{"id":18308,"date":"2018-01-12T18:26:52","date_gmt":"2018-01-12T21:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18308"},"modified":"2018-01-14T08:51:31","modified_gmt":"2018-01-14T11:51:31","slug":"o-desmoronar-dos-balancos-das-multinacionais-petroliferas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18308","title":{"rendered":"O desmoronar dos balan\u00e7os das multinacionais petrol\u00edferas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"O desmoronar dos balan\u00e7os das multinacionais petrol\u00edferas\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peak_oil\/imagens\/na_ferrugem.jpg\" alt=\"O desmoronar dos balan\u00e7os das multinacionais petrol\u00edferas\" \/><!--more-->por Manuel Peinado Lorca*<\/p>\n<p>As maiores multinacionais petrol\u00edferas do mundo est\u00e3o com s\u00e9rios problemas porque os seus balan\u00e7os acusam os m\u00e1ximos custos de produ\u00e7\u00e3o, a queda dos lucros e o aumento vertiginoso da d\u00edvida financeira acumulada ap\u00f3s anos de perdas. Castigadas pela cada vez mais baixa Taxa de Retorno Energ\u00e9tico (EROI), os dias de gl\u00f3ria dos gigantes petrol\u00edferos altamente rent\u00e1veis chegaram ao fim. Tudo o que resta agora \u00e9 uma sombra do que outrora foi uma ind\u00fastria poderosa que, como comentei num artigo anterior , ser\u00e1 obrigada a continuar a canibalizar-se para extrair a \u00faltima gota de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Desgra\u00e7adamente, os analistas energ\u00e9ticos, todos eles economistas sem no\u00e7\u00f5es dos principais elementares da Termodin\u00e2mica, n\u00e3o fazem a m\u00ednima ideia do desastre financeiro que est\u00e1 a acontecer na ind\u00fastria petrol\u00edfera mundial devido ao afundamento do EROI. Eles continuam a elucubrar com an\u00e1lises economicistas e observa\u00e7\u00f5es contabil\u00edsticas que, como prova palp\u00e1vel de que o papel aguenta tudo, iludem os investidores e um p\u00fablico que n\u00e3o est\u00e1 preparado para o que vem a\u00ed. Para proporcionar uma vis\u00e3o mais realista de uma ind\u00fastria em desintegra\u00e7\u00e3o, vejamos os dados de sete das maiores companhias petrol\u00edferas do mundo.<\/p>\n<p>A fim de evitar que o mundo ca\u00edsse num colapso total durante a crise financeira de 2008, a Reserva Federal e os bancos centrais de todo o mundo, com o BCE \u00e0 cabe\u00e7a, imprimiram mais papel-moeda do que em toda a hist\u00f3ria. Como efeito colateral da impress\u00e3o maci\u00e7a de dinheiro (e da compra de ativos) por parte dos bancos centrais, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo atingiu um recorde de mais 100 d\u00f3lares por barril (US$\/b) durante mais de tr\u00eas anos. Enquanto as grandes companhias petrol\u00edferas apresentavam resultados com lucros elevados devido ao alto pre\u00e7o do bruto, investiam uma grande quantidade de capital para produzi-lo.<\/p>\n<p>Como se pode ver na Figura 1, a soma total da d\u00edvida a longo prazo do grupo das sete maiores multinacionais petrol\u00edferas do mundo aumentou de 227 bilh\u00f5es em 2012 para 272 bilh\u00f5es em 2013. Um paradoxo completo: a d\u00edvida aumentou em 45 bilh\u00f5es, quase a mesma quantidade que os pagamentos totais a t\u00edtulo de dividendos (44 bi). N\u00e3o percamos de vista os 17 bilh\u00f5es de fluxo de caixa negativo desse mesmo ano, mas a diferen\u00e7a entre dividendos e d\u00edvida reflete que as sete principais multinacionais petrol\u00edferas pediram dinheiro emprestado em 2013, quando o petr\u00f3leo estava a US$109\/barril, a fim de manter felizes os seus investidores.<\/p>\n<p>Desde a crise mundial de 2008, as sete principais companhias petrol\u00edferas viram a sua d\u00edvida total combinada quadruplicar-se, passando de 96 bilh\u00f5es para os 379 bilh\u00f5es da d\u00edvida atual. Pareceria l\u00f3gico pensar que, tendo desfrutado durante mais de tr\u00eas anos de um pre\u00e7o do petr\u00f3leo de mais de cem d\u00f3lares por barril, estes gigantes energ\u00e9ticos tivessem reduzido a sua d\u00edvida ou, pelo menos, que a houvessem contido. Desgra\u00e7adamente para elas, o custo de substituir reservas, produzir petr\u00f3leo e repartir &#8220;lucros&#8221; com os acionistas superou os rendimentos de um petr\u00f3leo caro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peak_oil\/imagens\/lorca_1.jpg\" alt=\"imagem\" \/>A\u00ed est\u00e1 a raiz do problema. Uma das desvantagens de arcar com uma d\u00edvida \u00e9 a quantidade crescente de juros que a companhia tem que pagar para servi-la. Se olharmos a Figura 1, a brasileira Petrobr\u00e1s est\u00e1 \u00e0 testa do grupo devedor: o encargo financeiro da Petrobr\u00e1s quase quintuplicou ao passar de 21 bilh\u00f5es em 2008 para 109 bilh\u00f5es em 2016. Ao acumular d\u00edvida, tamb\u00e9m teve de pagar mais para amortiz\u00e1-la. Nesses oito anos, os pagamentos por juros credit\u00edcios da Petrobr\u00e1s aumentaram de 793 milh\u00f5es em 2008 para 6 bilh\u00f5es em 2016. Para os seus acionistas ser\u00e1 um desastre: o incremento dos juros da d\u00edvida impediu que a companhia pagasse dividendos nos \u00faltimos dois anos. Em contrapartida, no tri\u00eanio 