{"id":1747,"date":"2011-08-12T01:01:02","date_gmt":"2011-08-12T01:01:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1747"},"modified":"2011-08-12T01:01:02","modified_gmt":"2011-08-12T01:01:02","slug":"o-terrorismo-de-estado-americano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1747","title":{"rendered":"O TERRORISMO DE ESTADO AMERICANO"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Miguel Urbano Rodrigues *<\/em><\/p>\n<p>A humanidade enfrenta a mais grave crise de civiliza\u00e7\u00e3o da sua hist\u00f3ria. Ela difere de outras, anteriores, por ser global, afectando a totalidade do planeta. \u00c9 uma crise pol\u00edtica, social, militar, financeira, econ\u00f3mica energ\u00e9tica, ambiental, cultural.<\/p>\n<p>O homem realizou nos \u00faltimos dois s\u00e9culos conquistas prodigiosas. Se fossem colocadas a servi\u00e7o da humanidade, permitiriam erradicar da Terra a fome, o analfabetismo, as guerras, abrindo portas a uma era de paz e prosperidade.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece. Uma minoria insignificante controla e consome os recursos naturais existentes e a esmagadora maioria vive na pobreza ou na mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>O fim da bipolar idade, ap\u00f3s a desagrega\u00e7\u00e3o da URSS, permitiu aos Estados Unidos adquirir uma superioridade militar, politica e econ\u00f3mica enorme que passou a usar como instrumento de um projecto de domina\u00e7\u00e3o universal. As principais pot\u00eancias da Uni\u00e3o Europeia, nomeadamente o Reino Unido, a Alemanha e a Fran\u00e7a tornaram-se c\u00famplices dessa perigosa politica.<\/p>\n<p>O sistema de poder que tem o seu p\u00f3lo em Washington, incapaz de encontrar solu\u00e7\u00e3o para a crise do seu modelo, insepar\u00e1vel da desigualdade social, da sobreexplora\u00e7ao do trabalho e do esgotamento gradual dos mecanismos de acumula\u00e7\u00e3o, concebeu e aplica uma estrat\u00e9gia imperial de agress\u00e3o a povos do chamado Terceiro Mundo.<\/p>\n<p>Em guerras ditas de baixa intensidade, promovidas pelos EUA e seus aliados, morreram nos \u00faltimos sessenta anos mais de trinta milh\u00f5es de pessoas. Algumas particularmente brutais, definidas como \u00abpreventivas\u00bb visaram o saque dos recursos naturais dos povos agredidos.<\/p>\n<p>Reagan criou a express\u00e3o \u00abo imp\u00e9rio do mal\u00bb para designar a URSS no final da guerra-fria. George Bush pai vulgarizou o conceito de \u00abestados canalhas\u00bb para satanizar pa\u00edses cujos governos n\u00e3o se submetiam \u00e0s exig\u00eancias imperiais. Entre eles incluiu o Ir\u00e3, a Coreia Popular, a L\u00edbia e Cuba.<\/p>\n<p>Em Setembro de 2001, ap\u00f3s ao atentados que destru\u00edram o World Trade Center e demoliram uma ala do Pent\u00e1gono, George W. Bush (o filho) utilizou o choque emocional provocado por esse tr\u00e1gico acontecimento para desenvolver uma estrat\u00e9gia que fez da \u00abluta contra o terrorismo\u00bb a primeira prioridade da politica estadounidense.<\/p>\n<p>Uma gigantesca campanha medi\u00e1tica foi desencadeada, com o apoio do Congresso, para criar condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica defendida pela extrema-direita. Segundo Bush e os <em>neocon,<\/em> \u00aba seguran\u00e7a dos EUA\u00bb exigia medidas excepcionais na pol\u00edtica internacional e na interna.