{"id":18242,"date":"2018-01-07T14:08:27","date_gmt":"2018-01-07T17:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18242"},"modified":"2018-01-07T14:08:27","modified_gmt":"2018-01-07T17:08:27","slug":"o-que-aconteceu-semana-de-trabalho-de-40-horas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18242","title":{"rendered":"O que aconteceu \u00e0 semana de trabalho de 40 horas?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"O que aconteceu \u00e0 semana de trabalho de 40 horas?\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.fentect.org.br\/media\/media_noticias\/charg.jpg\" alt=\"O que aconteceu \u00e0 semana de trabalho de 40 horas?\" \/><!--more-->David Rosen<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.odiario.info\/o-que-e-que-aconteceu-a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ODiario.info<\/a><\/p>\n<p>Fez em 2017 duzentos anos uma das reivindica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do movimento oper\u00e1rio: a semana de trabalho de 40 horas. Dois s\u00e9culos passados, tanto a semana como a jornada de trabalho poderiam ser muito inferiores ao que foi ent\u00e3o reivindicado. Mas o que se verifica n\u00e3o \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o, mas o aumento. O capitalismo vai se apossando n\u00e3o apenas das horas de trabalho, mas de todas as horas da vida das pessoas.<\/p>\n<p>Ao tempo que termina 2017, \u00e9 importante recordar que o ano passado foi o 200\u00ba anivers\u00e1rio do apelo \u00e0 semana de trabalho de 40 horas. O movimento pelas 8 horas di\u00e1rias n\u00e3o muda apenas a semana de trabalho, muda tamb\u00e9m a luta pelo poder de classe. Os momentos de viragem na hist\u00f3ria da semana de trabalho sublinham a reconfigura\u00e7\u00e3o do capitalismo moderno:<br \/>\n1817 \u2013 Robert Owen, um manufatureiro gal\u00eas de sucesso, ativista dos direitos do trabalho e fundador da comunidade utopista de New Harmony, confiava na divis\u00e3o do dia em partes iguais de 8 horas \u2013 \u201cOito horas de trabalho, oito horas de lazer, oito horas de descanso.\u201d<\/p>\n<p>1869 \u2013 Numa altura em que os trabalhadores cumpriam entre 12 e 14 horas de trabalho di\u00e1rio, 6 dias por semana, o Presidente Ulysses Grant emite uma proclama\u00e7\u00e3o garantindo uma jornada de trabalho de 8 horas sem redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio, mas a disposi\u00e7\u00e3o apenas se aplicava a trabalhadores governamentais.<\/p>\n<p>1926 \u2014 Henry Ford implementou a semana de 5 dias e 40 horas de trabalho na sua empresa de produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis; enviou um recado aos seus companheiros na explora\u00e7\u00e3o (robber-barons): \u201cJ\u00e1 \u00e9 mais do que tempo de nos libertarmos da no\u00e7\u00e3o de que o lazer dos trabalhadores ou \u00e9 tempo perdido ou privil\u00e9gio de classe.\u201d<\/p>\n<p>1930 \u2014 Enquanto a Grande Depress\u00e3o devastava o pa\u00eds, o magnata de flocos de cereais W. K. Kellogg introduziu a jornada de trabalho de 6 horas na sua f\u00e1brica em Battle Creek, Michigan.<\/p>\n<p>1940 \u2014 O Congresso introduziu emendas no Fair Labor Standards Act de 1938, que limitava a semana de trabalho 44 horas ou 8,8 horas di\u00e1rias para 40 horas, 8 horas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>1970 \u2013 A Minneapolis Federal Reserve refere que a semana de trabalho m\u00e9dia era de 38,8 horas.<\/p>\n<p>Mais perturbador \u00e9 que o Banco Federal (Fed) refira que, entre 1970 e 2000, a semana de trabalho m\u00e9dia aumentou para 40,5 horas. Uma estimativa de 2016 do Bureau of Labor Statistics (BLS) fixa-a em 43 horas semanais ou 8,8 horas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>A semana de trabalho de 40 horas est\u00e1 desaparecendo. Trabalham-se mais horas na nova e t\u00e3o sofisticada economia de escravos-assalariados altamente qualificados e independentes. E isto est\u00e1 se sucedendo quando a semana de trabalho deveria ser reduzida a metade com pagamento e regalias por inteiro.