{"id":1789,"date":"2011-08-24T01:35:41","date_gmt":"2011-08-24T01:35:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1789"},"modified":"2011-08-24T01:35:41","modified_gmt":"2011-08-24T01:35:41","slug":"mauro-iasi-e-candidato-a-presidente-na-chapa-unica-na-eleicao-para-a-adufrj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1789","title":{"rendered":"MAURO IASI \u00c9 CANDIDATO A PRESIDENTE NA CHAPA \u00daNICA NA ELEI\u00c7\u00c3O PARA A ADUFRJ"},"content":{"rendered":"\n<p>Foi registrada na semana passada uma chapa \u00fanica para a elei\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ADUFRJ), a realizar-se no m\u00eas de setembro. A chapa intitula-se <em><strong>\u201cADUFRJ EM MOVIMENTO\u201d<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Houve uma tentativa de registro de uma segunda chapa, de for\u00e7as pol\u00edticas governistas ligadas a uma entidade paralela ao ANDES chamada PRO-IFES, que n\u00e3o se viabilizou por falta de apoio nas bases e de candidatos \u00e0 altura.<\/p>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 o candidato a Presidente numa chapa expressiva da unidade de correntes e professores independentes em oposi\u00e7\u00e3o ao modelo de Universidade P\u00fablica em vigor, que conta ainda com os professores Luis Acosta, Maria de F\u00e1tima Siliansky de Andreazzi, Salatiel Menezes dos Santos, Luciana Boiteux de Figuiredo Rodrigues, Jos\u00e9 Henrique Sanglard e Maria Coelho Araripe da Paula Gomes. A seguir, veja o programa da chapa:<\/p>\n<p><strong>Programa da chapa<\/strong><\/p>\n<p>ADUFRJ EM MOVIMENTO<\/p>\n<p><strong>(Bi\u00eanio 2011-2013)<\/strong><\/p>\n<p>A Chapa <strong>Adufrj em Movimento<\/strong> (bi\u00eanio 2011-2013) reivindica os valores, princ\u00edpios e pr\u00e1ticas constru\u00eddos pelo movimento docente na UFRJ, desde a funda\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o <strong>Associa\u00e7\u00e3o de Docentes da UFRJ<\/strong> em 1979: a defesa da universidade p\u00fablica e gratuita, aut\u00f4noma, cr\u00edtica e comprometida com os problemas dos povos e com processos formativos que assegurem a todos a alta cultura nos diversos campos do saber; a dignidade do trabalho docente, por meio de uma carreira que valorize o fazer docente no ensino, na pesquisa e na extens\u00e3o; a paridade entre os ativos e os aposentados; a isonomia entre as carreiras da educa\u00e7\u00e3o superior e da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e a autonomia do sindicato frente ao Estado, ao governo, aos partidos e \u00e0s administra\u00e7\u00f5es, condi\u00e7\u00e3o essencial para a democracia no movimento docente.<\/p>\n<p>Compreendemos que tais valores s\u00e3o cruciais diante dos <strong>desafios imediatos<\/strong> que os professores ter\u00e3o de enfrentar no pr\u00f3ximo bi\u00eanio, a saber:<\/p>\n<p>a) da <strong>expans\u00e3o das vagas<\/strong> possa ocorrer em termos propriamente universit\u00e1rios, em institui\u00e7\u00f5es com adequada infraestrutura e pessoal docente e t\u00e9cnicos e administrativos, o que \u00e9 cada vez mais importante, em virtude do REUNI, sem hiperintensifica\u00e7\u00e3o do trabalho e sem aligeiramento da forma\u00e7\u00e3o dos estudantes;<\/p>\n<p>b) da <strong>carreira \u00fanica do Andes-SN<\/strong> que, ap\u00f3s longo debate, contempla os melhores anseios dos professores e, se aprovada, impedir\u00e1 que a nova carreira elaborada pelo governo e por sua assessoria sindical seja um estratagema para quebrar a paridade entre os ativos e os aposentados e, para intensificar, ainda mais, o j\u00e1 insuport\u00e1vel ritmo de trabalho dos docentes;<\/p>\n<p>c) do<strong> congelamento dos sal\u00e1rios<\/strong>, tal como previsto nos projetos or\u00e7ament\u00e1rios para 2012;<\/p>\n<p>d) dos <strong>direitos previdenci\u00e1rios e a paridade entre ativos e aposentados<\/strong>. Organizar o conjunto da categoria e, especialmente, ampliar o debate sobre a previd\u00eancia com os novos docentes, os principais atingidos pela derrota advinda da homologa\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional n\u00ba 41 \/03 que acabou com o direito \u00e0 integralidade das aposentadorias para os servidores que ingressassem no servi\u00e7o p\u00fablico a partir do primeiro de janeiro de 2004. Em 2011 e 2012 o governo tentar\u00e1 aprovar o <em><strong>Projeto de Lei n\u00ba1.992\/07, <\/strong><\/em>com o objetivo de estabelecer um teto para o regime p\u00fablico e acima dela instituir a previd\u00eancia privada para os servidores p\u00fablicos federais, por meio da <em><strong>FUNPRESP <\/strong><\/em>(Funda\u00e7\u00e3o de Previd\u00eancia Complementar dos Servidores P\u00fablicos Federais).