{"id":18303,"date":"2018-01-12T18:04:48","date_gmt":"2018-01-12T21:04:48","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18303"},"modified":"2018-01-12T18:04:48","modified_gmt":"2018-01-12T21:04:48","slug":"argentina-2018-hegemonia-em-questao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18303","title":{"rendered":"Argentina 2018: a hegemonia em quest\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Argentina 2018: a hegemonia em quest\u00e3o\"  alt=\"Argentina 2018: a hegemonia em quest\u00e3o\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ar.jpg\"\/><!--more-->Daniel Campione<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/01\/09\/argentina-2018-la-hegemonia-en-cuestion\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Resumen Latinoamericano<\/a><\/p>\n<p>Ao discutir o tema da hegemonia neste momento hist\u00f3rico da sociedade argentina, n\u00e3o creio que seja adequado exp\u00f4-lo como a forma\u00e7\u00e3o de uma \u201cnova hegemonia\u201d, radicalmente diferente da existente ou bem destinada a cobrir o v\u00e1cuo onde n\u00e3o existia. Se partirmos da concep\u00e7\u00e3o das constru\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas da ideia de que n\u00e3o podem partir de outro lugar que da domina\u00e7\u00e3o de uma classe que ocupa um lugar fundamental no progresso econ\u00f4mico, n\u00e3o deveria existir d\u00favidas sobre isso.<\/p>\n<p>A hegemonia \u00e9, ent\u00e3o, de uma classe dominante (no sentido de supremacia econ\u00f4mica e tamb\u00e9m de deten\u00e7\u00e3o do poder coercitivo) que aspira converter-se em \u201cdirigente\u201d, o que equivale a apresentar com \u00eaxito seus pr\u00f3prios interesses como os do conjunto da sociedade, a estender sobre o plano cultural e pol\u00edtico a supremacia que j\u00e1 possui no econ\u00f4mico, a colocar as classes \u201csubalternas\u201d no papel subordinado, por\u00e9m de consentimento do fundamental do ordenamento social.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que na sociedade argentina n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o mudou a classe propriet\u00e1ria dos meios de produ\u00e7\u00e3o, a qual dali constr\u00f3i hegemonia, mas a chamada \u201csuperestrutura\u201d, e dentro dela os denominados \u201caparatos hegem\u00f4nicos\u201d tem continuidade com o per\u00edodo anterior. Ali est\u00e3o os grandes di\u00e1rios e os principais meios eletr\u00f4nicos, inclusive os f\u00f3runs empresariais em que os donos e gerentes do capital discutem, defendem e difundem seus rumos t\u00e1ticos e estrat\u00e9gicos, desde o col\u00f3quio de IDEA ao ato inaugural da exposi\u00e7\u00e3o da Sociedade Rural Argentina; as \u201cusinas de pensamento\u201d de universidades privadas, think thanks e consultoras ocupavam e ocupam seu lugar antes e depois de dezembro de 2015.<\/p>\n<p>Em vez disso, trata-se de uma reformula\u00e7\u00e3o da hegemonia existente, articulada dentro de seu exerc\u00edcio \u201cnormal\u201d, da democracia parlamentar, estabilizado h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, que visa fornecer novas energias \u00e0 \u201csupremacia intelectual e moral\u201d que o grande capital j\u00e1 possu\u00eda, embora em um grau e modo que lhe impunha (lhe imp\u00f5e) certas concess\u00f5es, uma contribui\u00e7\u00e3o para dar \u201cbases materiais\u201d a essa hegemonia: que hoje cr\u00ea que pode deixar de sustentar a partir do estabelecimento de uma rela\u00e7\u00e3o mais direta, menos mediada, entre grande capital e Estado, que lhe permita redefinir o v\u00ednculo de subordina\u00e7\u00e3o a seus interesses das classes exploradas e alienadas.