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Quantas horas trabalhas por semana? Quantas horas gastas em cada dia &#8220;trabalhando&#8221;?<\/p>\n<p>Quanto tempo est\u00e1s escravizado ao computador, seja num escrit\u00f3rio, em casa, um caf\u00e9 ou um espa\u00e7o de trabalho partilhado? Quanto tempo sacrificas a puxar pelas vendas numa loja local?, fazendo trabalho burocr\u00e1tico no emprego p\u00fablico?, ou embrulhando mercadorias na expedi\u00e7\u00e3o de um armaz\u00e9m? Quantas horas conduzes um barco ou uma van? Quanto tempo demora para fazer um neg\u00f3cio?, trabalhando numa reuni\u00e3o ou (se estiveres com sorte) num jantar com despesas de representa\u00e7\u00e3o ou numa recep\u00e7\u00e3o? E quanto tempo gastas fazendo chamadas pessoais, tomando um caf\u00e9 ou uma pausa para fumar ou apenas para dois dedos de conversa com colegas de trabalho? Tudo isso \u00e9 trabalho, e provavelmente totaliza mais do que 40 horas por semana.<\/p>\n<p>Em tempos passados, as pessoas faziam uma \u201cjornada de trabalho justa\u201d por um \u201csal\u00e1rio di\u00e1rio justo.\u201d O grande \u201cSonho Americano\u201d do p\u00f3s II Guerra Mundial visionava um mundo em que o \u2013 branco, homem \u2013 oper\u00e1rio industrial se deslocava para o trabalho, picava o ponto para sair ap\u00f3s as 8 horas do turno (se mais, recebia trabalho extraordin\u00e1rio) e ia para casa, tomava um drink, comia um jantar cozinhado pela sua mulher, passava tempo com a fam\u00edlia, deitava as crian\u00e7as, ligava a TV por uma hora ou duas e ia para a cama.<\/p>\n<p>Hoje ningu\u00e9m parece saber quanto tempo trabalham cada semana os norte-americanos. Em 2016 o BLS fixou em 43 horas semanais; em 2014 uma sondagem Gallup apontava para uma m\u00e9dia de 47 horas semanais (9,4 horas di\u00e1rias), com muitos dos inquiridos dizendo trabalhar 50 horas semanais. Em 2016 um estudo da Upwork e do sindicato dos Freelancers conclu\u00edram que free-lancers a tempo inteiro trabalham 36 horas semanais. Outros informam que os que trabalham em setores como a comunica\u00e7\u00e3o social, a alta tecnologia, a venda a retalho e outros, est\u00e3o mais pr\u00f3ximo das 60 horas semanais.<\/p>\n<p>Sejam quais forem as horas de trabalho que cada um despende num emprego, sabe-se que n\u00e3o representam nem a totalidade nem o quadro real. Todos sabem que o dia de trabalho tem das partes, o emprego propriamente dito e o impacto que ele tem no resto da vida de cada um. No mundo de comunica\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas possibilitado pela internet e pelos smartphones uma fatia crescente dos norte-americanos p\u00f3s modernos vive um trabalho de 24 horas\/7 dias. Hoje, muito do trabalho di\u00e1rio consome horas infind\u00e1veis da vida dom\u00e9stica \u2013 ou pessoal \u2013 em termos de prepara\u00e7\u00e3o de tarefas, desloca\u00e7\u00f5es, limpeza de roupa ou tratar do almo\u00e7o ao mesmo tempo que as preocupa\u00e7\u00f5es pessoais e familiares. Tudo isso \u00e9 considerado trabalho n\u00e3o pago requerido pelo desenvolvimento das tarefas do emprego, trabalho.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Nos dias de hoje as pessoas fazem mais ou menos as mesmas coisas (se n\u00e3o mais) que faziam outrora, mas fazem-nas de modo diferente. Contudo, a vida de trabalho dentro e fora do emprego est\u00e1 tomando uma maior por\u00e7\u00e3o da vida dos trabalhadores, comprimindo todos os outros segmentos.<\/p>\n<p>No decurso do per\u00edodo p\u00f3s II Guerra Mundial verificou-se uma mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o trabalho-vida norte-americana, na medida em que o consumismo tomou o lugar do tempo livre e as mulheres se integraram de forma crescente na for\u00e7a de trabalho para apoiar a fam\u00edlia com dois rendimentos. Num discurso de campanha de 1956, o vice-presidente Nixon predisse a possibilidade de uma semana de trabalho de 32 horas, se fossem cumpridas as seguintes condi\u00e7\u00f5es: \u201cA semana de trabalho apenas pode ser reduzida numa altura em que essa redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o reduza a efici\u00eancia nem reduza a produ\u00e7\u00e3o.