{"id":16572,"date":"2017-10-13T12:01:44","date_gmt":"2017-10-13T15:01:44","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16572"},"modified":"2017-10-13T12:01:44","modified_gmt":"2017-10-13T15:01:44","slug":"a-face-oculta-da-crise-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16572","title":{"rendered":"A face oculta da crise brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/gz.diarioliberdade.org\/media\/k2\/items\/cache\/e06650f18f2062eab690c3739333bfd4_L.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Ivonaldo Leite*<\/p>\n<p>A longa crise pol\u00edtica brasileira tem proporcionado oportunidades para se analisar e tirar ila\u00e7\u00f5es dos mais diversos aspectos pol\u00edticos, econ\u00f4micos e sociais. Do car\u00e1ter olig\u00e1rquico do capitalismo brasileiro aos equ\u00edvocos do PT, do atraso mental do establishment nacional \u00e0s asneiras repisadas com ar de sapi\u00eancia por parvos, da indig\u00eancia te\u00f3rica de determinados \u201cintelectuais\u201d \u00e0 falta de projetos da esquerda, da manipula\u00e7\u00e3o da grande imprensa \u00e0 politiza\u00e7\u00e3o do judici\u00e1rio, de tolices \u00e0 ascens\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es fascistas, da pequena e da grande corrup\u00e7\u00e3o \u00e0 desfa\u00e7atez dos corruptos. De tudo vai-se tendo um pouco.<\/p>\n<p>H\u00e1, contudo, um aspecto que tem passado sem receber o enfoque necess\u00e1rio. Trata-se da rela\u00e7\u00e3o entre o mercado e a corrup\u00e7\u00e3o. Possivelmente o devido entendimento desse facto demande um estudo mais sistematizado, mas, quanto a mim, cabe uma hip\u00f3tese explicativa: a massiva exposi\u00e7\u00e3o dos casos de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo as esferas e os atores do Estado tem criado um sentimento, em forma de senso comum, que tende a ver as ilicitudes, exclusivamente, como sendo apan\u00e1gio de agentes pol\u00edticos e da administra\u00e7\u00e3o estatal, bem como dos partidos. Tudo se passa como se a corrup\u00e7\u00e3o (ativa e passiva) fosse uma \u201cautoestrada de m\u00e3o \u00fanica\u201d, na qual n\u00e3o se encontrariam corruptores e corruptos. Da\u00ed forma-se uma percep\u00e7\u00e3o cotidiana (ou caso se queira, uma \u201crepresenta\u00e7\u00e3o social\u201d ou \u201cimagin\u00e1rio) predisposta, por exemplo, a individualizar a responsabilidade pelos casos de corrup\u00e7\u00e3o e os situar apenas na esfera da pol\u00edtica, do Estado estrito[1], ignorando a simbiose com o mercado.<\/p>\n<p>Tenha-se em conta, a esse respeito, a empresa Odebrecht. Maior construtora da Am\u00e9rica Latina e uma das 25 maiores do mundo, a Odebrecht tem um longo hist\u00f3rico de envolvimento com pr\u00e1ticas de corrup\u00e7\u00e3o (no Brasil e no estrangeiro), a tal ponto de ter institucionalizado um departamento apenas para esse fim, o chamado \u201cDepartamento de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas\u201d. Como j\u00e1 escreveu o jornalista Mario S\u00e9rgio Conti, a empresa familiar, a Casa Odebrecht, corrompeu a ditadura civil-militar, a Nova Rep\u00fablica, o Brasil Novo do presidente Collor, espalhou as garras da ilicitude pelos governos FHC e cercou os do PT de delitos, fazendo, por fim, o pa\u00eds saber dos milh\u00f5es e milh\u00f5es de reais destinados a Michel Temer e o seu PMDB. Mas, eis a quest\u00e3o: no dia a dia, a corrup\u00e7\u00e3o leva as pessoas a odiarem o pol\u00edtico \u2018a\u2019 ou \u2018b\u2019, mas nunca, por exemplo, o sr. Em\u00edlio Odebrecht, o patriarca que recebeu do seu pai (Norberto) a gest\u00e3o da Casa e a tem repassado para o seu filho (Marcelo).