<\/p>\n<p>e) do Projeto de Lei 1749\/2011, que autoriza o Poder Executivo a criar a empresa p\u00fablica denominada <strong>Empresa Brasileira de Servi\u00e7os Hospitalares S.A<\/strong>. que, concretamente ferir\u00e1 a autonomia universit\u00e1ria, converter\u00e1 os hospitais universit\u00e1rios em empresas por a\u00e7\u00f5es com fins de lucro, privatizando-os e deturpando a sua fun\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade;<\/p>\n<p>f) da defesa do Sistema \u00danico de Sa\u00fade p\u00fablico e estatal, e da realiza\u00e7\u00e3o de concurso p\u00fablico para repor as prementes necessidades de pessoal no setor da sa\u00fade e especialmente nas universidades;<\/p>\n<p>g) da crescente regula\u00e7\u00e3o governamental do trabalho de pesquisa e da <strong>p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<\/strong>, por meio do uso de crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o incompat\u00edveis com a natureza dos trabalhos acad\u00eamicos e universit\u00e1rios, centrados em indicadores de produtividade que esvaziam o rigor da forma\u00e7\u00e3o dos mestrandos e doutorandos.<\/p>\n<p>h) da desvaloriza\u00e7\u00e3o dos <strong>col\u00e9gios de aplica\u00e7\u00e3o<\/strong> como l\u00f3cus de forma\u00e7\u00e3o de professores traduzida na proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o destes col\u00e9gios que desconsidera o trabalho com a licenciatura como um dos pilares da escola, impondo metas e percentuais na rela\u00e7\u00e3o professor-aluno (RAP) n\u00e3o condizentes com a fun\u00e7\u00e3o social dos CAp.<\/p>\n<p>i) do <strong>Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o<\/strong> que possibilite ampliar os investimentos em educa\u00e7\u00e3o para 10% do PIB e constituir um sistema nacional de educa\u00e7\u00e3o de elevada qualidade para todos.<\/p>\n<p><strong>Plano de lutas<\/strong><\/p>\n<p><strong>(i) Defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e dos espa\u00e7os p\u00fablicos de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento<\/strong><\/p>\n<p>Defender a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita, democr\u00e1tica, laica, de qualidade social e sua universaliza\u00e7\u00e3o, em todos os n\u00edveis e modalidades, como dever do Estado e direito de todos, combatendo todas as formas de privatiza\u00e7\u00e3o e mercantiliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lutar em defesa da universidade p\u00fablica brasileira e sua autonomia, nos termos do art. 207 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, bem como dos princ\u00edpios da indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extens\u00e3o, do acesso universal com gratuidade plena, do padr\u00e3o unit\u00e1rio de qualidade, tendo a amplia\u00e7\u00e3o do financiamento p\u00fablico estatal como pilar da expans\u00e3o e do desenvolvimento das IES p\u00fablicas, nos marcos referenciais pol\u00edticos, conceituais e metodol\u00f3gicos da \u201cProposta do ANDES-SN para a Universidade Brasileira\u201d (Cadernos ANDES, n\u00ba 2, 2003), nas diretrizes e metas do \u201cPNE: Proposta da Sociedade Brasileira\u201d, na Agenda do Andes-SN para a Educa\u00e7\u00e3o Superior e nas propostas de projetos de lei elaborados pelo Sindicato Nacional que operacionalizam as proposi\u00e7\u00f5es da Agenda do Andes-SN.<\/p>\n<p>Lutar pelo est\u00edmulo a pesquisas n\u00e3o vinculadas \u00e0s demandas privadas-mercantis, pela amplia\u00e7\u00e3o das verbas or\u00e7ament\u00e1rias para os \u00f3rg\u00e3os de fomento \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 tecnologia, pelo seu pleno controle social, pela participa\u00e7\u00e3o ativa da comunidade acad\u00eamica na gest\u00e3o democr\u00e1tica dos \u00f3rg\u00e3os de fomento p\u00fablicos, na defini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas, prioridades e planejamentos do setor e pela aloca\u00e7\u00e3o de recursos n\u00e3o condicionada a programas governamentais e empresariais.