{"id":1824,"date":"2011-08-31T00:20:22","date_gmt":"2011-08-31T00:20:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1824"},"modified":"2011-08-31T00:20:22","modified_gmt":"2011-08-31T00:20:22","slug":"uma-guerra-qhumanitariaq-a-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1824","title":{"rendered":"Uma guerra &#8220;humanit\u00e1ria&#8221; \u00e0 S\u00edria?"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;Quando retornei ao Pent\u00e1gono em Novembro de 2001, um dos oficiais militares superiores teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos em vias de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete pa\u00edses, a principiar pelo Iraque e ent\u00e3o a S\u00edria, L\u00edbano, L\u00edbia, Ir\u00e3o, Som\u00e1lia e Sud\u00e3o&#8221;. General Wesley Clark<\/p>\n<p>Uma prolongada guerra no M\u00e9dio Oriente e \u00c1sia Central tem estado nos planos do Pent\u00e1gono desde meados da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>Como parte deste cen\u00e1rio de guerra prolongada, a alian\u00e7a EUA-NATO planeia travar uma campanha militar contra a S\u00edria sob um &#8220;mandato humanit\u00e1rio&#8221; patrocinado pela ONU.<\/p>\n<p>A escalada \u00e9 uma parte integral da agenda militar. A desestabiliza\u00e7\u00e3o de estados soberanos atrav\u00e9s da &#8220;mudan\u00e7a de regime&#8221; est\u00e1 estreitamente coordenada com o planeamento militar.<\/p>\n<p>H\u00e1 um roteiro militar caracterizado por uma sequ\u00eancia de teatros de guerra EUA-NATO.<\/p>\n<p>Os preparativos de guerra para atacar a S\u00edria e o Ir\u00e3o t\u00eam estado num &#8220;estado avan\u00e7ado de prontid\u00e3o&#8221; durante v\u00e1rios anos. O &#8220;Syria Accountability and Lebanese Sovereignty Restoration Act&#8221; , de 2003, classifica a S\u00edria como um &#8220;estado vil\u00e3o&#8221;, como um pa\u00eds que apoia o terrorismo.<\/p>\n<p>Uma guerra \u00e0 S\u00edria \u00e9 encarada pelo Pent\u00e1gono como parte da guerra mais vasta dirigida contra o Ir\u00e3o. O presidente George W. Bush confirmou nas suas Mem\u00f3rias que havia &#8220;ordenado ao Pent\u00e1gono planear um ataque a instala\u00e7\u00f5es nucleares do Ir\u00e3o e [havia] considerado um ataque encoberto \u00e0 S\u00edria&#8221; ( George Bush&#8217;s memoirs reveal how he considered attacks on Iran and Syria , The Guardian, November 8, 2010)<\/p>\n<p>Esta agenda militar mais vasta est\u00e1 intimamente relacionada com reservas estrat\u00e9gicas de petr\u00f3leo e rotas de pipelines. Ela \u00e9 apoiada pelos gigantes petrol\u00edferos anglo-americanos.<\/p>\n<p>O bombardeamento do L\u00edbano em Julho de 2006 fez parte de um &#8220;roteiro militar&#8221; cuidadosamente planeado. A extens\u00e3o da &#8220;Guerra de Julho&#8221; ao L\u00edbano tamb\u00e9m \u00e0 S\u00edria foi contemplada pelos planeados militares estado-unidenses e israelenses. Ela foi abandonada ap\u00f3s a derrota das for\u00e7as terrestres israelenses pelo Hezbollah.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/3.bp.blogspot.com\/-2shXMfeEKRQ\/Tlu9sFvJlWI\/AAAAAAAAB1k\/Sk0m_mNS7JM\/s1600\/fraternidade_muculmana.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/>A guerra de Julho de 2006 de Israel contra o L\u00edbano tamb\u00e9m pretendia estabelecer controle israelense sobre a linha costeira a Nordeste do Mediterr\u00e2neo incluindo reservas offshore de petr\u00f3leo e g\u00e1s em \u00e1guas territoriais libanesas e palestinas.