{"id":1663,"date":"2011-07-14T04:13:25","date_gmt":"2011-07-14T04:13:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1663"},"modified":"2011-07-14T04:13:25","modified_gmt":"2011-07-14T04:13:25","slug":"manifesto-da-uniao-da-juventude-comunista-ao-52d-conune","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1663","title":{"rendered":"Manifesto da Uni\u00e3o da Juventude Comunista ao 52\u00b0 Conune"},"content":{"rendered":"\n<p>Este manifesto \u00e9 fruto das diversas experi\u00eancias nas lutas cotidianas estudantis por este pa\u00eds da Uni\u00e3o da Juventude Comunista e de estudantes que mesmo sem nenhum v\u00ednculo org\u00e2nico ap\u00f3iam, criticam e constroem juntos um outro projeto de universidade e sociedade. Fundada em 1927, a UJC participou ativamente dos grandes debates e eventos de nossa hist\u00f3ria: dentre estes a pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o da UNE, a campanha do \u201cPetr\u00f3leo tem que ser nosso!\u201d, a luta contra a ditadura civil-militar, a resist\u00eancia ao neo liberalismo e suas conseq\u00fc\u00eancias nefastas na educa\u00e7\u00e3o,etc.<\/p>\n<p>Hoje a UJC constr\u00f3i o semin\u00e1rio nacional de universidade popular. Trata se n\u00e3o de criar aparelhos paralelos no seio do movimento estudantil mas reiniciarmos um movimento pol\u00edtico na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o na perspectiva de uma alternativa educacional para al\u00e9m da l\u00f3gica do capital que impera hoje nas discuss\u00f5es apresentadas pela maior parte do M.E e na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Pautamos nossas considera\u00e7\u00f5es e nossa atua\u00e7\u00e3o pelo princ\u00edpio da an\u00e1lise dial\u00e9tica da sociedade, o papel da educa\u00e7\u00e3o e do movimento estudantil na luta de classes. Aqui est\u00e3o expressos muitos dos nossos princ\u00edpios para tra\u00e7armos nossos objetivos com luta, proposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. N\u00e3o temos ilus\u00f5es, para superar nossos problemas educacionais que s\u00e3o estruturais \u00e9 apenas atrav\u00e9s da luta pela Revolu\u00e7\u00e3o Socialista!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/3.bp.blogspot.com\/-ffzr-T0cUAU\/TRdMSjCSO9I\/AAAAAAAAAvA\/cv3vjQIqcw8\/s1600\/gr%25C3%25A9cia.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/3.bp.blogspot.com\/-ffzr-T0cUAU\/TRdMSjCSO9I\/AAAAAAAAAvA\/cv3vjQIqcw8\/s320\/gr%25C3%25A9cia.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/><\/a><strong>Conjuntura: A crise estrutural do capitalismo e a alternativa socialista!<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa, na \u00c1sia e nas Am\u00e9ricas, particularmente nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, o capitalismo tem massacrado os trabalhadores e os estudantes com suas pol\u00edticas neoliberais homog\u00eaneas e homogeneizantes. A f\u00f3rmula universal do FMI, montada sobre a redu\u00e7\u00e3o do tamanho do estado e sobre as pol\u00edticas de ajuste fiscal, imp\u00f5e como centro das pol\u00edticas p\u00fablicas dos governos as privatiza\u00e7\u00f5es, a entrega dos recursos naturais de povos e na\u00e7\u00f5es em favor dos grandes interesses privados multinacionais, o desmonte dos servi\u00e7os p\u00fablicos, em especial da educa\u00e7\u00e3o e sua mercantiliza\u00e7\u00e3o, e a obsess\u00e3o constante de retirar direitos e precarizar a vida dos trabalhadores e da juventude. Esta \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o mundial vivenciada da Gr\u00e9cia ao M\u00e9xico, da Finl\u00e2ndia ao Brasil. Atrav\u00e9s dos mecanismos da d\u00edvida dos estados e de compromissos contratuais, o Banco Mundial eleva-se como a inst\u00e2ncia operacional para a implementa\u00e7\u00e3o global das pol\u00edticas elaboradas pelas ag\u00eancias do FMI.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica mundial continua a fazer estragos em v\u00e1rios pa\u00edses, como resultado do regime de economia de mercado, o qual coloca em risco a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie humana, ao desprezar as necessidades b\u00e1sicas dos trabalhadores e da juventude, apenas para garantir a manuten\u00e7\u00e3o dos enormes lucros obtidos por bancos e grandes corpora\u00e7\u00f5es capitalistas. O recrudescimento da crise internacional do capitalismo dever\u00e1 encontrar no Brasil um governo n\u00e3o mais disposto a liberar cr\u00e9dito para aumentar o consumo (na verdade, uma pol\u00edtica de endividamento crescente da popula\u00e7\u00e3o em favor do lucro dos bancos e da coopta\u00e7\u00e3o das camadas populares para a ilus\u00f3ria sensa\u00e7\u00e3o de melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida).<\/p>\n<p>O Governo Dilma, em suas primeiras a\u00e7\u00f5es, voltou a atender prioritariamente as vontades e necessidades dos grandes banqueiros e empresas nacionais e multinacionais, optou por um sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 545,00 (praticamente 0% de reajuste, em termos reais) e, sob os argumentos de combate ao \u201cretorno da infla\u00e7\u00e3o\u201d e ao desequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas, cortou cerca de R$ 50 bilh\u00f5es no or\u00e7amento (atingindo, como sempre, as despesas com investimentos na \u00e1rea social), sendo que deste valor, o equivalente a R$ 3 bilh\u00f5es deixou de ser aplicado na educa\u00e7\u00e3o, e aumentou as taxas de juros, jogando nas costas dos trabalhadores e da juventude todo o peso dos efeitos do d\u00e9ficit promovido pelo governo.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o se cortou e, pelo que tudo indica n\u00e3o ser\u00e1 cortado, s\u00e3o os gastos com o pagamento de juros da d\u00edvida brasileira. S\u00f3 no ano de 2010, o Brasil retirou cerca de 200 bilh\u00f5es de reais dos cofres p\u00fablicos para pagar a d\u00edvida interna, deixando de investir grande parte do PIB na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o. Se a economia brasileira cresceu a uma taxa recorde de 7,5% em 2010, conforme anunciado pelo IBGE, al\u00e7ando o pa\u00eds ao posto de s\u00e9tima economia do mundo, a desigualdade social aprofundou-se e o Brasil ocupa hoje a 70\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial do IDH (\u00cdndice do Desenvolvimento Humano), al\u00e9m de permanecer na lista dos 10 pa\u00edses com maior \u00edndice de desigualdade social no mundo.<\/p>\n<p>Lula deu continuidade \u00e0 pol\u00edtica macroecon\u00f4mica da era FHC, aplicando apenas uma pol\u00edtica compensat\u00f3ria mais agressiva. Dilma segue a cartilha de Lula, com a diferen\u00e7a de que por\u00e1 o p\u00e9 no freio em rela\u00e7\u00e3o aos gastos sociais, atendendo aos ditames do mercado mundial, em que a palavra de ordem \u00e9 o ajuste fiscal, pol\u00edtica esta que s\u00f3 faz rebaixar ainda mais a qualidade de vida dos trabalhadores e da juventude em todo o mundo para salvar os grandes capitalistas da crise criada por eles mesmos.<\/p>\n<p>O Governo Dilma j\u00e1 anunciou a retomada dos leil\u00f5es dos campos de petr\u00f3leo e de \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o no pr\u00e9-sal, mantendo a pol\u00edtica de dilapida\u00e7\u00e3o dos recursos naturais brasileiros, no momento em o presidente dos Estados Unidos reafirma para o mundo a inten\u00e7\u00e3o de recuperar a primazia dos interesses estadunidenses e de suas empresas no mercado global.<\/p>\n<p>Os primeiros meses do Governo Dilma foram tamb\u00e9m demonstrativos da crescente insatisfa\u00e7\u00e3o de diversos grupos sociais, tais como as manifesta\u00e7\u00f5es de estudantes e de trabalhadores em protesto contra a eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os das passagens de \u00f4nibus em v\u00e1rias cidades do Brasil, nas quais a viol\u00eancia policial sempre se faz sentir. Os trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil ligados \u00e0s obras do PAC tamb\u00e9m reagiram \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de superexplora\u00e7\u00e3o e semiescravid\u00e3o impostas pelas empreiteiras \u2013 empresas multinacionais, como a Odebrecht, OAS, Camargo Corr\u00eaa, Queiroz Galv\u00e3o, Mendes J\u00fanior e outras \u2013 muitas delas financiadoras das campanhas eleitorais do PT e de seus aliados. Mais de 80 mil trabalhadores j\u00e1 cruzaram os bra\u00e7os nas obras espalhadas pelo Norte, Nordeste e Centro-Oeste do pa\u00eds. As centrais sindicais governistas, cumprindo o papel de conciliadoras, foram chamadas a combater o \u00e2nimo dos trabalhadores para assegurar a continuidade das obras, sem mais conflitos, nas obras onde est\u00e3o trabalhando mais de um milh\u00e3o de oper\u00e1rios.