<\/p>\n<p>E tenha-se em considera\u00e7\u00e3o que, da Casa Odebrecht, s\u00e3o emitidas mensagens de alta afronta ao povo. \u00c9 conhecida, nesse sentido, a rea\u00e7\u00e3o da sra. nora do patriarca ao saber, pelo marido, que receberia a visita de um representante dos trabalhadores em sua casa e teria de sentar \u00e0 mesa com ele: \u201cse sujar minha toalha de linho, vou pirar. Sauda\u00e7\u00f5es sindicais? N\u00e3o mere\u00e7o&#8221;. Mesmo assim, nas manifesta\u00e7\u00f5es de insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se observa nenhuma demonstra\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que consubstancie revolta contra os malfeitos da Casa Odebrecht, como a utiliza\u00e7\u00e3o de bonecos representando algum dos seus membros. Antes pelo contr\u00e1rio. Mesmo agora que at\u00e9 o Departamento de Justi\u00e7a estadunidense afirma que a referida Casa perpetrou o \u201cmaior caso de suborno da hist\u00f3ria\u201d, ela continua a ser adulada por seus pares e consegue ainda despertar admira\u00e7\u00e3o por sua \u201ctrajet\u00f3ria de \u00eaxito nos neg\u00f3cios\u201d.<\/p>\n<p>Mutatis mutandis, trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o que nos faz lembrar a dial\u00e9tica do senhor e do escravo, real\u00e7ada por Hegel. O senhor aparece como a vida e o escravo como um ser para o outro, sendo comparado a uma coisa. O senhor \u00e9 visto como para-si, enquanto o escravo \u00e9 a ponte entre o senhor e o objeto de seu querer, sendo o escravo uma coisa de seu senhor. \u201c[&#8230;] O que o escravo faz \u00e9 justamente o agir do senhor, para o qual somente \u00e9 o ser-para-si, a ess\u00eancia: ele \u00e9 a pura pot\u00eancia negativa para a qual a coisa \u00e9 nada, e \u00e9 tamb\u00e9m o puro agir essencial nessa rela\u00e7\u00e3o\u201d[2].<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o do escravo, n\u00e3o h\u00e1 ess\u00eancia, pois se trata de pura nega\u00e7\u00e3o, visto que o senhor ignora seu escravo; \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o unilateral, visto que \u00e9 s\u00f3 o escravo quem reconhece o seu senhor. Este \u00e9 consci\u00eancia-de-si independente, tendo-se, por outro lado, o escravo como consci\u00eancia reprimida para dentro de si.<\/p>\n<p>Se, nas percep\u00e7\u00f5es cotidianas da popula\u00e7\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o de grandes empres\u00e1rios n\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o e n\u00e3o causa indigna\u00e7\u00e3o, de outra parte, a cumplicidade das entidades do patronato em rela\u00e7\u00e3o aos il\u00edcitos dos seus afiliados salta aos olhos. Logo elas que s\u00e3o sempre t\u00e3o atentas em apontar o dedo aos malfeitos na esfera estatal. No caso dos crimes da JBS, a empresa brasileira que \u00e9 a maior processadora de carnes do mundo, assim como no tocante \u00e0 Odebrecht, o sil\u00eancio das organiza\u00e7\u00f5es empresariais expressa coniv\u00eancia.<\/p>\n<p>A outra face da corrup\u00e7\u00e3o do mercado manifesta-se no modo como as chamadas \u201cfor\u00e7as vivas\u201d desse \u201cente\u201d se comportam no tocante ao mar de lama no qual navega a organiza\u00e7\u00e3o criminosa, conforme a Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, que aportou no governo brasileiro sob o comando de Michel Temer. Encontros na calada da noite em pal\u00e1cio com o pr\u00f3prio presidente, para pactuar delitos; malas de dinheiro em corridas pela rua e amontoadas em apartamentos; compra de apoio pol\u00edtico no parlamento; concess\u00e3o de foro privilegiado para evitar que aliados sejam presos, etc., constituem uma pequena amostra da marcha bandoleira que tomou conta da Rep\u00fablica no Brasil.