<\/p>\n<p>Os planos para invadir tanto o L\u00edbano como a S\u00edria t\u00eam permanecido nas mesas de planeamento do Pent\u00e1gono apesar da derrota de Israel na guerra de Julho de 2006. &#8220;Em Novembro de 2008, cerca de um m\u00eas antes de Tel Aviv ter come\u00e7ado o seu massacre na Faixa de Gaza, os militares israelenses efectuaram exerc\u00edcios para uma guerra em duas frentes contra o L\u00edbano e a S\u00edria chamada Shiluv Zro&#8217;ot III (Crossing Arms III). O exerc\u00edcio militar incluiu uma maci\u00e7a invas\u00e3o simulada tanto da S\u00edria como do L\u00edbano&#8221; (Ver Mahdi Darius Nazemoraya, Israel&#8217;s Next War: Today the Gaza Strip, Tomorrow Lebanon? , Global Research, January 17, 2009)<\/p>\n<p>A estrada para Teer\u00e3o passa por Damasco. Uma guerra promovida pelos EUA-NATO contra o Ir\u00e3o envolveria, como primeiro passo, uma campanha de desestabiliza\u00e7\u00e3o (&#8220;mudan\u00e7a de regime&#8221;) incluindo opera\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia encoberta em apoio de for\u00e7as rebeldes dirigida contra o governo s\u00edrio.<\/p>\n<p>Uma &#8220;guerra humanit\u00e1ria&#8221; sob o lema de &#8220;Responsabilidade para proteger&#8221; (&#8220;Responsibility to Protect&#8221;, R2P) dirigida contra a S\u00edria tamb\u00e9m contribuiria para a desestabiliza\u00e7\u00e3o em curso do L\u00edbano.<\/p>\n<p>Se se desenvolvesse uma campanha militar contra a S\u00edria, Israel seria directa ou indirectamente envolvido nas opera\u00e7\u00f5es militares e de intelig\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Uma guerra \u00e0 S\u00edria levaria \u00e0 escalada militar. <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 actualmente quatro diferentes teatros de guerra: Afeganist\u00e3o-Paquist\u00e3o, Iraque, Palestina e L\u00edbia.<\/p>\n<p>Um ataque \u00e0 S\u00edria levaria \u00e0 integra\u00e7\u00e3o destes teatros de guerra separados, conduzindo eventualmente a uma guerra mais vasta no M\u00e9dio Oriente e \u00c1sia Central, abarcando toda a regi\u00e3o desde o Norte de \u00c1frica e o Mediterr\u00e2neo at\u00e9 o Afeganist\u00e3o e o Paquist\u00e3o.<\/p>\n<p>O movimento de protesto agora em curso destina-se a servir de pretexto e justifica\u00e7\u00e3o para uma interven\u00e7\u00e3o militar contra a S\u00edria. A exist\u00eancia de uma insurrei\u00e7\u00e3o armada \u00e9 negada. Os media ocidentais em coro descreveram os acontecimentos recentes na S\u00edria como um &#8220;movimento de protesto pac\u00edfico&#8221; dirigido contra o governo de Bashar Al Assad, quando a evid\u00eancia confirma a exist\u00eancia de uma insurg\u00eancia armada integrada por grupos paramilitares isl\u00e2micos.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do movimento de protesto em Daraa, em meados de Mar\u00e7o, tem havido troca de tiros entre a pol\u00edcia e as for\u00e7as armadas por um lado e pistoleiros armados por outro. Actos incendi\u00e1rios contra edif\u00edcios governamentais tamb\u00e9m foram cometidos. No fim de Julho, em Hama, foi ateado fogo a edif\u00edcios p\u00fablicos como o Tribunal e o Banco Agr\u00edcola. Not\u00edcias de fontes israelenses, se bem que descartando a exist\u00eancia de um conflito armado, reconhecem no entanto que &#8220;manifestantes [estavam] armados com metralhadoras pesadas s&#8221; ( DEBKAfile , August 1, 2001. Relat\u00f3rio sobre Hama, \u00eanfase acrescentada)<\/p>\n<p><strong>&#8220;Todas as op\u00e7\u00f5es sobre a mesa&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Em Junho, o senador estado-unidense Lindsey Graham (que actuou no Comit\u00e9 de Servi\u00e7os Armados do Senado) sugeriu a possibilidade de uma interven\u00e7\u00e3o militar &#8220;humanit\u00e1ria&#8221; contra a S\u00edria tendo em vista &#8220;salvar as vidas de civis&#8221;. Graham sugeriu que a &#8220;op\u00e7\u00e3o&#8221; aplicada \u00e0 L\u00edbia sob a resolu\u00e7\u00e3o 1973 do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU deveria ser considerada no caso da S\u00edria.