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o presenciamos alguns debates que tem pautado o movimento estudantil. Dentre eles destacamos as bandeiras de destina\u00e7\u00e3o de 50% do fundo social do Pr\u00e9-sal para a educa\u00e7\u00e3o e da inclus\u00e3o da emenda de que garanta o investimento de 10% do PIB em educa\u00e7\u00e3o. Sobre a primeira \u00e9 importante compreendermos que ela oculta um debate anterior e de fundamental import\u00e2ncia que diz respeito \u00e0 defesa da Petrobr\u00e1s 100% estatal e p\u00fablica, sob controle popular. Neste sentido \u00e9 preciso denunciar a continua privatiza\u00e7\u00e3o dos po\u00e7os de petr\u00f3leo pela ANP (hoje dirigida por Haroldo Lima \u2013 PCdoB), atrav\u00e9s dos leil\u00f5es que j\u00e1 atingem as reservas do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 bandeira de 10% do PIB na educa\u00e7\u00e3o temos de ter a clareza que o Brasil atualmente investe apenas 2,89%, e que o Governo Federal tem como proje\u00e7\u00e3o atingir a meta de 7% em 2020. A luta por atingirmos os 10% n\u00e3o consiste somente na press\u00e3o por inclus\u00e3o de emendas em um Congresso Nacional extremamente conservador e fisiol\u00f3gico. Este patamar nesse contexto n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ado e se alcan\u00e7ado n\u00e3o ser\u00e1 cumprido. Nos limites de uma sociedade capitalista, em crise, e que tende a aprofundar a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o sobre os trabalhadores e a juventude, os investimentos em educa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o cada vez mais restritos e limitados. Propor investimento de 10% do PIB na educa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de emendas parlamentares, sem debater a supera\u00e7\u00e3o deste modelo de sociedade, al\u00e9m de uma ingenuidade \u00e9 um engodo que alguns setores tentam empurrar para a juventude no sentido de mobiliz\u00e1-la a pressionar o Congresso e n\u00e3o o sistema como um todo. Defendemos o investimento de 10% do PIB na educa\u00e7\u00e3o, mas compreendemos que este patamar s\u00f3 conseguiremos alcan\u00e7ar em um outro modelo de organiza\u00e7\u00e3o social, o socialismo! (Hoje o \u00fanico pa\u00eds do mundo que investe 10% do PIB em educa\u00e7\u00e3o \u00e9 Cuba).<\/p>\n<p>Bandeiras de Luta:<\/p>\n<p>-Contra a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais;<\/p>\n<p>-Contra as Pol\u00edticas de socorro ao Capital atrav\u00e9s de dinheiro p\u00fablico por parte dos Estados;<\/p>\n<p>-Por uma Petrobr\u00e1s 100% estatal e sob controle dos trabalhadores.<\/p>\n<p>-Leil\u00e3o \u00e9 privatiza\u00e7\u00e3o! Pelo fim da ANP!<\/p>\n<p>-Nenhum direito a menos; avan\u00e7ar em novas conquistas para os trabalhadores e a juventude em todo o mundo.<\/p>\n<p>-Contra a guerra imperialista na L\u00edbia e a complac\u00eancia do governo Dilma!<\/p>\n<p>-Contra a ocupa\u00e7\u00e3o imperialista no Iraque e no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>-Contra a ocupa\u00e7\u00e3o militar Israelense na Palestina. Pela Autodetermina\u00e7\u00e3o e Soberania do Povo<\/p>\n<p>Palestino;<\/p>\n<p>-Solidariedade aos povos e juventudes em luta contra o Imperialismo e o Capital em todo o mundo;<\/p>\n<p>\u2022 Solidariedade com a Revolu\u00e7\u00e3o Socialista Cubana, contra o nefasto bloqueio imperialista;<\/p>\n<p>-Pela liberta\u00e7\u00e3o imediata dos 5 her\u00f3is cubanos;<\/p>\n<p>\u2022 Apoio e fomento a Alternativa Bolivariana para as Am\u00e9ricas (ALBA);<\/p>\n<p>-Solidariedade a todas as organiza\u00e7\u00f5es em luta contra o governo narco-terrorista Colombiano!<\/p>\n<p>&#8211; Oposi\u00e7\u00e3o independente ao governo Dilma!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/2.bp.blogspot.com\/-iZvfNGlfNdE\/TekuViir02I\/AAAAAAAAA5E\/wIAW7rpGo0A\/s1600\/00%2BBRA%25C3%2587OS%2BCOLORIDOS%2Bc%25C3%25B3pia.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/2.bp.blogspot.com\/-iZvfNGlfNdE\/TekuViir02I\/AAAAAAAAA5E\/wIAW7rpGo0A\/s320\/00%2BBRA%25C3%2587OS%2BCOLORIDOS%2Bc%25C3%25B3pia.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/><\/a><strong>Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 s\u00e9culos a classe trabalhadora \u00e9 explorada, oprimida e bombardeada pela hegemonia burguesa. Educada para agir e pensar conforme os padr\u00f5es da ordem estabelecida, de maneira manique\u00edsta e conformada com a realidade que a cerca; a realidade do trabalho assalariado, n\u00e3o se esclarece sobre o dom\u00ednio do Capital, que tem forjado express\u00f5es pol\u00edticas empenhadas em manter as rela\u00e7\u00f5es sociais de subordina\u00e7\u00e3o do trabalho. Desta maneira, a forma\u00e7\u00e3o intelectual e a t\u00e9cnica est\u00e3o predominantemente vinculadas aos interesses da classe dominante, disciplinando e submetendo o trabalhador desde os primeiros anos, no n\u00facleo familiar e escolar \u00e0s regras de comportamento.