{"id":16783,"date":"2017-10-27T17:37:28","date_gmt":"2017-10-27T20:37:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16783"},"modified":"2017-10-27T17:37:28","modified_gmt":"2017-10-27T20:37:28","slug":"sinais-de-uma-invasao-anunciada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16783","title":{"rendered":"Sinais de uma invas\u00e3o anunciada"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171024-mas-tropas-estadounidenses-620x400.png\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><b>Mais tropas estadunidenses na Am\u00e9rica Latina<\/b><\/p>\n<p><strong>Um novo exerc\u00edcio militar na Amaz\u00f4nia lan\u00e7a luz sobre o ressurgimento da presen\u00e7a estadunidense na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito estadunidense acentuar\u00e1 sua presen\u00e7a militar na Amaz\u00f4nia latino-americana. Sob a iniciativa Amazon Log 2017 do governo golpista de Michel Temer no Brasil, a Opera\u00e7\u00e3o \u2018Am\u00e9rica Unida\u2019 juntar\u00e1 os ex\u00e9rcitos dos Estados Unidos, Brasil, Peru e Col\u00f4mbia, de 6 a 13 de novembro de 2017, na cidade de tr\u00edplice fronteira de Tabatinga. Este exerc\u00edcio \u00e9 um sinal de um substancial aumento da militariza\u00e7\u00e3o estrangeira na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A iniciativa \u00e9 liderada pelo Comando de Log\u00edstica do Ex\u00e9rcito Brasileiro e est\u00e1 inspirada no exerc\u00edcio log\u00edstico militar realizado pela Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado Atl\u00e2ntico do Norte (OTAN) na Hungria, em 2015, que teve um deslocamento de aproximadamente 1.700 militares. Para esta vers\u00e3o latino-americana, os objetivos, segundo a p\u00e1gina oficial do Ex\u00e9rcito Brasileiro, s\u00e3o criar uma base log\u00edstica multinacional tempor\u00e1ria para realizar opera\u00e7\u00f5es de controle de migra\u00e7\u00e3o ilegal, assist\u00eancia humanit\u00e1ria, opera\u00e7\u00f5es de paz, a\u00e7\u00f5es contra narcotr\u00e1fico e cuidados ambientais.<\/p>\n<p>No entanto, como assinalou o jornal brasileiro Gauchazh, ensinar um ex\u00e9rcito estrangeiro a combater em territ\u00f3rio nacional deveria ser considerado \u201calta trai\u00e7\u00e3o\u201d. Ainda que para o Minist\u00e9rio da Defesa brasileiro isto n\u00e3o seja trai\u00e7\u00e3o, mas sim uma oportunidade que permitir\u00e1 unir os ex\u00e9rcitos de ambos pa\u00edses.<\/p>\n<p>O problema deste exerc\u00edcio \u00e9 a magnitude e abertura que foi dada aos Estados Unidos para ingressar na selva latino-americana. Um dos riscos \u00e9 que a base \u2018tempor\u00e1ria\u2019 se converteu em permanente, como acontece una Hungria, ap\u00f3s os exerc\u00edcios da OTAN. Ainda que as autoridades brasileiras neguem.<\/p>\n<p>Este interesse dos Estados Unidos na regi\u00e3o deve ser medido com a hist\u00f3ria do Imp\u00e9rio do Norte. O altru\u00edsmo, cuidado com a natureza ou luta contra o narcotr\u00e1fico padres para sua presen\u00e7a na regi\u00e3o, fazem eco a inser\u00e7\u00f5es em outras partes do mundo, especialmente Oriente M\u00e9dio, e a realidade \u00e9 que a\u00ed estes n\u00e3o s\u00e3o nem foram seus objetivos. Por tr\u00e1s de toda a\u00e7\u00e3o militar norte-americana sempre se encontra a finalidade de apoderar-se de recursos para obter seus interesses nacionais.<\/p>\n<p>No caso da Am\u00e9rica Latina, a abund\u00e2ncia de recursos naturais justifica a presen\u00e7a norte-americana. Segundo o Banco Mundial, a regi\u00e3o cumpre um papel global na problem\u00e1tica da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, j\u00e1 que possui \u201cas maiores reservas de \u00e1gua doce do mundo\u201d.<\/p>\n<p>Uma not\u00edcia \u2018agridoce\u2019 para os latino-americanos, j\u00e1 que para v\u00e1rios analistas, inclusive o ex-candidato presidencial democrata Bernie Sanders, \u201cas guerras do futuro ser\u00e3o pela \u00e1gua\u201d. Entre os dez pa\u00edses com maiores reservas se encontram Brasil (1\u00b0), Col\u00f4mbia (6\u00b0) e Peru (8\u00b0), coincidentemente os tr\u00eas envolvidos na Opera\u00e7\u00e3o \u2018Am\u00e9rica Unida\u2019.<\/p>\n<p>No Escrit\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o L\u00edquida (Office of Net Assessment), do Departamento de Defesa, cujo objetivo \u00e9 analisar o futuro do ex\u00e9rcito e suas amea\u00e7as, Andrew Marshall, ex-diretor (1973-20015), encomendou em 2004 um informe confidencial a Peter Schwartz, conselheiro da CIA e ex-Diretor de Planejamento do grupo Royal Dutch\/Shell; e Doug Randall, do Global Business Network.