<\/p>\n<p>&#8220;Se fez sentido proteger o povo l\u00edbio contra Kadafi, e fez porque estava em vias de ser massacrado n\u00e3o houv\u00e9ssemos enviado a NATO quando ele estava nos arredores de Bengazi, a quest\u00e3o para o mundo [\u00e9], chegamos a esse ponto na S\u00edria, &#8230;<\/p>\n<p>Podemos ainda n\u00e3o estar a\u00ed, mas estamos a ficar muito pr\u00f3ximos, de modo que se voc\u00ea realmente se importa acerca da protec\u00e7\u00e3o do povo s\u00edrio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carnificina, agora \u00e9 o momento de deixar Assad saber que todas as op\u00e7\u00f5es est\u00e3o sobre a mesa&#8221; (CBS &#8220;Face The Nation&#8221;, June 12, 2011)<\/p>\n<p>A seguir \u00e0 adop\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU referente \u00e0 S\u00edria (03\/Agosto\/2011), a Casa Branca apelou, em termos nada incertos, \u00e0 &#8220;mudan\u00e7a de regime&#8221; na S\u00edria e ao derrube do presidente Bashar Al Assad:<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o queremos v\u00ea-lo permanecer na S\u00edria a bem da estabilidade e, ao inv\u00e9s, n\u00f3s o vemos como a causa da instabilidade na S\u00edria&#8221;, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney aos rep\u00f3rteres na quarta-feira.<\/p>\n<p>&#8220;E pensamos, francamente, ser seguro dizer que a S\u00edria seria um lugar melhor sem o presidente Assad&#8221;, (citado em Syria: US Call Closer to Calling for Regime Change, IPS, August 4, 2011)<\/p>\n<p>San\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas amplas muitas vezes constituem um sinal precursor da interven\u00e7\u00e3o militar total. Uma lei patrocinada pelo senador Lieberman foi apresentada no Senado tendo em vista autorizar san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas gerais contra a S\u00edria. Al\u00e9m disso, numa carta ao presidente Obama no princ\u00edpio de Agosto, um grupo de mais de sessenta senadores dos EUA apelava \u00e0 &#8220;implementa\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es adicionais&#8230; tornando claro para o regime s\u00edrio que ele pagar\u00e1 um custo cada vez maior pela sua repress\u00e3o ultrajante&#8221;.<\/p>\n<p>Estas san\u00e7\u00f5es exigiriam bloquear transac\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias e financeiras bem como &#8220;acabar com compras de petr\u00f3leo s\u00edrio e cortar investimentos no sector do petr\u00f3leo e do g\u00e1s da S\u00edria&#8221;. (Ver Pressure on Obama to get tougher on Syria coming from all sides , Foreign Policy, August 3, 2011).<\/p>\n<p>Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA tamb\u00e9m se encontra com membros da oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria no ex\u00edlio. Tamb\u00e9m foi canalizado apoio encoberto aos grupos armados rebeldes.<\/p>\n<p><strong><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/1.bp.blogspot.com\/-0Y2oXh6r30c\/Tlu88LGzNDI\/AAAAAAAAB1U\/1geL6_IdM30\/s1600\/siria%2B1%2Bdmitry_rogozin.