<\/p>\n<p>O surgimento da escola para o proletariado \u00e9 concomitante com o surgimento da ind\u00fastria e podemos ver hoje que esta rela\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o para o trabalho se mant\u00e9m, por\u00e9m, transformada conforme a necessidade de forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico\/ cient\u00edfica da for\u00e7a de trabalho para o capitalismo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Diante deste contexto de forma\u00e7\u00e3o em massa para o trabalho assalariado, vemos efetivamente desde 2007 a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de ensino e trabalho universit\u00e1rios atrav\u00e9s de medidas do governo como o REUNI, o PROUNI e o crescente aumento dos institutos t\u00e9cnicos federais. Estas medidas s\u00e3o, inclusive, a continuidade da subordina\u00e7\u00e3o do estado Brasileiro ao capital internacional que interv\u00e9m na educa\u00e7\u00e3o desde a base. Vemos uma metodologia de educa\u00e7\u00e3o norte-americana sendo aplicada sem nenhum escr\u00fapulo. Assim, temos um quadro de horrores para e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Universidades criam cursos sem a devida estrutura (salas de aula, professores e t\u00e9cnicos administrativos); cursos interdisciplinares que, em tr\u00eas anos, formam profissionais que sabem de tudo &#8211; mas n\u00e3o v\u00e3o al\u00e9m da superficialidade, como nos prova o REUNI e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica; e, para contrabalancear o PROUNI, no setor privado, garantindo lucros aos empres\u00e1rios da educa\u00e7\u00e3o com o apoio do Programa de Financiamento Estudantil, conhecido como FIES, um bra\u00e7o do estado fortalecendo o mercado da educa\u00e7\u00e3o e deteriorando o ensino p\u00fablico.Desta forma, o Plano de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (PED) est\u00e1 longe de sanar os problemas reais da sociedade, resolvendo apenas a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de for\u00e7a de trabalho para as empresas, al\u00e9m de financiar pesquisas nas mais diversas \u00e1reas voltadas aos interesses da iniciativa privada.<\/p>\n<p>N\u00f3s, jovens comunistas, n\u00e3o somos contra e amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 Universidade, muito pelo contr\u00e1rio, defendemos o acesso e a perman\u00eancia na universidade para todos que necessitam.Neste sentido, defendemos uma educa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fragmente os conte\u00fados da realidade, que articule as necessidades concretas da popula\u00e7\u00e3o com o ensino, a pesquisa e as a\u00e7\u00f5es, em que todo o conhecimento acumulado e desenvolvido seja socializado por meio de a\u00e7\u00f5es em conjunto com a sociedade. Uma universidade na qual a ci\u00eancia e a t\u00e9cnica estejam a servi\u00e7o das reais necessidades da popula\u00e7\u00e3o, seja na sa\u00fade, engenharias ou humanas.<\/p>\n<p>Espa\u00e7o que promova a educa\u00e7\u00e3o m\u00faltipla, percorrendo todos os aspectos da capacidade humana, fortalecendo o trabalho coletivo para o coletivo primando pela forma\u00e7\u00e3o mental, emocional e f\u00edsica, pois, relacionam-se para a constru\u00e7\u00e3o de seres coletivos que com as suas potencialidades estimuladas e caminhando conforme as necessidades sociais e suas habilidades pessoais constroem o novo. Universidade que parta das demandas reais do desenvolvimento pleno humano, a qual tentaremos apresentar a seguir.<\/p>\n<p><strong>A constru\u00e7\u00e3o da Universidade Popular! <\/strong><\/p>\n<p>O debate sobre a educa\u00e7\u00e3o no Brasil nos remete \u00e0 discuss\u00e3o sobre que universidade n\u00f3s necessitamos de acordo as demandas da maioria da popula\u00e7\u00e3o,os trabalhadores. Para a Uni\u00e3o da Juventude Comunista, \u00e9 imposs\u00edvel dissociar a luta por uma sociedade mais justa e fraterna da luta por uma universidade popular. Cabe aos movimentos sociais e em especial \u00e0queles ligados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o debru\u00e7ar-se sobre esse tema e apontar uma alternativa estrat\u00e9gica ao modelo elitista atual.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da Universidade Popular passa necessariamente pela reafirma\u00e7\u00e3o do seu car\u00e1ter p\u00fablico e a luta intransigente contra qualquer medida que busque torn\u00e1-la privada. Uma universidade que tenha como princ\u00edpio o ensino cr\u00edtico, com pr\u00e1ticas educativas que rompem com o modelo pedag\u00f3gico atual e coloque a educa\u00e7\u00e3o como instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o das classes subalternas.