{"id":17196,"date":"2017-11-14T13:23:54","date_gmt":"2017-11-14T16:23:54","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=17196"},"modified":"2017-11-14T13:23:54","modified_gmt":"2017-11-14T16:23:54","slug":"breve-historia-da-otan-partes-v-e-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17196","title":{"rendered":"Breve Hist\u00f3ria da OTAN (partes V e VI)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.forces.net\/sites\/default\/files\/NATO_1.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Manlio Dinucci<\/p>\n<p>Com a guerra no Afeganist\u00e3o a OTAN concretiza o seu novo \u00abconceito estrat\u00e9gico\u00bb: intervir em todo o lado em que os EUA e as outras pot\u00eancias imperialistas ocidentais considerarem estar em causa os seus interesses. Seguiu-se o Iraque. Em ambos os casos a OTAN passa por cima e apropria-se de compet\u00eancias das miss\u00f5es da ONU. Na sequ\u00eancia da interven\u00e7\u00e3o na Jugosl\u00e1via, prossegue e intensifica-se a destrui\u00e7\u00e3o de estados soberanos e o massacre dos seus povos.<\/p>\n<p><strong>Afeganist\u00e3o: a primeira guerra da OTAN fora da zona euro-atl\u00e2ntica<\/strong><\/p>\n<p>O motivo real da interven\u00e7\u00e3o EUA\/OTAN no Afeganist\u00e3o n\u00e3o foi a sua liberta\u00e7\u00e3o dos talibans, que tinham sido treinados e armados no Paquist\u00e3o numa opera\u00e7\u00e3o dirigida pela CIA para a conquista do poder em Kabul, mas a ocupa\u00e7\u00e3o desta zona de import\u00e2ncia estrat\u00e9gica primordial para os EUA.<\/p>\n<p>O Afeganist\u00e3o \u00e9 o ponto de cruzamento entre M\u00e9dio-Oriente, \u00c1sia central, meridional e oriental. Nesta zona (no Golfo e no Mar C\u00e1spio) encontram-se as maiores reservas petrol\u00edferas do mundo. Encontram-se tamb\u00e9m tr\u00eas grandes pot\u00eancias \u2013 China, R\u00fassia e \u00cdndia \u2013 cuja for\u00e7a se encontra em vias crescimento e de aumento de influ\u00eancia na organiza\u00e7\u00e3o mundial. Tal como o Pent\u00e1gono previra no seu relat\u00f3rio de 30 de setembro de 2001, \u00abexiste a possibilidade da emerg\u00eancia na \u00c1sia de um rival militar com uma base de recursos formid\u00e1vel\u00bb.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de deslocar for\u00e7as para o Afeganist\u00e3o, como primeiro passo para estender a presen\u00e7a militar dos EUA na \u00c1sia central, ser\u00e1 tomada em Washington n\u00e3o depois do 11 de setembro, mas antes dele. \u00c9 isso que revelam fontes fi\u00e1veis, segundo as quais \u201co presidente Bush, dois dias antes do 11 de setembro, estava prestes a assinar um plano detalhado que previa opera\u00e7\u00f5es militares no Afeganist\u00e3o\u00bb (NBC News, 16 de maio de 2002): antes portanto do ataque terrorista que oficialmente motiva a guerra no Afeganist\u00e3o estava j\u00e1 sobre a mesa do presidente o \u00abplano de guerra que a Casa Branca, a CIA e o Pent\u00e1gono puseram em pr\u00e1tica ap\u00f3s o 11 de setembro\u00bb.