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/>Encruzilhadas perigosas: Guerra \u00e0 S\u00edria. Cabe\u00e7a de ponte para um ataque ao Ir\u00e3n<\/strong><\/p>\n<p>A seguir \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de 3 de Agosto do presidente do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU dirigida contra a S\u00edria, o enviado de Moscovo junto \u00e0 NATO, Dmitry Rogozin, advertiu dos perigos de escalada militar:<\/p>\n<p>&#8220;A NATO est\u00e1 a planear uma campanha militar contra a S\u00edria para ajudar o derrube do regime do presidente Bashar al-Assad com o objectivo de longo alcance de preparar uma cabe\u00e7a de ponte para um ataque ao Ir\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;[Esta declara\u00e7\u00e3o] significa que o planeamento [da campanha militar} est\u00e1 a caminho. Ela poderia ser uma conclus\u00e3o l\u00f3gica daquelas opera\u00e7\u00f5es militares e de propaganda, as quais t\u00eam sido executadas por certos pa\u00edses ocidentais contra a \u00c1frica do Norte&#8221;, disse Rogozin numa entrevista ao jornal Izvestia &#8230; O diplomata russo destacou o facto de que a alian\u00e7a tem como objectivo interferir apenas com os regime &#8220;cujas vis\u00f5es n\u00e3o coincidem com aquelas do Ocidente&#8221;.<\/p>\n<p>Rogozin concordou com a opini\u00e3o expressa por alguns peritos de que a S\u00edria e depois o I\u00e9men poderiam ser os \u00faltimos passos da NATO no caminho para o lan\u00e7amento de um ataque ao Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00f3 corredi\u00e7o em torno do Ir\u00e3o est\u00e1 a endurecer. O planeamento militar contra o Ir\u00e3o est\u00e1 em andamento. E n\u00f3s certamente estamos preocupados acerca de uma escalada numa guerra em grande escala nesta enorme regi\u00e3o&#8221;, disse Rogozin.<\/p>\n<p>Tendo aprendido a l\u00ed\u00e7\u00e3o l\u00edbia, a R\u00fassia &#8220;continuar\u00e1 a opor-se a uma resolu\u00e7\u00e3o violenta da situa\u00e7\u00e3o na S\u00edria&#8221;, disse ele, acrescentando que as consequ\u00eancias de um conflito de grande escala na \u00c1frica do Norte seriam devastadoras para todo o mundo. Beachhead for an Attack on Iran&#8221;: NATO is planning a Military Campaign against Syria , Novosti, August 5, 2011)<\/p>\n<p><strong><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/4.bp.blogspot.com\/-YpVhKqUWJl8\/Tlu9XZFl9KI\/AAAAAAAAB1c\/FruaYETcjTQ\/s1600\/siria%2B3%2Bmedio_oriente3.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/>Planos militares para um ataque \u00e0 S\u00edria <\/strong><\/p>\n<p>A advert\u00eancia de Dimitry Rogozin foi baseada sobre informa\u00e7\u00e3o concreta conhecid e documentada em c\u00edrculos militares, de que a NATO est\u00e1 actualmente a planear uma campanha militar contra a S\u00edria. Em rela\u00e7\u00e3o a isto, um cen\u00e1rio de ataque \u00e0 S\u00edria actualmente est\u00e1 em estudo, envolvendo peritos militares franceses, brit\u00e2nicos e israelenses. De acordo com antigo comandante da For\u00e7a A\u00e9rea Francesa (chef d&#8217;Etat-Major de l&#8217;Arm\u00e9e de l&#8217;air) General Jean Rannou, &#8220;um ataque da NATO para incapacitar o ex\u00e9rcito s\u00edrio \u00e9 tecnicamente fact\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Pa\u00edses membros da NATO come\u00e7ariam com a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologia de sat\u00e9lite para identificar defesas a\u00e9reas s\u00edrias. Poucos dias depois, avi\u00f5es de guerra, em n\u00famero maior do que na L\u00edbia, decolariam da base do Reino Unido em Chipre e gastariam umas 48 horas destruindo m\u00edsseis terra-ar (SAMs) e jactos s\u00edrios. A avia\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a come\u00e7aria ent\u00e3o um bombardeamento ilimitado de tanques s\u00edrios e tropas terrestres.