{"id":16846,"date":"2017-11-01T14:15:13","date_gmt":"2017-11-01T17:15:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16846"},"modified":"2018-03-06T17:19:56","modified_gmt":"2018-03-06T20:19:56","slug":"10-de-novembro-retomar-a-construcao-da-greve-geral-para-barrar-as-contrarreformas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16846","title":{"rendered":"10 de novembro: retomar a constru\u00e7\u00e3o da greve geral para barrar as contrarreformas!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/unidadeclassista.org.br\/uc1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/23192118_10208247725990554_1374102530_o-768x768.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da Unidade Classista<\/p>\n<p>A classe trabalhadora brasileira est\u00e1 vivendo uma dura transi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. O ciclo de lutas que se iniciou ao final dos anos 1970 est\u00e1 em franca decad\u00eancia. Algumas organiza\u00e7\u00f5es formadas no calor dos enfrentamentos \u00e0 ditadura empresarial militar, como a Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), foram cooptadas pela ordem burguesa. O Partido dos Trabalhadores (PT), em treze anos de governo, n\u00e3o mobilizou os trabalhadores para encarar os capitalistas e realizar transforma\u00e7\u00f5es profundas na sociedade, na pol\u00edtica e na economia. Lula e Dilma, ao contr\u00e1rio, limitaram-se \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sociais superficiais e tempor\u00e1rias, restritas \u00e0 l\u00f3gica da concilia\u00e7\u00e3o de classes.<\/p>\n<p>As Jornadas de Junho de 2013 demonstraram que: a) tais medidas eram insuficientes; b) o povo efetivamente estava insatisfeito com o aumento do custo de vida, ao passo que exigia condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de qualidade na mobilidade urbana, na educa\u00e7\u00e3o e na sa\u00fade, al\u00e9m de moradia, mais e melhores empregos etc.; c) o PT, a CUT e demais instrumentos do chamado campo democr\u00e1tico popular n\u00e3o tinham mais a mesma influ\u00eancia sobre os movimentos sociais em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p>Para atender as reinvindica\u00e7\u00f5es das ruas, seria inevitavelmente necess\u00e1rio enfrentar poderosos interesses empresariais. Contudo, dando continuidade \u00e0 pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o, o Governo Federal preocupou-se mais em se mostrar confi\u00e1vel aos olhos da burguesia e jogar a crise nas costas dos trabalhadores do que em disputar o sentido das crescentes mobiliza\u00e7\u00f5es. Dilma fez grandes esfor\u00e7os para garantir o \u201cajuste fiscal\u201d e a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, enquanto n\u00e3o realizou esfor\u00e7o algum para implementar a agenda exigida nas ruas pela maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, setores de direita encontraram terreno f\u00e9rtil para ampliar sua influ\u00eancia nos protestos e sua capacidade de dirig\u00ed-los politicamente. Ao mesmo tempo, dissolvia-se a coaliz\u00e3o partid\u00e1ria do Governo no Congresso Nacional. Parlamentares que at\u00e9 recentemente faziam parte da base aliada, al\u00e9m do pr\u00f3prio Vice Presidente \u00e0 \u00e9poca, Michel Temer, organizaram o golpe para descartar o Partido dos Trabalhadores e assumir a gest\u00e3o direta das contrarreformas.<\/p>\n<p>O impeachment de Dilma marca o esgotamento do ciclo de lutas anterior, abrindo o caminho para o fortalecimento de grupos conservadores e reacion\u00e1rios, al\u00e9m do processo de aprofundamento e acelera\u00e7\u00e3o das medidas que visam retirar direitos da classe trabalhadora, conforme temos visto a cada semana desde que Temer assumiu o Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>Todavia, os setores mais avan\u00e7ados da classe trabalhadora, os revolucion\u00e1rios, n\u00e3o devem temer a crise. Se \u00e9 verdade que, ao longo da Hist\u00f3ria, algumas crises gestaram a ascens\u00e3o de regimes de extrema direita, \u00e9 verdade tamb\u00e9m que as grandes revolu\u00e7\u00f5es prolet\u00e1rias e populares no mundo nunca ocorreram em per\u00edodos de estabilidade. Devemos confiar na capacidade da nossa classe e dedicar nossas vidas \u00e0 sua reorganiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ideia, muito difundida, de que os trabalhadores no Brasil s\u00e3o acomodados e passivos n\u00e3o passa de um mito. Por mais que em determinadas condi\u00e7\u00f5es ocorram pequenos per\u00edodos de calmaria, a hist\u00f3ria do pa\u00eds, assim como de todo o mundo, \u00e9 a hist\u00f3ria da luta de classes. Desde o per\u00edodo colonial, passando pelo Imp\u00e9rio at\u00e9 o Brasil Rep\u00fablica, os trabalhadores nunca se conformaram com a opress\u00e3o das classes dominantes. N\u00e3o s\u00e3o poucos os exemplos de revoltas populares, sempre reprimidas com enorme viol\u00eancia pelo Estado nestes 500 anos.