{"id":16608,"date":"2017-10-16T16:27:32","date_gmt":"2017-10-16T19:27:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16608"},"modified":"2017-10-16T16:27:32","modified_gmt":"2017-10-16T19:27:32","slug":"justica-do-trabalho-avalia-nao-aplicar-novas-regras-da-reforma-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16608","title":{"rendered":"Justi\u00e7a do Trabalho avalia n\u00e3o aplicar novas regras da reforma trabalhista"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/2017\/10\/13_10_reforma_trabalhista_carteira_de_trabalho_foto_senado_federal.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->A Justi\u00e7a do Trabalho avalia n\u00e3o aplicar parte das novas regras da reforma trabalhista por considerar que elas violam direitos previstos na Constitui\u00e7\u00e3o ou em conven\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 de Ta\u00eds Hirata, publicada por Folha de S. Paulo, 13-10-2017.<\/p>\n<p>O novo texto, que passar\u00e1 a valer no m\u00eas que vem, foi discutido detalhadamente por magistrados, procuradores e advogados, que se reuniram na segunda (9) e na ter\u00e7a-feira (10) em congresso da Anamatra (associa\u00e7\u00e3o dos magistrados do trabalho).<\/p>\n<p>&#8220;Comenta-se que os ju\u00edzes n\u00e3o querem aplicar a lei, mas nosso papel \u00e9 interpretar o texto, o que n\u00e3o pode ser feito de modo literal&#8221;, afirma o presidente da associa\u00e7\u00e3o, Guilherme Feliciano.<br \/>\nOs posicionamentos definidos no evento n\u00e3o v\u00e3o valer como regra geral, mas como princ\u00edpios norteadores. A tend\u00eancia, por\u00e9m, \u00e9 que cada juiz fa\u00e7a a sua leitura.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o foi interpretada por advogados trabalhistas como uma pr\u00e9via das dificuldades que v\u00e3o acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o da nova legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O posicionamento dos magistrados j\u00e1 era esperado, segundo C\u00e1ssia Pizzoti, s\u00f3cia da \u00e1rea trabalhista no Demarest. &#8220;Antes mesmo de a reforma sair, a Anamatra j\u00e1 se posicionava contra&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>A jurisprud\u00eancia em torno da reforma, por\u00e9m, pode demorar por causa da resist\u00eancia de integrantes da Justi\u00e7a trabalhista, afirma.<\/p>\n<p>O processo j\u00e1 \u00e9 lento, diz Jos\u00e9 Carlos Wahle, coordenador da \u00e1rea trabalhista do escrit\u00f3rio Veirano. &#8220;A tramita\u00e7\u00e3o pode levar de dois a tr\u00eas anos nos tribunais regionais; de quatro a cinco anos nos tribunais superiores; e ainda mais tempo se for ao STF.&#8221;<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o, por\u00e9m, pode ter o efeito positivo de orientar os magistrados pelo pa\u00eds e tentar evitar interpreta\u00e7\u00f5es divergentes, afirma Wahle.<\/p>\n<p>A preval\u00eancia dos acordos coletivos sobre a legisla\u00e7\u00e3o, um dos maiores pleitos das empresas durante a discuss\u00e3o da reforma, foi questionada pelos magistrados.<\/p>\n<p>O novo texto j\u00e1 trazia restri\u00e7\u00f5es &#8211; direitos como sal\u00e1rio e f\u00e9rias n\u00e3o poder\u00e3o ser discutidos nos acordos. Os ju\u00edzes, por\u00e9m, consideram que h\u00e1 mais itens inconstitucionais.<\/p>\n<p>Inclu\u00edram pontos como organiza\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, avalia\u00e7\u00e3o do grau de salubridade e remunera\u00e7\u00e3o por produtividade.<\/p>\n<p>A terceiriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi criticada. Acordou-se que funcion\u00e1rios diretos e terceirizados deveriam ter os mesmos sal\u00e1rios e benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Pela nova lei, a igualdade de remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 opcional, o que violaria princ\u00edpios de isonomia previstos pela OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), diz Feliciano.