<\/p>\n<p>Lutar contra todas as formas de privatiza\u00e7\u00e3o da pesquisa desenvolvidas com recursos p\u00fablicos, contra o corte de verbas p\u00fablicas, contra as pol\u00edticas de favorecimento dos projetos direcionados \u00e0s demandas de mercado e\/ou interesses privados, contra os cursos pagos em institui\u00e7\u00f5es oficiais e o favorecimento das funda\u00e7\u00f5es de direito privado, denominadas \u201cde apoio\u201d \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de ensino superior p\u00fablicas e pela revoga\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o que d\u00e1 suporte jur\u00eddico \u00e0 exist\u00eancia dessas funda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Universaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A democratiza\u00e7\u00e3o radical do acesso \u00e0 universidade p\u00fablica pode ser inviabilizada pela decis\u00e3o dos governos de promover um processo de massifica\u00e7\u00e3o que somente pode oferecer uma forma\u00e7\u00e3o diferenciadora, desigual, utilitarista ao capitalismo dependente, restrita, por conseguinte, \u00e0s habilidades instrumentais e a modalidades de certifica\u00e7\u00e3o enganosas e degradadas.<\/p>\n<p>O livre acesso, a meta que toda democracia real deve perseguir, requer medidas que garantam a presen\u00e7a dos povos, etnias, culturas e povo trabalhador nas universidades, o que envolve pol\u00edticas de acesso democr\u00e1ticas e plena assist\u00eancia estudantil. Pol\u00edticas que assegurem essas condi\u00e7\u00f5es, referenciadas na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica p\u00fablica, s\u00e3o estrat\u00e9gicas para alcan\u00e7ar esses objetivos. Igualmente, o combate aos sistemas de avalia\u00e7\u00e3o tecnicistas, segregacionistas e promotores de <em>rankings<\/em> \u00e9 parte importante da luta pela retomada da avalia\u00e7\u00e3o pelos docentes, estudantes e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Financiamento<\/strong><\/p>\n<p>Lutar pelo cumprimento do art. 212 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que estabelece vincula\u00e7\u00e3o de 18% da receita da Uni\u00e3o para educa\u00e7\u00e3o, incluindo n\u00e3o apenas os impostos mas tamb\u00e9m as contribui\u00e7\u00f5es. Lutar para que o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (2011-2021) assegure o equivalente a 10% do PIB, com vista ao pleno atendimento das propostas contidas no PNE: Proposta da Sociedade Brasileira.<\/p>\n<p>Lutar pelo aumento das dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias assegurando efetivo controle da comunidade universit\u00e1ria sobre o ingresso e na aplica\u00e7\u00e3o dos recursos e pela efetiva autonomia das IFES.<\/p>\n<p>Lutar, em conjunto com as entidades do movimento estudantil, por uma pol\u00edtica de assist\u00eancia e incentivo ao estudante (alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, transporte, material did\u00e1tico, monitoria, inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, entre outras), com or\u00e7amento definido, revogando as normas que impe\u00e7am a aloca\u00e7\u00e3o de verbas para tal fim.<\/p>\n<p><strong>Fun\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/p>\n<p>As pol\u00edticas neoliberais ampliaram a diversidade de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior e mesmo de tipos de universidades (dos ex\u00f3ticos centros universit\u00e1rios \u00e0s universidades especializadas). Assim, concretamente, as universidades possuem hoje fun\u00e7\u00f5es sociais marcadamente distintas. Os setores dominantes, como salientado, sustentam que a universidade deve ser uma institui\u00e7\u00e3o profissionalizante e voltada para o mercado, o que significa, no caso brasileiro, uma institui\u00e7\u00e3o que ofere\u00e7a cursos aligeirados e que se exime de problematizar os problemas s\u00f3cio-ambientais advindos do atual modelo econ\u00f4mico baseado no uso intensivo de energia e recursos naturais (exporta\u00e7\u00e3o de <em>commodities<\/em>).