<\/p>\n<p>Diante de Temer n\u00e3o tem sido diferente. Desde o in\u00edcio deste ano, sobretudo a partir de mar\u00e7o, realizamos grandiosas manifesta\u00e7\u00f5es, paralisa\u00e7\u00f5es e greves contra as medidas do governo em favor dos capitalistas: em 15 de mar\u00e7o tomamos as ruas do pa\u00eds; o dia 28 de abril ficou marcado pela maior greve geral das \u00faltimas d\u00e9cadas; em 24 de maio, realizamos um grande ato em Bras\u00edlia; no dia 30 de junho, contudo, o peleguismo predominante entre as c\u00fapulas sindicais do pa\u00eds trouxe grandes preju\u00edzos para o que deveria ser a segunda grande greve geral do ano.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esta desmobiliza\u00e7\u00e3o, o governo usurpador aprovou uma infame reforma trabalhista, visando rebaixar os direitos dos trabalhadores a patamares inferiores aos conquistados no in\u00edcio do s\u00e9culo passado e inviabilizar a organiza\u00e7\u00e3o sindical classista. Tudo para satisfazer os interesses capitalistas, ou seja, aprofundar a explora\u00e7\u00e3o e a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Entretanto, tal refluxo est\u00e1 muito longe de determinar o sentido hist\u00f3rico do per\u00edodo em que estamos entrando. Um novo ciclo pol\u00edtico e sindical no pa\u00eds \u00e9 uma obra em aberto. Nenhum movimento hist\u00f3rico \u00e9 linear, isto \u00e9, os avan\u00e7os e recuos fazem parte do processo. Sua evolu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, depender\u00e1 das disputas travadas no dia a dia da luta de classes.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que se insere o 10 de novembro: dia nacional de lutas e paralisa\u00e7\u00f5es. Trata-se de uma data fundamental: \u00e9 o momento de intensificar a discuss\u00e3o nas bases, organizar as diversas categorias, reconstruir as mobiliza\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias com quem quer lutar e retomar as ruas por nenhum direito a menos!<\/p>\n<p>A contrarreforma trabalhista do governo Temer \u00e9 uma grave agress\u00e3o \u00e0s conquistas alcan\u00e7adas pela nossa classe ao longo de um s\u00e9culo de resist\u00eancias. Jornada de oito horas, f\u00e9rias de 30 dias, intervalo de almo\u00e7o, entre outros direitos, est\u00e3o seriamente amea\u00e7ados. Direitos n\u00e3o se negociam, se defendem! Ou nos movimentamos agora ou seremos cada vez mais atacados por este governo ileg\u00edtimo, que no m\u00eas de outubro j\u00e1 acenou com mais \u201cnovidades\u201d \u2013 redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo para 2018, congelamento salarial para os servidores p\u00fablicos e eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota previdenci\u00e1ria do funcionalismo.<\/p>\n<p>Portanto, a Unidade Classista n\u00e3o medir\u00e1 esfor\u00e7os para construir o dia 10 de novembro unificado: contra o trabalho escravo, as terceiriza\u00e7\u00f5es, o congelamento dos investimentos p\u00fablicos, as privatiza\u00e7\u00f5es e as reformas trabalhista\/ da previd\u00eancia! Precisamos retomar o combate unit\u00e1rio ao governo Temer e a constru\u00e7\u00e3o da greve geral para barrar as contrarreformas, apontando para a reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, numa perspectiva classista e anticapitalista, sem concilia\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>Unidade Classista: unir as lutas para emancipar a classe!<\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"SCmj2ycEYX\"><p><a href=\"http:\/\/unidadeclassista.org.br\/uc1\/3118\">10 de novembro: retomar a constru\u00e7\u00e3o da greve geral para barrar as contrarreformas!<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/unidadeclassista.org.br\/uc1\/3118\/embed#?secret=SCmj2ycEYX\" data-secret=\"SCmj2ycEYX\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;10 de novembro: retomar a constru\u00e7\u00e3o da greve geral para barrar as contrarreformas!&#8221; &#8212; Unidade Classista\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16846\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190,31],"tags":[219],"class_list":["post-16846","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer","category-c31-unidade-classista","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4nI","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16846\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}