<\/p>\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, isso pode barrar a terceiriza\u00e7\u00e3o da atividade-fim. A ideia \u00e9 colocar terceirizados com sal\u00e1rio menor na mesma fun\u00e7\u00e3o de empregados diretos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O mesmo princ\u00edpio da isonomia foi usado no caso de trabalhadores intermitentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do risco de discrimina\u00e7\u00e3o, discutiu-se a possibilidade de as empresas transformarem todos os trabalhadores em intermitentes.<\/p>\n<p>Foi acordado que a contrata\u00e7\u00e3o s\u00f3 valeria para atividades intermitentes, como <em>buffets<\/em> de fins de semana. Neg\u00f3cios que operam diariamente, como restaurantes, foram exclu\u00eddos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Reforma questionada<\/strong><br \/>\nA Justi\u00e7a do Trabalho pode n\u00e3o aplicar novas regras.<br \/>\n<strong>Preval\u00eancia do acordado sobre legislado<\/strong><br \/>\n<strong>O que diz a nova lei<\/strong><br \/>\nA reforma prev\u00ea que o negociado entre sindicato e empresa prevalece sobre a CLT em pontos como remunera\u00e7\u00e3o por produtividade. Regras como sal\u00e1rio m\u00ednimo e licen\u00e7a maternidade n\u00e3o podem ser negociadas.<br \/>\n<strong>Vis\u00e3o dos magistrados<\/strong><br \/>\nAlguns pontos previstos na lei seriam inconstitucionais, como a organiza\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, remunera\u00e7\u00e3o por produtividade e enquadramento do grau de insalubridade.<br \/>\n<strong>Equipara\u00e7\u00e3o entre terceirizados e empregados diretos<\/strong><br \/>\n<strong>O que diz a nova lei<\/strong><br \/>\nA reforma n\u00e3o obriga que o terceirizado receba os mesmos sal\u00e1rios e benef\u00edcios dos empregados diretos, apenas define que as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, de alimenta\u00e7\u00e3o e atendimento m\u00e9dico sejam iguais.<br \/>\n<strong>Vis\u00e3o dos magistrados<\/strong><br \/>\nTerceirizados t\u00eam direito ao mesmo sal\u00e1rio e benef\u00edcios dos empregados diretos.<br \/>\n<strong>Trabalho intermitente<\/strong><br \/>\n<strong>O que diz a nova lei<\/strong><br \/>\nPrev\u00ea presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os por horas, dias ou meses, sem continuidade.<br \/>\n<strong>Vis\u00e3o dos magistrados<\/strong><br \/>\nS\u00f3 seria permitida em atividades intermitentes &#8211; o que, na interpreta\u00e7\u00e3o deles, exclui varejo, restaurantes, ind\u00fastria.<br \/>\n<strong>Pagamento de honor\u00e1rios<\/strong><br \/>\n<strong>O que diz a nova lei<\/strong><br \/>\nCaso um funcion\u00e1rio entre na Justi\u00e7a e perca a causa, poder\u00e1 ser obrigado a pagar os honor\u00e1rios dos advogados que defenderam a empresa processada.<br \/>\n<strong>Vis\u00e3o dos magistrados<\/strong><br \/>\nEm processos j\u00e1 em curso, n\u00e3o ser\u00e1 preciso pagar. A partir da implementa\u00e7\u00e3o, a cobran\u00e7a ser\u00e1 aplicada, exceto a pessoas de baixa renda.<\/p>\n<p>http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/572618-justica-do-trabalho-avalia-nao-aplicar-novas-regras-da-reforma-trabalhista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16608\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190,15],"tags":[224],"class_list":["post-16608","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer","category-s18-sindical","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4jS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16608\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}