{"id":18127,"date":"2017-12-29T23:45:58","date_gmt":"2017-12-30T02:45:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18127"},"modified":"2017-12-29T23:45:58","modified_gmt":"2017-12-30T02:45:58","slug":"governo-golpista-aprofunda-visao-colonial-sobre-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18127","title":{"rendered":"Governo golpista aprofunda vis\u00e3o colonial sobre Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Governo golpista aprofunda vis\u00e3o colonial sobre Amaz\u00f4nia\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4592\/25476412478_9afa0e9d61_z.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"Governo golpista aprofunda vis\u00e3o colonial sobre Amaz\u00f4nia\" \/><!--more-->Em 2018, a tend\u00eancia \u00e9 de aumento de conflitos socioambientais com resist\u00eancia ampliada pelos movimentos populares<\/p>\n<p>Lilian Campelo<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/12\/28\/governo-golpista-aprofundou-a-visao-colonial-sobre-amazonia-avalia-especialista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Brasil de Fato<\/a><\/p>\n<p>Comparado a outros anos, 2017 n\u00e3o foi um per\u00edodo at\u00edpico no que se refere a conjuntura dos conflitos socioambientais que permeiam a Amaz\u00f4nia. Mas, sob a batuta do governo golpista de Michel Temer e de aliados ao modelo desenvolvimentista, o agroneg\u00f3cio avan\u00e7ou de forma ainda mais autorit\u00e1ria na disputa pelos territ\u00f3rios quilombolas, ind\u00edgenas, camponeses e ribeirinhos. \u00c9 o que afirmam representantes de movimentos populares e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.<\/p>\n<p>Para Charles Trocate, membro da coordena\u00e7\u00e3o do Movimento Nacional pela Soberania Popular Frente a Minera\u00e7\u00e3o (MAM), 2017 entra na linha do tempo como mais um ano de aumento da viol\u00eancia no campo contra agricultores sem-terra.<\/p>\n<p>\u201c2017 est\u00e1 longe de ser um ano diferente para os camponeses, sejam eles organizados ou n\u00e3o, sejam eles mais radicalizados na luta ou n\u00e3o, o padr\u00e3o de viol\u00eancia pela posse da terra e pelo territ\u00f3rio, inclusive do territ\u00f3rio geol\u00f3gico, obedece a mesma regra de sempre. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que n\u00f3s vamos ter em menos de 40 anos a constante de massacres como o epicentro dessa contradi\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Trocate cita v\u00e1rios massacres contra camponeses que ocorreram na regi\u00e3o do sul e sudeste do Par\u00e1, como o assassinato de oito sem-terra na Fazenda Ub\u00e1 em 1985, no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o do Araguaia. Uma d\u00e9cada depois do epis\u00f3dio, ocorreu o massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s e este ano, a cena se repete com a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/05\/31\/chacina-em-pau-darco-tem-as-mesmas-raizes-do-massacre-de-carajas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chacina de Pau D\u2019Arco<\/a>.<\/p>\n<p>Guilherme Carvalho, coordenador do programa Fase Amaz\u00f4nia &#8211;\u00a0Federa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os para Assist\u00eancia Social e Educacional, compartilha da mesma avalia\u00e7\u00e3o de Trocate e acrescenta que o governo golpista de Michel Temer aprofundou a \u201cvis\u00e3o colonial sobre a Amaz\u00f4nia\u201d, mas lembrou que o governo Petista tamb\u00e9m n\u00e3o rompeu com modelo desenvolvimentista. Ele\u00a0considera ainda que mesmo diante dos ataques e desmontes de direitos, a resist\u00eancia foi a marca deste ano:<\/p>\n<p>\u201cA renhida e corajosa resist\u00eancia de povos ind\u00edgenas, campesinos, quilombolas, ribeirinhos, mulheres e outros atores sociais. Estes, mesmo numa conjuntura de retrocessos, impuseram v\u00e1rias derrotas aos golpistas e ao grande capital.&#8221;<\/p>\n<p>Como exemplo, vale lembrar a mobiliza\u00e7\u00e3o do povo Munduruku que conseguiu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/12\/18\/territorios-indigenas-no-para-estao-ameacados-por-obras-do-agronegocio-no-tapajos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cancelar a audi\u00eancia p\u00fablica da Ferrogr\u00e3o<\/a>, que seria realizada em Itaituba, no Par\u00e1, no in\u00edcio de dezembro. O empreendimento projetado para ligar os estados de Mato Grosso e Par\u00e1 impacta o territ\u00f3rio ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Para 2018, Carvalho avalia que os conflitos socioambientais ir\u00e3o se agravar, mas pontua que a tend\u00eancia tamb\u00e9m\u00a0\u00e9 ampliar as alian\u00e7as de luta entre os movimentos sociais. Barbara Dias, integrante do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi)\u00a0em Itaituba, tamb\u00e9m acredita que a tend\u00eancia \u00e9 unir for\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cO que est\u00e1 acontecendo \u00e9 que esses povos est\u00e3o se dando conta de que sozinhos n\u00e3o ir\u00e3o conseguir, ent\u00e3o come\u00e7am a surgir alian\u00e7as tamb\u00e9m entre beiradeiros, ribeirinhos, quilombolas, ind\u00edgenas, entendendo que o grande inimigo hoje \u00e9 o governo federal, porque tem um projeto de sociedade, tem um projeto de economia que exclui o modo de vida deles\u201d, opina.<\/p>\n<p>Dias considera que, mesmo sendo um ano de elei\u00e7\u00f5es, a resist\u00eancia contra o governo golpista deve ser maior no ano que vem, porque a sua base aliada, composta por ruralistas, vai acirrar a ofensiva contra os povos ind\u00edgenas, comunidades tradicionais e camponeses para aprovar projetos e medidas que ainda tramitam na C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Camila Salmazio<\/p>\n<p>https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/12\/28\/governo-golpista-aprofundou-a-visao-colonial-sobre-amazonia-avalia-especialista\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18127\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190,163],"tags":[225],"class_list":["post-18127","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer","category-movimento-indigena","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4In","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18127"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18127\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}