{"id":17075,"date":"2017-11-09T17:45:36","date_gmt":"2017-11-09T20:45:36","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=17075"},"modified":"2017-11-09T17:47:29","modified_gmt":"2017-11-09T20:47:29","slug":"documento-da-ujc-brasil-ao-42o-congresso-da-uniao-brasileira-dos-estudantes-secundaristas-ubes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17075","title":{"rendered":"Documento da UJC-Brasil ao 42\u00ba Congresso da Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ujc.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/19225722_1308607239256458_7238070846385542092_n.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Em 2016, um grande levante secundarista ocupou mais de mil escolas em todo pa\u00eds. Um movimento rebelde, questionador e independente canalizado contra a chamada PEC 241 imposta pelo governo golpista que congela e corta gastos na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e outras \u00e1reas sociais. Em S\u00e3o Paulo, o movimento saiu vitorioso contra a tentativa do governo do PSDB de fechar diversas escolas, em diversas outras cidades pelo pa\u00eds o movimento conseguiu vit\u00f3rias parciais importantes, angariou apoio dos trabalhadores e criticou radicalmente o modelo atual de educa\u00e7\u00e3o que vigora no Brasil.<\/p>\n<p>No entanto, tal movimento ocorreu totalmente \u00e0 margem da principal entidade nacional secundarista: a UBES. Revelando a in\u00e9rcia, distanciamento das bases e falta de proposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da entidade. Hoje, termos uma UBES desacostumada a frequentar as escolas, mobilizar e lutar com os estudantes \u00e9 muito ruim para o movimento secundarista. O movimento das ocupa\u00e7\u00f5es, apesar de toda luta e conquistas, pouco acumulou em termos organizativos. A facilidade dos golpistas em aprovarem a reforma do ensino m\u00e9dio revela essa realidade que temos que mudar.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Uni\u00e3o da Juventude Comunista<\/strong>\u00a0<strong>(UJC Brasil)<\/strong>\u00a0participou das \u00faltimas grandes lutas dos secundaristas por todo o pa\u00eds. Contra a militariza\u00e7\u00e3o das escolas, os cortes na educa\u00e7\u00e3o, pelo passe livre e em defesa da escola p\u00fablica. Achamos que nesta conjuntura t\u00e3o adversa \u00e9 fundamental retomarmos a UBES para o campo combativo das lutas. Infelizmente, a falta de independ\u00eancia pol\u00edtica da UBES frente aos governos do PT desarmaram e desorganizaram a entidade m\u00e1xima dos estudantes secundaristas. A dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da UBES (UJS e aliados) tem uma grande parcela de culpa por essa acomoda\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de proposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da entidade.<\/p>\n<p>Por isso, al\u00e9m de chamarmos os estudantes secundaristas a endossarem as fileiras de uma oposi\u00e7\u00e3o de esquerda, popular e program\u00e1tica para entidade, coerentemente apresentamos nossas reflex\u00f5es para os atuais rumos da escola e educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Hoje a escola brasileira est\u00e1 pouco funcional para as atuais necessidades hist\u00f3ricas da acumula\u00e7\u00e3o capitalista. O capitalismo, sob hegemonia financeira, cada vez mais necessita da abertura de novos mercados. Em especial em pa\u00edses perif\u00e9ricos, como o Brasil, a educa\u00e7\u00e3o virou palco para grandes neg\u00f3cios. Grandes grupos financeiros e oligop\u00f3lios transnacionais investem hoje no ramo educacional.<\/p>\n<p>Se no ensino superior esses grupos muito se fortaleceram no \u00faltimo per\u00edodo, principalmente por meio de programas de financiamento p\u00fablico a institui\u00e7\u00f5es privadas, o ensino m\u00e9dio e fundamental s\u00e3o um dos principais alvos desses grupos. O progressivo sucateamento da escola p\u00fablica \u00e9 concomitante com o crescimento de sistemas de ensino privados padronizados e o surto de venda de apostilas como principal mecanismo did\u00e1tico da dita escola do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que os empres\u00e1rios nacionais da educa\u00e7\u00e3o em alian\u00e7a com grupos financeiros internacionais s\u00e3o entusiastas da institucionaliza\u00e7\u00e3o de medidas antidemocr\u00e1ticas e de extrema direita no espa\u00e7o escolar. O rompimento com a premissa liberal, garantida pela constitui\u00e7\u00e3o de 1988, da escola enquanto um espa\u00e7o democr\u00e1tico e de livre circula\u00e7\u00e3o de ideias \u00e9 uma das estrat\u00e9gias pol\u00edticas da reforma escolar para o grande capital.