<\/p>\n<p>No per\u00edodo que antecede o 11 de setembro de 2011, surgem na \u00c1sia fortes sinais de uma reaproxima\u00e7\u00e3o entre China e R\u00fassia que se concretizam quando, em 17 de julho de 2001, os presidentes Jiang Zemin e Vladimir Putin assinam em Moscou o \u00abTratado de boa vizinhan\u00e7a, amizade e coopera\u00e7\u00e3o\u00bb, definido como uma \u00abpedra angular\u00bb nas rela\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses. Embora sem o declarar, Washington considera a reaproxima\u00e7\u00e3o entre China e R\u00fassia como um desafio aos interesses dos EUA na \u00c1sia, no momento cr\u00edtico em que os EUA tentam, antes que outros o fa\u00e7am, ocupar o vazio que a desagrega\u00e7\u00e3o da URSS deixou na \u00c1sia central. Uma posi\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica chave para o controlo desta zona \u00e9 a do Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Sob a justifica\u00e7\u00e3o oficial de perseguir Osama Bin Laden, designado como o mandante dos ataques de 11 de setembro em Nova Iorque e Washington, a guerra come\u00e7a em 7 de outubro de 2001 com o bombardeamento do Afeganist\u00e3o efetuado pela avia\u00e7\u00e3o dos EUA e brit\u00e2nica. Anteriormente tinham sido infiltradas for\u00e7as especiais em territ\u00f3rio afeg\u00e3o com a miss\u00e3o de preparar o ataque com a Alian\u00e7a do norte e outras forma\u00e7\u00f5es anti-taliban. Debaixo de bombardeamentos massivos e a ofensiva terrestre da Alian\u00e7a do norte, as for\u00e7as taliban, \u00e0s quais se juntam volunt\u00e1rios provenientes do Paquist\u00e3o e de outros pa\u00edses, s\u00e3o obrigadas a abandonar Kabul em 13 de novembro.<\/p>\n<p>O Conselho de seguran\u00e7a da ONU autoriza ent\u00e3o, por meio da resolu\u00e7\u00e3o 1386 de 20 de dezembro de 2001, a constitui\u00e7\u00e3o da Isaf (For\u00e7a internacional de assist\u00eancia \u00e0 seguran\u00e7a). A sua miss\u00e3o \u00e9 a de assessorar a autoridade afeg\u00e3o interina em Kabul e arredores. Segundo o artigo VII da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o emprego das for\u00e7as armadas disponibilizadas por membros da ONU para tais miss\u00f5es deve ser estabelecido pelo Conselho de seguran\u00e7a assistido pelo Comit\u00ea de estado-maior, composto pelos chefes de estado-maior dos membros permanentes do Conselho de seguran\u00e7a. Embora este Comit\u00e9 n\u00e3o exista, o Isaf permanece como uma miss\u00e3o ONU at\u00e9 Agosto de 2003, cuja dire\u00e7\u00e3o vai ser confiada sucessivamente \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha, Turquia, Alemanha e Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n<p>Mas, bruscamente, em 11 de agosto de 2003 a OTAN anuncia ter \u00abassumido o papel de lideran\u00e7a da Isaf, for\u00e7a sob mandato da ONU\u00bb. \u00c9 um aut\u00eantico golpe de for\u00e7a: nenhuma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de seguran\u00e7a autoriza a OTAN a assumir tal lideran\u00e7a, ou seja, o comando da Isaf. \u00c9 apenas ap\u00f3s o golpe consumado, na resolu\u00e7\u00e3o 1659 de 15 de Fevereiro de 2006, que o Conselho de seguran\u00e7a \u00abreconhece o envolvimento continuado da NATO na dire\u00e7\u00e3o da Isaf\u00bb.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 11 de agosto de 2003 j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a ONU mas a OTAN quem dirige a miss\u00e3o: o quartel general da Isaf encontra-se de fato inserido na cadeia de comando da OTAN, que escolhe sucessivamente os generais que chefiar\u00e3o a Isaf. Tal como \u00e9 sublinhado em um comunicado oficial, \u00aba OTAN assumiu o comando e a coordena\u00e7\u00e3o da Isaf em agosto de 2003: esta miss\u00e3o \u00e9 a primeira fora da zona euro-atl\u00e2ntica na hist\u00f3ria da OTAN\u00bb. A miss\u00e3o Isaf encontra-se portanto inserida na cadeia de comando na qual se integram militares italianos atribu\u00eddos \u00e0 Isaf, com helic\u00f3pteros e avi\u00f5es, incluindo ca\u00e7as-bombardeiros Tornado.