<\/p>\n<p>Os grandes jornais, as cadeias de televis\u00e3o, as r\u00e1dios, a explorando a indigna\u00e7\u00e3o popular e o medo, apoiaram iniciativas como o <em>Patriot Act<\/em> que suspendeu direitos e garantias constitucionais, legalizando a pr\u00e1tica de crimes e arbitrariedades. A irracionalidade contaminou o mundo intelectual e ate em universidades tradicionais professores progressistas foram despedidos e houve proibi\u00e7\u00e3o de livros de autores celebres.<\/p>\n<p>A campanha adquiriu rapidamente um car\u00e1cter de ca\u00e7a \u00e0s bruxas, com persegui\u00e7\u00f5es maci\u00e7as a mu\u00e7ulmanos. Uma vaga de anti-islamismo varreu os EUA, com a cumplicidade dos grandes <em>media<\/em>. O Congresso legalizou a tortura.<\/p>\n<p>No terreno internacional, o povo do Afeganist\u00e3o foi a primeira v\u00edtima da \u00abcruzada contra o terrorismo\u00bb. Os EUA, a pretexto de que o governo do mullah Omar n\u00e3o lhe entregava Bin Laden- declarado inimigo numero um de Washington &#8211; invadiu, bombardeou e ocupou aquele pais.<\/p>\n<p>Seguiu-se o Iraque ap\u00f3s uma campanha de desinforma\u00e7\u00e3o de \u00e2mbito mundial. O Governo de Bagdad foi acusado de acumular armas de exterm\u00ednio massivo e de amea\u00e7ar portanto a seguran\u00e7a dos EUA e da Humanidade. A acusa\u00e7\u00e3o era falsa, como se provou mais tarde, e os EUA n\u00e3o conseguiram obter o apoio do Conselho de Seguran\u00e7a. Mas, ignorando a posi\u00e7\u00e3o da ONU, invadiram, vandalizaram e ocuparam o pa\u00eds. Inicialmente contaram somente com o apoio do Reino Unido.<\/p>\n<p>Crimes monstruosos foram cometidos no Afeganist\u00e3o e no Iraque pelas for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o. A tortura de prisioneiros no presidio de Abu Ghrabi assumiu propor\u00e7\u00f5es de esc\u00e2ndalo mundial. Ficou provado que o alto comando do ex\u00e9rcito e o pr\u00f3prio secret\u00e1rio da Defesa, Donald Rumsfeld tinham autorizaram esses actos de barb\u00e1rie. Mas a Justi\u00e7a norte-americana limitou-se a punir com penas leves meia d\u00fazia de torcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Simultaneamente, milhares de civis, acusados de \u00abterroristas\u00bb -muitos nunca tinham sequer pegado numa arma &#8211; foram levados para a base de Guantanamo, em Cuba, e para c\u00e1rceres da CIA instalados em pa\u00edses da Europa do Leste.<\/p>\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas n\u00e3o somente ignoraram essas atrocidades como acabaram dando o seu aval \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de governos t\u00edteres em Kabul e Bagdad e ao envio para ali de tropas de muitos pa\u00edses. No caso do Afeganist\u00e3o, a OTAN, violando o seu pr\u00f3prio estatuto, participa activamente, com 40 000 soldados, da agress\u00e3o \u00e0s popula\u00e7\u00f5es. Dezenas de milhares de mercen\u00e1rios est\u00e3o envolvidas nessas guerras.<\/p>\n<p>Em ambos os casos, Washington sustenta que essas guerras <em>preventivas<\/em> representam uma contribui\u00e7\u00e3o dos EUA para a defesa da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e da paz e foram inspiradas por princ\u00edpios e valores \u00e9ticos universais. O presidente Barack Obama, ao receber o Premio Nobel da Paz em Oslo, defendeu ambas, num discurso farisaico, como servi\u00e7o prestado \u00e0 humanidade. Isso no momento em que decidira enviar mais 30 000 soldados para a fogueira afeg\u00e3.