{"id":17892,"date":"2017-12-15T12:41:19","date_gmt":"2017-12-15T15:41:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=17892"},"modified":"2017-12-15T12:41:19","modified_gmt":"2017-12-15T15:41:19","slug":"os-homens-verdes-do-pentagono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17892","title":{"rendered":"Os &#8220;homens verdes&#8221; do Pent\u00e1gono"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Como o Ex\u00e9rcito dos EUA combate \u00e0s escondidas por todo o mundo\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdnbr1.img.sputniknews.com\/images\/1006\/30\/10063068.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"Como o Ex\u00e9rcito dos EUA combate \u00e0s escondidas por todo o mundo\" \/><!--more--><strong>Como o Ex\u00e9rcito dos EUA combate \u00e0s escondidas por todo o mundo<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/br.sputniknews.com\/americas\/2017121310063258-pentagono-exercito-eua-soldados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sputnik News<\/a><\/p>\n<p><strong>O Pent\u00e1gono reconheceu que quase mil soldados norte-americanos est\u00e3o instalados no N\u00edger, onde eles participam de a\u00e7\u00f5es militares e at\u00e9 morrem. Nem sequer o Congresso dos EUA sabia sobre esses oficiais.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, o n\u00famero do contingente dos EUA na S\u00edria e no Afeganist\u00e3o supera muitas vezes o divulgado oficialmente. Os EUA mant\u00eam suas tropas por todo o mundo e clandestinamente participam de muitos conflitos armados. Ex-militares americanos confirmaram isso \u00e0 Sputnik.<\/p>\n<p><strong>Trag\u00e9dia perto de Tongo Tongo<\/strong><\/p>\n<p>Neste ano, um grupo do batalh\u00e3o de vigil\u00e2ncia nigeriano, composto por 30 oficiais, dentre eles, oito soldados norte-americanos, estava realizando uma miss\u00e3o perto da aldeia Tongo Tongo. Eles buscavam c\u00famplices de Adnan Abu Walid al-Sahrawi, ex-comandante do &#8220;Movimento pela Unifica\u00e7\u00e3o e Jihad&#8221;, um grupo terrorista pr\u00f3-Daesh (os dois s\u00e3o proibidos na R\u00fassia e em v\u00e1rios outros pa\u00edses). Perto da aldeia, o grupo de militares foi cercado e atacado. Como resultado, quatro soldados nigerianos e quatro norte-americanos morreram.<\/p>\n<p>Foi dif\u00edcil disfar\u00e7ar a morte dos militares estadunidenses, j\u00e1 que a vi\u00fava de um deles, La David Johnson, irritou-se com o comportamento do presidente do pa\u00eds, Donald Trump. Ao ligar para a mulher, o presidente destacou que o militar era ciente da miss\u00e3o e dos riscos. Al\u00e9m disso, de acordo com a vi\u00fava, durante conversa telef\u00f4nica, o l\u00edder do pa\u00eds n\u00e3o conseguiu se lembrar do nome de seu marido. Por sua vez, Trump desmentiu essas informa\u00e7\u00f5es no Twitter.<\/p>\n<blockquote><p>Eu conversei por telefone muito respeitosamente com a vi\u00fava do sargento La David Johnson, e falei o nome dele desde o in\u00edcio, sem hesitar![1]<\/p><\/blockquote>\n<p>Contudo, com a popularidade das informa\u00e7\u00f5es sobre o incidente, o esc\u00e2ndalo desencadeou um motivo mais s\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Guerra sem limites&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios congressistas norte-americanos reconheceram que n\u00e3o sabiam nada sobre a miss\u00e3o de seus militares no N\u00edger. Lindsey Graham foi um deles.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;\u00c9 um tipo de guerra sem fronteiras e sem limites de tempo e de geografia. Devemos saber mais&#8221;, afirmou ele.