<\/p>\n<p>Neste projeto a ci\u00eancia e tecnologia devem voltar se para as demandas reais da maioria da popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o para os interesses mercadol\u00f3gicos. Uma universidade com democracia interna, que tenha espa\u00e7os onde docentes, trabalhadores e estudantes possam colaborar e construir conjuntamente um forte instrumento de transforma\u00e7\u00e3o. Uma universidade que assuma o seu papel transformador da realidade, dialogando com os mais diversos movimentos sociais com o objetivo de construir novos valores na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Hoje se faz necess\u00e1rio muito mais do que a disputa fratricida entre organiza\u00e7\u00f5es estudantis de c\u00fapula, que os estudantes brasileiros se debrucem acerca da quest\u00e3o do modelo de universidade ao qual defendemos e devemos disputar este projeto na sociedade. Se o movimento estudantil em articula\u00e7\u00e3o com os pr\u00f3prios trabalhadores da universidade e os demais movimentos populares n\u00e3o tiver como foco a constru\u00e7\u00e3o de um projeto de universidade de vi\u00e9s classista e continuar em uma defesa generalista do \u201c p\u00fablico, gratuito e de qualidade\u201d estaremos fadados a defender uma expans\u00e3o universit\u00e1ria que se integra perfeitamente ao modelo de desenvolvimento capitalista ao qual passa o Brasil. A Universidade que se expande \u00e9 excludente, e n\u00e3o pressup\u00f5e uma sociedade pautada na distribui\u00e7\u00e3o de riquezas, mas sim em diplomas pra muitos, e ci\u00eancia de ponta para poucos grupos econ\u00f4micos privilegiados.<\/p>\n<p>A luta pela universidade popular \u00e9 plural e ampla por isso atuamos das formas mais diversas poss\u00edveis. Problematizar o acesso, rejeitando este tipo de vestibular que favorece em termos gerais quem possui dinheiro. Lutar por democracia, boas condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia. Problematizar o ensino, atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o ativa nos espa\u00e7os universit\u00e1rios onde se discuta o conte\u00fado pedag\u00f3gico e onde se discuta a cria\u00e7\u00e3o de novos cursos, buscando sempre cursos que gerem massa cr\u00edtica e que se orientam para demandas populares.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, a pesquisa e a extens\u00e3o constituem o caminho mais pr\u00f3ximo para este tipo de disputa. A extens\u00e3o \u00e9 um mecanismo para levar a Universidade ao povo, e trazer o povo para dentro dela, rompendo a l\u00f3gica de div\u00f3rcio entre a universidade brasileira e a sociedade que a alimenta h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>Propostas para Universidade Popular<\/strong><\/p>\n<p>Hoje o projeto de universidade que se apresenta como demanda da esquerda \u00e9 o de Universidade Popular, e sua constru\u00e7\u00e3o depende de uma clara consci\u00eancia de como dialogar este projeto com a realidade concreta.<\/p>\n<p>Tratemos ponto a ponto:<\/p>\n<p>1- Ensino: Como \u00e9 poss\u00edvel perceber o ensino na universidade hoje vem perdendo seu car\u00e1ter metodol\u00f3gico, em menor ou maior grau. N\u00e3o mais serve a forma\u00e7\u00e3o de pessoas cr\u00edticas capazes de realizar por conta pr\u00f3pria o estudo e an\u00e1lise da realidade. N\u00e3o mais se formam cientistas. Para a constru\u00e7\u00e3o da Universidade Popular devemos ter em mente o ensino metodol\u00f3gico. Apenas um ensino de tal modo pode ao mesmo tempo preparar aqueles que o cursam para o mundo do trabalho ao passo que permita uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Sem tal curso metodol\u00f3gico, fica imposs\u00edvel uma inser\u00e7\u00e3o cr\u00edtica no mundo do trabalho e at\u00e9 mesmo impossibilita que os indiv\u00edduos formados possam suprir as demandas sociais, uma vez que estas mudam conforme mudem os problemas centrais da comunidade. Para isso \u00e9 imprescind\u00edvel que a forma\u00e7\u00e3o de professores e cientistas seja indissoci\u00e1vel.