{"id":16562,"date":"2017-10-13T11:25:02","date_gmt":"2017-10-13T14:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16562"},"modified":"2017-10-13T11:25:02","modified_gmt":"2017-10-13T14:25:02","slug":"o-futuro-da-ue-esta-em-jogo-na-catalunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16562","title":{"rendered":"O futuro da UE est\u00e1 em jogo na Catalunha"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.noticiasaominuto.com.br\/stockimages\/1920\/naom_59cd3888669ba.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Pepe Escobar<\/p>\n<p>Um dos aspectos menos destacados da situa\u00e7\u00e3o na Catalunha diz respeito ao comportamento da UE, inteiramente alinhada com Rajoy e aprovando a repress\u00e3o policial que este desencadeou. Seria f\u00e1cil imaginar a reac\u00e7\u00e3o da UE se o drama na Catalunha estivesse a acontecer em terras eurasi\u00e1ticas distantes e \u201cb\u00e1rbaras\u201d. O pac\u00edfico referendo na Crimeia foi condenado como \u201cilegal\u201d e ditatorial, ao passo que um ataque violento contra a liberdade de express\u00e3o de milh\u00f5es de pessoas vivendo na UE \u00e9 tolerado.<\/p>\n<p><strong>O fascista Franco pode estar morto h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas, mas a Espanha ainda se encontra atravancada com o seu cad\u00e1ver ditatorial.<\/strong><br \/>\nFoi cunhado um novo paradigma no pr\u00f3prio interior da arrogante Uni\u00e3o Europeia, autoproclamada e condescendente distribuidora dom\u00e9stica de direitos humanos para as regi\u00f5es inferiores do planeta:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cEm nome da democracia, abstenham-se de votar.\u201d <\/em><\/strong><br \/>\nChamemos-lhe democracia estilo nano-Franco.<\/p>\n<p><strong>Nano-Franco \u00e9 o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, cujas her\u00f3icas tropas de choque foram enviadas por motivo de um s\u00e9rio alerta nacional de terrorismo, para esmagar com bast\u00f5es e balas de borracha n\u00e3o jihadistas, mas\u2026 votantes.<\/strong><\/p>\n<p>Pelo menos seis escolas foram terreno daquilo a que acertadamente se denominou como a Batalha de Barcelona.<\/p>\n<p>Extremistas de direita at\u00e9 fizeram uma manifesta\u00e7\u00e3o dentro de Barcelona, mas isto n\u00e3o foi mostrado na TV espanhola, pois contradizia a narrativa oficial de Madrid.<\/p>\n<p>Conforme revela o La Vanguardia, o governo catal\u00e3o venceu os fascistas com dois c\u00f3digos muito simples. <strong>\u201cTrouxe o Tupperware. Onde nos encontramos?\u201d era o c\u00f3digo de telem\u00f3vel pr\u00e9-pago para as pessoas recolherem e protegerem as urnas de vota\u00e7\u00e3o. <\/strong>\u201cSou o viajante de papel\u201d era o c\u00f3digo para proteger os boletins de voto. Julian Assange\/WikiLeaks tinha avisado sobre a primeira guerra mundial da Internet desencadeada por Madrid para esmagar o sistema de vota\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica. O contra-ataque foi literalmente de papel. A Ag\u00eancia Nacional de Seguran\u00e7a dos Estados Unidos deve ter aprendido qualquer coisa.<\/p>\n<p><strong>Tivemos assim um tecno-poder combinado com uma cobarde t\u00e1ctica repressiva franquista contra o poder popular, como foi o caso dos pais que organizaram ocupa\u00e7\u00f5es nas escolas para garantirem que elas estavam a funcionar no dia do referendo. <\/strong>De acordo com os resultados preliminares, cerca de 90% dos 2,26 milh\u00f5es de catal\u00e3es que foram \u00e0s urnas votaram a favor da independ\u00eancia de Espanha. A Catalunha tem 5,3 milh\u00f5es de eleitores registados.