<\/p><\/blockquote>\n<p>O Pent\u00e1gono foi obrigado a confirmar que no N\u00edger est\u00e3o instalados 800 militares norte-americanos, ou seja, estavam anteriormente escondidos no pa\u00eds. Em seguida, cidad\u00e3os norte-americanos ouviram outras estat\u00edsticas chocantes: no Afeganist\u00e3o, o n\u00famero do contingente estadunidense \u00e9 1,5 vez maior do que o divulgado anteriormente, ou seja, n\u00e3o s\u00e3o apenas 8.900 militares, h\u00e1 14 mil soldados. Quanto \u00e0 S\u00edria, na \u00e9poca do presidente Barack Obama, foi comunicado sobre 503 soldados, mas o n\u00famero verdadeiro correspondia a 2.000.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia perto de Tongo Tongo \u00e9 muito parecida com a que aconteceu 24 anos atr\u00e1s, e que \u00e9 conhecida como a luta perto de Mogad\u00edscio, recorda Zakhar Artemiev, ex-militar do ex\u00e9rcito dos EUA. Naquela \u00e9poca, no in\u00edcio de outubro de 1993, 18 soldados norte-americanos foram mortos e 73 ficaram feridos. Aquele incidente tamb\u00e9m chocou os EUA, j\u00e1 que ningu\u00e9m sabia sobre a presen\u00e7a dos militares estadunidenses na Som\u00e1lia.<\/p>\n<p>&#8220;Meu comandante foi um dos soldados atacados em Mogad\u00edscio, e ele n\u00e3o gosta de recordar a trag\u00e9dia. J\u00e1 ouvi bastantes hist\u00f3rias deste tipo [\u2026], elas acontecem em diversas partes do mundo. Muitas delas at\u00e9 ent\u00e3o s\u00e3o desconhecidas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>&#8220;Em qualquer lugar, eles se sentem como se fossem donos&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Na Europa, especialmente na Alemanha, militares dos EUA se sentem completamente livres. Uma densa rede de aer\u00f3dromos militares faz com eles se desloquem a quaisquer dire\u00e7\u00f5es. Basicamente, dessa forma eles tentam se introduzir em todos os lugares, possuindo, hoje em dia, destacamentos em muitos pa\u00edses&#8221;, assinalou Zakharov, um dos russos que serviu no Fort Benning, maior base naval no territ\u00f3rio dos EUA, depois continuou servindo no Texas, e, mais posteriormente, na base estadunidense na Alemanha.<\/p>\n<p>Ele recorda um incidente que ocorreu na Eritreia. Naquela \u00e9poca, os militares norte-americanos, instalados na regi\u00e3o, resolveram lidar com criminosos que patrocinavam piratas locais. Como resultado, todos os &#8220;bar\u00f5es&#8221; foram mortos. Artemiev afirma que at\u00e9 agora ningu\u00e9m sabe sobre esta pequena \u201cguerra\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Em qualquer lugar, militares norte-americanos agem como se fossem donos. Conhe\u00e7o um caso que aconteceu na Col\u00f4mbia, onde nossos oficiais deram ordens \u00e0 pol\u00edcia&#8221;, conta outro ex-militar dos EUA natural da Bielorr\u00fassia, Nikolai Felshtinsky, acrescentando que ningu\u00e9m pode deter algum soldado estadunidense ou at\u00e9 mesmo adverti-lo.<\/p>\n<p><strong>Um ter\u00e7o dos soldados serve no exterior<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com dados do Minist\u00e9rio da Defesa russo, as\u00a0For\u00e7as Armadas dos EUA contam com 1,3 milh\u00e3o de oficiais, j\u00e1 que 450 mil deles est\u00e3o em servi\u00e7o no exterior, ou seja, um ter\u00e7o dos soldados norte-americanos cumpre sua miss\u00e3o fora da P\u00e1tria. Al\u00e9m disso, 826 mil oficiais da Guarda e reservistas tamb\u00e9m fazem parte das For\u00e7as Armadas norte-americanas.