{"id":16867,"date":"2017-11-03T21:02:41","date_gmt":"2017-11-04T00:02:41","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=16867"},"modified":"2017-11-03T21:02:41","modified_gmt":"2017-11-04T00:02:41","slug":"maria-orlando-pinassi-as-instituicoes-foram-assaltadas-pelo-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16867","title":{"rendered":"Maria Orlando Pinassi: \u201cAs institui\u00e7\u00f5es foram assaltadas pelo capital\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/2017\/10\/31_10_plenario_na_denuncia_de_temer_foto_lula_marques_agpt_fotos_publicas.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Embasbacado com as arma\u00e7\u00f5es de um Congresso absolutamente descolado da realidade da cidadania, o Brasil assistiu a segunda absolvi\u00e7\u00e3o do presidente Michel Temer pelos seus legisladores, isso poucos dias depois da recupera\u00e7\u00e3o do mandato de A\u00e9cio Neves, ambos inequivocamente imiscu\u00eddos na teia da corrup\u00e7\u00e3o que tanta indigna\u00e7\u00e3o causa. Na entrevista a soci\u00f3loga e professora da UNESP Maria Orlanda Pinassi\u00a0constata toda a desola\u00e7\u00e3o e lamenta que ainda veremos novos e variados cap\u00edtulos de aprofundamento da barb\u00e1rie generalizada.<\/p>\n<p>\u201cO prop\u00f3sito da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato teve endere\u00e7o: o sucateamento da Petrobr\u00e1s, do pr\u00e9-sal\u00a0e das empreiteiras historicamente ligadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do setor energ\u00e9tico do pa\u00eds. O objetivo sempre foi a privatiza\u00e7\u00e3o da empresa e suas subsidi\u00e1rias, entreg\u00e1-las ao capital internacional, do jeitinho que est\u00e1 acontecendo neste momento. O resto \u00e9 p\u00e3o e circo para os pobres de esp\u00edrito e alienados que acham que o objetivo de Moro \u00e9 o Lula\u201d, contextualizou.<\/p>\n<p>Tal como em entrevistas recentes, a soci\u00f3loga endossa a no\u00e7\u00e3o de um papel cada vez mais impotente das esquerdas, incapazes de propor novos e atualizados debates e atada por uma f\u00e9 na institucionalidade que beira o inacredit\u00e1vel diante de tantos resultados negativos.<\/p>\n<p>\u201cSinceramente, n\u00e3o acho que as esquerdas\u00a0joguem qualquer papel digno de nota h\u00e1 um bom tempo. Est\u00e3o perdidas, sem dire\u00e7\u00e3o, sem fun\u00e7\u00e3o, \u00e0 deriva de um politicismo frouxo, teimando em fazer parte de um parlamento irremediavelmente apodrecido para as causas que julga defender. E, pior, insistem neste tom desafinado ao se jogarem nas articula\u00e7\u00f5es rumo a 2018\u201d, criticou.<\/p>\n<p>Fazendo coro a outros analistas, Pinassi coloca a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos \u00faltimos tempos, comum a outros pa\u00edses da vizinhan\u00e7a, como uma cortina que encobre o que de fato est\u00e1 em jogo.<br \/>\n\u201cO quadro demonstra o equ\u00edvoco cometido pelos apologetas do per\u00edodo anterior que defendiam a alian\u00e7a dos trabalhadores com setores produtivos da burguesia interna (FIESP), supostamente insatisfeita com a hegemonia do capital financeiro, especulativo (&#8230;) \u00c9 o fim do contrato social ou o que isso significou na tradi\u00e7\u00e3o autocr\u00e1tica do Estado brasileiro\u201d, sintetizou.<br \/>\nA entrevista \u00e9 de Gabriel Brito, publicada por Correio da Cidadania, 30-10-2017.<\/p>\n<p>Eis a entrevista.<\/p>\n<p>Como voc\u00ea recebeu o resultado da vota\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara que barrou a segunda den\u00fancia contra o presidente Michel Temer?<\/p>\n<p>Nada surpreendente. Surpreenderia se o expediente utilizado por aquela gente para livrar Temer\u00a0de seus crimes n\u00e3o tivesses se tornado t\u00e3o corriqueiro. N\u00e3o quero minimizar o fato, mas o epis\u00f3dio do dia 26 de outubro, tanto quanto o do dia 13 de julho, foi mais um espet\u00e1culo dantesco de um Congresso com o qual a pol\u00edtica aliancista do PT convivia muito bem. Eram todos ou quase todos da base aliada. A diferen\u00e7a \u00e9 que antes do impeachment havia um maior acanhamento e a delinqu\u00eancia n\u00e3o ficava assim t\u00e3o evidente.