<\/p>\n<p>Alternativamente, a universidade deve possuir um car\u00e1ter emancipat\u00f3rio e capaz de prever cen\u00e1rios para o futuro, antecipando o que poderiam ser alternativas a favor da qualidade de vida humana. Entretanto, os cen\u00e1rios e as alternativas devem resultar de di\u00e1logos verdadeiros com os movimentos sociais engajados na constru\u00e7\u00e3o de outros padr\u00f5es civilizat\u00f3rios. \u00c9 crucial recuperar as pr\u00e1ticas emancipat\u00f3rias que a universidade p\u00fablica p\u00f4de desenvolver, aperfei\u00e7oando-as. Entre as fun\u00e7\u00f5es da universidade urge priorizar a forma\u00e7\u00e3o de docentes com sentido p\u00fablico e de profissionais com \u00e9tica social.<\/p>\n<p>A universidade deve cumprir tamb\u00e9m o importante papel de institui\u00e7\u00e3o que discuta projetos de na\u00e7\u00e3o em que caibam todos os povos. \u00c9 indispens\u00e1vel, por conseguinte, recusar a id\u00e9ia de que a universidade forma para o mercado, direcionando os seus curr\u00edculos e avalia\u00e7\u00e3o para o que se sup\u00f5e ser a demanda do mercado. As reformas curriculares e a implementa\u00e7\u00e3o de outras pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o devem ter esse car\u00e1ter antimercantil.<\/p>\n<p><strong>(ii) Carreira docente<\/strong><\/p>\n<p>A Adufrj-SSind tem historicamente acompanhado o Andes-SN em sua luta pol\u00edtica pela carreira docente. A chapa <strong>ADUFRJ em Movimento<\/strong> compreende a luta pela carreira uma quest\u00e3o central e emergencial para atua\u00e7\u00e3o do sindicato. H\u00e1 dois aspectos fundamentais a serem considerados: a luta na conjuntura atual de investida do governo sobre a nossa carreira e a concep\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de que a carreira \u00e9 um pilar do projeto de universidade p\u00fablica, gratuita e de qualidade que n\u00f3s queremos e defendemos.<\/p>\n<p>O Andes-SN tem uma concep\u00e7\u00e3o de carreira que se relaciona com um projeto de universidade e de educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita e de qualidade. Por isso, considera que uma carreira equilibrada, com uma refer\u00eancia remunerat\u00f3ria \u00fanica por n\u00edvel de titularidade e desenvolvimento na carreira seja a forma de construir um corpo docente est\u00e1vel, engajado e motivado para o desenvolvimento e amplia\u00e7\u00e3o do sistema de ensino superior p\u00fablico, reconhecendo toda a sua responsabilidade de articula\u00e7\u00e3o com o ensino b\u00e1sico p\u00fablico, gratuito e de qualidade no pa\u00eds. Mant\u00e9m a favor da constru\u00e7\u00e3o de uma carreira \u00fanica para todo docente do ensino superior, em \u00e2mbito nacional, inclusive aqueles envolvidos em atividades de forma\u00e7\u00e3o de professores no \u00e2mbito do ensino b\u00e1sico, t\u00e9cnico e tecnol\u00f3gico, nos Col\u00e9gios de Aplica\u00e7\u00e3o (CAp).<\/p>\n<p>Este princ\u00edpios se expressam atualmente na proposta concreta de a carreira do Andes-SN com 13 n\u00edveis remunerat\u00f3rios \u00fanicos, para cada regime de trabalho (40 horas semanais em dedica\u00e7\u00e3o exclusiva, 40 horas, e 20 horas), cuja tabelas remunerat\u00f3rias detalhadas podem ser vistas no site<a href=\"http:\/\/www.andes.org.br\/\" target=\"_blank\"> <\/a><a href=\"http:\/\/www.andes.org.br\/\" target=\"_blank\">www.andes.org.br<\/a> , no documento da Campanha salarial 2011 e nos jornais da ADUFRJ-SSind, com destaque para o especial sobre carreira de fevereiro de 2011.<\/p>\n<p><strong>(iii) Sal\u00e1rio e condi\u00e7\u00f5es de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Exigir do governo o cumprimento do dispositivo constitucional que assegura a revis\u00e3o anual dos vencimentos b\u00e1sicos dos servidores p\u00fablicos. A revis\u00e3o deve compensar, no m\u00ednimo, as perdas referentes \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do ano anterior, de acordo com os \u00edndices do DIEESE.