<\/p>\n<p>Os factos s\u00e3o esses. Apresentando-se como l\u00edder da luta mundial contra o terrorismo, o sistema de Poder dos EUA faz hoje do terrorismo de Estado um pilar da sua estrat\u00e9gia de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito permanente em \u00c1frica &#8211; o <em>Africom \u2013 <\/em>os bombardeamentos da Som\u00e1lia e do I\u00e9men, a participa\u00e7\u00e3o na agress\u00e3o ao povo da L\u00edbia inserem-se nessa politica criminosa de desrespeito pela Carta da ONU.<\/p>\n<p>Mas a ambi\u00e7\u00e3o de poder absoluto de Washington \u00e9 insaci\u00e1vel.<\/p>\n<p>O Ir\u00e3, por n\u00e3o capitular perante as exig\u00eancias do sistema de Poder hegemonizado pelos EUA, \u00e9 h\u00e1 anos alvo permanente da hostilidade dos EUA. Washington tem saudades do governo vassalo do X\u00e1 Pahlevi e cobi\u00e7a as enormes reservas de g\u00e1s e petr\u00f3leo iranianas.<\/p>\n<p>A campanha de cal\u00fanias, apoiada pelos <em>media<\/em>, repete incansavelmente que o Ir\u00e3 enriquece ur\u00e2nio para produzir armas at\u00f3micas acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita. A Agencia Internacional de Seguran\u00e7a At\u00f3mica n\u00e3o conseguiu encontrar qualquer ind\u00edcio de que o pa\u00eds esteja a utilizar as suas instala\u00e7\u00f5es nucleares com fins militares. O presidente Ahmanidejah, alias, de acordo com o Brasil e a Turquia, numa demonstra\u00e7\u00e3o de boa f\u00e9, prop\u00f4s-se a enriquecer o ur\u00e2nio no exterior. Mas essa proposta logo foi recusada por Washington e pelos aliados europeus.<\/p>\n<p>Sobre as armas nucleares de Israel, obviamente, nem uma palavra. Para os EUA, o Estado sionista e neo fascista, respons\u00e1vel por monstruosos crimes contra os povos do L\u00edbano e da Palestina, \u00e9 uma democracia exemplar e o seu melhor aliado no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>O agravamento das san\u00e7\u00f5es que visam estrangular economicamente o Ir\u00e3 \u00e9 acompanhado de declara\u00e7\u00f5es provocat\u00f3rias do Presidente Obama e da secretaria de Estado Clinton, segundo as quais \u00abtodas as op\u00e7\u00f5es continuam em aberto\u00bb, incluindo a militar. Periodicamente jornais influentes divulgam planos de hipot\u00e9ticos bombardeamentos do Ir\u00e3, ou pelos EUA ou por Israel, sem excluir o recurso a armas nucleares t\u00e1cticas. O objectivo \u00e9 manter a tens\u00e3o na guerra n\u00e3o declarada contra um pais soberano.<\/p>\n<p>Lamentavelmente, uma parcela importante do povo dos EUA assimila as calunia anti iranianas como verdades. A maioria dos estadounidenses desconhece a gravidade e complexidade da crise interna. A recente eleva\u00e7\u00e3o do teto da divida publica de mais de 14 bili\u00f5es de d\u00f3lares para 16 bili\u00f5es &#8211; total superior ao PIB do pais \u2013 \u00e9, porem, reveladora da fragilidade do gigante que imp\u00f5e ao mundo uma politica de terrorismo de estado.<\/p>\n<p>Entretanto, o discurso oficial, invocando os \u00abpais da P\u00e1tria\u00bb, insiste em apresentar os EUA como o grande defensor da democracia e das liberdades, vocacionado para salvar a humanidade<\/p>\n<p>Sem o controlo pelo grande capital da esmagadora maioria dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e dos \u00e1udio visuais pelo sistema de poder imperial, a manipula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e a falsifica\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria n\u00e3o seriam poss\u00edveis. Um instrumento importante nessa politica \u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o da contra-cultura dos EUA, pa\u00eds-registe-se-onde coexiste com a cultura aut\u00eantica.