<\/p>\n<p>E nesse ponto est\u00e3o com a disposi\u00e7\u00e3o de encarar uma ampla reforma que abarque as rela\u00e7\u00f5es de poder no mundo do trabalho, no sistema educacional, no n\u00edvel e nas formas de organiza\u00e7\u00e3o \u201cpermitidas\u201d \u00e0s classes subalternas. Esses aspectos tendem a manter, reproduzir e legitimar um processo de acumula\u00e7\u00e3o e um n\u00edvel de lucros maior ao do per\u00edodo anterior e, quando poss\u00edvel, ao de toda a hist\u00f3ria recente. Para isso, outro componente \u00e9 necess\u00e1rio, a reforma do Estado, entendida como um processo que abarca aspectos t\u00e3o materiais como a redefini\u00e7\u00e3o do sistema de gastos e ingressos, como outros de car\u00e1ter simb\u00f3lico, dirigidos a que as classes subalternas diminuam suas expectativas sobre os bens e direitos que o aparato estatal possa oferecer e, em fun\u00e7\u00e3o disso, reorientar suas demandas com rumo a que os organismos p\u00fablicos se centrem em proporcionar oportunidade para o progresso individual e as oportunidades econ\u00f4micas, que lhes garanta bens privados sem aspirar a que proporcione bens p\u00fablicos. Essa reformula\u00e7\u00e3o dos papeis estatais \u00e9 compat\u00edvel com pol\u00edticas sociais \u201cfocalizadas\u201d, \u201cparticularizadas\u201d, que acolham os que n\u00e3o podem ganhar seu sustento no mercado. Para todo o resto, as rela\u00e7\u00f5es de mercado devem ser o espa\u00e7o social que os sustente, que lhe proporcione um emprego e um lugar social.<\/p>\n<p>Caso se analise a vis\u00e3o da \u201creforma trabalhista\u201d hoje apresentada, se percebe que, junto com a finalidade econ\u00f4mica de redu\u00e7\u00e3o do \u201ccusto do trabalho\u201d, se encontram objetivos pol\u00edticos e culturais tendentes a produzir uma mudan\u00e7a de vasto alcance no n\u00edvel de seguran\u00e7a e de percep\u00e7\u00e3o de direitos dos trabalhadores. Trabalhadores com menos prote\u00e7\u00e3o contra a demiss\u00e3o, menor imp\u00e9rio dos conv\u00eanios coletivos, facilidades e incentivos diminu\u00eddos para integrar-se na organiza\u00e7\u00e3o sindical; seriam tamb\u00e9m trabalhadores mais inclinados a desenvolver condutas individualistas, possuidores de certa defer\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o aos patr\u00f5es, que estariam ali por serem inteligentes, audazes, trabalhadores, astutos, n\u00e3o por acumular riquezas \u00e0s custas da explora\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o de seus empregados.<\/p>\n<p>Diminuir o n\u00edvel de filia\u00e7\u00e3o sindical, minimizar a organiza\u00e7\u00e3o no interior de f\u00e1bricas e lugares de trabalho, reduzir a presen\u00e7a ou ao menor a efic\u00e1cia de corpos de delegados e outras formas de representa\u00e7\u00e3o de base, forma parte de uma sorte de programa hist\u00f3ricos dos grandes capitalistas argentinos. Estes coexistiram durante mais de meio s\u00e9culo com a organiza\u00e7\u00e3o sindical na empresa, sempre est\u00e3o atentos \u00e0 possibilidade de enfraquec\u00ea-la ou, como objetivo m\u00e1ximo, faz\u00ea-la desaparecer.<\/p>\n<p>O que se conhece da reforma trabalhista e outras mudan\u00e7as conexas \u00e9 claro em seu sentido de classe: cr\u00edtica aos \u201cmilhares\u201d de sindicatos e aos conv\u00eanios coletivos obsoletos, diminui\u00e7\u00e3o de encargos, contribui\u00e7\u00f5es e indeniza\u00e7\u00f5es a cargo dos patr\u00f5es, ampla \u201canistia\u201d para os que tenham empregados em situa\u00e7\u00e3o irregular, \u201cflexibiliza\u00e7\u00e3o\u201d da jornada de oito horas, possibilidade de renunciar a n\u00edvel de empresa os direitos estabelecidos por conv\u00eanio.<\/p>\n<p>Uma frente de cria\u00e7\u00e3o de consenso pelo governo \u00e9 o de apresentar-se como \u201crealizador\u201d, como exemplifica sua consigna \u201cfazendo o que \u00e9 preciso fazer\u201d. Inclui um discurso de repara\u00e7\u00e3o de graves car\u00eancias materiais, de exist\u00eancia objetiva. A pobreza e seu correlato de \u201cnecessidades b\u00e1sica insatisfeitas\u201d (falta de esgotos, de redes de g\u00e1s, de caminhos transit\u00e1veis, etc.), s\u00e3o tomadas como ofensas a serem superadas pela sociedade argentina e pelo governo de Cambiemos como o chamado a solucionar essas car\u00eancias. O \u201cideologismo\u201d populista do per\u00edodo 2003-2012 seria superado por uma a\u00e7\u00e3o contra a pobreza, que n\u00e3o declara identifica\u00e7\u00f5es, mas que remedia problemas reais. O governo se coloca assim com uma preocupa\u00e7\u00e3o de equidade e inclusive de justi\u00e7a social, que substituiria \u201cpalavras\u201d com \u201cfatos\u201d e \u201cideologia\u201d com \u201ca\u00e7\u00f5es\u201d. Em lugar de falar em nome do povo e suas necessidades, fazer obras para soluciona-las.