<\/p>\n<p>Pelo visto, nem congressistas sabem qual \u00e9 o n\u00famero real do contingente militar estrangeiro dos EUA, o que seria um tanto estranho, pois, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o norte-americana, suas For\u00e7as Armadas podem agir em qualquer outro pa\u00eds somente ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do Congresso.<\/p>\n<p>Contudo, em 14 de setembro de 2001, tr\u00eas dias ap\u00f3s os ataques terroristas nos EUA, o Congresso aprovou a Autoriza\u00e7\u00e3o para Uso de For\u00e7as Armadas contra Terroristas (AUMF), dando ao presidente direito de enviar tropas a locais onde operam for\u00e7as respons\u00e1veis por ataques aos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Depois de um ano, em 2002, foi aprovada a resolu\u00e7\u00e3o especial sobre o Iraque, que tamb\u00e9m autorizou o\u00a0 presidente a manter as\u00a0For\u00e7as Armadas neste pa\u00eds &#8220;o quanto ele achar necess\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Documentos deste tipo d\u00e3o direito ao dono da Casa Branca de solicitar permiss\u00e3o aos senadores, e enviar tropas norte-americanas a v\u00e1rios lugares do planeta&#8221;, explicou Artemiev.<\/p><\/blockquote>\n<p>Enquanto isso, j\u00e1 houve casos quando os termos dos documentos oficiais foram abusados. Assim, hoje em dia no Iraque, S\u00edria e N\u00edger, milhares de soldados norte-americanos operam contra agrupamentos do Daesh. Autoridades dos EUA explicam que a AUMF pode ser aplicada para organiza\u00e7\u00f5es afiliadas \u00e0 Al-Qaeda, acusada de ataques terroristas. Contudo, a lei n\u00e3o menciona esta particularidade. Al\u00e9m disso, \u00e9 dif\u00edcil qualificar o Daesh como uma organiza\u00e7\u00e3o afiliada \u00e0 Al-Qaeda, j\u00e1 que por muito tempo \u00e9 sabido que os dois grupos terroristas se confrontam.<\/p>\n<p>&#8220;Com o pretexto da luta contra o terrorismo, os EUA podem cumprir seus objetivos em qualquer ponto do mundo [\u2026] combatendo regimes que Trump, Obama e Bush n\u00e3o gostam, justificando suas a\u00e7\u00f5es como luta contra o terrorismo. \u00c9 s\u00f3 escrever no papel: atividade terrorista suspeita&#8221;, acredita Felshtinsky.<\/p>\n<p><strong>Por todo o mundo<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o comandante dos EUA, Raymond T. Odierno, as\u00a0tropas norte-americanas est\u00e3o instaladas em 150 pa\u00edses, j\u00e1 que mais de 600 bases militares dos EUA est\u00e3o situadas em 38 pa\u00edses do mundo (mas h\u00e1 dados que afirmam haver 800 bases).<\/p>\n<p>Uma das principais caracter\u00edsticas da presen\u00e7a militar dos EUA em outros pa\u00edses \u00e9 que, depois de entrarem, n\u00e3o se apressam para sair. O exemplo de hoje: militares dos EUA afirmam que permanecer\u00e3o na S\u00edria ainda por um tempo ilimitado para cumprir miss\u00f5es especiais.<\/p>\n<p>1. &#8220;I had a very respectful conversation with the widow of Sgt. La David Johnson, and spoke his name from beginning, without hesitation!&#8221;. Donald J. Trump (@realDonaldTrump), 23 de outubro de 2017, &lt;https:\/\/twitter.com\/realDonaldTrump\/status\/922440008971292672&gt;.<\/p>\n<p>https:\/\/br.sputniknews.com\/americas\/2017121310063258-pentagono-exercito-eua-soldados\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17892\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165,38],"tags":[234],"class_list":["post-17892","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua","category-c43-imperialismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4EA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17892\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}