<\/p>\n<p>Defender a extin\u00e7\u00e3o das gratifica\u00e7\u00f5es ainda vigentes, com sua incorpora\u00e7\u00e3o, paridade entre docentes ativos e aposentados e isonomia entre os docentes das carreiras da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e da educa\u00e7\u00e3o superior em seus valores mais altos.<\/p>\n<p>As atuais condi\u00e7\u00f5es de trabalho tamb\u00e9m t\u00eam repercutido na sa\u00fade dos professores, demandando portanto, que o sindicado desenvolva uma pol\u00edtica de defesa da sa\u00fade do trabalhador e de mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho e dos servi\u00e7os de atendimento \u00e0 sa\u00fade dos professores.<\/p>\n<p><em><strong>Problemas imediatos<\/strong><\/em><strong>:<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 dia 31 de agosto est\u00e1 sendo negociada, entre o Andes-SN e o Minist\u00e9rios do Planejamento Or\u00e7amento e Gest\u00e3o (MPOG), a proposta de reajuste salarial para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p><strong>A proposta do governo<\/strong><\/p>\n<p>Desde julho de 2010 n\u00e3o temos nenhum aumento e a proposta apresentada pelo secret\u00e1rio de Recursos Humanos do MPOG, na \u00faltima reuni\u00e3o do dia 9 de agosto com o ANDES-SN congela o valor da remunera\u00e7\u00e3o na tabela salarial, traz um impacto financeiro nulo para grande parte da categoria e aumenta as distor\u00e7\u00f5es entre as carreiras dos professores de terceiro grau e do Ensino B\u00e1sico, T\u00e9cnico e Tecnol\u00f3gico (EBTT). A proposta, que inclui um movimento na dire\u00e7\u00e3o de uma reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do movimento por \u201cuma s\u00f3 linha no contracheque\u201d ao eliminar justamente uma gratifica\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter produtivista, n\u00e3o ter\u00e1 impactos financeiros em quase toda a categoria. Apesar incorpora\u00e7\u00e3o da Gratifica\u00e7\u00e3o por Exerc\u00edcio do Magist\u00e9rio Superior (Gemas) gerar a altera\u00e7\u00e3o no valor do Vencimento B\u00e1sico (VB), a remunera\u00e7\u00e3o global segue a mesma, independente do regime de trabalho ou titula\u00e7\u00e3o. Isso porque a incorpora\u00e7\u00e3o da Gemas ao VB, nos mesmos valores que j\u00e1 vinham sendo pagos, mant\u00e9m o total inalterado e repercute somente em parcelas vari\u00e1veis, calculadas sobre o VB, como anu\u00eanio (extinto de 1999 sendo pago apenas aos servidores que gozavam do benef\u00edcio at\u00e9 aquela data, e nos mesmos percentuais da \u00e9poca), insalubridade e periculosidade. Finalmente, n\u00e3o foi proposta a incorpora\u00e7\u00e3o da Gratifica\u00e7\u00e3o de Atividade Docente de Ensino B\u00e1sico, T\u00e9cnico e Tecnol\u00f3gico (Gedbt), o que afastaria ainda mais a carreira dos docentes do terceiro grau da carreira dos docentes da EBTT.<\/p>\n<p><strong>A Contraproposta do ANDES-SN<\/strong><\/p>\n<p>A contraproposta emergencial prev\u00ea a incorpora\u00e7\u00e3o das duas gratifica\u00e7\u00f5es (Gemas e Retribui\u00e7\u00e3o por Titula\u00e7\u00e3o &#8211; RT) e a organiza\u00e7\u00e3o da tabela remunerat\u00f3ria a partir da valoriza\u00e7\u00e3o do piso e com degraus constantes. O valor do piso da carreira, referente ao docente graduado com jornada de 20 horas, \u00e9 R$ 2194,76, cuja base de refer\u00eancia \u00e9 valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio de janeiro de 2011, calculado pelo Dieese.<\/p>\n<p>Considerando que n\u00e3o foi poss\u00edvel negociar neste momento a altera\u00e7\u00e3o da estrutura atual da carreira de 17 n\u00edveis, o interst\u00edcio entre os n\u00edveis foi ajustado em degraus de 3%. A remunera\u00e7\u00e3o por titula\u00e7\u00e3o e por regime de trabalho tamb\u00e9m seguem percentuais constantes na proposta do movimento docente.<\/p>\n<p><strong>(iv) Previd\u00eancia social<\/strong><\/p>\n<p>Lutaremos para restabelecer imediatamente a aposentadoria integral para todos os servidores p\u00fablicos e estende-la ao conjunto dos trabalhadores brasileiros. Arquivar imediatamente todos os projetos de institui\u00e7\u00e3o de previd\u00eancia complementar. Fim da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos servidores aposentados. Previd\u00eancia p\u00fablica, social, por solidariedade, para todos os trabalhadores brasileiros!