<\/p>\n<p>A televis\u00e3o, o cinema, a imprensa escrita e, hoje, sobretudo a Internet cumprem um papel fundamental como difusores dessa contra cultura que nos pa\u00edses industrializados do Ocidente alterou profundamente nos \u00faltimos anos a vida quotidiana dos povos e a sua atitude perante a exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do homem formatado principia na inf\u00e2ncia e exige uma ruptura com a utiliza\u00e7\u00e3o tradicional dos tempos livres. O conv\u00edvio familiar e com os amigos \u00e9 substitu\u00eddo por ocupa\u00e7\u00f5es l\u00fadicas frente \u00e0 TV e ao computador, com prioridade para jogos violentos e filmes que difundem a contra cultura com prioridade para os que fazem a apologia das For\u00e7as Armadas dos EUA.<\/p>\n<p>A contra cultura actua intensamente no terreno da musica, da can\u00e7\u00e3o, das artes pl\u00e1sticas, da sexualidade. A contra musica que empolga hoje multid\u00f5es juvenis \u00e9 a de estranhas personagens que gritam e gesticulam, exibindo roupas ex\u00f3ticas, berrantes em gigantescos palcos luminosos, numa atmosfera ensurdecedora, em rebeldia abstracta contra o v\u00e1cuo.<\/p>\n<p>O jornalismo degradou-se. Transmite a imagem de uma falsa objectividade para ocultar que os <em>media <\/em>ao servi\u00e7o da engrenagem do poder insistem, com poucas excep\u00e7\u00f5es, em justificar as guerras americanas como \u00abcruzada anti-terrorista\u00bb em defesa da humanidade porque os EUA, na\u00e7\u00e3o predestinada, batalhariam por um mundo de justi\u00e7a e paz.<\/p>\n<p>\u00c9 de justi\u00e7a assinalar que um n\u00famero crescente de cidad\u00e3os americanos denunciam essa estrat\u00e9gia de Poder, exigem o fim das guerras na \u00c1sia e lutam em condi\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis contra a estrat\u00e9gia criminosa do sistema de poder.<\/p>\n<p>Nestes dias em que se multiplicam as amea\u00e7as ao Ir\u00e3, \u00e9 minha convic\u00e7\u00e3o de que a solidariedade actuante com o seu povo se tornou um dever humanista para os intelectuais progressistas.<\/p>\n<p>Visitei o Ir\u00e3 h\u00e1 cinco anos. Percorri o pais de Chiraz ao Mar C\u00e1spio. Escrevi sobre o que vi e senti. Tive a oportunidade de verificar que \u00e9 falsa e caluniosa a imagem que os governos ocidentais difundem do pa\u00eds e da sua gente. Independentemente da minha discord\u00e2ncia de aspectos da politica interna iraniana nomeadamente os referentes \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da mulher &#8211; encontrei um povo educado, hospitaleiro, generoso, amante da paz, orgulhoso de uma cultura e uma civiliza\u00e7\u00e3o milenares que contribu\u00edram decisivamente para o progresso da humanidade.<\/p>\n<p>Para mim o Ir\u00e3 encarna muito mais valores eternos da condi\u00e7\u00e3o humana do que a sociedade norte americana, cada vez mais robotizada.<\/p>\n<p>Porto, Portugal, 10 de Agosto de 2011<\/p>\n<p>*Escritor e jornalista portugu\u00eas. Foi docente de Historia Contempor\u00e2nea, deputado \u00e0 Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e membro do Parlamento Portugu\u00eas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: ODi\u00e1rio.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nAMEA\u00c7A A HUMANIDADE E IMPEDE A PAZ\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1747\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1747","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-sb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1747\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}