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 baseado em analistas militares franceses, na publica\u00e7\u00e3o especializada brit\u00e2nica Jane&#8217;s Defence Weekly e na esta\u00e7\u00e3o de TV Canal 10, de Israel.<\/p>\n<p>Considera-se que a For\u00e7a A\u00e9rea S\u00edria represente uma amea\u00e7a pequena. Ela tem cerca de 60 MIG-20 de fabrica\u00e7\u00e3o russa. Mas o resto \u2013 uns 160 MIG-21s, 80 MIG-23s, 60 MIG-23BNs, 50 Su-22 e 20 Su-24MKs \u2013 est\u00e1 ultrapassado.<\/p>\n<p>&#8230; &#8220;N\u00e3o vejo quaisquer problemas puramente militares. A S\u00edria n\u00e3o tem defesa contra sistemas ocidentais &#8230; [Mas] seria mais arriscado do que a L\u00edbia. Seria uma opera\u00e7\u00e3o militar pesada&#8221;, disse Jean Rannou, ex-chee da For\u00e7a A\u00e9rea Francesa, ao EUobserver. Acrescentou que a ac\u00e7\u00e3o \u00e9 altamente improv\u00e1vel porque a R\u00fassia vetaria um mandato da ONU, os activos da NATO est\u00e3o tensionados no Afeganist\u00e3o e na L\u00edbia e os pa\u00edses da NATO est\u00e3o em crise financeira. (Andrew Rettman, Blueprint For NATO Attack On Syria Revealed , Global Research, August 11, 2011)<\/p>\n<p><strong>Um roteiro militar mais vasto <\/strong><\/p>\n<p>Se bem que a L\u00edbia, a S\u00edria e o Ir\u00e3o fa\u00e7am parte do roteiro militar, esta desloca\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica se executada amea\u00e7aria tamb\u00e9m a China e a R\u00fassia. Ambos os pa\u00edses t\u00eam investimento, com\u00e9rcio e acordos de coopera\u00e7\u00e3o militar com a S\u00edria e o Ir\u00e3o. O Ir\u00e3o tem o estatuto de observador na Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o de Shangai (Shanghai Cooperation Organization, SCO).<\/p>\n<p>A escalada \u00e9 parte da agenda militar. Desde 2005, os EUA e seus aliados, incluindo os parceiros da Am\u00e9rica na NATO e Israel, foram envolvidos na instala\u00e7\u00e3o extensa e na acumula\u00e7\u00e3o de sistema de armas avan\u00e7adas. Os sistemas de defesa a\u00e9rea dos EUA, pa\u00edses membros da NATO e Israel est\u00e3o plenamente integrados.<\/p>\n<p><strong>O papel de Israel e da Turquia <\/strong><\/p>\n<p>Tanto Ancara como Tel Aviv est\u00e3o envolvidos no apoio \u00e0 insurg\u00eancia armada. Estes esfor\u00e7os s\u00e3o coordenados entre os dois governos e suas ag\u00eancias de intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>O Mossad de Israel, segundo relatos, tem proporcionado apoio encoberto a grupos terroristas radicais Salafi, os quais se tornaram activos no Sul da S\u00edria no in\u00edcio do movimento de protesto em Daraa em meados de Mar\u00e7o. Relatos sugerem que o financiamento para a insurg\u00eancia Salafi est\u00e1 a vir da Ar\u00e1bia Saudita. (Ver Syrian army closes in on Damascus suburbs , The Irish Times, May 10, 2011)<\/p>\n<p>O governo turco do primeiro-ministro Recep Tayyib Erdogan est\u00e1 a apoiar grupos de oposi\u00e7\u00e3o s\u00edrios no ex\u00edlio e ao mesmo tempo tamb\u00e9m a apoiar os rebeldes armados da Fraternidade Mu\u00e7ulmana no Norte da S\u00edria.<\/p>\n<p>Tanto a Fraternidade Mu\u00e7ulmana s\u00edria (cuja lideran\u00e7a est\u00e1 exilada no Reino Unido) como o proibido Hizb ut-Tahrir (o Partido da Liberta\u00e7\u00e3o) est\u00e3o por tr\u00e1s da insurrei\u00e7\u00e3o. Ambas as organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o apoiadas pelo MI6 brit\u00e2nico. O objectivo confessado tanto da Fraternidade como do Hisb-ut Tahir \u00e9 essencialmente desestabilizar o Estado secular da S\u00edria. (Ver Michel Chossudovsky, SYRIA: Who is Behind the Protest Movement? Fabricating a Pretext for a US-NATO &#8220;Humanitarian Intervention&#8221; , Global Research, May 3, 2011).