\u201d Tr\u00eas fatores vieram confirmar a predi\u00e7\u00e3o de Nixon, outorgando a semana de trabalho de 32 horas aos norte-americanos.<\/p>\n<p>Primeiro, a incessante automatiza\u00e7\u00e3o do processo de trabalho alterou fundamentalmente o trabalho por segundo, para n\u00e3o falar do trabalho por semana. O c\u00e9rebro tomou o lugar do m\u00fasculo, o digital desbancou o anal\u00f3gico e a globaliza\u00e7\u00e3o reconfigurou o mercado dom\u00e9stico. Em conjunto, todas essas for\u00e7as aumentaram a efici\u00eancia e retiraram a vida \u00e0 vida de trabalho.<\/p>\n<p>Segundo, a for\u00e7a de trabalho foi reconfigurada. Desde os tempos de Nixon os sindicatos foram sistematicamente esmagados e uma percentagem crescente da for\u00e7a de trabalho tornou-se prec\u00e1ria \u2013 trabalhadores independentes, freelancer ou tarefeiros. O BLS estima a for\u00e7a de trabalho civil em 160 milh\u00f5es, dos quais 11% \u201cauto-empregados\u201d e 22% prec\u00e1rios, ou seja cerca de 35 milh\u00f5es de trabalhadores. Outros estimam uma percentagem mais elevada: um estudo da McKinsey coloca-os nos 27% e um estudo de Upwork e da Freelancers Union afirma que \u201da for\u00e7a de trabalho em regime freelance cresceu de 53 milh\u00f5es em 2014 para 55 milh\u00f5es em 2016 e representa atualmente 35% da for\u00e7a de trabalho nos EUA.\u201d A proje\u00e7\u00e3o da Upwork\/Freelancers Union aponta para que em 2020 o sector freelance \u2013 trabalho prec\u00e1rio \u2013 atinja os 40% da for\u00e7a de trabalho total.<\/p>\n<p>Terceiro, e igualmente de fundo, segundo o Center for American Progress \u201cem 1960 apenas 20% das m\u00e3es trabalhavam. Hoje [2010], 70% das crian\u00e7as norte-americanas vivem em lares em que todos os adultos est\u00e3o empregados.\u201d O Bureau of Labor Statistics (BLS) estima que entre 1969 e 2000 a semana de trabalho dos casais \u2013 combinando homem e mulher \u2013 aumentou de 56 horas para 67 horas. O lar de dois empregos \u00e9 o novo normal.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Em 1930, o economista John Maynard Keynes predisse que no prazo de um s\u00e9culo o incremento na produtividade significaria que todos estar\u00edamos a trabalhar 15 horas semanais. Ao que parece, a sua predi\u00e7\u00e3o n\u00e3o ir\u00e1 se verificar.<\/p>\n<p>Outros economistas partilharam variantes da predi\u00e7\u00e3o de Keynes. Argumentaram que, \u00e0 medida que as economias avan\u00e7adas se tornavam mais produtivas, as pessoas escolheriam trabalhar menos horas. Infelizmente, isso n\u00e3o sucedeu.<\/p>\n<p>Nos EUA, o capitalismo triunfa! Desde a grande revolu\u00e7\u00e3o do consumo na era do p\u00f3s II Guerra Mundial, os norte-americanos trocaram uma semana de trabalho mais curta por n\u00edveis mais elevados de consumo \u2013 e sempre crescentes n\u00edveis de endividamento. A vigarice das altera\u00e7\u00f5es fiscais recentemente aprovadas consagra o plano do Presidente Trump de \u201cTornar a Am\u00e9rica Grande de Novo.\u201d O apelo a uma semana de trabalho mais curta soa t\u00e3o fora do tempo como os grandes movimentos utopistas do s\u00e9c. XIX.<br \/>\nO capitalismo forjou um sistema global dominado pelas finan\u00e7as e, de forma sempre crescente, conseguiu dominar de forma sistem\u00e1tica todos os momentos ou aspectos da vida pessoal de cada um. Seja no trabalho ou no lazer, no escrit\u00f3rio ou em casa ou em f\u00e9rias, os norte-americanos sabem como funcionar enquanto sujeitos e objetos, vivendo de comprar e vender. O mercado medeia a individualidade, mas est\u00e1 sendo posto em causa por toda a Terra.