<\/p>\n<p>2- Pesquisa: A pesquisa na universidade n\u00e3o pode ser pautada, como hoje cada vez mais se torna pela taxa de lucro de alguns indiv\u00edduos e grupos empresariais. A Pesquisa de Base \u00e9 fundamental para que desenvolva a ci\u00eancia no pa\u00eds. E mesmo a pesquisa aplicada deve tomar um car\u00e1ter diferente do que toma hoje. A pesquisa aplicada n\u00e3o pode ser voltada para demandas do mercado, isto \u00e9, n\u00e3o deve ser para o que \u00e9 mais lucrativo. A universidade deve ter como l\u00f3gica de pesquisa o que se demonstra como demanda popular. S\u00e3o os problemas da popula\u00e7\u00e3o, sejam eles de ordens m\u00e9dicas, culturais ou no \u00e2mbito do urbanismo, que devem ser solucionados. Deve-se tamb\u00e9m evitar o puro utilitarismo, isto \u00e9, o conhecimento produzido n\u00e3o deve ser pautado apenas pelas suas utilidades imediatas, mas pela demanda popular, e tamb\u00e9m acad\u00eamica, que pode detectar a necessidade do estudo em determinada \u00e1rea. Nesse sentido, \u00e9 fundamental que os alunos estejam engajados em tais produ\u00e7\u00f5es, sempre cientes da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e das demandas populares. Deve-se dizer que a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento \u00e9 para a universidade popular uma fun\u00e7\u00e3o fundamental a ser garantida.<\/p>\n<p>3- Extens\u00e3o: A extens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 como \u00e9 tratado hoje, um mero ap\u00eandice da universidade. A extens\u00e3o \u00e9 um ponto fundamental para o funcionamento de uma Universidade Popular. N\u00e3o por levar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o o que \u00e9 produzido na universidade, mas sim o inverso: \u00e9 justamente na extens\u00e3o onde, em uma realidade em que os trabalhadores n\u00e3o est\u00e3o organizados politicamente, a comunidade universit\u00e1ria poder\u00e1 absorver as demandas populares, para o redirecionamento da produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, fechando o ciclo. N\u00e3o trata a extens\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos, mas sim da verdadeira integra\u00e7\u00e3o entre a constru\u00e7\u00e3o destes junto a um di\u00e1logo com as escolas p\u00fablicas. N\u00e3o \u00e9 apenas a oferta de atendimento m\u00e9dico e garantia do espa\u00e7o de estudo para futuros m\u00e9dicos, no Hospital Universit\u00e1rio, mas a utiliza\u00e7\u00e3o destes hospitais para o mapeamento de doen\u00e7as mais comuns e de centrar ent\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o destas. \u00c9 na extens\u00e3o que poderemos avaliar, por exemplo, qual \u00e9 o meio de produ\u00e7\u00e3o de energia mais eficaz para a realidade brasileira, levando em conta a organiza\u00e7\u00e3o urbana brasileira, as aplica\u00e7\u00f5es de projetos de produ\u00e7\u00e3o e aproveitamento de energia de cada bairro. Nesse sentido, fica dada a unidade entre ensino-pesquisa-extens\u00e3o que pautamos: \u00e9 o curso metodol\u00f3gico voltado para as demandas populares, seja no car\u00e1ter do ensino, da pesquisa ou extens\u00e3o. \u00c9 o desenvolvimento do ser humano pleno cient\u00edfico e consciente, capaz de intervir no mundo do trabalho e na sociedade que este gera, levando em conta n\u00e3o o mercado, mas as necessidades concretas do estado e do pa\u00eds. \u00c9 a unidade que se realiza no fechamento do ciclo de conhecimento como um conhecimento social.<\/p>\n<p><strong>Bandeiras de Luta:<\/strong><\/p>\n<p>\u2022 EM DEFESA DE UMA UNIVERSIDADE POPULAR, PUBLICA, GRATUITA, DE QUALIDADE e LAICA.<\/p>\n<p>\u2022 POR UMA REFORMA UNIVERSITARIA PAUTADA NO PLANO NACIONAL DE EDUCACAO ELABORADO PELO MOVIMENTOS SOCIAIS.<\/p>\n<p>\u2022 PELA UNIVERSALIZACAO DO ACESSO DO ENSINO SUPERIOR VIABILIZADO PELA EXPANSAO DO ENSINO PUBLICO.<\/p>\n<p>\u2022 PELA REGULAMENTACAO DO ENSINO PRIVADO DE ACORDO COM AS DEMANDAS SOCIAIS.<\/p>\n<p>\u2022 CONTRA AS FUNDACOES PRIVADAS NAS UNIVERSIDADES E HOSPITAIS UNIVERSIT\u00c1RIOS .<\/p>\n<p>&#8211; DINHEIRO P\u00daBLICO S\u00d3 PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O P\u00daBLICA<\/p>\n<p>\u2022 Contra a entrada do capital estrangeiro no ensino superior<\/p>\n<p>\u2022 Contra o PROUNI! PELA TRANSFERENCIA DE TODOS OS BOLSISTAS PARA AS<\/p>\n<p>UNIVERSIDADE PUBLICAS.<\/p>\n<p>\u2022 Por elei\u00e7\u00f5es diretas para reitor nas publicas e pagas!<\/p>\n<p>\u2022 Pela participa\u00e7\u00e3o dos estudantes, t\u00e9cnicos-administrativos e professores na forma\u00e7\u00e3o de<\/p>\n<p>Conselhos Universit\u00e1rios nas IPES!<\/p>\n<p>\u2022 Pela livre organiza\u00e7\u00e3o dos estudantes e dos trabalhadores nas IPES!<\/p>\n<p>-Contra os Cursos pagos na universidade p\u00fablica!<\/p>\n<p>\u2022 Boicote ao ENADE! Por uma avalia\u00e7\u00e3o externa e interna no processo de ensino!<\/p>\n<p>\u2022 Por um Plano Nacional de Assist\u00eancia Estudantil nas universidades, constru\u00eddo pelos estudantes!<\/p>\n<p>\u2022 CONTRA QUALQUER AUMENTO DE MENSALIDADE NAS IPES.