<\/p>\n<p>A reforma escolar para o grande capital, no Brasil, est\u00e1 entrela\u00e7ada a um projeto de inser\u00e7\u00e3o subalterna e dependente no cen\u00e1rio internacional. Uma escola autorit\u00e1ria, tecnicista, funcional e privada s\u00e3o os grandes objetivos. Por isso, a reforma do ensino m\u00e9dio imposta pelo governo Temer e pela maioria do Congresso Nacional no ano passado escancarou que o Estado brasileiro quer transformar as escolas p\u00fablicas em espa\u00e7os para, principalmente, gerar m\u00e3o de obra a partir do ensino profissionalizante, tirando o direito ao acesso \u00e0s disciplinas essenciais para a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica humana.<\/p>\n<p>Na crise em que vive o capitalismo, quem sofre ainda mais s\u00e3o as filhas e filhos dos trabalhadores. J\u00e1 assistimos a fechamentos de EJAs (Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos), escolas no campo e na cidade. O governo ileg\u00edtimo de Temer, nesse sentido, faz o jogo da burguesia: n\u00e3o prioriza o investimento em educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de qualidade, o que tende intensificar o processo de privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e a entrada de grandes monop\u00f3lios na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.\u200b\u200b\u200b<\/p>\n<p>Entendemos que como fundamental a defesa da educac\u0327a\u0303o pu\u0301blica, laica, gratuita e de qualidade. Para isso\u00a0\u00e9\u00a0necess\u00e1ria a uni\u00e3o estudantil em torno de um projeto de educa\u00e7\u00e3o que nos represente. A escola precisa incorporar os movimentos sociais como atores centrais em sua formulac\u0327a\u0303o. O trabalho educativo deve estar profundamente articulado com esse setor.<\/p>\n<p>A defesa do cara\u0301ter pu\u0301blico da escola pu\u0301blica passa pela luta contra todas as formas de parcerias pu\u0301blico privadas, as quais se da\u0303o invariavelmente com a combinac\u0327a\u0303o de investimento pu\u0301blico e lucro privado, como as terceirizac\u0327o\u0303es, as administrac\u0327o\u0303es por meio de OSs, militarizac\u0327a\u0303o e compra de servic\u0327os educacionais privados pelo Estado.<\/p>\n<p>A estrutura hier\u00e1rquica e autorit\u00e1ria da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica choca diretamente com a possibilidade de dar voz aos estudantes. Por isso, defendemos elei\u00e7\u00f5es para dire\u00e7\u00e3o, congressos escolares e autonomia dos gr\u00eamios para realiza\u00e7\u00e3o de atividades.<\/p>\n<p>Queremos o fim do vestibular! Esse filtro social pautado na meritocracia \u00e9 excludente: n\u00e3o coloca nas universidades a popula\u00e7\u00e3o pobre que n\u00e3o possui dinheiro para pagar cursinhos. Devemos defender um plano nacional de assist\u00eancia estudantil para os estudantes secundaristas. Queremos que a escola seja um espa\u00e7o realmente democr\u00e1tico, polit\u00e9cnico e esteja concatenada com as grandes transforma\u00e7\u00f5es no mundo atual.<\/p>\n<p>Sabemos das limita\u00e7\u00f5es do atual modelo de ensino, por isso n\u00e3o nos bastamos a defesa da escola p\u00fablica nos moldes em que se encontra: queremos uma escola p\u00fablica polit\u00e9cnica associada a um plano de desenvolvimento do pa\u00eds e as necessidades dos trabalhadores do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>A escola que queremos deve possuir grande participa\u00e7\u00e3o popular e estudantil em todos seus aspectos. Nesse sentido, queremos que a UBES seja essa entidade que ouve e formula de acordo com as necessidades dos estudantes diariamente. N\u00e3o queremos uma UBES que aparece apenas em tempos de Congresso.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de radicalizar com projeto, responsabilidade e muita luta novamente o Movimento Secundarista!<\/p>\n<p>Ousar Lutar, Ousar Vencer!<\/p>\n<p><strong>Uni\u00e3o da Juventude Comunista \u2013 UJC Brasil<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QKoROkc5Vh\"><p><a href=\"http:\/\/ujc.org.br\/documento-da-ujc-brasil-ao-42o-congresso-da-uniao-brasileira-dos-estudantes-secundaristas-ubes\/\">Documento da UJC-Brasil ao 42\u00ba Congresso da Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/ujc.org.br\/documento-da-ujc-brasil-ao-42o-congresso-da-uniao-brasileira-dos-estudantes-secundaristas-ubes\/embed\/#?secret=QKoROkc5Vh\" data-secret=\"QKoROkc5Vh\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Documento da UJC-Brasil ao 42\u00ba Congresso da Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)&#8221; &#8212; UJC\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17075\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[228],"class_list":["post-17075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4rp","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17075\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}