<\/p>\n<p>Nas conclus\u00f5es finais, os autores argumentam que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e a escassez de \u00e1gua s\u00e3o uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a nacional dos Estados Unidos e raz\u00f5es para futuros conflitos militares. Treze anos mais tarde do dito informe, os Estados Unidos se preparam para instalar uma base \u00e0s margens do Amazonas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico interesse deste pa\u00eds na regi\u00e3o. Telma Luzzani, jornalista argentina, explica em seu livro \u2018Territorios Vigilados\u2019 [Territ\u00f3rios Vigiados], que \u201cno Amazonas se encontra 95% das reservas de ni\u00f3bio, fundamental para o \u00f3leo das naves espaciais e dos m\u00edsseis intercontinentais, e 96% das reservas de tit\u00e2nio e tungst\u00eanio, utilizados na ind\u00fastria aeron\u00e1utica espacial e militar, al\u00e9m de ser rica em petr\u00f3leo, g\u00e1s, ur\u00e2nio, ouro e diamantes\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o pr\u00f3ximo exerc\u00edcio militar \u00e9 s\u00f3 mais uma pe\u00e7a de um padr\u00e3o crescente de militariza\u00e7\u00e3o e amea\u00e7as regionais. S\u00f3 no ano de 2017 foram realizados outros dois exerc\u00edcios militares no Pac\u00edfico e no Caribe:\u00a0Teamwork, South\u00a0com o Chile, e\u00a0Tradewinds, frente \u00e0s costas da Venezuela, com 18 pa\u00edses e mais de 2.500 militares.<\/p>\n<p>A liberdade destas a\u00e7\u00f5es militares demonstra um ressurgimento da presen\u00e7a estadunidense na regi\u00e3o, que se reduziu durante os diferentes mandatos de governantes progressistas neodesenvolvimentistas na Am\u00e9rica Latina. Ainda que a instala\u00e7\u00e3o de bases na Am\u00e9rica Latina e no Caribe tenha passado por diferentes etapas desde o p\u00f3s-guerra, \u00e9 em fins do s\u00e9culo XX que toma seu rumo atual.<\/p>\n<p>Em 1999, como parte do acordo Torrijos-Carter, a base militar Howard, no Panam\u00e1, que albergava o Comando do Sul, ramo do ex\u00e9rcito encarregado de opera\u00e7\u00f5es para a regi\u00e3o, se desmantelou. Isto levou a que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos reestruturasse sua estrat\u00e9gia de defesa e pol\u00edtica exterior. Sob o padr\u00e3o do Plano Col\u00f4mbia, a \u2018Guerra contra a Droga\u2019 e opera\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, se aplicaram dois modelos de bases militares na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A primeira, Main Operating Base (MOB), uma base militar com infraestrutura e acordos aprovados pelos governos: Guant\u00e1namo em Cuba, Soto Cano em Honduras e v\u00e1rias em Porto Rico. Apesar destas seguirem ativas, o modelo foi desfeito porque gerou rep\u00fadio por parte dos habitantes nacionais e um custo elevado em infraestrutura e log\u00edstica.<\/p>\n<p>\u00c9 por isto que se aplicou um segundo modelo, chamado Foward Operating Locations (FOL) ou Bases de Opera\u00e7\u00f5es Avan\u00e7adas, que se caracterizam por manter pouco pessoal militar, por\u00e9m com capacidade de \u201caumentar\u201d sua presen\u00e7a caso seja necess\u00e1rio. As quatro bases reconhecidas e oficiais na regi\u00e3o, iniciaram suas atividades em 1999 e s\u00e3o: Aruba, Curazao, El Salvador e Manta (que n\u00e3o renovou o contrato em 2009).<\/p>\n<p>Como explica Robert Kaplan, ex-assessor do Pent\u00e1gono (2009-2011), \u201cmuitas vezes, o papel chave na gest\u00e3o de um FOL \u00e9 desempenhado por um contratado privado. Ele aluga as instala\u00e7\u00f5es na base do ex\u00e9rcito do pa\u00eds anfitri\u00e3o e, depois, cobra uma tarifa dos pilotos da For\u00e7a A\u00e9rea dos Estados Unidos que transitam pela base. Oficialmente, \u00e9 um neg\u00f3cio privado, o que \u00e9 positivo para o pa\u00eds anfitri\u00e3o, porque pode afirmar que n\u00e3o est\u00e1 trabalhando realmente com o ex\u00e9rcito estadunidense. Claro, ningu\u00e9m, inclusive a m\u00eddia local, acredita nisto. Por\u00e9m, mesmo o fato de que a rela\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as armadas dos Estados Unidos ser indireta em lugar de direta, facilita tens\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, o novo nome tampouco convenceu os locais, que come\u00e7aram a suspeitar e repudiar estas interven\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio. Assim, a denomina\u00e7\u00e3o FOL mudou para Cooperative Security Location (CLS), Posto de Seguran\u00e7a Cooperativa. No entanto, s\u00e3o a mesma coisa e na regi\u00e3o, as bases continuam aumentando.