<\/p>\n<p>Aproximadamente 770 mil votos foram perdidos devido aos raides da pol\u00edcia espanhola. A participa\u00e7\u00e3o de cerca de 42% pode n\u00e3o ser elevada, mas n\u00e3o \u00e9 de certeza baixa. \u00c0 medida que o dia corria, havia um sentimento crescente em toda a Catalunha e envolvendo todas as classes sociais de que j\u00e1 n\u00e3o se tratava de independ\u00eancia, mas sim do combate contra uma nova forma de fascismo. <strong>O que \u00e9 certo \u00e9 que vem a\u00ed a Tempestade Perfeita.<\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o passar\u00e3o<\/strong><br \/>\nA \u201cdeclara\u00e7\u00e3o institucional\u201d de avassaladora mediocridade por parte do nano-Franco Rajoy logo a seguir \u00e0 vota\u00e7\u00e3o n\u00e3o se podia acreditar. O destaque foi uma med\u00edocre refer\u00eancia a Magritte: \u201cCeci n\u2019est pas un referendum. <strong><em>\u201d Este referendo nunca aconteceu. E nunca podia acontecer porque \u201ca Espanha \u00e9 uma democracia amadurecida e avan\u00e7ada, fraternal e tolerante\u201d. <\/em><\/strong>Os acontecimentos desse dia mostraram que era mentira.<\/p>\n<p>Rajoy disse que \u201ca grande maioria do povo catal\u00e3o n\u00e3o queria participar no roteiro secessionista.\u201d Outra mentira. Ainda antes do \u201cn\u00e3o-existente\u201d referendo, entre 70% e 80% dos catal\u00e3es disseram que queriam votar, sim ou n\u00e3o, depois de um debate informativo sobre o seu futuro.<\/p>\n<p>Rajoy exaltou de modo crucial o \u201cincondicional apoio da UE e da comunidade internacional\u201d. Claro: as \u201celites\u201d n\u00e3o eleitas em Bruxelas e as principais capitais europeias est\u00e3o absolutamente aterrorizadas que cidad\u00e3os da UE se exprimam.<\/p>\n<p><strong>Contudo, a principal mentira nano-franquista foi a de que \u201da democracia prevaleceu porque a Constitui\u00e7\u00e3o foi respeitada\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Rajoy levou semanas a defender a repress\u00e3o do referendo, invocando \u201ccomo nosso o imp\u00e9rio da lei\u201d. A \u201csua\u201d lei, de facto. O \u00e2mago da quest\u00e3o s\u00e3o os artigos 116 e 155 de uma constitui\u00e7\u00e3o espanhola retr\u00f3grada, a primeira a descrever de que forma os estados de alarme, de excep\u00e7\u00e3o e de s\u00edtio funcionam em Espanha, sendo o ultimo aplicado \u201cde modo a obrigar a [comunidade aut\u00f3noma] a cumprir for\u00e7osamente\u2026 obriga\u00e7\u00f5es, para a protec\u00e7\u00e3o de\u2026 interesses gerais.\u201d<br \/>\nBom, essas \u201cobriga\u00e7\u00f5es\u201d e esses \u201cinteresses gerais\u201d s\u00e3o definidos por (quem mais?) Madrid e apenas Madrid. O Tribunal Constitucional de Espanha \u00e9 uma farsa \u2013 n\u00e3o podia desprezar mais o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de poderes. O tribunal re\u00fane um grupo de mafioso\/ot\u00e1rios legalistas ao servi\u00e7o dos dois partidos da situa\u00e7\u00e3o, os chamados \u201csocialistas\u201d do PSOE (Partido Socialista Oper\u00e1rio Espanhol) e o partido da direita medieval Partido Popular de Rajoy (PP).<\/p>\n<p><strong>Poucos fora de Espanha recordar\u00e3o o falhado golpe de 23 de Fevereiro de 1981, quando houve uma tentativa de fazer regressar a Espanha \u00e0 longa noite de trevas franquista. Bem, eu estava em Barcelona quando isso aconteceu e fez-me lembrar nitidamente os golpes militares sul-americanos dos anos 60 e 70. Desde o golpe, o que passa por \u201cjusti\u00e7a\u201d em Espanha nunca deixou de ser uma simples lacaia destes dois partidos pol\u00edticos.