superintendente do Paula Souza e para o Geraldo Alckmin. Ele dizia que eu fazia aquela pr\u00e1tica com o dinheiro do contribuinte. Que merecia sindic\u00e2ncia para exonera\u00e7\u00e3o. Eu comecei a receber uma s\u00e9rie de apoios de professores, alunos, familiares e, por outro lado, eu exigi que a institui\u00e7\u00e3o sa\u00edsse na minha defesa, j\u00e1 que meu plano de ensino estava autorizado h\u00e1 anos pela minha dire\u00e7\u00e3o e pela minha coordena\u00e7\u00e3o. Eu tinha concurso p\u00fablico que atestava que eu era capacitada a exercer minha fun\u00e7\u00e3o. Eu tinha um memorial que atestava minha experi\u00eancia docente e tinha a Constitui\u00e7\u00e3o a meu favor, j\u00e1 que a liberdade de c\u00e1tedra \u00e9 garantida l\u00e1. Minha institui\u00e7\u00e3o se recusou a fazer minha defesa p\u00fablica, disse que n\u00e3o era necess\u00e1rio. Entrei em contato com a superintend\u00eancia do Paula Souza, e eles me responderam que entendiam, que estavam absolutamente do meu lado, mas que a \u00fanica pessoa que poderia fazer uma declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica era meu diretor. A\u00ed meu diretor se recusou. Algum tempo depois eu descobri que ele enviou uma carta ao Nagib dizendo que j\u00e1 tinha aberto uma sindic\u00e2ncia. Ou seja: o Miguel Nagib ficou sabendo primeiro que eu que minha organiza\u00e7\u00e3o estava abrindo uma sindic\u00e2ncia para saber da minha \u2018a\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria\u2019. Pouco tempo depois, eu recebi de um colega professor um print em que meu coordenador curtiu uma mat\u00e9ria do Rodrigo Constantino em que ele estava me denegrindo. Ou seja, sem di\u00e1logo, sem conversa, sem nada, a institui\u00e7\u00e3o se alinhou \u00e0 den\u00fancia do Miguel Nagib. Ent\u00e3o procurei novamente a superintend\u00eancia, eles me receberam, eu fiz uma den\u00fancia por escrito e solicitei a minha transfer\u00eancia de l\u00e1. Hoje eu trabalho na coordena\u00e7\u00e3o de ensino superior do Paula Souza e dou algumas aulas em uma nova Fatec em Santana de Parna\u00edba. Mas o processo est\u00e1 correndo, n\u00e3o sei o que vai acontecer comigo. Minha advogada disse que dificilmente o Miguel Nagib vai conseguir o que ele quer, mas que no momento atual as coisas mudaram um pouco porque h\u00e1 dois anos ele tinha menos peso, o grupo tinha menos peso. Hoje ele j\u00e1 \u00e9 visto com outros olhos. Eu recebi mensagens de pessoas malucas me amea\u00e7ando; no Inbox, no Facebook e na minha secretaria eletr\u00f4nica, dizendo que eu n\u00e3o merecia s\u00f3 ser presa por doutrinar jovens contra a fam\u00edlia e contra Deus, que eu merecia morrer. Outra disse que eu merecia arder no inferno. Na PUC chegaram a encontrar minha filha, porque ela estava no meu Facebook, indicaram quem era ela pra um maluco e ele come\u00e7ou a gritar: \u2018Olha a filha da doutrinadora\u2019. Tive que mudar meu e-mail institucional de tanta amea\u00e7a. Dizendo que eu era a pior esp\u00e9cie de professor, mas que gra\u00e7as a iniciativas como o Escola Sem Partido eu seria exterminada. Minha defesa foi process\u00e1-lo, e o processo est\u00e1 correndo. Nunca imaginei que algo assim pudesse um dia acontecer.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Janeth de Souza e Silva, professora do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Rangel Pestana, em Nova Igua\u00e7u (RJ):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu sou professora da rede estadual desde 1984 e estou respondendo a uma sindic\u00e2ncia por \u2018doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica\u2019. Sou professora de ingl\u00eas e defendo a escola p\u00fablica como sempre defendi a vida toda. Estamos em uma greve de cinco meses aqui no Rio, e, toda vez que tem uma greve, eu converso com os meus alunos e explico os motivos das greves e o desrespeito que os governantes t\u00eam com a educa\u00e7\u00e3o e os educadores. Acho que eles t\u00eam o direito de saber os motivos das greves que os afetam diretamente. E parece que agora isso \u00e9 tido como doutrina\u00e7\u00e3o. Um belo dia eu dei minha aula e, quando estava saindo, me ligaram dizendo que eu precisaria comparecer \u00e0 Metropolitana 1, que fica no centro de Nova Igua\u00e7u e que responde pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o no meu munic\u00edpio. Assim fiquei sabendo que havia uma grava\u00e7\u00e3o de 40 minutos de uma aula minha, que havia uma sindic\u00e2ncia e que a acusa\u00e7\u00e3o era doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. N\u00e3o fui chamada pela coordena\u00e7\u00e3o da escola, extremamente autorit\u00e1ria, fui chamada diretamente pela secretaria. Fiquei muito surpresa, mas continuo achando que, se eu for participar de uma greve, meus alunos t\u00eam o direito de saber os motivos, mesmo porque ensino futuros professores. Eu j\u00e1 poderia estar me aposentando pelos meus anos de trabalho, mas continuo na escola p\u00fablica porque acredito que ela deve mudar, que a gente vai conseguir melhorar a educa\u00e7\u00e3o, quero dar uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade aos meus alunos. A sindic\u00e2ncia foi aberta em novembro de 2015 e at\u00e9 agora n\u00e3o tive qualquer not\u00edcia. Aqui no Rio de Janeiro, a gente tem a fam\u00edlia Bolsonaro a n\u00edvel federal, estadual e municipal. Portanto, nas tr\u00eas esferas temos representantes do Escola Sem Partido. Eu, inclusive, participei da audi\u00eancia p\u00fablica sobre o projeto e fiquei muito assustada com os depoimentos de algumas pessoas. Apareceu at\u00e9 um homem vestido de Hitler. Essa lei \u00e9 um verdadeiro retrocesso.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Gabriela Viola, professora de Col\u00e9gio Estadual em Curitiba (PR):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cEnquanto professora, acredito que o conhecimento tem que ser constru\u00eddo em parceria com os alunos. Cada aluno traz o seu pr\u00f3prio conhecimento, cultura de vida, ent\u00e3o um tema nunca \u00e9 abordado da mesma forma. Eu levo um tema e a partir de um debate ele vira um conhecimento conjunto. E minha rela\u00e7\u00e3o com os estudantes foi constru\u00edda com muito respeito, nunca precisei tirar aluno de sala de aula ou aumentar o tom de voz. E nunca tinha sofrido qualquer tipo de repress\u00e3o antes do ocorrido. O ataque veio por parte de p\u00e1ginas de direita, principalmente por causa do autor escolhido e do ritmo de m\u00fasica, que \u00e9 marginalizado dentro da sociedade. Existem pessoas que pensam que sua cultura \u00e9 superior a outras e \u00e9 um pensamento etnoc\u00eantrico. E em cada ano do ensino m\u00e9dio a sociologia vai focar em um aspecto. O primeiro ano do ensino m\u00e9dio \u00e9 mais voltado \u00e0 sociologia, quando os alunos entram em contato com os pensadores cl\u00e1ssicos como Durkheim, Marx e Weber. O segundo ano \u00e9 um estudo de cultura e o terceiro ano, ci\u00eancia pol\u00edtica. Esse trabalho foi realizado no primeiro ano, e eu j\u00e1 tinha trabalhado outros autores. Hoje em dia, a sala de aula n\u00e3o \u00e9 mais atrativa, \u00e9 um desafio para o professor fazer com que a sala inteira participe da sua aula, que se envolva com o debate, e n\u00e3o apenas copie no caderno. A <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=SguIiB7-0jc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.youtube.com\/watch?v%3DSguIiB7-0jc&amp;source=gmail&amp;ust=1507655438702000&amp;usg=AFQjCNF6U-rWucegJtkg5bNrFyaWAdM_lA\"><u>par\u00f3dia<\/u><\/a> [vers\u00e3o do funk <em>Baile de favela<\/em> com letra falando das teorias de Karl Marx] foi uma forma que eu encontrei de fazer a sala toda participar do conte\u00fado. Eles que escolheram o estilo musical, fizeram a par\u00f3dia. O que eu fiz, que \u00e9 um papel da sociologia, foi pegar algo que estava pronto na sociedade, desconstruir isso e construir algo novo. A gente ressignificou. A\u00ed postei a m\u00fasica no Facebook no domingo \u00e0 noite, e, no dia seguinte, o v\u00eddeo j\u00e1 estava em um monte de p\u00e1ginas, inclusive dizendo que era doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Algumas p\u00e1ginas de direita me amea\u00e7aram. Na segunda-feira \u00e0 noite, o v\u00eddeo j\u00e1 tinha 150 mil visualiza\u00e7\u00f5es. A coordena\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio me chamou e disse que era pra eu ficar em casa enquanto o N\u00facleo Regional de Educa\u00e7\u00e3o resolveria o que fazer com meu caso. N\u00e3o chegaram a se opor oficialmente, mas o fato de me mandarem pra casa fez como que os alunos se mobilizassem no col\u00e9gio e houve duas manifesta\u00e7\u00f5es, de manh\u00e3 e \u00e0 noite, e tamb\u00e9m criaram a hashtag #VoltaGabi. Na mobiliza\u00e7\u00e3o da noite, a patrulha escolar foi chamada, mas apareceram tr\u00eas carros da Rotam. Acho que ningu\u00e9m esperava essa press\u00e3o dos alunos e acho que a repercuss\u00e3o negativa de me mandar pra casa influenciou na decis\u00e3o de me trazer de volta. N\u00f3s, professores, estamos sendo massacrados, apanhamos na rua quando pedimos melhor alimenta\u00e7\u00e3o nas escolas, estamos sofrendo cortes. Ent\u00e3o, esse projeto Escola Sem Partido n\u00e3o quer a qualidade da educa\u00e7\u00e3o. Ele vem de setores fundamentalistas que querem cada vez mais uma sociedade passiva e ignorante. A escola sem partido \u00e9 escola de um partido s\u00f3.