<\/p>\n<p>\u2022 Pela garantia de condi\u00e7\u00f5es de aprendizado profissional e amplia\u00e7\u00e3o de direitos para os estagi\u00e1rios<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/4.bp.blogspot.com\/-Jm07OKSbVGo\/TRjBXVg66XI\/AAAAAAAAAwQ\/pLEQ-uri-j4\/s1600\/CIMG0822.JPG\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/4.bp.blogspot.com\/-Jm07OKSbVGo\/TRjBXVg66XI\/AAAAAAAAAwQ\/pLEQ-uri-j4\/s320\/CIMG0822.JPG?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/><\/a><strong>O papel do Movimento estudantil <\/strong><\/p>\n<p>A UJC conta hoje com presen\u00e7a militante em diversas universidades pelo pa\u00eds tanto p\u00fablicas como privadas.Muitos deles presentes neste 52\u00b0 Conune, somos cr\u00edticos ao atual processo de tiragem de delegados ao Congresso da UNE as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o imperadas pela l\u00f3gica das elei\u00e7\u00f5es diretas, a maioria destas elei\u00e7\u00f5es ocorrem de forma despolitizada em um ambiente prop\u00edcio aos acord\u00f5es entre as chapas (atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es das for\u00e7as pol\u00edticas na Comiss\u00e3o Nacional de Credenciamento e Organiza\u00e7\u00e3o, fraudes e especula\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da disputa de delegados e cargos na UNE, queremos debater com conjunto dos estudantes e do movimento estudantil organizado a import\u00e2ncia da unidade de a\u00e7\u00e3o do Movimento estudantil com o movimento sindical, popular e social ao combater aos ataques nas pol\u00edticas educacionais do governo Dilma e a disputa de um outro projeto atrav\u00e9s de uma frente pol\u00edtica com partidos,movimentos sociais, indiv\u00edduos com car\u00e1ter anticapitalista e antiimperialista.<\/p>\n<p>Os congressos dos estudantes universit\u00e1rios nos possibilitam e nos apresentam o desafio e discutir a universidade que precisamos e como o movimento estudantil deve se organizar para atingir seus objetivos. A UJC constr\u00f3i o movimento nacional pela UNIVERSIDADE POPULAR que tem como perspectiva a constru\u00e7\u00e3o de uma universidade; onde o ensino, a pesquisa e extens\u00e3o estejam voltados para a supera\u00e7\u00e3o dos principais problemas sociais que afligem as classes populares, ao nos contrapormos a mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida causada pelo capitalismo nesta fase hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Infelizmente, com chegada de Lula a presid\u00eancia da rep\u00fablica, a UNE vem apoiando incondicionalmente o Governo Federal em detrimento do apoio as mobiliza\u00e7\u00f5es e lutas dos estudantes. O Governo do PT fez uma op\u00e7\u00e3o pela governabilidade conservadora, em detrimento da mobiliza\u00e7\u00e3o popular, o que fez com que o governo capitulasse frente aos interesses do grande capital tornando-se ref\u00e9m do jogo parlamentar, especialmente da alian\u00e7a com setores da direita.Sem d\u00favida, hoje a UNE est\u00e1 amoldada \u00e0 defesa desta l\u00f3gica dominante, atrelada ao governo federal, ao jogo da pequena pol\u00edtica de c\u00fapulas. Com um hist\u00f3rico repleto de identifica\u00e7\u00e3o com as causas populares, a UNE de nossos tempos mais contribui para a desorganiza\u00e7\u00e3o e despolitiza\u00e7\u00e3o dos estudantes. Prova disso \u00e9 o debate meramente t\u00e9cnico e institucional sobre a aplica\u00e7\u00e3o de recursos do PIB para educa\u00e7\u00e3o, sem apresentar nenhum projeto alternativo de educa\u00e7\u00e3o no seu todo, sem ousar e muito menos recuperar a tradi\u00e7\u00e3o progressista e cr\u00edtica desta entidade.<\/p>\n<p>Acreditamos que a constru\u00e7\u00e3o da UNE de volta para a luta e em sintonia com as verdadeiras quest\u00f5es da sociedade brasileira n\u00e3o se concretiza pela mera disputa de cargos na entidade nem muito menos criando entidades paralelas, como o caso da anel. O debate sobre os rumos da UNE n\u00e3o \u00e9 um debate sobre aparelhos e disputas residuais de c\u00fapula, mas se implica na constru\u00e7\u00e3o de um movimento pol\u00edtico pela base- uma reconstru\u00e7\u00e3o do movimento estudantil brasileiro de fato- tendo como uma das pautas a necessidade de se construir um projeto educacional para al\u00e9m da l\u00f3gica do capital e do imperialismo.