<\/strong><\/p>\n<p>Agora, o Tribunal Constitucional suspendeu a lei do referendo catal\u00e3o, argumentando que viola a medieval constitui\u00e7\u00e3o espanhola. Para a maioria das pessoas na Catalunha, este desgra\u00e7ado conluio \u00e9 transparente. Aquilo que Madrid est\u00e1 a fazer representa igualmente um golpe \u2013 contra o governo da Catalunha e, evidentemente, contra a democracia. Por isso, n\u00e3o \u00e9 de admirar que o mantra da imortal Guerra Civil regresse \u00e0s ruas da Catalunha: \u201cNo pasar\u00e1n!\u201d N\u00e3o passar\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Bruxelas \u00e9 demof\u00f3bica<\/strong><br \/>\n<strong>Rajoy, rufia, med\u00edocre e corrupto (essa \u00e9 uma outra longa hist\u00f3ria), mentiu ainda mais quando disse que mant\u00e9m a \u201cporta aberta ao di\u00e1logo\u201d <\/strong>. Nunca quis qualquer di\u00e1logo com a Catalunha, recusando sempre um referendo seja de que forma fosse ou a transfer\u00eancia de quaisquer poderes para o governo regional da Catalunha. O presidente regional da Catalunha Carles Puigdemont, insiste que tinha de convocar o referendo porque foi o que os partidos separatistas prometeram quando venceram as elei\u00e7\u00f5es regionais h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>E, claro, <strong>ningu\u00e9m \u00e9 inocente neste jogo de poder puro e duro<\/strong>. O PDeCaT (Partido Democr\u00e1tico da Catalunha), a principal for\u00e7a por tr\u00e1s do referendo, tamb\u00e9m se atolou na corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A Catalunha sozinha tem tanto poder econ\u00f3mico como a Dinamarca; <\/strong>7 milh\u00f5es e meio de habitantes, cerca de 16% da popula\u00e7\u00e3o de Espanha, mas respons\u00e1vel por 20% do PIB, atraindo um ter\u00e7o do investimento estrangeiro e produzindo um ter\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es. Num pa\u00eds em que o desemprego est\u00e1 nuns horr\u00edveis 30%, perder a Catalunha seria o desastre final.<\/p>\n<p>Madrid subscreve com efeito duas prioridades apenas: obedecer fielmente \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de austeridade da UE e esmagar por todos os meios qualquer movimento regional pela autonomia.<\/p>\n<p>O historiador catal\u00e3o Josep Fontana identificou o n\u00f3 da quest\u00e3o numa entrevista abrangente e esclarecedora: \u201cAquilo que para mim \u00e9 escandaloso \u00e9 o PP estar a ati\u00e7ar a opini\u00e3o p\u00fablica dizendo que apoiar o referendo significava a secess\u00e3o da Catalunha logo a seguir, quando ele sabe que a secess\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. \u00c9 imposs\u00edvel porque significaria que a Generalitat teria que pedir ao governo de Madrid para fazer o favor de retirar da Catalunha o ex\u00e9rcito, a Guardia Civil e a Pol\u00edcia Nacional, e renunciar docilmente a um territ\u00f3rio que proporciona 20% do PIB\u2026 por isso, porque est\u00e3o a usar esta desculpa para agitar um clima reminiscente de uma guerra civil?\u201d<\/p>\n<p><strong><em>Para al\u00e9m do espectro da guerra civil, o Grande Cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais incendi\u00e1rio.<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>O Partido Nacional Escoc\u00eas \u00e9 uma esp\u00e9cie de primo direito dos separatistas catal\u00e3es na sua rejei\u00e7\u00e3o de uma autoridade central que consideram ileg\u00edtima, com toda a litania negativa associada. Os membros do PNE queixam-se de serem for\u00e7ados a lidar com l\u00ednguas diferentes, imposi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas vindas de cima, impostos injustos e aquilo que \u00e9 sentido como uma absoluta explora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica. Este fen\u00f3meno nada tem a ver com a ascens\u00e3o do nacionalismo, populismo e xenofobia de extrema-direita em toda a Uni\u00e3o Europeia, conforme Madrid insiste.