{"id":17648,"date":"2017-12-05T19:58:31","date_gmt":"2017-12-05T22:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=17648"},"modified":"2017-12-06T20:55:07","modified_gmt":"2017-12-06T23:55:07","slug":"%ef%bb%bfbanco-mundial-para-a-destruicao-e-o-subdesenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17648","title":{"rendered":"\ufeffBanco Mundial para a destrui\u00e7\u00e3o e o subdesenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Banco Mundial para a destrui\u00e7\u00e3o e o subdesenvolvimento\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/criticadaeconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/BM-2-1200x486.jpg\" alt=\"Banco Mundial para a destrui\u00e7\u00e3o e o subdesenvolvimento\" \/><!--more-->Jos\u00e9 Martins<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.criticadaeconomia.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Publicado originalmente no site Critica da Economia.<\/a><\/p>\n<p>Lenin gostava de repetir uma conhecida pergunta: qual a diferen\u00e7a entre um banqueiro e um ladr\u00e3o de banco? E respondia na bucha: \u201co ladr\u00e3o rouba um banco, o banqueiro funda um banco\u201d.<\/p>\n<p>Poucos anos mais tarde, em \u201cA \u00f3pera dos tr\u00eas vint\u00e9ns\u201d, Brecht coloca a mesma pergunta de maneira mais elaborada: \u201co que \u00e9 roubar um banco comparado com fund\u00e1-lo\u201d?<\/p>\n<p>Nem Lenin, nem Brecht, foram os primeiros a formular essa pergunta e sua invari\u00e1vel resposta. O mais importante, entretanto, \u00e9 que at\u00e9 hoje ningu\u00e9m conseguiu contest\u00e1-los. Ao contr\u00e1rio. O que aconteceu depois apenas comprova mais claramente as conclus\u00f5es dos dois revolucion\u00e1rios acerca do assunto.<\/p>\n<p>A gravidade da nefasta atua\u00e7\u00e3o dos bancos em todo o mundo s\u00f3 aumentou. Principalmente quando o que se funda \u00e9 um banco mundial. Naquele in\u00edcio de s\u00e9culo 20 de Lenin e Brecht ainda n\u00e3o existia essa coisa que foi gerada com o nome de Banco Internacional para a Reconstru\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (BIRD) e acabou sendo conhecida como Banco Mundial.<\/p>\n<p>Essa coisa esdr\u00faxula s\u00f3 foi fundada em 1945, junto com o FMI, etc., no bojo do chamado Acordo de Breton Woods \u2013 aquela s\u00e9rie de regras e institui\u00e7\u00f5es delineadas e impostas pelos EUA \u00e0s demais na\u00e7\u00f5es do mundo destru\u00eddas pelas bombas e outros impactos da 2\u00aa Grande Guerra Mundial.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, o BIRD foi importante agente dos EUA para enquadrar as grandes pot\u00eancias europeias e Jap\u00e3o \u00e0s necessidades de escoamento das mercadorias produzidas pelas suas grandes empresas e para consolidar sua lideran\u00e7a tecnol\u00f3gica no mercado mundial.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do BIRD, o governo estadunidense financiou, com montanhas de d\u00f3lares, a nova moeda de reserva-padr\u00e3o mundial, o novo \u201couro\u201d do mercado mundial, a reconstru\u00e7\u00e3o europeia ocidental e Jap\u00e3o do p\u00f3s-guerra. E suas empresas inundaram o mundo com seus bens de consumo e, principalmente, bens de capital. Dentre estes \u00faltimos, os estrat\u00e9gicos <em>bens de destrui\u00e7\u00e3o<\/em>, t\u00e3o bem equacionados teoricamente por Rosa de Luxemburgo.<\/p>\n<p>Essa foi a base para a montagem da ordem econ\u00f4mica e geopol\u00edtica internacional do p\u00f3s-guerra. At\u00e9 hoje, Alemanha e Jap\u00e3o ainda correm na rabeira do sistema monet\u00e1rio e industrial mundial centralizado pelos EUA. Continuam produtores marginais de armamentos e, portanto, an\u00f5es na ordem geopol\u00edtica mundial.<\/p>\n<p>Gigantescas bases militares norte-americanas ainda permanecem ostensivamente presentes no interior dos territ\u00f3rios de Alemanha e Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Para os ide\u00f3logos da ordem, professores e estudantes de rela\u00e7\u00f5es internacionais, isso \u00e9 perfeitamente normal. A maior base militar estadunidense no cora\u00e7\u00e3o de Berlim \u00e9 uma coisa neutra para eles. A grande tarefa destes e outros bem treinados despachantes do imperialismo \u00e9 negar na ideia (e executar na pr\u00e1tica) a plena vig\u00eancia da economia do imperialismo e a pr\u00f3xima guerra mundial.