{"id":1679,"date":"2011-07-20T03:43:14","date_gmt":"2011-07-20T03:43:14","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1679"},"modified":"2011-07-20T03:43:14","modified_gmt":"2011-07-20T03:43:14","slug":"os-doze-apostolos-de-alvaro-uribe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1679","title":{"rendered":"Os \u201cDoze Ap\u00f3stolos\u201d de \u00c1lvaro Uribe"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Integrante do Secretariado das FARC<\/strong><\/p>\n<p>Quem ler <em><strong>El clan de los doce apostoles (O cl\u00e3 dos doze ap\u00f3stolos)<\/strong><\/em>, o livro de Olga Behar, n\u00e3o poder\u00e1 escapar \u00e0 certeza de que a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica da Col\u00f4mbia foi exercida, durante oito anos, por um paramilitar \u201cpuro sangue\u201d. N\u00e3o por seus cavalos, mas por seu instinto sanguin\u00e1rio. \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez era narco-paramilitar muito antes de ser presidente. Tivemos um g\u00e2ngster, um bandido no Pal\u00e1cio de Nari\u00f1o.<\/p>\n<p>Em 25 de outubro de 1997 ocorreu um terr\u00edvel massacre em El Aro, um pequeno povoado incrustado na cordilheira, pr\u00f3ximo de Ituango (Antioquia). No instante em que os paramilitares matavam a popula\u00e7\u00e3o, queimavam pessoas vivas, violavam as mulheres e incendiavam as casas, 4 helic\u00f3pteros sobrevoavam a \u00e1rea. Um deles era o da governan\u00e7a. Ali, ia, pessoalmente, o autor intelectual do massacre, o mesmo que disse aos paramilitares: \u201cfa\u00e7am o que tiver de fazer\u201d. Era o governador de Antioquia: \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez.<\/p>\n<p>Durante seis dias, 200 paramilitares permaneceram em El Aro sem que ningu\u00e9m os importunasse. 15 cidad\u00e3os ficaram estendidos, sem vida, na pra\u00e7a principal. Um civil foi espancado at\u00e9 a morte e teve seu cora\u00e7\u00e3o extra\u00eddo, mais de 900 pessoas foram for\u00e7adas a se deslocarem, abandonando suas casas. Al\u00e9m disso, roubaram o gado dos camponeses. O ex\u00e9rcito arrebanhou as cria\u00e7\u00f5es de gado. Quem atesta isso? O chefe paramilitar Salvatore Mancuso e o executor do massacre, Francisco Enrique Villalba Hern\u00e1ndez. Pessoalmente, o governador os felicitou pela fa\u00e7anha sangrenta. Dias antes do massacre, \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez, seu irm\u00e3o Santiago e o comando da IV Brigada do Ex\u00e9rcito se reuniram numa fazenda em Taraz\u00e1, com as lideran\u00e7as paramilitares Salvatore Mancuso, Carlos Casta\u00f1o, Alias Cobra, Noventa, J\u00fanior e Villalba para planejar a covarde a\u00e7\u00e3o. Por este crime de lesa humanidade foi condenado o Estado, por\u00e9m os autores intelectuais continuam em suas casas de veraneio, imperturb\u00e1veis, impunemente.<\/p>\n<p>Em 27 de fevereiro de 1998, depois de muita viol\u00eancia verbal por parte do governador de Antioquia, \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez, que tentava refutar a den\u00fancia do massacre, foi assassinado, em Medell\u00edn, Jes\u00fas Mar\u00eda Valle, defensor dos direitos humanos. Villalba, que relatou o crime perante um juiz de justi\u00e7a e paz, caiu assassinado na frente de casa enquanto cumpria senten\u00e7a de pris\u00e3o domiciliar. Mais tarde, o extraditado Salvatore Mancuso confessou a um comit\u00ea do senado colombiano que o visitava numa pris\u00e3o nos Estados Unidos, que n\u00e3o se atrevia a denunciar o papel protagonista de Uribe no projeto paramilitar, porque tinha medo que sua fam\u00edlia fosse assassinada.