<\/p>\n<p>Se eu fosse <em>weberiana<\/em>, diria que aquelas figuras grotescas que est\u00e3o l\u00e1 em Bras\u00edlia, decidindo as nossas vidas, desmontando cada um dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, direitos que resistiram aos ataques neoliberais das \u00faltimas d\u00e9cadas, correspondem ao tipo pol\u00edtico ideal da crise estrutural do capital. Ao menos na periferia, onde a contrarrevolu\u00e7\u00e3o produz os maiores e mais lesivos estragos, um bom exemplo s\u00e3o os pol\u00edticos que professam esse tal de neopentecostalismo, uma par\u00f3dia de mau gosto do protestantismo de Lutero.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, vejo ainda dois problemas gigantescos ligados \u00e0 quest\u00e3o. O primeiro \u00e9 a desfa\u00e7atez com que se usa, \u00e0 luz do dia, dinheiro p\u00fablico para comprar uma cambada de parasitas c\u00ednicos. S\u00e3o bilh\u00f5es de reais negados \u00e0s necessidades mais elementares da popula\u00e7\u00e3o em franco processo de empobrecimento, desprote\u00e7\u00e3o, desorganiza\u00e7\u00e3o e, depois destes espet\u00e1culos todos levados ao ar todos os dias em rede nacional, uma profunda e paralisadora desesperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Aqui reside o segundo problema que me parece ser o ovo da serpente, a semente de um fascismo que \u00e9 popular e muito perigoso. Para explicar, sempre recorro a um trecho de Dostoievski\u00a0em Recorda\u00e7\u00f5es da Casa dos Mortos onde ele diz o seguinte: \u201cquando um homem perde qualquer objetivo e qualquer esperan\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 raro que, por t\u00e9dio, se transforme num monstro\u201d.<\/p>\n<p>Como se pode ver, o caso Temer, assim como o de A\u00e9cio e de outros tantos denunciados e acobertados pelo Congresso e demais inst\u00e2ncias jur\u00eddicas do pa\u00eds, t\u00eam consequ\u00eancias muito mais s\u00e9rias do que se poderia supor \u00e0 primeira vista. E as coisas n\u00e3o acontecem assim por mero acaso.<\/p>\n<p>Como fica a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato diante da sociedade com tal resultado?<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato cumpre muito bem o seu papel na intrincada urdidura que envolveu a transi\u00e7\u00e3o do governo Dilma a Temer. \u00c9 pe\u00e7a chave na articula\u00e7\u00e3o que promove a judicializa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica\u00a0e a politiza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a. Atende \u00e0 demanda moral dos paneleiros que foram \u00e0s ruas brandir palavras de ordem, quase sempre muito confusas, contra a corrup\u00e7\u00e3o. Movimentos id\u00eanticos pipocaram pela Venezuela, Argentina, Equador e s\u00e3o parte de um processo de desestabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Moro, o juiz impoluto, cria\u00e7\u00e3o m\u00edtica, cuja carreira acad\u00eamica foi realizada t\u00e3o a jato quanto a opera\u00e7\u00e3o que comanda, foi o muso desse movimento que entrou e saiu de cena t\u00e3o r\u00e1pido quanto durou o impeachment de Dilma. Moro e sua equipe (Dallagnol e Rodrigo Janot) distraem o p\u00fablico com seus intermin\u00e1veis mandados de busca e apreens\u00e3o, condu\u00e7\u00f5es coercitivas, pris\u00f5es tempor\u00e1rias e pris\u00f5es preventivas.<\/p>\n<p>Suas opera\u00e7\u00f5es se consolidam como a grande fonte das den\u00fancias de crimes envolvendo a esp\u00faria (e \u00f3bvia) rela\u00e7\u00e3o entre o p\u00fablico e o privado, todas comprovadas \u00e0 exaust\u00e3o. O problema, como disse anteriormente, \u00e9 que as den\u00fancias quase sempre s\u00e3o engavetadas nas inst\u00e2ncias que se seguem.