<\/p>\n<p>Potencialmente, esse monop\u00f3lio ianque na produ\u00e7\u00e3o de armamentos (seguido muito de longe pelos russos) s\u00f3 poderia ser quebrado e efetivamente superado na esteira de uma nova grande depress\u00e3o econ\u00f4mica mundial (estilo 1930) e nova grande guerra mundial (estilo 1939\/1945).<\/p>\n<p>Toda a atual ordem econ\u00f4mica e geopol\u00edtica mundial assenta-se neste inevit\u00e1vel processo de economia do imperialismo e nova guerra mundial. Rosa vive!<\/p>\n<p>Quando o BIRD mudou de nome para Banco Mundial ele mudou tamb\u00e9m seu foco. Da conclu\u00edda reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das pot\u00eancias derrotadas na grande guerra imperialista para a fiscaliza\u00e7\u00e3o neocolonialista e de travamento do desenvolvimento (n\u00e3o confundir com crescimento) das economias dominadas da periferia do sistema. Da reconstru\u00e7\u00e3o para a destrui\u00e7\u00e3o, do desenvolvimento para o subdesenvolvimento.<\/p>\n<p>Depois da reconstru\u00e7\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte o pr\u00f3prio sistema banc\u00e1rio privado estadunidense andou com suas pr\u00f3prias pernas e ocupou o espa\u00e7o e o papel de emerg\u00eancia do BIRD. Com o mercado do eurod\u00f3lar (depois o mercado dos petrod\u00f3lares) abre-se a nov\u00edssima etapa da desregulamenta\u00e7\u00e3o financeira, da privatiza\u00e7\u00e3o e, finalmente, a chamada globaliza\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Para expandir, trocando o Estado pelo livre mercado, o sistema fica exposto a crescentes instabilidades e incertezas. Isso faz parte da hist\u00f3ria dos dias atuais.<\/p>\n<p>No caso das economias dominadas, al\u00e9m de pequenos volumes de financiamento para obras de infraestrutura (energia, transporte, saneamento, etc.), o rebatizado Banco Mundial continuou agindo e aumentando cada vez mais a descarada interfer\u00eancia pol\u00edtica nas decis\u00f5es da administra\u00e7\u00e3o nativa em todas as \u00e1reas do Estado: econ\u00f4micas, pol\u00edticas, sociais, culturais, educacionais, jur\u00eddicas, etc.<\/p>\n<p>Junto com outras institui\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas imperialistas (FMI, OMC, UNCTAD, OCDE, Unesco, etc.) estabelece uma absurda governan\u00e7a neocolonial nos neg\u00f3cios e na vida social das economias dominadas da periferia.<\/p>\n<p>Vejam, por exemplo, suas \u00faltimas escaramu\u00e7as na tr\u00f4pega administra\u00e7\u00e3o do caos de Temer <em>et caterva<\/em>. Acaba de ser noticiado, nesta semana, com estardalha\u00e7o pelo governo, m\u00eddia e economistas do sistema, \u201cnov\u00edssimas\u201d medidas salvadoras do Banco Mundial para o Brasil.<\/p>\n<p>Tudo contido em um documento chamado pomposamente de \u201cUm ajuste justo \u2013 a proposta para aumentar efici\u00eancia e equidade do gasto p\u00fablico no Brasil\u201d. Esse \u201cestudo\u201d foi encomendado (e pago, <em>off course<\/em>) pelo governo brasileiro.<\/p>\n<p>Mas sabem quem coordenou o dito cujo? O nefasto Joaquim Levy, de triste lembran\u00e7a, um engenheiro com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em finan\u00e7as p\u00fablicas, que come\u00e7ou como funcion\u00e1rio do Banco Bradesco e acabou diretor do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Notas de destaque em seu curr\u00edculo: indicado pelos banqueiros para ser, em 2007, secret\u00e1rio da Fazenda do governo S\u00e9rgio Cabral no Rio de Janeiro. Antes, tinha sido secret\u00e1rio do Tesouro do governo Lula da Silva. Aqui ele come\u00e7ou sua mete\u00f3rica carreira.<\/p>\n<p>Veja como o <a href=\"http:\/\/noticias.terra.com.br\/posse2007\/interna\/0,,OI1326303-EI8115,00.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">portal Terra<\/a> noticiava a posse do referido senhor no governo Cabral, em 1\u00ba de Janeiro de 2007: \u201c <em>Levy aplica ortodoxia econ\u00f4mica ao governo do Rio. O novo secret\u00e1rio de Fazenda do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, apresentou nesta segunda-feira as primeiras medidas do choque de gest\u00e3o do governo de S\u00e9rgio Cabral Filho, que ter\u00e1 como palavra de ordem redu\u00e7\u00e3o de custos. O corte de despesas atingir\u00e1 desde a concess\u00e3o de bolsas de estudo a funcion\u00e1rios e tetos para contas de telefone at\u00e9 o trancamento dos cofres estaduais para os munic\u00edpios por um prazo de 120 dias, conforme decreto publicado nesta segunda-feira.