<\/p>\n<p>Os Uribe, \u00c1lvaro e Santiago, s\u00e3o uns assassinos desalmados. Com o intuito de apagar provas e testemunhos, mataram quase todos os assassinos do grupo paramilitar \u201cOs Doze Ap\u00f3stolos\u201d que, sob suas ordens, empaparam de sangue a terra de Yarumal, ao norte de Antioquia. Num breve lapso, o grupo matou mais de cem camponeses inocentes sob a falsa acusa\u00e7\u00e3o de serem guerrilheiros ou apoiadores destes. O centro de opera\u00e7\u00f5es era a fazenda La Carolina, de propriedade dos Uribe, situada nas cercanias de Cuiv\u00e1, a 15 quil\u00f4metros do munic\u00edpio de Yarumal. O principal articulador do grupo era o pr\u00f3prio Santiago Uribe, irm\u00e3o do ex-presidente. Este trabalhava em perfeita coordena\u00e7\u00e3o com o comando de pol\u00edcia de Yarumal e com a base do ex\u00e9rcito de La Marconia. Conta o oficial da pol\u00edcia, Juan Carlos Meneses, que se salvou milagrosamente do chumbo e da p\u00f3lvora dos Uribe, que a fazenda tinha um campo de treinamento militar id\u00eantico aos utilizados pelo ex\u00e9rcito. \u201cOlha \u2013 disse-lhe Santiago \u2013 aqui \u00e9 onde treino meus garotos\u201d. No lugar permanecia um grupo de homens fortemente armados com fuzis AK-47, Galil e AR-15. O chefe paramilitar (Santiago Uribe) se comunicava atrav\u00e9s de r\u00e1dios com o ex\u00e9rcito, pol\u00edcia e fazendeiros, com quem atuava em conluio.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, os paramilitares de La Carolina assassinaram um menino da regi\u00e3o, conhecido como Vicente Varela. Nesta \u00e9poca, era comandante da pol\u00edcia de Yarumal, o hoje coronel, Pedro Manuel Benavides. Solicitado em La Carolina, o policial se deslocou at\u00e9 o local para fazer o levantamento do cad\u00e1ver. Ali, tomou a surpreendente decis\u00e3o de amarr\u00e1-lo ao <em>bumper<\/em> ou parachoque do Toyota vermelho da SIJIN (intelig\u00eancia da pol\u00edcia) e, com um letreiro preso ao peito do morto (que dizia: \u201cmorto por chantagem\u201d), percorreu como um louco as ruas de Yarumal, buzinando, alegre e triunfante, mostrando \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, sob o sol do meio dia, seu macabro trof\u00e9u. Atuava ancorado na certeza da impunidade. Claro. Sabia que o governador de Antioquia o protegia. Santiago Uribe assegurou que tinha \u201cmuitos amigos na procuradoria e muita influ\u00eancia nacionalmente\u201d. E de verdade, o amparava o Procurador Geral, assim como seu predecessor Mario Iguar\u00e1n, e mais recentemente, Guillermo Mendoza Diago. Todos estes bonecos do paramilitarismo de Uribe. Por isso, passaram impunemente a foice da morte pelos munic\u00edpios de Valdivia, Angostura, Campamento, Caucasia, Santa Rosa de Osos, Anor\u00ed, deixando pelo caminho um rastro de mortos. Para ilustrar a barb\u00e1rie, mais dois casos: numa a\u00e7\u00e3o conjunta entre paramilitares, ex\u00e9rcito e policiais, crivaram de balas a fam\u00edlia Quintero Olarte na Fazenda La Sirena, onde n\u00e3o s\u00f3 morreu o pai dos Quintero e um dos seus filhos, como tamb\u00e9m feriram v\u00e1rias crian\u00e7as. Outro crime indignante foi o assassinato de um jovem acusado de ser guerrilheiro, a quem planejavam executar no terminal de transportes de Yarumal. Ao perceber as inten\u00e7\u00f5es do grupo, o rapaz correu em meio \u00e0s balas, na dire\u00e7\u00e3o do posto policial, em busca de prote\u00e7\u00e3o. O mataram a poucos metros do quartel, por\u00e9m os agentes n\u00e3o se moveram do posto, cumprindo o compromisso de n\u00e3o interferir nas a\u00e7\u00f5es do grupo de \u201climpeza\u201d. Santiago Uribe pagava aos comandantes um milh\u00e3o de pesos mensais por sua cumplicidade. Os \u201cDoze Ap\u00f3stolos\u201d tinham montado uma sede de opera\u00e7\u00f5es urbanas no s\u00f3t\u00e3o do comando da pol\u00edcia de Yarumal.