<\/p>\n<p><strong>(v) A organiza\u00e7\u00e3o do trabalho em defesa da universidade p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>A agenda pol\u00edtica da Adufrj-SSind \u00e9 uma agenda do movimento docente nacional, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma agenda particularizada no cotidiano dos docentes da UFRJ. Nessa dire\u00e7\u00e3o, \u00e9 nosso compromisso implementar o maior n\u00famero de a\u00e7\u00f5es que visem a uni\u00e3o e a mobiliza\u00e7\u00e3o dos professores em torno do levantamento e da resolu\u00e7\u00e3o dos problemas existentes em cada centro e unidade da UFRJ. O acompanhamento cr\u00edtico da expans\u00e3o das matr\u00edculas na UFRJ e sua correspondente intensifica\u00e7\u00e3o de trabalho merecer\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o da Adufrj-SSind, inclusive nos novos <em>campi<\/em> da institui\u00e7\u00e3o: Duque de Caxias e Maca\u00e9. \u00c9 imperioso assegurar o car\u00e1ter unit\u00e1rio da UFRJ, impedindo a sua fragmenta\u00e7\u00e3o em <em>campi<\/em> de distintas qualidades. Tamb\u00e9m a luta em prol de um Plano Diretor que assegure condi\u00e7\u00f5es dignas para o fazer acad\u00eamico de todas as unidades, conforme os seus planos institucionais, \u00e9 um objetivo estrat\u00e9gico para a se\u00e7\u00e3o sindical. Continuaremos a luta contra a privatiza\u00e7\u00e3o e mercantiliza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos nos campus da universidade, como no caso de Praia Vermelha e dos estacionamentos do Fund\u00e3o. Lutaremos por um sistema de transporte p\u00fablico e gratuito para a comunidade acad\u00eamica que atenda a demanda de mobilidade e acessibilidade entre os <em>campi<\/em> da universidade. Trabalharemos pela constru\u00e7\u00e3o de um projeto cultural p\u00fablico e democr\u00e1tico na universidade voltado espec\u00edficamente para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades acad\u00eamicas de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, em interface com a sociedade, especialmente com a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora. As prioridades do\u00a0trabalho pol\u00edtico da Adufrj-SSind, tal como tem sido a pr\u00e1tica do movimento docente, sempre ser\u00e3o discutidas nos espa\u00e7os institucionais da entidade, bem como em debates nas unidades.<\/p>\n<p><strong>(vi) Amplia\u00e7\u00e3o da luta em defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica em todos os n\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p>A diretoria envidar\u00e1 todos os esfor\u00e7os para que esse debate possibilite discuss\u00f5es com movimentos nacionais do campo acad\u00eamico, como as entidades de representa\u00e7\u00e3o cient\u00edficas, como SBPC e as voltadas para as diversas \u00e1reas do saber; as entidades sindicais, como a CSP-CONLUTAS, a INTERSINDICAL e, em especial, FASUBRA; os movimentos sociais, como o MST e o F\u00f3rum Nacional (e estadual) em Defesa da Escola P\u00fablica; as diversas for\u00e7as do movimento estudantil aut\u00f4nomo, e demais iniciativas comprometidas com a causa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u00c9 compreens\u00e3o do Sindicato Nacional que uma reforma radical da universidade somente ser\u00e1 poss\u00edvel com amplo protagonismo social e por isso todo o empenho para que lutas conjuntas sejam efetivadas no per\u00edodo. Essas lutas s\u00e3o cruciais porque seguramente o pa\u00eds somente ter\u00e1 universidades p\u00fablicas universais com o rompimento com as pol\u00edticas neoliberais que aprofundam o seu car\u00e1ter capitalista dependente. Assim, seguiremos na luta em defesa de uma sociedade em que a mercantiliza\u00e7\u00e3o de todas as esferas da vida seja suplantada em favor de uma sociedade emancipada da barb\u00e1rie do capital.<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1789\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-1789","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-sR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1789"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1789\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}