{"id":16667,"date":"2017-10-19T16:38:24","date_gmt":"2017-10-19T19:38:24","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16667"},"modified":"2017-10-19T16:41:32","modified_gmt":"2017-10-19T19:41:32","slug":"cuba-o-melhor-lugar-da-america-latina-para-as-meninas-irem-a-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16667","title":{"rendered":"Cuba: o melhor lugar da Am\u00e9rica Latina para as meninas irem \u00e0 escola"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/2017\/10\/17_10_17cubanas.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->por Lara Ely<\/p>\n<p>J\u00e1 imaginou um lugar onde as meninas sejam educadas para ter direitos iguais, em que sejam respeitadas por suas opini\u00f5es e possam sair \u00e0s ruas sem se preocupar com atos de viol\u00eancia? Pois as que nascem na ilha comunista do Caribe vivem uma realidade semelhante a esta. Na terra do regime castrista, o governo que garante a alfabetiza\u00e7\u00e3o de 99,8% da popula\u00e7\u00e3o acima dos 15 anos, segundo dados do PNUD, leva a s\u00e9rio a quest\u00e3o de g\u00eanero no ensino.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio divulgado no ano passado pela ONG Save the Children chamado Hasta la \u00daltima Ni\u00f1a (At\u00e9 a \u00faltima menina, em espanhol) indicou que Cuba \u00e9 o pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina e do Caribe que oferece melhores possibilidades para o desenvolvimento das meninas. A Su\u00e9cia foi a primeira colocada no mundo, seguida por Finl\u00e2ndia e Noruega.<\/p>\n<p>No \u00edndice criado pela organiza\u00e7\u00e3o, Cuba ficou em 34\u00ba lugar geral em termos de oportunidades para meninas \u2013 o Brasil ficou com a 102\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Entre os pontos levados em considera\u00e7\u00e3o para compor o ranking est\u00e3o os \u00edndices de casamento infantil, gravidez na adolesc\u00eancia, mortalidade materna, mulheres na pol\u00edtica e acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com a ONG, isso ocorre devido \u00e0 pol\u00edtica sustent\u00e1vel de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablica, gratuita e obrigat\u00f3ria, al\u00e9m de os pais terem v\u00ednculos afetivos mais fortes com seus filhos e existir um forte combate \u00e0 viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as. Em Cuba, o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o de qualidade sobre sa\u00fade sexual e reprodutiva \u00e9 um direito fundamental. A prote\u00e7\u00e3o social das meninas e os servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o mecanismos importantes para garantir esses direitos. Sendo assim, o pa\u00eds \u00e9 refer\u00eancia no tratamento dessas dificuldades atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o sexual. H\u00e1 mais de cinquenta anos o governo cubano se preocupa com isso, desenvolvendo pesquisas e educa as crian\u00e7as nas escolas, institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, comunidade e pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a defensora dos direitos das crian\u00e7as Rebeca Zakayo Gyumi, o relat\u00f3rio aborda muitos obst\u00e1culos que as meninas enfrentam para atingir seu potencial total. \u201cChega em um momento crucial em que nossos l\u00edderes se comprometeram com uma s\u00e9rie de conven\u00e7\u00f5es internacionais que exigem que eles criem estruturas habilitadoras que evidenciem a prote\u00e7\u00e3o das meninas e permitam que se livrem dos costumes e tradi\u00e7\u00f5es prejudiciais que ainda as reprime. \u00c9 hora de os nossos l\u00edderes se envolverem no que prometeram, \u00e9 hora de eles agirem. Devemos libertar as meninas de todas as dificuldades que t\u00eam e capacit\u00e1-las para defender seus direitos e fazer ouvir a sua voz\u201d, declarou ao documento publicado pela ONG.<\/p>\n<p>De acordo com a Unesco, as meninas s\u00e3o as primeiras a ter negado o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. A desigualdade segue principalmente nos Estados \u00c1rabes, na \u00c1frica Subsaariana e na \u00c1sia Meridional e Ocidental. Na \u00c1frica Subsaariana, 9,5 milh\u00f5es de meninas nunca entrar\u00e3o em uma sala de aula. No caso dos meninos, ser\u00e3o 5 milh\u00f5es. Na \u00c1sia, 80% das meninas que est\u00e3o atualmente fora da escola nunca receber\u00e3o educa\u00e7\u00e3o formal, o que equivale a 4 milh\u00f5es. Entre os meninos, menos de 1 milh\u00e3o nunca receber\u00e1 educa\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses latino-americanos com pior educa\u00e7\u00e3o para meninas est\u00e3o Haiti (30\u00ba) Guatemala (31\u00ba) Honduras (46\u00ba) Brasil (52\u00ba) e Bolivia (57\u00ba), segundo dados da Campa\u00f1a ONE. A falta de professores \u00e9 frequentemente um problema comum na melhoria da educa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses mais pobres. No ano passado, a ONU disse que outros 69 milh\u00f5es de professores ter\u00e3o de ser contratados antes de 2030, se os objetivos educacionais globais forem atingidos. &#8220;Mais de 130 milh\u00f5es de meninas ainda est\u00e3o fora da escola &#8211; mais de 130 milh\u00f5es de potenciais engenheiras, empres\u00e1rias, professoras e pol\u00edticas cuja lideran\u00e7a est\u00e1 sendo desperdi\u00e7ada no mundo&#8221;, disse o presidente de uma campanha, Gayle Smith. Para Smith, o fracasso da educa\u00e7\u00e3o das meninas \u00e9 uma &#8220;crise global que perpetua a pobreza&#8221;.<\/p>\n<p>http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/espiritualidade\/comentario-do-evangelho\/78-noticias\/572738-saiba-por-que-cuba-e-o-melhor-lugar-da-america-latina-para-as-meninas-irem-a-escola<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16667\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[228],"class_list":["post-16667","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4kP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16667"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16667\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}