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/3.bp.blogspot.com\/-2shXMfeEKRQ\/Tlu9sFvJlWI\/AAAAAAAAB1k\/Sk0m_mNS7JM\/s1600\/fraternidade_muculmana.jpg?w=170\" border=\"0\"  align=\"left\" \/>Em Junho, tropas turcas transpuseram a fronteira e entraram no Norte da S\u00edria, oficialmente para resgatarem refugiados s\u00edrios. O governo de Bashar Al Assad acusou a Turquia de apoiar directamente a incurs\u00e3o de for\u00e7as rebeldes no Norte da S\u00edria.<\/p>\n<p>&#8220;Uma for\u00e7a rebelde de mais de 500 combatentes atacou uma posi\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito s\u00edrio dia 4 de Junho no Norte da S\u00edria. Eles disseram que o objectivo, uma guarni\u00e7\u00e3o da Intelig\u00eancia militar, foi capturada num assalto de 36 horas no qual foram mortos 72 soldados em Jisr Al Shoughour, pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com a Turquia.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Descobrimos que os criminosos [combatentes rebeldes] estavam a utilizar armas da Turquia e isto \u00e9 muito preocupante&#8221;, disse um oficial. <\/strong><\/p>\n<p>Isto assinalou a primeira vez que o regime Assad acusou a Turquia de ajudar a revolta. &#8230; Oficiais disseram que os rebeldes pressionaram o Ex\u00e9rcito s\u00edrio desde Jisr Al Shoughour e ent\u00e3o tomaram a cidade. Disseram que edif\u00edcios governamentais foram saqueados e queimados antes da chegada de outra for\u00e7a de Assad. &#8230;<\/p>\n<p>Um oficial s\u00edrio que conduziu a opera\u00e7\u00e3o disse que os rebeldes em Jisr Al Shoughour consistiam de combatentes alinhados com a Al Qaida. Afirmou que os rebeldes empregaram um conjunto de armas e muni\u00e7\u00f5es turcas mas n\u00e3o acusou o governo de Ancara de fornecer o equipamento&#8221;. ( Syria&#8217;s Assad accuses Turkey of arming rebels , TR Defence, Jun 25 2011)<\/p>\n<p><strong>O acordo de coopera\u00e7\u00e3o militar Turquia-Israel <\/strong><\/p>\n<p>A Turquia e Israel t\u00eam um acordo de coopera\u00e7\u00e3o militar o qual est\u00e1 ligado de um modo muito directo com a S\u00edria bem como com a estrat\u00e9gica linha costeira s\u00edrio-libanesa do Mediterr\u00e2neo oriental (que inclui as reservas de g\u00e1s no offshore da costa do L\u00edbano e rotas de pipelines).<\/p>\n<p>J\u00e1 durante a administra\u00e7\u00e3o Clinton, iniciou-se uma alian\u00e7a militar triangular entre os EUA, Israel e Turquia. Esta &#8220;tripla alian\u00e7a&#8221;, a qual \u00e9 dominada pela US Joint Chiefs of Staff, integra e coordena decis\u00f5es de comando militar entre os tr\u00eas pa\u00edses relativas ao conjunto do M\u00e9dio Oriente. \u00c9 baseada nos estreitos la\u00e7os militares respectivamente de Israel e Turquia com os EUA, a par de um forte relacionamento bilateral entre Tel Aviv e Ancara.<\/p>\n<p>A tripla alian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 complementada pelo acordo de coopera\u00e7\u00e3o militar NATO-Israel de 2005, o qual inclui &#8220;muitas \u00e1reas de interesse comum, tal como o combate contra o terrorismo e exerc\u00edcios militares conjuntos. Estes la\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o militar com a NATO s\u00e3o encarados pelos militares israelenses como meios para &#8220;potenciar a capacidade de dissuas\u00e3o de Israel em rela\u00e7\u00e3o a potenciais amea\u00e7as inimigas, principalmente do Ir\u00e3o e da S\u00edria&#8221;. (Ver Michel Chossudovsky, &#8220;Triple Alliance&#8221;: The US, Turkey, Israel and the War on Lebanon, August 6, 2006)<\/p>\n<p>Enquanto isso, o recente remanejamento de altas patentes da Turquia refor\u00e7ou a fac\u00e7\u00e3o pr\u00f3 isl\u00e2mica no interior das for\u00e7as armadas. No fim de Julho, o Comandante em Chefe do Ex\u00e9rcito e chefe da Joint Chiefs of Staff da Turquia, general Isik Kosaner, resignou juntamente com os comandantes da Marinha e For\u00e7a A\u00e9rea.