<\/p>\n<p>Os Uribe sempre pretenderam dar um verniz pol\u00edtico ao instinto sanguin\u00e1rio e mafioso da fam\u00edlia, ligando-o a uma insaci\u00e1vel sede de vingan\u00e7a pela morte de seu pai, Alberto Uribe Sierra, ocorrida em 1982. Os jornalistas colombianos Fernando Garavito, autor de <em>El se\u00f1or de las sombras. Una biograf\u00eda no autorizada de \u00c1lvaro Uribe (O senhor das sombras. Uma biografia n\u00e3o autorizada de \u00c1lvaro Uribe)<\/em>, y Fabio Castillo, atribuem a morte violenta do pai dos Uribe a um ajuste de contas, a uma vingan\u00e7a do narcotr\u00e1fico. N\u00e3o \u00e9 segredo que a fam\u00edlia Uribe construiu sua fortuna com opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o de coca\u00edna para os Estados Unidos, ao lado do cartel dos Ochoa. Em mar\u00e7o de 1984, as autoridades desmantelaram o complexo de coca\u00edna de Tranquilandia, em Yar\u00ed, de propriedade de Pablo Escobar, Gonzalo Rodr\u00edguez Gacha e o cl\u00e3 dos Ochoa. Na citada opera\u00e7\u00e3o, foram confiscadas 14 toneladas de coca\u00edna e v\u00e1rias aeronaves, entre elas o helic\u00f3ptero Hughes 500, HK2407X, de propriedade dos Uribe. Quando \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez esteve \u00e0 frente da Aeron\u00e1utica Civil, autorizou a utiliza\u00e7\u00e3o de pistas ou aeroportos clandestinos na selva, favorecendo, dessa maneira, as opera\u00e7\u00f5es de narcotr\u00e1fico de seus s\u00f3cios.<\/p>\n<p>O informe de intelig\u00eancia elaborado em setembro de 1991, pelo governo dos Estados Unidos \u2013 tornado p\u00fablico pelo Pent\u00e1gono \u2013 sob o t\u00edtulo \u201cperfil dos narcotraficantes colombianos\u201d, consta no n\u00famero 82 o seguinte: \u201c\u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez: pol\u00edtico colombiano e senador dedicado a colaborar com o cartel de Medell\u00edn em altos n\u00edveis governamentais. Uribe foi envolvido com a atividade de narc\u00f3ticos nos Estados Unidos. Seu pai foi assassinado na Col\u00f4mbia por sua conex\u00e3o com os traficantes de narc\u00f3ticos. Uribe trabalha para o cartel de Medell\u00edn e \u00e9 muito pr\u00f3ximo de Pablo Escobar Gaviria. Participou na campanha pol\u00edtica de Escobar\u201d\u2026 A\u00ed est\u00e1 pintada, de corpo inteiro, a alma narco-paramilitar de \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez.<\/p>\n<p>Com estes antecedentes, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil compreender porque Uribe, sendo presidente da Rep\u00fablica, ordenou a opera\u00e7\u00e3o Ori\u00f3n contra a Comuna 13 de Medell\u00edn, em outubro de 2002. Nesse ataque desproporcional contra a popula\u00e7\u00e3o civil, atuaram conjuntamente o ex\u00e9rcito, a pol\u00edcia e os paramilitares, por meio dos generais Mario Montoya, Leonardo Gallego e ainda Don Berna, respectivamente. O governo utilizou helic\u00f3pteros Black Hawk com artilharia e dispararam suas metralhadoras contra os habitantes das colinas de Medell\u00edn. Morreram 1.500 pessoas. Don Berna confessou, numa pris\u00e3o nos Estados Unidos, que muitos dos mortos foram levados clandestinamente em caminh\u00f5es do Gaula do ex\u00e9rcito, via La Pintada, onde foram jogados nas \u00e1guas do rio Cauca.<\/p>\n<p>Crimes de lesa humanidade, denominados eufemisticamente como \u201cfalsos positivos\u201d, colocaram fim a vida de centenas de jovens desempregados. Tais crimes foram apresentados pela imprensa oficial como \u201cguerrilheiros mortos em combate\u201d e como sinal inequ\u00edvoco da efici\u00eancia da pol\u00edtica de seguran\u00e7a democr\u00e1tica. \u00c9 claro, s\u00e3o reflexos do perfil de um assassino compulsivo como \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez.<\/p>\n<p>Os Uribe s\u00e3o especialistas em agir de maneira criminosa sem deixar rastros. Por isso, mandaram matar \u201cPelo de chonta\u201d, os Pemberthy, Pitufo, o relojoeiro e muitos outros matadores dos \u201cDoze Ap\u00f3stolos\u201d. Quando o tenente V\u00edctor Hugo M\u00e9ndez, subcomandante da SIJIN em Antioquia, assumiu o comando da pol\u00edcia de Yarumal, em cinco dias o assassinaram. Sua valentia e honradez o levaram a investigar o rastro de sangue dos \u201cDoze Ap\u00f3stolos\u201d na jurisdi\u00e7\u00e3o de seu comando. O caso aconteceu em 6 de novembro de 1994. Quando sentiram que os liames jur\u00eddicos que come\u00e7avam a ser desenrolados pelo Oficial Meneses poderiam envolv\u00ea-los, os