{"id":17136,"date":"2017-11-11T11:02:08","date_gmt":"2017-11-11T14:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=17136"},"modified":"2017-11-11T11:02:08","modified_gmt":"2017-11-11T14:02:08","slug":"alvaro-cunhal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17136","title":{"rendered":"\u00c1lvaro Cunhal"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/dasculturas.files.wordpress.com\/2013\/01\/cunhal.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Em 10 de Novembro de 1913 nascia \u00c1lvaro Cunhal, comunista portugu\u00eas.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Cunhal teve toda sua vida dedicada \u00e0 luta da classe trabalhadora, portuguesa e mundial. Foi membro do Partido Comunista Portugu\u00eas, do qual foi Secret\u00e1rio Geral.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Cunhal nasceu em Coimbra, na freguesia da S\u00e9 Nova. Aos 11 anos mudou-se com a fam\u00edlia para Lisboa, onde frequentou o Liceu Cam\u00f5es. Da\u00ed seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde iniciou a sua atividade revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em 1931, com 17 anos, filiou-se ao Partido Comunista Portugu\u00eas e integrou a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Em 1934 foi eleito representante dos estudantes no Senado da Universidade de Lisboa. Em 1935 assumiu a secretaria geral da Federa\u00e7\u00e3o das Juventudes Comunistas. Em 1936, ap\u00f3s uma visita \u00e0 URSS, entrou para o Comit\u00ea Central do PCP.<\/p>\n<p>Ao longo da d\u00e9cada de 1930, colaborou com v\u00e1rios jornais e revistas como a <i>Seara Nova<\/i> e o <i>O Diabo<\/i>, e nas publica\u00e7\u00f5es clandestinas do PCP, o <i>Avante<\/i> e <i>O Militante<\/i>, com v\u00e1rios artigos.<\/p>\n<p>Devido aos seus ideais comunistas e \u00e0 sua assumida e militante oposi\u00e7\u00e3o ao Estado Novo, esteve preso em 1937, 1940 e 1949-1960, num total de 15 anos, oito dos quais em completo isolamento. Mesmo sob violenta tortura, nunca falou nada que representasse risco a seus camaradas e ao partido, o que evidencia sua coragem e compromisso revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na pris\u00e3o, como forma de passar o tempo, dedicou-se \u00e0 pintura e \u00e0 escrita. Uma das suas produ\u00e7\u00f5es mais not\u00e1veis foi a tradu\u00e7\u00e3o e ilustra\u00e7\u00e3o da obra Rei Lear, de William Shakespeare. Escreveu tamb\u00e9m os romances <i>Cinco dias, cinco noites<\/i> e <i>At\u00e9 amanh\u00e3 camaradas<\/i>, que editou sob o pseud\u00f4nimo de Manuel Tiago.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Cunhal ocupou o cargo de secret\u00e1rio-geral do Partido Comunista Portugu\u00eas, sucedendo a Bento Gon\u00e7alves, entre 1961 e 1992.<\/p>\n<p>Tendo se exilado em Moscou e Paris, regressou a Portugal cinco dias ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril de 1974, a conhecida Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que derrubou a ditadura iniciada por Salazar e continuada por Marcelo Caetano.<\/p>\n<p>Foi ministro sem pasta nos governos provis\u00f3rios dos primeiros anos ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m deputado da Assembleia da Rep\u00fablica entre 1975 e 1992.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das suas fun\u00e7\u00f5es na dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseud\u00f4nimo de Manuel Tiago, o que s\u00f3 revelou em 1995.<\/p>\n<p>Faleceu em 13 de Junho de 2005, em Lisboa, e no seu funeral (em 15 de junho), participaram mais de 250.000 pessoas.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Cunhal ficou na mem\u00f3ria de todos os revolucion\u00e1rios do mundo como um comunista extremamente dedicado \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, que nunca abdicou dos seus ideais.<\/p>\n<p>Obras de \u00c1lvaro Cunhal:<\/p>\n<ul>\n<li><i>Obras escolhidas<\/i>. Lisboa, Editorial \u00abAvante!\u00bb:\n<ul>\n<li>Volume I (1935-1947), 2007.<\/li>\n<li>Volume II (1947-1964), 2008.<\/li>\n<li>Volume III (1964-1966), 2010.<\/li>\n<li>Volume IV (1967-1974), 2013<\/li>\n<li>Volume V (1974-1975), 2014<\/li>\n<li>Volume VI (1976), 2015.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ensaio<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><i>O Aborto: Causas e Solu\u00e7\u00f5es<\/i> (tese apresentada em 1940 para exame no 5.