<\/p>\n<p>Mais profundamente, busca-se uma mudan\u00e7a da subjetividade, uma primazia da vis\u00e3o do indiv\u00edduo que j\u00e1 n\u00e3o pensa em termos de a\u00e7\u00e3o coletiva, de pertencimento de uma organiza\u00e7\u00e3o a qual se unem v\u00ednculos de classe ou, ao menos, certa solidariedade corporativa. Objetiva-se que seja visto mais como um empres\u00e1rio unipessoal, o potencial \u201cempreendedor\u201d que joga sua sorte a partir de uma posi\u00e7\u00e3o de \u201cindepend\u00eancia\u201d, de \u201crisco\u201d, de \u201cproatividade\u201d que, mesmo trabalhador e pobre, o aproxima do paradigma do empres\u00e1rio. Que n\u00e3o pense em si pr\u00f3prio como trabalhador, nem como \u201ccidad\u00e3o\u201d em nenhum sentido ativo do termo. \u00c9 melhor um \u201cvizinho\u201d, um membro da \u201cclasse m\u00e9dia\u201d que desempenha seu papel como indiv\u00edduo, sem confiar na organiza\u00e7\u00e3o e na a\u00e7\u00e3o coletivas, e esperando do estado fundamentalmente um marco de \u201cordem\u201d e \u201cseguran\u00e7a\u201d que o preserve de amea\u00e7as proveniente de outros setores sociais, sem gerar encargos nem obriga\u00e7\u00f5es excessivas.<\/p>\n<p>Todas estas \u201ctarefas hist\u00f3ricas\u201d teriam hoje, em raz\u00e3o da coaliz\u00e3o do governo e seus estreitos associados do grande capital, uma valiosa oportunidade de realizar-se, associada ao fato de que se encontra no poder pol\u00edtico um governo que possui uma identifica\u00e7\u00e3o mais ou menos completa com a grande empresa e outros \u201cfatores de poder\u201d, que, portanto, n\u00e3o baseia sua rela\u00e7\u00e3o com o grande capital em um arranjo conjuntural nem em uma op\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, mas de uma comunidade de interesses, ideias e sensibilidade.. A \u201coportunidade hist\u00f3rica\u201d se refor\u00e7a agora que o governo conseguiu corroborar sua capacidade de obter consenso popular expresso no voto mediante as elei\u00e7\u00f5es de outubro e 2017. E essa perspectiva implica para o grande capital e seus aliados a oportunidade de converter de uma vez a Argentina em um \u201cpa\u00eds normal\u201d, livre de amea\u00e7as de esquerda e \u201cpopulistas\u201d, isenta de atores que atrevam disputar o dom\u00ednio pleno do grande capital. E com uma classe trabalhadora mais disciplinada, com direitos mais limitados e um n\u00edvel de sindicaliza\u00e7\u00e3o mais baixo.<\/p>\n<p>Iniciou um combate pela constru\u00e7\u00e3o de um sentido comum que, por sua vez, \u00e9 parte da batalha para redistribuir equil\u00edbrios no campo da hegemonia, em uma tentativa de produzir uma sorte de virada hist\u00f3rica, que termine com uma tradi\u00e7\u00e3o que alguns denominam como \u201cplebeia e igualitarista\u201d, por\u00e9m que para seus cr\u00edticos recentes fica subsumida em um \u201cpopulismo\u201d, t\u00e3o amplo e vago como para converter-se em uma etiqueta destinada a desfazer-se de tudo o que n\u00e3o agrada. Teria como atributos caracter\u00edsticos sua modalidade enganosa e imoral, sua tend\u00eancia a interpelar como benefici\u00e1rio de suas pol\u00edticas um \u201cpovo\u201d que termina sempre sendo sua v\u00edtima.<\/p>\n<p>A partir de dezembro de 2015, o novo governo articulou o des\u00edgnio de disputar a \u201csupremacia intelectual e moral\u201d na sociedade argentina. Para continuar com a terminologia de raiz gramsciana, teria que acrescentar que uma classe que nunca deixou de ser dominante na hist\u00f3ria da Argentina moderna se prop\u00f5e consolidar e ampliar seu papel de classe dirigente, por certo sem grande disposi\u00e7\u00e3o de fazer os sacrif\u00edcios importantes que Gramsci atribui \u00e0s constru\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas mais eficazes, por\u00e9m ao menos com clara aceita\u00e7\u00e3o do requisito de ascender ao governo e manter-se nele por meio de elei\u00e7\u00f5es, e com um instrumento pol\u00edtico, como a alian\u00e7a \u201cCambiemos\u201d, que construa consenso sem refugiar-se sob a roupagem do peronismo.