<\/p>\n<p>Atualmente e ante a falta de cifras oficiais, s\u00e3o conhecidas 75 bases aproximadamente, algumas s\u00e3o MOBs, FOL\/CLS, e outras t\u00eam nomes como Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Emerg\u00eancia Regional (COER), no caso peruano. Os pa\u00edses que encabe\u00e7am a lista: panam\u00e1 (12), Porto Rico (12), Col\u00f4mbia (9) e Peru (8).<\/p>\n<p>Por sua vez, a Col\u00f4mbia assinou um acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a OTAN, em 2016, para interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00e3o, estrat\u00e9gias e protocolos do ex\u00e9rcito colombiano com os membros desta organiza\u00e7\u00e3o, entre os quais se encontra, os Estados Unidos. Mauricio Macri, presidente argentino,\u00a0anunciou que voltar\u00e1 a permitir a instala\u00e7\u00e3o de bases militares permanentes na Argentina, uma na tr\u00edplice fronteira com o Paraguai e Brasil, e outra em Tierra del Fuego, em Ushuaia. No Brasil, o governo de Temer aumentou uns 36% o or\u00e7amento militar, meses depois de aprovar a PEC 55, que congelou o or\u00e7amento da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica durante 20 anos.<\/p>\n<p>Estas a\u00e7\u00f5es legitimam a presen\u00e7a militar estrangeira a n\u00edveis governamentais. Al\u00e9m disso, com estes novos enfoques em Defesa, se afian\u00e7ar\u00e1 as alian\u00e7as militares com os Estados Unidos, algo que abrir\u00e1 a porta para uma nova fase de doutrinamento nas for\u00e7as armadas latino-americanas, onde o Brasil cumpre um papel cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Segundo H\u00e9ctor Luis Saint Pierre, coordenador de Seguran\u00e7a Internacional, Defesa e Estrat\u00e9gia da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, \u201cexiste um respeito na Am\u00e9rica do Sul pela escola militar brasileira. Ent\u00e3o, o Brasil \u00e9 um s\u00f3cio estrat\u00e9gico para a forma\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria dos militares do continente. Se os Estados Unidos t\u00eam boa rela\u00e7\u00e3o com a armada brasileira, \u00e9 mais f\u00e1cil difundir sua mensagem entre os militares da regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Uma assustadora lembran\u00e7a que remonta ao funcionamento da Escola das Am\u00e9ricas, institui\u00e7\u00e3o de doutrinamento militar e ideol\u00f3gico dos Estados Unidos, encarregada de formar esquadr\u00f5es de tortura e morte em toda a Am\u00e9rica Latina durante os anos 70, 80 e 90. Voltar a modelos de defesa de corte colonial s\u00f3 representa um retrocesso e perigo para o processo de integra\u00e7\u00e3o regional e para a paz.<\/p>\n<p>Inclusive, iniciativas como o Conselho de Defesa Sul-americano (CDS), criado pela UNASUL, em 2008, para encarregar-se de implantar pol\u00edticas em mat\u00e9ria de coopera\u00e7\u00e3o militar, a\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias e opera\u00e7\u00f5es de paz, ind\u00fastria e tecnologia da defesa; ser\u00e1 observador oficial da Opera\u00e7\u00e3o Am\u00e9rica Unida. \u201cDesse modo, se legitimam os espa\u00e7os nos quais participa o Pent\u00e1gono e se diluem os espa\u00e7os pr\u00f3prios da regi\u00e3o sul-americana\u201d, comentou Ra\u00fal Zibechi, jornalista uruguaio.<\/p>\n<p>Com a presen\u00e7a estadunidense minando as soberanias nacionais, apoiados pelo retorno de l\u00edderes de \u2018direita\u2019 e pela deslegitima\u00e7\u00e3o sist\u00eamica dos projetos progressistas da regi\u00e3o, a ideia de uma Am\u00e9rica Latina unida sem imposi\u00e7\u00f5es imperialistas se converte novamente em um sonho. De forma alarmante, a regi\u00e3o segue se enchendo de bases estrat\u00e9gicas dos Estados Unidos para controlar recursos, pessoas e opera\u00e7\u00f5es militares. Ent\u00e3o, se isso n\u00e3o \u00e9 colonialismo, o que \u00e9?<\/p>\n<p><strong>Rebeli\u00f3n publicou este artigo com a permiss\u00e3o do autor mediante uma licen\u00e7a do Creative Commons, respeitando sua liberdade para public\u00e1-lo em outras fontes.<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2017\/10\/25\/mas-tropas\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16783\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8,165,38],"tags":[223],"class_list":["post-16783","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-eua","category-c43-imperialismo","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4mH","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16783","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16783"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16783\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}