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Alice Aparecida e Silva, professora do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Estadual de Londrina (PR):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu sou professora de geografia, atualmente trabalho com ensino m\u00e9dio regular, profissionalizante e fundamental 9\u00ba ano e sou professora h\u00e1 22 anos. Em junho, aconteceu um evento organizado pela equipe multidisciplinar do col\u00e9gio em que n\u00f3s debatemos a quest\u00e3o de g\u00eanero, desde viol\u00eancia contra a mulher, cultura do estupro, orienta\u00e7\u00e3o sexual em toda a sua diversidade, e culminou no Dia Mundial do Orgulho LGBT. N\u00f3s falamos tamb\u00e9m sobre a quest\u00e3o geracional, acessibilidade, idosos e preven\u00e7\u00e3o de drogas, foi um trabalho amplo chamado \u2018Diversidade e Sustentabilidade\u2019. Nosso trabalho foi recortado e denunciado ao Juizado da Inf\u00e2ncia e Juventude por um advogado que tem um blog chamado \u201cEndireita Londrina\u201d, dizendo que est\u00e1vamos estimulando a erotiza\u00e7\u00e3o infantil e trabalhando a ideologia de g\u00eanero \u2013 o que, ali\u00e1s, precisamos discutir porque n\u00e3o existe ideologia de g\u00eanero \u2013 e ensinando pornografia. Tudo porque um dos grupos, que estava trabalhando a quest\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual, levou uma drag queen para fazer uma performance na hora do intervalo. Foi uma s\u00e9rie de atividades, mas o enfoque foi na performance da drag e em um peda\u00e7o de um filme chamado O homossexual n\u00e3o \u00e9 perverso, perverso \u00e9 o ambiente onde ele vive, de 1971. Um professor do pr\u00f3prio col\u00e9gio fez o recorte, ele \u00e9 amigo desse advogado Felipe Barros, que se apresenta como um defensor da fam\u00edlia, da moral, da f\u00e9. A drag fez uma dan\u00e7a e tr\u00eas trocas de roupas, estava com todas as roupas. Isso est\u00e1 sendo chamado de pornografia. Essa atividade aconteceu no turno em que temos s\u00f3 alunos de ensino m\u00e9dio. E, em todo o trabalho que foi feito, foi feita uma arrecada\u00e7\u00e3o de fraldas geri\u00e1tricas; professores e alunos falaram sobre o que pensam sobre drogas, direitos, deveres, diversidade sexual. Foi um semestre nesse trabalho que culminou nessas apresenta\u00e7\u00f5es. N\u00f3s respondemos que n\u00e3o infringimos nenhuma lei, que trabalhamos com o conte\u00fado do MEC e que o foco foi o respeito \u00e0 diversidade \u2013 rompermos com o machismo, homofobia, preconceito contra o idoso, responsabilidade ambiental, respeito ao outro. Fizemos esse trabalho com adolescentes, n\u00e3o havia crian\u00e7as na escola. Eu fui muito amea\u00e7ada na p\u00e1gina do advogado. O processo est\u00e1 correndo e seremos chamados pra nos defender. J\u00e1 abrimos um processo contra o professor e contra o advogado. Esse advogado orienta estudantes a filmar as aulas pra denunciar os professores, como na lei da morda\u00e7a. Nas redes sociais, sofremos muito ataque, assim como na p\u00e1gina dele. Alguns dizendo que n\u00e3o servimos nem pra dar aula para animais. As defesas que foram feitas nas p\u00e1ginas foram exclu\u00eddas. As manifesta\u00e7\u00f5es homof\u00f3bicas, machistas e racistas na escola s\u00e3o recorrentes. Trabalhar esses temas \u00e9 fundamental. N\u00f3s vivemos em uma sociedade bastante preconceituosa e excludente, e a escola \u00e9 o reflexo desse contexto.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: foto de Allan Ferreira\/Ag\u00eancia P\u00fablica.<\/p>\n<p>http:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/<wbr \/>capa-outras-midias\/as-primeiras-<wbr \/>ameacas-da-escola-sem-partido\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16505\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53,60],"tags":[233],"class_list":["post-16505","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura","category-c71-educacao","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4id","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16505\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}