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato\u00a0teve endere\u00e7o: o sucateamento da Petrobr\u00e1s, do pr\u00e9-sal e das empreiteiras historicamente ligadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do setor energ\u00e9tico do pa\u00eds. O objetivo sempre foi a privatiza\u00e7\u00e3o da empresa e suas subsidi\u00e1rias, entreg\u00e1-las ao capital internacional, do jeitinho que est\u00e1 acontecendo neste momento. O resto \u00e9 p\u00e3o e circo para os pobres de esp\u00edrito e alienados que acham que o objetivo de Moro \u00e9 o Lula.<\/p>\n<p>Do lado das esquerdas, o que pensa do papel que jogaram de um ano pra c\u00e1?<\/p>\n<p>Sinceramente, n\u00e3o acho que as esquerdas joguem qualquer papel digno de nota h\u00e1 um bom tempo. Est\u00e3o perdidas, sem dire\u00e7\u00e3o, sem fun\u00e7\u00e3o, \u00e0 deriva de um politicismo frouxo, teimando em fazer parte de um parlamento irremediavelmente apodrecido para as causas que julga defender. E, pior, insistem neste tom desafinado ao se jogarem nas articula\u00e7\u00f5es rumo a 2018.<br \/>\nO rei est\u00e1 nu, e isso ficou claro j\u00e1 nas jornadas de 2013 quando as esquerdas organizadas foram \u00e0s ruas empunhando timidamente suas bandeiras vermelhas e entrando em disputas v\u00e3s com os verde-amarelos. Depois, a barb\u00e1rie n\u00e3o tardou e ela n\u00e3o \u00e9 fen\u00f4meno exclusivamente pol\u00edtico, muito menos passageiro. A barb\u00e1rie emana do Congresso que atende \u00e0s demandas do empresariado transnacionalizado e ataca todos os direitos da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>O resultado mais evidente \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de uma enorme massa de trabalhadores desempregados que vagueia pelo pa\u00eds e pelo exterior em busca de trabalho e da paga de um dia; de homens e de mulheres \u201cflex\u00edveis\u201d que est\u00e3o fora dos sindicatos, das lutas organizadas, dos grandes eventos. \u00c9 dessa base social, formada de sujeitos resultantes do dil\u00favio, sujeitos pouco sedutores e muito diferentes dos idealizados historicamente que est\u00e3o distantes. Eu arriscaria dizer que h\u00e1 um estranhamento m\u00fatuo entre essas massas e as esquerdas.<\/p>\n<p>Podemos dizer que Lula, PT e CUT conseguiram domesticar os outros setores da esquerda brasileira?<\/p>\n<p>Sim e n\u00e3o. Lula, o PT, a CUT e o MST cumpriram sua parte na domestica\u00e7\u00e3o de setores sindicalizados, da luta pela reforma agr\u00e1ria e da pol\u00edtica parlamentar. Essa \u00e9 a tr\u00edade que juntamente com as Pastorais reorganizou setores populares da sociedade brasileira dos anos de 1980, ap\u00f3s duas d\u00e9cadas de regime civil-militar controlando o pa\u00eds. J\u00e1 se falou muito sobre as pol\u00edticas de consenso do lulismo e das consequ\u00eancias nefastas que provocaram sobre as lutas sociais, sobretudo quando o PT e seu largo entendimento de aliancismo assumiram o Planalto.<\/p>\n<p>As esquerdas n\u00e3o alinhadas com tal projeto fizeram forte oposi\u00e7\u00e3o ao modelo, mas sempre dentro da institucionalidade, seja sindical, pol\u00edtico-partid\u00e1ria ou do movimento social de luta por terra e moradia. A linha sempre foi da menor resist\u00eancia.<\/p>\n<p>No entanto, as coisas mudaram, e muito. Tanto quando o PT, a CUT e o MST, as esquerdas, por seu antigo acomodamento na via pac\u00edfica, defensiva, esbarram justamente no esgotamento da institucionalidade. O Estado ultraneoliberal, burgu\u00eas, ladr\u00e3o de dinheiro e pilhador de direitos serve exclusivamente \u00e0s demandas da burguesia e do capital em amplo espectro. Esta forma de plutocracia n\u00e3o tem mais nada a oferecer para as lutas reivindicativas, desenvolvimentistas e defensoras de princ\u00edpios democr\u00e1tico-populares.<\/p>\n<p>O quadro, enfim, demonstra o equ\u00edvoco cometido pelos apologetas do per\u00edodo anterior que defendiam a alian\u00e7a dos trabalhadores com setores produtivos da burguesia interna (FIESP), supostamente insatisfeita com a hegemonia do capital financeiro, especulativo. O projeto do capital em curso no Brasil traz todos os interesses burgueses entrela\u00e7ados e os contempla a todos, como, de resto, se fez no passado recente, apesar da cis\u00e3o fict\u00edcia. Mas hoje tomaram de assalto todas as institui\u00e7\u00f5es para servi-los. \u00c9 o fim do contrato social ou o que isso significou na tradi\u00e7\u00e3o autocr\u00e1tica do Estado brasileiro.