<\/p>\n<p>Por outro lado, a trapa\u00e7a governativa, fraudulentamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do voto, adota a agenda pol\u00edtico-administrativa pretendida pelas for\u00e7as do mercado, agenda que, no entanto, se fosse submetida a escrut\u00ednio eleitoral, \u00e9 quase certo que n\u00e3o seria aprovada. Mas, quando se sequestra a democracia, governa-se sem que as decis\u00f5es emanem da vontade dos representados e de sua autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante de tal estelionato, o mercado, de modo geral, fecha os olhos \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, abonando-a, em nome da ado\u00e7\u00e3o da sua agenda pol\u00edtico-administrativa. No final das contas, \u00e9 de neg\u00f3cios que se trata. Nada mais da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (FIESP) estimular manifesta\u00e7\u00f5es e tomar parte nelas, como fez no processo de impeachment de Dilma Rousseff, em nome de uma moralidade sem moral. \u00c9 sintom\u00e1tico tamb\u00e9m, a esse respeito, que os \u201cmercados\u201d fiquem euf\u00f3ricos, com a bolsa subindo, todas as vezes que o governo Michel Temer, acossado pelas trapa\u00e7as, consegue driblar a \u00e9tica republicana, basicamente com \u201capoio negociado\u201d no parlamento, e respira mais algum ar de sobrevida. N\u00e3o se pergunte por onde andam as ag\u00eancias internacionais de classifica\u00e7\u00e3o de risco que, entre 2015 e 2016, promoveram um aut\u00eantico terror pol\u00edtico-econ\u00f4mico no Brasil com a emiss\u00e3o dos tais ratings prenunciando o apocalipse no pa\u00eds. Sabe-se agora, aqui e acol\u00e1, que os \u201cg\u00eanios dessas l\u00e2mpadas\u201d atuaram articulados naquela altura, e que, no presente, confabulam com o ministro da Fazenda, homem de confian\u00e7a da alta finan\u00e7a, com este solicitando que eles se mantenham em sil\u00eancio (as evid\u00eancias indicam que o ministro tem sido atendido).<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio envolvendo corrup\u00e7\u00e3o e mercado, os chamados departamentos de compliance das empresas parecem ter mais um papel fict\u00edcio e de pe\u00e7a de marketing do \u201cpoliticamente correto\u201d, com o discurso \u00e9tico-moral em torno da gest\u00e3o cumprindo mais a fun\u00e7\u00e3o de distinguir positivamente determinada empresa na esfera da concorr\u00eancia (o mesmo vale para a \u201cmoeda\u201d do discurso ambiental), sendo utilizado, portanto, como, digamos, uma esp\u00e9cie de \u201cbem posicional\u201d.<\/p>\n<p>O imbr\u00f3glio crise, corrup\u00e7\u00e3o e mercado no Brasil, de alguma forma, serve como ilustrativo emp\u00edrico para evidenciar como \u00e9 ilus\u00f3ria a tese que, no \u00e2mbito da hist\u00f3ria econ\u00f4mica, ficou conhecida como \u201cconcorr\u00eancia perfeita\u201d. Em r\u00e1pidas palavras, at\u00e9 porque para as mentes versadas nos jogos do esp\u00edrito as considera\u00e7\u00f5es podem ser percebidas cum grano salis, a tese da concorr\u00eancia perfeita significa que \u00e9 criada uma situa\u00e7\u00e3o em que nenhum dos agentes que se encontra no mercado (consumidor, empresa) tem, isoladamente, poder suficiente para influenciar no pre\u00e7o das mercadorias. Dessa forma, seriam as empresas produtoras, em conjunto com os consumidores, que determinariam, no ambiente do mercado, a quantidade de produto a ser disponibilizada e o pre\u00e7o a ser seguido por todas as empresas do setor econ\u00f4mico em causa, dando origem, assim, a um fluxo natural de oferta e demanda em meio \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre os agentes part\u00edcipes da rela\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n<p>Da\u00ed, decorreria que n\u00e3o haveria qualquer incentivo para levar a cabo pre\u00e7os diferentes dos praticados no mercado em dado momento, vislumbrando-se que, numa estrutura como essa (de \u201cconcorr\u00eancia perfeita\u201d), haveria uma generaliza\u00e7\u00e3o ideal de bem-estar, na medida em que se proporcionaria, equitativamente, benef\u00edcios a todos os agentes envolvidos nas atividades do mercado.