{"id":1779,"date":"2011-08-23T02:44:01","date_gmt":"2011-08-23T02:44:01","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1779"},"modified":"2017-08-25T00:55:00","modified_gmt":"2017-08-25T03:55:00","slug":"empresarios-gananciosos-querem-impor-risco-nuclear-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1779","title":{"rendered":"EMPRES\u00c1RIOS GANANCIOSOS QUEREM IMPOR RISCO NUCLEAR AO BRASIL"},"content":{"rendered":"\n<p>EMPRES\u00c1RIOS GANANCIOSOS QUEREM IMPOR RISCO NUCLEAR AOS BRASILEIROS <strong>Professor em\u00e9rito da USP, o septuagen\u00e1rio Alfredo Bosi lan\u00e7a um alerta important\u00edssimo contra as press\u00f5es empresariais para que sejam impostos aos brasileiros os enormes riscos inerentes \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o de Angra 3. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Querem enfiar-nos goela adentro a retomada das obras de uma usina nuclar que tem grande possibilidade de repetir a cat\u00e1strofe japonesa, como fui dos primeiros a advertir, no artigo\u00a0<a href=\"http:\/\/naufrago-da-utopia.blogspot.com\/2011\/03\/fukushima-1-e-uma-bomba-relogio-dupla.html\">Fukushima 1 \u00e9 uma &#8220;bomba rel\u00f3gio dupla&#8221;. Angra 2 e Angra 3 tamb\u00e9m<\/a>, de cinco meses atr\u00e1s.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Isto seria uma estupidez, uma inf\u00e2mia e um crime, neste momento em que o mundo come\u00e7a a acordar do pesadelo nuclear. Da\u00ed eu subscrever cada palavra e recomendar m\u00e1xima divulga\u00e7\u00e3o deste artigo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>ANGRA 3 \u00c9 UMA QUEST\u00c3O \u00c9TICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>O<\/strong> referendo italiano que rejeitou maci\u00e7amente as usinas nucleares \u00e9 modelo de participa\u00e7\u00e3o popular; talvez seja o caso de imit\u00e1-lo aqui<\/p>\n<p>Se a constru\u00e7\u00e3o de uma usina nuclear fosse apenas uma quest\u00e3o t\u00e9cnica, seria reduzido o n\u00famero das pessoas capazes de opinar sobre o assunto. Mas os riscos a que est\u00e3o sujeitas as popula\u00e7\u00f5es que vivem perto dos reatores s\u00e3o ineg\u00e1veis. Como nenhum cientista pode afirmar que o risco \u00e9 zero, a quest\u00e3o passa a ser \u00e9tica.<\/p>\n<p>Como delegar a sorte de milhares de cidad\u00e3os \u00e0 onipot\u00eancia de alguns tecnocratas e aos interesses desta ou daquela empresa? Um programa sem o respaldo da opini\u00e3o p\u00fablica esclarecida \u00e9 acintosamente antidemocr\u00e1tico. O referendo italiano que rejeitou maci\u00e7amente as usinas nucleares \u00e9 modelo de participa\u00e7\u00e3o popular. Talvez seja o caso de imit\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Na Alemanha, a decis\u00e3o do governo de suspender o programa nuclear atendeu a um movimento c\u00edvico que exige investimento em formas de energia renov\u00e1veis e seguras. Por que o BNDES se disp\u00f5e a malbaratar bilh\u00f5es de d\u00f3lares em Angra 3 em vez de aplicar esse capital, arrancado aos contribuintes, na difus\u00e3o em larga escala daquelas formas de energia?<\/p>\n<p>As empresas nucleares preferem privatizar benef\u00edcios e socializar preju\u00edzos, no caso, perigos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o h\u00e1 dinheiro que possa indenizar c\u00e2ncer hep\u00e1tico ou leucemia nas crian\u00e7as v\u00edtimas dos vazamentos. O cidad\u00e3o brasileiro tem o direito de perguntar: o que ser\u00e1 feito com o lixo de Angra 1, 2 e 3? Que direito temos de legar aos p\u00f3steros esse pesadelo?<\/p>\n<p>O presidente Bush autorizou a remo\u00e7\u00e3o dos rejeitos para dep\u00f3sitos a serem cavados em Yucca Mountain, mas a popula\u00e7\u00e3o do Estado de Nevada e as comunidades ind\u00edgenas que l\u00e1 vivem h\u00e1 s\u00e9culos rebelaram-se contra uma decis\u00e3o que violava o seu territ\u00f3rio. Obama prometeu revogar o decreto do antecessor, mas o impasse continua.<\/p>\n<p>F\u00edsicos da envergadura do saudoso M\u00e1rio Schenberg (que condenou a instala\u00e7\u00e3o de uma usina em Iguape), Jos\u00e9 Goldemberg, Pinguelli Rosa, Cerqueira Leite, Ildo Sauer e Joaquim Carvalho alertam para o car\u00e1ter desnecess\u00e1rio da energia nuclear no Brasil. As potencialidades de nossa biomassa, bem como de outras fontes renov\u00e1veis, fornecem base segura para um desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nossos cientistas s\u00e3o evidentemente favor\u00e1veis a pesquisas na \u00e1rea nuclear que tenham aplica\u00e7\u00f5es na biologia, na medicina e na agricultura. A energia nuclear \u00e9 cara. Dados do Greenpeace: &#8216;O pre\u00e7o da tarifa ao consumidor pode sair por US$ 113\/MWh, contra US$ 74\/ MWh da energia gerada pela biomassa e US$ 82\/MWh da e\u00f3lica&#8217;.<\/p>\n<p>Arriscada, desnecess\u00e1ria, cara&#8230;, mas dir\u00e3o que \u00e9 limpa; desde quando lixo at\u00f4mico \u00e9 sinal de limpeza?<\/p>\n<p>O enriquecimento do ur\u00e2nio depende de eletricidade gerada por combust\u00edveis f\u00f3sseis, como o carv\u00e3o. Duas das minas de carv\u00e3o mais poluentes dos Estados Unidos, em Ohio e em Indiana, produzem eletricidade para enriquecer ur\u00e2nio. \u00c9 o que informa B. Sovacool no n\u00famero 150 da &#8216;Foreign Policy&#8217;.<\/p>\n<p>Enfim, uma boa not\u00edcia. A OAB anunciou, em 4 de julho de 2011, que est\u00e1 recorrendo ao Supremo Tribunal Federal exigindo que a eventual retomada das obras de Angra 3 s\u00f3 possa fazer-se com autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional e mediante nova legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>Assim o requer a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Que os parlamentares ou\u00e7am a voz dos eleitores e n\u00e3o se dobrem \u00e0s press\u00f5es de empres\u00e1rios gananciosos e pol\u00edticos desinformados.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/naufrago-da-utopia.blogspot.com\/2011\/08\/artigo-fundamental-de-bosi-alerta.html\">http:\/\/naufrago-da-utopia.blogspot.com\/2011\/08\/artigo-fundamental-de-bosi-alerta.html<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Naufr\u00e1go da Utopia\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1779\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1779","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-sH","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1779"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}