<\/p>\n<p>Em alguns pa\u00edses do mundo capitalista avan\u00e7ado est\u00e3o em curso iniciativas no sentido de reduzir a semana de trabalho. Por exemplo, o maior sindicato alem\u00e3o, IG Metall, pressiona no sentido de uma semana de trabalho de 28 horas. Segundo o Independent brit\u00e2nico \u201co sindicato argumenta que os trabalhadores devem obter uma justa parcela das vantagens da crescente economia alem\u00e3 sob a forma de melhores sal\u00e1rios e um melhor equil\u00edbrio entre o trabalho e a vida pessoal.&#8221;<\/p>\n<p>O jornal refere tamb\u00e9m que os trabalhadores dos correios (Royal Mail) brit\u00e2nicos representados pela Communication Workers Union (CWU) votaram recentemente uma a\u00e7\u00e3o de greve, tendo como uma das reivindica\u00e7\u00f5es centrais a redu\u00e7\u00e3o da semana de trabalho para 32 horas e quatro dias. Os Verdes juntaram-se ao coro, apelando a uma semana de trabalho mais curta bem como a um rendimento garantido adequado. At\u00e9 o multimilion\u00e1rio mexicano Carlos Slim defendeu uma semana de trabalho de tr\u00eas dias como um melhor equil\u00edbrio entre trabalho e vida pessoal.<\/p>\n<p>O capitalismo triunfa tamb\u00e9m porque conseguiu efetivamente conter o debate social sobre a desigualdade. A insurg\u00eancia \u201cOccupy Wall Street\u201d de 2011 reinseriu a desigualdade no vocabul\u00e1rio pol\u00edtico dos EUA. A campanha de Bernie Sanders em 2016 constatou a desigualdade, colocando-a como uma quest\u00e3o chave na atual luta social. As recentes vit\u00f3rias eleitorais do Partido Democrata em Virg\u00ednia e Nova Jersey, a disputa senatorial no Alabama bem como os ganhos conseguidos na C\u00e2mara de Delegados de Virg\u00ednia podem constituir um ind\u00edcio do que vir\u00e1 nas elei\u00e7\u00f5es intercalares de 2018. Nessa altura, os confrontos em n\u00edvel local e estadual acerca do plano fiscal dos republicanos poder\u00e3o ter impacto. Por agora, o debate foi ultrapassado, e o 1% ganhou!<\/p>\n<p>Trump \u00e9 um homem do mundo do espet\u00e1culo e, quase todos os dias, atrav\u00e9s de tweets e de comunicados de imprensa, deita poeira para os olhos do p\u00fablico norte-americano. Combinando a habilidade de um grande empres\u00e1rio do circo com a de um bom comunicador de entretenimento televisivo, Trump seduz e envolve a sua audi\u00eancia, proporcionando um infind\u00e1vel fluxo de veneno como se se tratasse de um astucioso jogo de distra\u00e7\u00e3o. E os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa populares, sejam os de grande curso, sejam os de direita ou de esquerda, promovem a distra\u00e7\u00e3o. A sua fic\u00e7\u00e3o ecoa nos notici\u00e1rios, na conversa dos comentadores e nos esc\u00e2ndalos sexuais. Tudo serve para fazer os norte-americanos esquecerem as desigualdades, e que o povo trabalhador h\u00e1 dois s\u00e9culos vem lutando por uma semana de trabalho de 40 horas.<\/p>\n<p><em>David Rosen \u00e9 o autor de \u00abSex, Sin &amp; Subversion: The Transformation of 1950s New York\u2019s Forbidden into America\u2019s New Normal\u00bb (Skyhorse, 2015). Pode ser contactado em drosennyc@verizon.net; ou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.odiario.info\/o-que-e-que-aconteceu-a\/www.DavidRosenWrites.com\" target=\"blank\">www.DavidRosenWrites.com<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.counterpunch.org\/2017\/12\/29\/what-happened-to-the-40-hour-workweek\/\" target=\"&quot;blank\">https:\/\/www.counterpunch.org\/2017\/12\/29\/what-happened-to-the-40-hour-workweek\/<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/o-que-e-que-aconteceu-a\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18242\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[15],"tags":[223],"class_list":["post-18242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s18-sindical","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Ke","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18242\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}