Uribe influenciaram para que ele fosse enviado a lugares onde a ordem p\u00fablica fosse agitada. Assim, puderam apresentar sua morte como produto de um ataque da guerrilha. Por isso o enviaram \u00e0 Segovia, uma popula\u00e7\u00e3o ressentida com o ex\u00e9rcito e com a pol\u00edcia, por sua participa\u00e7\u00e3o com os paramilitares no massacre de 11 de novembro de 1988, que deixou 43 mortos e 40 feridos. N\u00e3o podem, n\u00e3o devem ficar impunes os autores intelectuais e promotores dos \u201cDoze Ap\u00f3stolos\u201d. \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez, seu irm\u00e3o Santiago, o padre Gonzalo Javier Palacio que utilizava o p\u00falpito para lan\u00e7ar defesas antisubversivas, o fazendeiro \u00c1lvaro V\u00e1squez, o pecuarista Emiro P\u00e9rez, Donato Vargas, e outros not\u00e1veis de Yarumal, devem pagar por seus crimes.<\/p>\n<p>Poucos dias depois da posse de Uribe V\u00e9lez como presidente da Rep\u00fablica, sua fam\u00edlia tomou a decis\u00e3o de vender a fazenda La Carolina, como se esse fariseu fosse suficiente para lavar as m\u00e3os ensanguentadas e enganar as responsabilidades penais. Os Uribe V\u00e9lez n\u00e3o s\u00e3o nenhuma vaca sagrada. O peso da justi\u00e7a deve cair sobre eles.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia existem muitos compatriotas com sentimento de humanidade, como o padre Javier Giraldo, do CINEP (Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Popular), que, desafiando os perigos, soube escutar a dor das v\u00edtimas ante a surdez das inst\u00e2ncias judiciais e do governo. Gra\u00e7as a gest\u00e3o do CINEP, o caso dos \u201cDoze Ap\u00f3stolos\u201d foi posto ao conhecimento do pr\u00eamio nobel de paz, Adolfo P\u00e9rez Esquivel, e de uma equipe de juristas argentinos, que n\u00e3o diminu\u00edram seu empenho humanit\u00e1rio de recorrer \u00e0 justi\u00e7a universal, aos tribunais internacionais, para evitar, tal como fizeram no caso argentino, que crimes de lesa humanidade passem despercebidos, protegidos pela impunidade. Possuem em seu poder valiosos testemunhos do Oficial da pol\u00edcia, Juan Carlos Meneses e importantes provas fotogr\u00e1ficas e de \u00e1udio, nas quase o coronel da pol\u00edcia, Pedro Manuel Benavides, envolve os Uribe na campanha criminosa dos \u201cDoze Ap\u00f3stolos\u201d.<\/p>\n<p>O livro de Olga Behar revive a mem\u00f3ria de uma matan\u00e7a de lesa humanidade que n\u00e3o deve ser esquecida e \u00e9, ao mesmo tempo, um testemunho escrito com tinta indel\u00e9vel, que n\u00e3o deixar\u00e1 de apontar com dedo acusador os Uribes, \u00c1lvaro y Santiago.<\/p>\n<p>A Col\u00f4mbia, mais que nenhum pa\u00eds, requer com urg\u00eancia a solidariedade internacional para vencer a impunidade que encobre os terr\u00edveis crimes do paramilitarismo de Estado contra a popula\u00e7\u00e3o civil indefesa. Por tantos mortos, vi\u00favas, tantos \u00f3rf\u00e3os, pelo despojo e as fugas em massa dos campos e comunidades, devem ser castigados os autores intelectuais da hecatombe humanit\u00e1ria que feriu a Col\u00f4mbia. Pol\u00edticos como Uribe, generais do ex\u00e9rcito, empres\u00e1rios, pecuaristas, chefes narco-paramilitares, banqueiros lavadores de dinheiro dos narcos, o pr\u00f3prio governo, respons\u00e1veis por estes crimes contra a humanidade, devem ser conduzidos aos tribunais.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Fernanda M. Scelza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 3.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nIv\u00e1n M\u00e1rquez\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1679\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-1679","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-r5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1679","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1679"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1679\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}