<\/p>\n<p>A UJC compreende a import\u00e2ncia da organiza\u00e7\u00e3o do movimento estudantil a n\u00edvel nacional e suas entidades. Os espa\u00e7os unit\u00e1rios de discuss\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e luta dos estudantes, como os congressos estudantis, o f\u00f3rum de executivas e federa\u00e7\u00f5es de curso, Conselhos de CA\u00b4s e DA\u00b4s, s\u00e3o importantes pois aglutinam as diversas express\u00f5es pol\u00edticas do movimento estudantil organizado. Constitu\u00eddos historicamente estes espa\u00e7os devem ser ampliados e fortalecidos, favorecendo a luta dos estudantes por suas demandas, reivindica\u00e7\u00f5es e conquistas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/4.bp.blogspot.com\/-mZjlC2JVf8Y\/TTQ49qZF3NI\/AAAAAAAAAxo\/2ZGQgQ4CYXA\/s1600\/bienal.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/4.bp.blogspot.com\/-mZjlC2JVf8Y\/TTQ49qZF3NI\/AAAAAAAAAxo\/2ZGQgQ4CYXA\/s320\/bienal.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/><\/a><\/p>\n<p>O campo cultural do ME deve ser pensado considerando o seu car\u00e1ter aglutinador e como forma de express\u00e3o de diversas id\u00e9ias. Devemos trabalhar com as artes sem esquecer que elas tamb\u00e9m se inserem na disputa pela hegemonia pol\u00edtica e cultural existente na universidade e na sociedade em geral. Assim, buscamos envolver essa produ\u00e7\u00e3o nas lutas populares sem, no entanto, desenvolver uma pr\u00e1tica utilitarista das artes e respeitando as mais diversas t\u00e9cnicas e express\u00f5es. Por isso, entendemos que a Bienal de Arte e Cultura da UNE deva ser um espa\u00e7o de politiza\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o de cultura. As \u00faltimas bienais mostraram n\u00e3o possuir esse car\u00e1ter, ignorando temas centrais num debate de cultura, como a influ\u00eancia da ind\u00fastria cultural. Apoiamos iniciativas como os CUCA\u2019s, apesar de dentro desses espa\u00e7os manter-se a mesma pol\u00edtica que vemos em outros espa\u00e7os da UNE. Mas propomos o resgate do legado dos CPC\u2019s da UNE dos anos 60, para a formula\u00e7\u00e3o de novas experi\u00eancias neste terreno pouco desenvolvido pelo ME de hoje.<\/p>\n<p>\u00c9 com estas constata\u00e7\u00f5es que a UJC juntamente com outros coletivos e organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, se esfor\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o de um outro projeto de universidade e sociabilidade na perspectiva do comunismo. Conclamamos a todos os estudantes a discutirem esta perspectiva atrav\u00e9s do SEMIN\u00c1RIO NACIONAL DE UNIVERSIDADE POPULAR a ser realizado em Porto Alegre nos dias 2,3 e 4 de setembro. Semin\u00e1rio que vai al\u00e9m do pr\u00f3prio isolamento do movimento estudantil, mas que se prop\u00f5e a efetivar a articula\u00e7\u00e3o entre estudante, trabalhadores da universidade e movimentos populares a discutirem sobre a luta anticapitalista na educa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o do projeto de UNIVERSIDADE POPULAR.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/1.bp.blogspot.com\/-s3xFxFGx-Fo\/SnB_lD9mV2I\/AAAAAAAAAKM\/QDlthRJizO0\/s1600\/Img00243.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/1.bp.blogspot.com\/-s3xFxFGx-Fo\/SnB_lD9mV2I\/AAAAAAAAAKM\/QDlthRJizO0\/s320\/Img00243.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Bandeiras:<\/strong><\/p>\n<p>-Todos ao I Semin\u00e1rio Nacional de Universidade Popular nos dias 2,3 e 4 de Setembro em Porto Alegre!<\/p>\n<p>-Oposi\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia da UNE frente ao governo Dilma<\/p>\n<p>&#8211; Pela reconstru\u00e7\u00e3o das UEE\u2019s;<\/p>\n<p>\u2022 Pela realiza\u00e7\u00e3o de CONEB\u2019s anuais;<\/p>\n<p>\u2022 Pela realiza\u00e7\u00e3o de CONEG\u2019s bienais;<\/p>\n<p>\u2022 Pela realiza\u00e7\u00e3o de debates sobre as lutas estudantis na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, em conjunto com a OCLAE, com o objetivo de divulgar e debater a situa\u00e7\u00e3o dos estudantes na regi\u00e3o!<\/p>\n<p>-Pela reconstru\u00e7\u00e3o do movimento estudantil brasileiro!<\/p>\n<p>VENHA QUE A CAUSA TAMB\u00c9M \u00c9 SUA<\/p>\n<p>(ENTRE EM CONTATO COM A UJC, VENHA CONSRUIR O AMANH\u00c3 LUTANDO HOJE)<\/p>\n<p>021-2509-2056<\/p>\n<p><a href=\"mailto:ujcbrasil@yahoo.com.br\">ujcbrasil@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.uniaodajuventudecomunista.blogspot.com\/\">http:\/\/www.uniaodajuventudecomunista.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n<p>www.ujc.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nApresenta\u00e7\u00e3o:\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1663\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-1663","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-qP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1663"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1663\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}