<\/p>\n<p>VI<\/p>\n<p><strong>A guerra EUA\/OTAN no Iraque <\/strong><\/p>\n<p>O plano estadunidense de atacar e ocupar o Iraque torna-se uma evid\u00eancia quando, depois da ocupa\u00e7\u00e3o do Afeganist\u00e3o em novembro de 2001, o presidente Bush em 2002 o coloca em primeiro lugar entre os pa\u00edses integrando o \u00abeixo do mal\u00bb.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a primeira guerra do Golfo em 1991, o Iraque foi submetido a um duro embargo que provocou em dez anos cerca de um milh\u00e3o de mortos, dos quais cerca de meio milh\u00e3o eram crian\u00e7as. Massacre que, al\u00e9m da desnutri\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica e da falta de medicamentos, foi provocado tamb\u00e9m pela car\u00eancia de \u00e1gua pot\u00e1vel e pelas doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias que da\u00ed decorrem. Os EUA &#8211; documentos descobertos mais tarde demonstram-no \u2013 executaram um plano preciso: antes de mais bombardear as esta\u00e7\u00f5es de depura\u00e7\u00e3o de \u00e1guas e os aquedutos para provocar uma crise h\u00eddrica, e depois impedir, atrav\u00e9s do embargo, que o Iraque pudesse importar sistemas de tratamento de \u00e1guas. As consequ\u00eancias sanit\u00e1rias estavam claramente previstas desde o in\u00edcio e foram programadas de modo a acelerar o colapso do Iraque. Nos anos seguintes \u00e0 primeira guerra, outras v\u00edtimas ser\u00e3o provocadas pelos proj\u00e9teis de ur\u00e2nio empobrecido, massivamente utilizadas pelas for\u00e7as dos EUA e aliadas nos bombardeamentos, tanto a\u00e9reos como terrestres.<\/p>\n<p>A segunda guerra contra o Iraque revela-se contudo mais dif\u00edcil de justificar do que a efectuada em 1990-1991. Ao contr\u00e1rio do que sucedera ent\u00e3o, o Iraque de Saddam Hussein n\u00e3o realiza qualquer agress\u00e3o e cumpre a resolu\u00e7\u00e3o 1441 do Conselho de seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas, permitindo aos inspetores a entrada em todos os locais para verificar a eventual exist\u00eancia de armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva (que n\u00e3o ser\u00e3o encontradas). Em consequ\u00eancia, torna-se mais dif\u00edcil para os EUA criar uma justifica\u00e7\u00e3o \u00ablegal\u00bb para a guerra e, nessa base, obter uma aprova\u00e7\u00e3o internacional an\u00e1loga \u00e0 recebida em 1991.<\/p>\n<p>Contudo, a administra\u00e7\u00e3o Bush est\u00e1 decidida em chegar \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. Fabrica ent\u00e3o uma s\u00e9rie de \u00abprovas\u00bb, logo de seguida reconhecidas como falsas, sobre a presum\u00edvel exist\u00eancia de um volumoso arsenal de armas qu\u00edmicas e bacteriol\u00f3gicas que o Iraque teria na sua posse, e sobre a presum\u00edvel capacidade de o Iraque construir a breve prazo armas nucleares. E, como o Conselho de seguran\u00e7a da ONU se recusa a autorizar a guerra, a administra\u00e7\u00e3o Bush pura e simplesmente contorna-o.