<\/p>\n<p>O general Kosaner representava uma posi\u00e7\u00e3o amplamente laica dentro das For\u00e7as Armadas. Para substitu\u00ed-lo o general Necdet Ozel foi nomeado como comandante do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Estes desenvolvimentos s\u00e3o de import\u00e2ncia crucial. Eles tendem a apoiar interesses dos EUA. Eles tamb\u00e9m apontam para uma mudan\u00e7a potencial dentro das for\u00e7as armadas em favor da Fraternidade Mu\u00e7ulmana incluindo a insurrei\u00e7\u00e3o armada no Norte da S\u00edria.<\/p>\n<p>&#8220;Novas nomea\u00e7\u00f5es fortaleceram Erdogam e o partido dominante na Turquia&#8230; O poder militar \u00e9 capaz de executar projectos mais ambiciosos na regi\u00e3o. Prev\u00ea-se que em caso de utiliza\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio l\u00edbio na S\u00edria seja poss\u00edvel que a Turquia pe\u00e7a interven\u00e7\u00e3o militar&#8221;. ( New appointments have strengthened Erdogan and the ruling party in Turkey: Public Radio of Armenia , August 06, 2011, \u00eanfase acrescentada)<\/p>\n<p>A extensa Alian\u00e7a Militar da NATO<\/p>\n<p>O Egipto, os estados do Golfo e a Ar\u00e1bia Saudita (dentro da alian\u00e7a militar estendida) s\u00e3o parceiros da NATO, cujas for\u00e7as podiam ser deslocadas numa campanha dirigida contra a S\u00edria.<\/p>\n<p><strong>Israel \u00e9 um membro da NATO de facto ap\u00f3s o acordo assinado em 2005.<\/strong><\/p>\n<p>O processo de planeamento militar dentro da alian\u00e7a extensa da NATO envolve coordena\u00e7\u00e3o entre o Pent\u00e1gono, a NATO, as For\u00e7as Armadas de Israel (IDF), bem como o envolvimento militar activo de estados \u00e1rabes, incluindo Ar\u00e1bia Saudita, os estados do Golfo e o Egipto: ao todo, dez pa\u00edses \u00e1rabes mais Israel s\u00e3o membros do The Mediterranean Dialogue e da Istanbul Cooperation Initiative.<\/p>\n<p>Estamos em encruzilhadas perigosas. As implica\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas s\u00e3o de extremo alcance.<\/p>\n<p>A S\u00edria tem fronteiras com a Jord\u00e2nia, Israel, L\u00edbano, Turquia e Iraque. Ela estende-se atrav\u00e9s do vale do Eufrates, est\u00e1 nos cruzamentos dos principais cursos de \u00e1gua e rotas de pipelines.<\/p>\n<p>A S\u00edria \u00e9 uma aliada do Ir\u00e3o. A R\u00fassia tem uma base naval no Noroeste da s\u00edria (ver mapa).<\/p>\n<p>O estabelecimento de uma base em Tartus e o avan\u00e7o r\u00e1pido da coopera\u00e7\u00e3o em tecnologia militar com Damasco torna a S\u00edria cabe\u00e7a de ponte instrumental da R\u00fassia e um baluarte no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>Damasco \u00e9 um aliado importante do Ir\u00e3o e inimigo irreconcili\u00e1vel de Israel. N\u00e3o \u00e9 preciso dizer que o surgimento da base militar russa na regi\u00e3o certamente introduzir\u00e1 correc\u00e7\u00f5es na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as existente.