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, temos o sil\u00eancio dos lobos. Seria f\u00e1cil imaginar a reac\u00e7\u00e3o da UE se o drama na Catalunha estivesse a acontecer em terras eurasi\u00e1ticas distantes e \u201cb\u00e1rbaras\u201d. O pac\u00edfico referendo na Crimeia foi condenado como \u201cilegal\u201d e ditatorial, ao passo que um ataque violento contra a liberdade de express\u00e3o de milh\u00f5es de pessoas vivendo na UE \u00e9 tolerado.<\/p>\n<p><strong>A demofobia das elites de Bruxelas n\u00e3o conhece limites. O registo hist\u00f3rico mostra que os cidad\u00e3os da UE n\u00e3o est\u00e3o autorizados a exprimir-se livremente, especialmente atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas democr\u00e1ticas, em quest\u00f5es relacionadas com a autodetermina\u00e7\u00e3o<\/strong>. Seja qual for a mudan\u00e7a de corrente que a\u00ed vier, o sil\u00eancio da UE denuncia o facto de Bruxelas estar a puxar os cordelinhos por tr\u00e1s de Madrid. Ao fim e ao cabo, o projecto da Admir\u00e1vel Europa Nova implica a destrui\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es europeias em proveito de uma eurocracia centralizada de Bruxelas.<\/p>\n<p>Os referendos s\u00e3o animais indom\u00e1veis. O Kosovo foi um subproduto do bombardeamento\/amputa\u00e7\u00e3o da S\u00e9rvia pela NATO para ser democracia, um mini-estado de narco-gangsters \u00fatil para acolher Camp Bondsteel, a maior base do Pent\u00e1gono fora dos EUA.<\/p>\n<p>A Crimeia fez parte de uma ac\u00e7\u00e3o de reunifica\u00e7\u00e3o leg\u00edtima com o objectivo de corrigir a idiotice de Nikita Khruschev ao separ\u00e1-la da R\u00fassia. Londres n\u00e3o enviou capangas para impedir o referendo na Esc\u00f3cia e est\u00e1 em curso uma negocia\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 regras pr\u00e9-estabelecidas. Os neoconservadores clamaram em v\u00e3o quando a Crimeia e a R\u00fassia se reunificaram, depois de terem vertido l\u00e1grimas de alegria quando o Kosovo foi sacado \u00e0 S\u00e9rvia.<\/p>\n<p><strong>Quanto a Madrid, dever\u00edamos aprender uma li\u00e7\u00e3o com a Irlanda de 1916. No in\u00edcio, a maioria da popula\u00e7\u00e3o estava contra a rebeli\u00e3o. Mas a brutal repress\u00e3o brit\u00e2nica levou \u00e0 guerra da independ\u00eancia. E o resto \u00e9 da Hist\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s este hist\u00f3rico e (relativamente) sangrento domingo, haver\u00e1 cada vez mais catal\u00e3es a perguntar: se a Eslov\u00e9nia e a Cro\u00e1cia, a Rep\u00fablica Checa e a Eslov\u00e1quia, as min\u00fasculas rep\u00fablicas do B\u00e1ltico, para n\u00e3o mencionar os ainda mais pequenos Luxemburgo, Chipre e Malta, podem ser membros da Uni\u00e3o Europeia, porque n\u00e3o n\u00f3s? E pode vir a\u00ed uma debandada: a Flandres e a Val\u00f3nia, o Pa\u00eds Basco e a Galiza, Gales e a Irlanda do Norte.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de toda a UE, o sonho centralizador eurocrata desfaz-se. A Catalunha pode estar a apontar para um mundo novo n\u00e3o t\u00e3o admir\u00e1vel, mas mais realista.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Jorge Vasconcelos<\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/o-futuro-da-ue-esta-em\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16562\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[97],"tags":[233],"class_list":["post-16562","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c110-espanha","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4j8","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16562"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16562\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}