<\/p>\n<p>A guerra come\u00e7a em 20 de mar\u00e7o de 2003 com o bombardeamento a\u00e9reo de Bagd\u00e1 e de outros centros pela avia\u00e7\u00e3o estadunidense e brit\u00e2nica e com o ataque terrestre feito por marines entrados no Iraque atrav\u00e9s do Kwait. Em 9 de abril as tropas estadunidenses ocupam Bagd\u00e1. A opera\u00e7\u00e3o, denominada \u00abIraqui Freedom\u00bb, \u00e9 apresentada como \u00abguerra preventiva\u00bb e \u00abexporta\u00e7\u00e3o da democracia\u00bb. \u00c9 assim posto em pr\u00e1tica o princ\u00edpio enunciado no Quadrennial Defense Review Report (30 de setembro de 2001): \u00abAs for\u00e7as armadas estadunidenses devem, sob a dire\u00e7\u00e3o do Presidente, conservar a capacidade de impor a vontade dos EUA a n\u00e3o importa qual advers\u00e1rio, incluindo estados e entidades n\u00e3o-estatais, de modificar o regime de um estado advers\u00e1rio ou de ocupar um territ\u00f3rio estrangeiro at\u00e9 que esses objetivos estrat\u00e9gicos estadunidenses estejam concretizados\u00bb.<\/p>\n<p>Contudo, para al\u00e9m da \u00abvontade dos EUA\u00bb, h\u00e1 a vontade dos povos em lhe resistir. \u00c9 o que vem a suceder no Iraque, onde as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o estadunidenses e aliadas \u2013 incluindo as for\u00e7as italianas envolvidas na opera\u00e7\u00e3o \u00abAntique Babylone\u00bb &#8211; \u00e0s quais se juntam os mercen\u00e1rios de empresas privadas, deparam-se com uma resist\u00eancia com que n\u00e3o pensavam ir deparar, apesar da muito dura repress\u00e3o que provoca (apenas em resultado de ac\u00e7\u00f5es militares) dezenas de milhares de mortos entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como a resist\u00eancia iraquiana encrava a m\u00e1quina de guerra estadunidense e aliada, Washington recorre \u00e0 antiga mas sempre eficaz pol\u00edtica de \u00abdividir para reinar\u00bb, fazendo concess\u00f5es a certos grupos xiitas e curdos a fim de isolar os sunitas. No caso de essa opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o resultar, Washington tem pronto um plano de reserva: desagregar o Iraque (tal como j\u00e1 fizera com a Federa\u00e7\u00e3o Iugoslava) de modo a poder controlar as zonas petrol\u00edferas e outras zonas de interesse estrat\u00e9gico por meio de acordos com os grupos de poder locais.<\/p>\n<p>\u00c9 com esse objectivo que a OTAN oficialmente interv\u00e9m, embora tenha de fato participado na guerra com as suas pr\u00f3prias estruturas e for\u00e7as. \u00c9 institu\u00edda em 2004 a \u00abMiss\u00e3o OTAN de treino\u00bb com o objetivo declarado de \u00abajudar o Iraque a criar for\u00e7as armadas eficientes\u00bb. Entre 2004 e 2011 ser\u00e3o treinados, em 2000 cursos especiais levados a cabo em pa\u00edses da Alian\u00e7a, milhares de militares e pol\u00edcias iraquianos a quem s\u00e3o igualmente entregues armas doadas por esses mesmos pa\u00edses. Simultaneamente, a OTAN envia para o Iraque instrutores conselheiros, incluindo italianos, para \u00abajudar o Iraque a criar o sei pr\u00f3prio setor de seguran\u00e7a segundo orienta\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e dur\u00e1vel\u00bb e para \u00abestabelecer uma parceria de longo prazo entre a OTAN e o Iraque\u00bb.<\/p>\n<p>(Continua)<\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/breve-historia-da-nato-de-1991-3\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17196\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165,18,38],"tags":[227],"class_list":["post-17196","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua","category-s22-europa","category-c43-imperialismo","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4tm","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17196"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17196\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}