<\/p>\n<p>A R\u00fassia est\u00e1 a tomar o regime s\u00edrio sob a sua protec\u00e7\u00e3o. Isso quase certamente azedar\u00e1 as rela\u00e7\u00f5es de Moscovo com Israel. Pode mesmo encorajar o vizinho regime iraniano e torn\u00e1-lo menos manej\u00e1vel nas conversa\u00e7\u00f5es do programa nuclear. (Ivan Safronov, Russia to defend its principal Middle East ally: Moscow takes Syria under its protection , Global Research July 28, 2006)<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio III Guerra Mundial <\/strong><\/p>\n<p>Durante os \u00faltimos cinco anos, a regi\u00e3o M\u00e9dio Oriente-\u00c1sia Central tem estado em p\u00e9 de guerra.<\/p>\n<p>A S\u00edria tem capacidades de defesa a\u00e9rea significativas, assim como de for\u00e7as terrestres.<\/p>\n<p>A S\u00edria tem estado a refor\u00e7ar seu sistema de defesa a\u00e9reo com a entrega de m\u00edsseis russos Pantsir S1. Em 2010, a R\u00fassia entregou \u00e0 S\u00edria o sistema m\u00edssil Yakhont. Os Yakhont, a operarem na base naval Tartus, da R\u00fassia, &#8220;s\u00e3o concebidos para combaterem navios do inimigo \u00e0 dist\u00e2ncia de at\u00e9 300 km&#8221;. ( Bastion missile systems to protect Russian naval base in Syria , Ria Novosti, September 21, 2010).<\/p>\n<p>A estrutura das alian\u00e7as militares dos lados EUA-NATO e S\u00edria-Ir\u00e3o-SCO, respectivamente, sem mencionar o envolvimento militar de Israel, o complexo relacionamento entre a S\u00edria e o L\u00edbano, as press\u00f5es exercidas pela Turquia na fronteira Norte da S\u00edria, apontam iniludivelmente para um perigoso processo de escalada.<\/p>\n<p>Qualquer forma de interven\u00e7\u00e3o militar patrocinada pelos EUA-NATO contra a S\u00edria desestabilizaria toda a regi\u00e3o, conduzindo potencialmente \u00e0 escalada numa vasta \u00e1rea geogr\u00e1fica, estendendo-se desde o Mediterr\u00e2neo Oriental at\u00e9 a fronteira Afeganist\u00e3o-Paquist\u00e3o com o Tajiquist\u00e3o e a China.<\/p>\n<p>No futuro pr\u00f3ximo, com a guerra na L\u00edbia, a alian\u00e7a militar EUA-NATO est\u00e1 excessivamente tensa em termos de capacidades. Apesar de n\u00e3o prevermos a implementa\u00e7\u00e3o de uma opera\u00e7\u00e3o militar EUA-NATO no curto prazo, o processo de desestabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica atrav\u00e9s do apoio encoberto a uma insurg\u00eancia rebelde provavelmente continuar\u00e1.<\/p>\n<p>09\/Agosto\/2011<\/p>\n<p>Muitas das quest\u00f5es levantadas no artigo acima s\u00e3o analisadas em pormenor no mais recente livro de Michel Chossudovsky:<\/p>\n<p>Towards a World War Three Scenario, The Dangers of Nuclear War<\/p>\n<p>E-Book Series No. 1.0, Global Research Publishers, Montreal, 2011, ISBN 978-0-9737147-3-9, 76 pages (8.5&#215;11)<\/p>\n<p>The CRG grants permission to cross-post original Global Research articles on community internet sites as long as the text &amp; title are not modified. The source and the author&#8217;s copyright must be displayed. For publication of Global Research articles in print or other forms including commercial internet sites, contact:\u00a0<a href=\"mailto:publications@globalresearch.ca\" target=\"_blank\">publications@globalresearch.ca<\/a><\/p>\n<p>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=25955\" target=\"_blank\">http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=25955<\/a><\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 2.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nMichel Chossudovsky\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1824\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1824","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-tq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1824\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}