\u00ba ano jur\u00eddico da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa). Porto: Campo das Letras, 1997.<\/li>\n<li>&#8220;Cinco Notas sobre Forma e Conte\u00fado&#8221;, in <i>V\u00e9rtice<\/i> n.\u00ba 131-132, agosto-setembro de 1954.<\/li>\n<li><i>Rumo \u00e0 Vit\u00f3ria: As Tarefas do Partido na Revolu\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica e Nacional<\/i>. Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1964.\n<ul>\n<li>As duas primeiras edi\u00e7\u00f5es da obra s\u00e3o clandestinas.<\/li>\n<li>3.\u00aa ed., Porto: Edi\u00e7\u00f5es &#8220;A Opini\u00e3o&#8221;, 1974.<\/li>\n<li>4.\u00aa ed., Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1979.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><i>A Quest\u00e3o Agr\u00e1ria em Portugal<\/i>. Rio de Janeiro: Editora Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1968.\n<ul>\n<li>Reeditado ap\u00f3s 1974 como <i>Contribui\u00e7\u00e3o Para o Estudo da Quest\u00e3o Agr\u00e1ria<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 2 vols., 1976.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><i>O Radicalismo Pequeno-Burgu\u00eas de Fachada Socialista<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!\n<ul>\n<li>As duas primeiras edi\u00e7\u00f5es, em 1970 e 1971, foram clandestinas.<\/li>\n<li>A 3.\u00aa edi\u00e7\u00e3o foi publicada em 1974.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><i>A superioridade moral dos comunistas<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1974.<\/li>\n<li><i>A Revolu\u00e7\u00e3o Portuguesa: O Passado e o Futuro<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1976.\n<ul>\n<li>A 2.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, de 1994, inclui o artigo <i>A revolu\u00e7\u00e3o portuguesa 20 anos depois<\/i>.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><i>As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade M\u00e9dia<\/i>. Lisboa: Editorial Estampa, 2.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, revista e aumentada, 1980.<\/li>\n<li><i>O Partido de Paredes de Vidro<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1985.<\/li>\n<li><i>Discursos Pol\u00edticos<\/i>\n<ul>\n<li>22 volumes editados entre 1974 e 1987<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><i>Ac\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria, Capitula\u00e7\u00f5es e Aventura<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1994.<\/li>\n<li><i>A Arte, o Artista e a Sociedade<\/i>, Lisboa: Editorial Caminho, 1996.<\/li>\n<li><i>A Verdade e a Mentira na Revolu\u00e7\u00e3o de Abril: A Contra-Revolu\u00e7\u00e3o Confessa-se<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1999.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Literatura<\/strong><\/p>\n<p>Autor de v\u00e1rios romances e novelas, publicados sob o pseud\u00f4nimo de Manuel Tiago.<\/p>\n<ul>\n<li><i>At\u00e9 Amanh\u00e3, Camaradas<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1974\n<ul>\n<li>Adaptado como s\u00e9rie televisiva pela SIC.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><i>Cinco Dias, Cinco Noites<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1975.\n<ul>\n<li>Em 1996 foi produzido um filme baseado nesta obra pelo realizador Jos\u00e9 Fonseca e Costa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><i>A Estrela de Seis Pontas<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1994.<\/li>\n<li><i>A Casa de Eul\u00e1lia<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1997.<\/li>\n<li><i>Fronteiras<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 1998.<\/li>\n<li><i>Um Risco na Areia<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 2000.<\/li>\n<li><i>Sala 3 e Outros Contos<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 2001.<\/li>\n<li><i>Os Corr\u00e9cios e Outros Contos<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 2002.<\/li>\n<li><i>Lutas e vidas: Um Conto<\/i>. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Avante!, 2003.<\/li>\n<\/ul>\n<p>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%81lvaro_Cunhal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17136\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[234],"class_list":["post-17136","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4so","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17136\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}