<\/p>\n<p>Parece evidente que, nas condi\u00e7\u00f5es da economia contempor\u00e2nea (de centraliza\u00e7\u00e3o, monop\u00f3lios e forma\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is), a tese da \u201cconcorr\u00eancia perfeita\u201d soa bastante fantasiosa. No contexto brasileiro atual, com as \u00e1guas do mar de corrup\u00e7\u00e3o tomando conta tanto do mercado como do Estado, \u00e9 que essa suposta perfei\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia afigura-se como \u201cbastante imagin\u00e1ria\u201d mesmo.<\/p>\n<p>Considerando que a corrup\u00e7\u00e3o do mercado tem sido uma esp\u00e9cie de sujeito oculto da crise brasileira, enquanto a esfera pol\u00edtica \u00e9 execrada diariamente (nela, at\u00e9 mesmo porta-vozes do pr\u00f3prio mercado o s\u00e3o, mas n\u00e3o ele), talvez se cosiga entender o porqu\u00ea de, nas percep\u00e7\u00f5es cotidianas da popula\u00e7\u00e3o, na sua revolta, ela n\u00e3o perceber as ra\u00edzes da corrup\u00e7\u00e3o para al\u00e9m do Estado e dos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Assim, segue, por fim, voltando uma vez mais a Hegel, a dial\u00e9tica do senhor e do escravo. Ali\u00e1s, em seu reverso, ela tamb\u00e9m parece refletir, em sentido tr\u00e1gico, a calamidade da crise brasileira e a falta de alternativas, na medida em que configura uma subjetividade dependente e indeclin\u00e1vel. Dependente, pois somente se firma e ganha exist\u00eancia na rela\u00e7\u00e3o com outrem; indeclin\u00e1vel, visto que a identidade n\u00e3o se dissolve na objetividade do mundo do outrem. Uma situa\u00e7\u00e3o sem sa\u00edda aparente, posto que os problemas colocados pela realidade n\u00e3o s\u00e3o equacionados sem que, \u00e0 luz do conhecimento, se tenha em conta a concreticidade de suas bases e se alcance as suas ra\u00edzes origin\u00e1rias.<\/p>\n<p>*Soci\u00f3logo &#8211; Universidade Federal da Para\u00edba.<\/p>\n<p>1. Embora n\u00e3o a tenha presente de forma tout court, n\u00e3o ignoro a diferencia\u00e7\u00e3o feita por Jo\u00e3o Bernardo expressa mediante as categorias Estado Restrito e Estado Ampliado, para assinalar, com a tese do Estado Amplo, que, contemporaneamente, o Estado n\u00e3o se restringe \u00e0 sua configura\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica consubstanciada pelo Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio, mas incorpora tamb\u00e9m as empresas e o seu modus operandi de reprodu\u00e7\u00e3o ampliada (e diferente do que se possa supor, esta perspectiva n\u00e3o coincide com a ideia de amplia\u00e7\u00e3o do Estado em Gramsci). Ver, por exemplo: BERNARDO, Jo\u00e3o. Estado: a silenciosa multiplica\u00e7\u00e3o de poder. S\u00e3o Paulo: Escrituras, 1998; DOIN, Jos\u00e9 E. de Mello. Estado Amplo e Economia dos Conflitos Sociais: uma discuss\u00e3o acerca do roteiro te\u00f3rico de Jo\u00e3o Bernardo, in: BLAJ, Ilana e MONTEIRO, John M. Hist\u00f3ria &amp; Utopias: Textos apresentados no XVII Simp\u00f3sio Nacional de Hist\u00f3ria. S\u00e3o Paulo: ANPUH, 1996.<\/p>\n<p>2. Cf. HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Esp\u00edrito. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo Meneses com colabora\u00e7\u00e3o de Karl-Heinz Efken. 2. ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 1992, p. 131.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: foto de Jeso Carneiro (CC BY-NC 2.0)<\/p>\n<p>https:\/\/gz.diarioliberdade.org\/artigos-em-destaque\/item\/191071-a-face-oculta-da-crise-brasileira.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16572\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[225],"class_list":["post-16572","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4ji","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16572\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}