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Depois de servir a Cabral, Joaquim Levy voltou para Bras\u00edlia, para ser ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff. Com esta \u00faltima, formou a dupla mais desastrada da hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira. Aplicaram zelosamente no governo federal os mesmos diagn\u00f3sticos e rem\u00e9dios aplicados no governo de S\u00e9rgio Cabral.<\/p>\n<p>Deu nisto que se vive hoje na economia, agora de maneira ampliada. Meirelles e Temer n\u00e3o fazem nada mais do que continuar a sua obra. As receitas para a pol\u00edtica econ\u00f4mica do atual governo continuam exatamente as mesmas de Levy e Rousseff. Continuam sendo rigorosamente cumpridas.<\/p>\n<p>Com todas essas laureadas credenciais de not\u00e1vel administrador do ajuste, quando Levy perdeu seu emprego em Bras\u00edlia, os banqueiros o enviaram para Washington para ocupar o seu atual cargo de diretor do Banco Mundial. Pr\u00eamio de consola\u00e7\u00e3o por bons servi\u00e7os prestados.<\/p>\n<p>Nesta semana ele ressurgiu no planalto central. De novo como salvador da p\u00e1tria financeira. Ressurge como o not\u00e1vel coordenador deste \u201cestudo\u201d apresentado ao governo brasileiro \u2013 cujos diagn\u00f3sticos e receitas n\u00e3o passam de uma panaceia requentada de tudo que ele diagnosticava e receitava quando esteve nos governos Lula, Cabral e Rousseff.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o do Banco Mundial \u00e9 toda ela composta de gente como Joaquim Levy. Para defender o parasitismo imperialista na periferia do sistema, um bando de economistas e outros oportunistas \u2013 recrutados nas miser\u00e1veis Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia \u2013 s\u00e3o treinados para cometer os piores delitos te\u00f3ricos e, principalmente, ideol\u00f3gicos. Treinados para matar. A destrui\u00e7\u00e3o real n\u00e3o pode parar.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que n\u00e3o vale a pena repetir seus nauseantes e totalmente equivocados diagn\u00f3sticos sobre as causas da crise econ\u00f4mica brasileira. Basta ler algumas passagens para ficar sabendo de todo o conte\u00fado do \u201cestudo\u201d.<\/p>\n<p>Come\u00e7ando pela apresenta\u00e7\u00e3o das receitas a serem implantadas pelas burguesias cucarachas da periferia. Para implantar pol\u00edticas que favore\u00e7am unicamente os parasitas do sistema, a dire\u00e7\u00e3o do Banco Mundial usa invariavelmente a justificativa que essas receitas de desenvolvimento econ\u00f4mico s\u00e3o formuladas para ajudar os pobres.<\/p>\n<p>Quer dizer, o que \u00e9 bom para os banqueiros \u00e9 bom para os pobres. A grande m\u00eddia nacional vibra com essa brilhante iniciativa de \u201cdiminui\u00e7\u00e3o das desigualdades\u201d.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, veja o que eles est\u00e3o propondo para os pobres neste recente \u201cestudo\u201d. Tudo em nome da \u201cequidade e justi\u00e7a social\u201d. Reproduzimos abaixo algumas passagens de mat\u00e9ria publicada no portal da revista Exame, na data de hoje (23\/11\/2007):<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cBanco Mundial sugere fim do ensino superior gratuito no Brasil. Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa \u00e9 uma das sugest\u00f5es apresentadas no relat\u00f3rio \u201cUm ajuste justo \u2013 propostas para aumentar efici\u00eancia e equidade do gasto p\u00fablico no Brasil\u201d, elaborado pelo Banco Mundial\u2026 Se as escolas do ensino fundamental e m\u00e9dio atingissem o n\u00edvel das melhores do sistema, o desempenho na prova do \u00cdndice de Desenvolvimento do Ensino B\u00e1sico (Ideb) subiria 40% para o n\u00edvel fundamental e 18% no m\u00e9dio. No entanto, aponta o relat\u00f3rio, o Brasil gasta perto de R$ 56 bilh\u00f5es a mais do que seria necess\u00e1rio para ter o atual desempenho. A principal proposta para enxugar gastos nessas esferas \u00e9 aumentar a quantidade de alunos por professor. O estudo diz que a quantidade de estudantes est\u00e1 caindo devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das taxas de natalidade, nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A proposta \u00e9 n\u00e3o repor os professores que deixam o sistema. S\u00f3 com isso, a economia seria de R$ 22 bilh\u00f5es\u2026<br \/>\nSa\u00fade Enquanto no ensino fundamental a nova realidade do crescimento demogr\u00e1fico est\u00e1 esvaziando salas, nos postos de sa\u00fade a tend\u00eancia \u00e9 contr\u00e1ria: a demanda por atendimento aumenta devido ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m nesse caso, o estudo sugere solu\u00e7\u00f5es para ajudar a reduzir os gastos que, segundo o banco, n\u00e3o trariam preju\u00edzo ao atendimento. Se todo o sistema atingisse o n\u00edvel das unidades mais eficientes, poderiam ser economizados R$ 22 bilh\u00f5es. Entre as propostas, est\u00e1 o fechamento de hospitais de pequeno porte, que custam proporcionalmente mais do que os grandes, se for considerado o valor por atendimento prestado. O relat\u00f3rio sugere tamb\u00e9m o fortalecimento do atendimento prim\u00e1rio que filtraria os casos mais complexos para enviar aos hospitais. E que o atendimento dos casos mais simples possa ser feito por profissionais de sa\u00fade n\u00e3o m\u00e9dicos, deixando-os liberados para os casos mais complexos\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Para o governo economizar cada vez mais recursos p\u00fablicos para pagar os maiores juros do mundo a receita \u00e9 muito simples: destrua-se, dentre outras inutilidades, a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade p\u00fablicas e universais. E isso n\u00e3o \u00e9 apenas uma ideia.<\/p>\n<p>A coisa vai muito al\u00e9m da ideologia. Toda essa arquitetura da destrui\u00e7\u00e3o formulada por burocratas delinquentes da pior esp\u00e9cie \u00e9 apresentada desde ontem por toda a grande m\u00eddia imperialista no pa\u00eds como uma ben\u00e7\u00e3o e uma necessidade de execu\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<p>O que acontece atualmente no Brasil \u00e9 uma coisa muito s\u00e9ria. Para salvar a propriedade privada capitalista a qualquer custo, as classes dominantes do imperialismo no Brasil decidiram n\u00e3o recuar em suas reformas. N\u00e3o em nome dos banqueiros, apenas, mas de toda a burguesia e demais parasitas do sistema.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 meio termo. O tempo do meio termo est\u00e1 esgotado. Trata-se agora de ir em frente e reduzir os rendimentos e as condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora (90% da popula\u00e7\u00e3o nacional) aos n\u00edveis de Haiti, China, M\u00e9xico, Bangladesh, \u00cdndia, Vietn\u00e3, \u00c1frica do Sul e outros p\u00e1rias do sistema.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenham d\u00favida. As classes dominantes da ind\u00fastria, com\u00e9rcio, agroneg\u00f3cio, sistema financeiro, bancos, propriet\u00e1rios fundi\u00e1rios agr\u00edcolas e urbanos, e todos os demais parasitas do sistema imperialista, est\u00e3o realmente decididos a promover e pagar para ver uma hecatombe social no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Isso tem um custo. E esse \u00e9 o verdadeiro problema. O problema a ser equacionado \u00e9 a natureza e a dimens\u00e3o do custo dessa decis\u00e3o de agir de classes totalmente impotentes e apodrecidas pelo processo hist\u00f3rico de explora\u00e7\u00e3o capitalista e neocolonial no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O que se pode antecipar com seguran\u00e7a \u00e9 que o custo da implanta\u00e7\u00e3o dessa arquitetura da destrui\u00e7\u00e3o imperialista no Brasil ser\u00e1 necessariamente cobrado dos seus respons\u00e1veis. Com juros e corre\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>O custo disso que eles est\u00e3o fazendo a sangue frio ser\u00e1 o agravamento da sua atual ingovernabilidade, a eclos\u00e3o da guerra civil e, finalmente, a possibilidade de revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mais importante \u00e9 que o desdobramento irrevers\u00edvel deste processo ter\u00e1 repercuss\u00f5es profundas e imediatas na luta de classes em toda a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17648\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[225],"class_list":["post-17648","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4AE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17648\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}