<br \/>\nQue desdobramentos voc\u00ea vislumbra para o pa\u00eds e sua popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 o pr\u00f3ximo per\u00edodo eleitoral? Acredita na hip\u00f3tese levantada por Vladimir Safatle de que \u201c2018 pode n\u00e3o existir\u201d?<\/p>\n<p>N\u00e3o vejo nenhuma mudan\u00e7a de rumo no pa\u00eds, nem at\u00e9 e nem depois de 2018. Toda essa dinheirama gasta para manter Temer no cargo \u00e9 sinal de que se pretende realizar todas as contrarreformas em curso dentro da \u201cnormalidade\u201d institu\u00edda pelo que podemos chamar de contrarrevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>De um modo ou de outro, h\u00e1 uma militariza\u00e7\u00e3o montada no Brasil\u00a0h\u00e1 j\u00e1 um bom tempo. Na verdade, ela nunca se recolheu, mesmo com a redemocratiza\u00e7\u00e3o dos anos de 1980. Mas, estou falando aqui de uma forma atual de militariza\u00e7\u00e3o fortemente amparada em tecnologias de repress\u00e3o. Sabemos que a periferia da periferia esconde muitas Faixas de Gaza. Os m\u00e9todos utilizados l\u00e1, c\u00e1 e no Haiti s\u00e3o os mesmos. Sabemos tamb\u00e9m que todo o empenho com a seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 para inverter dinheiro no complexo industrial militar e reprimir bairros da classe trabalhadora mais pobre, mais vulner\u00e1vel, mais atingida pela barb\u00e1rie imposta pelo capital.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da delinqu\u00eancia que se refestela em Bras\u00edlia e nos interst\u00edcios dos poderes estaduais e municipais, a \u201cpol\u00edtica da ordem\u201d conta hoje com uma rede muito bem articulada de provocadores profissionais que imp\u00f5em com base na viol\u00eancia e do constrangimento a escola sem partido, a homofobia, o racismo, o machismo, a intoler\u00e2ncia com religi\u00f5es afrodescendentes, o fim dos direitos humanos. O MBL, por exemplo, acabou de emplacar o fim da puni\u00e7\u00e3o com zero nas reda\u00e7\u00f5es do ENEM que violarem os direitos humanos.<\/p>\n<p>Veja, qual amea\u00e7a popular se interp\u00f5e \u00e0 conclus\u00e3o desse governo ventr\u00edloquo do grande capital? N\u00e3o vejo nenhuma. O que eu poderia destacar de verdadeiramente significativo s\u00e3o as lutas ind\u00edgenas pela retomada de suas terras contra o hidro e agroneg\u00f3cio e a minera\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 uma forma de enfrentamento n\u00e3o reivindicativa que se encontra fora da institucionalidade, que n\u00e3o espera nada do Estado e est\u00e1 sob o controle direto de suas lideran\u00e7as que n\u00e3o estabelecem qualquer rela\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica com os demais membros envolvidos. Por isso mesmo eles est\u00e3o sendo perseguidos e exterminados, sem que se erga um dedo sequer em solidariedade \u00e0s suas lutas.<\/p>\n<p>Neste momento, de avan\u00e7o descomunal sobre os recursos naturais do pa\u00eds em que se alavanca todo um aprofundamento da l\u00f3gica da produ\u00e7\u00e3o destrutiva, se as esquerdas prestassem mais aten\u00e7\u00e3o a estas formas organizativas teriam muito mais a aprender do que a ensinar.<\/p>\n<p>http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/573179-as-instituicoes-foram-assaltadas-pelo-capital-e-vemos-o-fim-do-precario-contrato-social-brasileiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/16867\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190,54],"tags":[223],"class_list":["post-16867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer","category-c65-lulismo","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4o3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16867\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}