<\/p>\n<p>Durante boa parte de 2017 e com frequ\u00eancia e virul\u00eancia crescente nos \u00faltimos meses, o governo deixou claro que os instrumentos repressivos atuar\u00e3o contra todos aqueles que n\u00e3o acatem de modo passivo o novo paradigma apresentado. O que era amea\u00e7a, em forma de \u201cprotocolo\u201d para atuar frente \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es populares, passou aos fatos progressivamente, at\u00e9 culminar nas a\u00e7\u00f5es brutais, acompanhadas por numerosas deten\u00e7\u00f5es, que se instrumentaram frente \u00e0s massivas mobiliza\u00e7\u00f5es que marcaram o m\u00eas de dezembro. O governo fez, inclusive, ostenta\u00e7\u00e3o de sua capacidade de repress\u00e3o, pondo em jogo, ao mesmo tempo ou de modo alternado, todas as for\u00e7as \u201cde seguran\u00e7a\u201d dispon\u00edveis, da gendarmer\u00eda \u00e0 pol\u00edcia da cidade de Buenos Aires. Essa posi\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria vai acompanhada por um trabalho ideol\u00f3gico e propagand\u00edstico para a constru\u00e7\u00e3o de um \u201cinimigo interno\u201d. A partir das caracter\u00edsticas difusas e quase fantasmag\u00f3ricas da Resist\u00eancia Ancestral Mapuche (RAM) e indefinidos \u201cgrupos anarquistas\u201d, o governo passou \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de advers\u00e1rios muito mais amplos e concretos. Por conta das a\u00e7\u00f5es contra a reforma previdenci\u00e1ria, ampliaram sua condena\u00e7\u00e3o tanto \u00e0 esquerda como ao \u201ckirchnerismo\u201d, apresentados como violentos e inimigos da democracia a serem isolados e combatidos. E se procurou deixar bem claro que n\u00e3o se iria somente contra os militantes de base, mas contra os dirigentes, sem excluir os representantes parlamentares. No novo modelo de pa\u00eds proposto pela alian\u00e7a Cambiemos parece n\u00e3o haver lugar para aqueles, com maior ou menor clareza, se permitam questionar o dom\u00ednio pleno do grande capital, local e internacional.<\/p>\n<p>No futuro imediato, o n\u00edvel de \u00eaxito do governo e seus aliados ser\u00e1 medido a partir do desempenho na constru\u00e7\u00e3o do consenso de orienta\u00e7\u00e3o regressiva que tentam construir. As manifesta\u00e7\u00f5es massivas de dezembro mostraram que existem importantes setores de nossa sociedade dispostos a ganhar as ruas, a construir uma oposi\u00e7\u00e3o ativa \u00e0s pol\u00edticas contr\u00e1rias aos interesses populares, a oferecer tenaz resist\u00eancia a que se construa e consolide o \u201cpa\u00eds normal\u201d ao qual aspiram as classes dominantes.<\/p>\n<p>Essa vontade coletiva se desenvolve apesar da costumeira resigna\u00e7\u00e3o dos setores mais burocratizados do sindicalismo, e poderia ser a base de uma vasta articula\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e cultural, suscet\u00edvel inclusive de dar massivamente o grande passo que vai do questionamento \u00e0s pol\u00edticas \u201cneoliberais\u201d \u00e0 impugna\u00e7\u00e3o no bloco da ordem social capitalista. Boa parte dos setores e organiza\u00e7\u00f5es que participaram das grandes mobiliza\u00e7\u00f5es do \u00faltimo ano, desde o \u201cNi una menos\u201d \u00e0 contr\u00e1ria ao \u201c2\u00d71\u201d, das relacionadas com Santiago Maldonado \u00e0s j\u00e1 mencionadas contra a reforma previdenci\u00e1ria, apresentam possibilidades de se converter em identifica\u00e7\u00e3o com uma transforma\u00e7\u00e3o profunda de nossa sociedade. A batalha por desenvolver os \u201cn\u00facleos de bom senso\u201d e contra as propostas conservadoras inscritas no senso comum, est\u00e1 em marcha. No futuro pr\u00f3ximo, a concretiza\u00e7\u00e3o dessas perspectivas s\u00f3 depender\u00e1 da consolida\u00e7\u00e3o do pensamento e da a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/01\/09\/argentina-2018-la-hegemonia-en-cuestion\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18303\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[57],"tags":[233],"class_list":["post-18303","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c68-argentina","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Ld","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18303","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18303"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18303\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}