2009-2011, enquanto o mundo apertava o cinto, a Petrobr\u00e1s pagou dividendos no valor de 19,5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s, tal como o resto das suas colegas, \u00e9 um exemplo perfeito de como a queda do EROI castiga uma petrol\u00edfera desde as suas entranhas para fora. A penosa situa\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera brasileira \u00e9 a seguinte: se for acionista, n\u00e3o recebe dividendos e se investiu fundos (em t\u00edtulos da companhia ou em fundos que nela tivessem investimentos) para receber juros mais altos, esque\u00e7a porque nunca obter\u00e1 o seu investimento inicial. No p\u00e9 em que est\u00e3o as coisas, investidores e acionistas ficar\u00e3o frustrados. Isto \u00e9 o que acontece durante a etapa final do anunciado colapso da ind\u00fastria petrol\u00edfera. E isso explica porque grandes investidores como o fundo soberano da Noruega ou a Funda\u00e7\u00e3o Rockefeller , cujos patronos conseguiram a sua vasta fortuna com o petr\u00f3leo, retiraram seus investimentos na ind\u00fastria dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peak_oil\/imagens\/lorca_2.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Outra consequ\u00eancia negativa da queda do EROI nos balan\u00e7os financeiros das companhias petrol\u00edferas \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o dos lucros, uma vez que o custo de produzir petr\u00f3leo aumenta mais do que o mercado pode pagar pelo mesmo. Para poder entender a m\u00e1 situa\u00e7\u00e3o financeira das multinacionais do petr\u00f3leo \u00e9 preciso olhar para tr\u00e1s e comparar a rentabilidade da ind\u00fastria com o pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Para encontrar um ano em que o pre\u00e7o do petr\u00f3leo era semelhante ao de 2016 temos de regressar a 2004, quando o pre\u00e7o m\u00e9dio era de US$38,26\/b frente aos 43,67 do ano passado (Figura 2). Sim, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo era mais baixo em 2004 do que em 2016, mas as companhias petrol\u00edferas n\u00e3o se queixavam porque nesse ano o rendimento l\u00edquido combinado das sete petrol\u00edferas foi de 99,2 bilh\u00f5es. Todas elas obtiveram enormes lucros com um pre\u00e7o do petr\u00f3leo de US$38,26\/b. Contudo, no ano passado, os lucros l\u00edquidos do grupo desmoronaram nuns 90% (10,5 bilh\u00f5es), inclusive quando o pre\u00e7o do petr\u00f3leo havia aumentado em mais de cinco d\u00f3lares por barril. S\u00f3 quatro obtiveram lucros em 2016, ao passo que tr\u00eas perderam dinheiro (Tabela 1).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peak_oil\/imagens\/lorca_3.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Al\u00e9m disso, a situa\u00e7\u00e3o financeira est\u00e1 muito pior devido ao fato de o registo contabil\u00edstico &#8220;rendimentos l\u00edquidos&#8221; n\u00e3o ter em conta os gastos de capital ou os pagamentos de dividendos das empresas. Em qualquer caso, est\u00e1 claro que a rentabilidade das principais companhias petrol\u00edferas se esfumou inclusive com pre\u00e7os do petr\u00f3leo mais elevados.<\/p>\n<p>Outro indicador que apresenta uma amostra ainda mais inquietante da baixa do EROI \u00e9 colapso do &#8220;Retorno sobre o Capital Empregado&#8221; (ROCE, na sigla em ingl\u00eas), uma propor\u00e7\u00e3o utilizada em finan\u00e7as, avalia\u00e7\u00e3o e contabilidade. \u00c9 uma medida \u00fatil para comparar a rentabilidade relativa das empresas depois de considerar a quantidade de capital utilizado. O ROCE \u00e9 o quociente entre os lucros antes de juros e impostos e o capital investido. Em 2004, as sete companhias anunciaram um ROCE entre 20 e 40%. Na d\u00e9cada seguinte o indicador desmoronou drasticamente e agora registam-se n\u00fameros mais baixos (Figura 3).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peak_oil\/imagens\/lorca_4.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Na Figura 3 pode-se verificar que a BP teve o ROCE mais baixo (19,68%) do grupo, ao passo que a Statoil teve o mais alto (46,20%). Se fizermos a m\u00e9dia dos n\u00fameros mais altos e mais baixo, a m\u00e9dia para o grupo foi de 29%. Agora, compare-se essa percentagem com a m\u00e9dia de 2,4% em 2016 \u2013 e isso sem incluir os rendimentos negativos da BP (-0,64%) e Chevron (-0,84%), respectivamente. Ainda que n\u00e3o tenham sido negativos, observe-se o desmoronamento do ROCE da Statoil que experimentou uma queda desde os 46,2% de 2004 para menos de 1% em 2016, um sintoma de que algo cheira muito mal nessa companhias. Devemos recordar que o ROCE elevado obtido em 2004 pelas companhias manteve-se com pre\u00e7o de US$38\/b, ao passo que os ROCE de um s\u00f3 algarismo de 2016 decorreram de um pre\u00e7o mais alto (US$43\/b). Estas s\u00e3o m\u00e1s not\u00edcias porque o mercado n\u00e3o pode se permitir um pre\u00e7o alto do petr\u00f3leo a menos que a Reserva Federal e os bancos centrais voltem a mover a manivela do dinheiro com programas de est\u00edmulo QE ( Quantitative Easing ).<\/p>\n<p>Vejamos agora a Figura 4, que mostra como a queda do EROI est\u00e1 destruindo as principais companhias petrol\u00edferas do mundo. O gr\u00e1fico apresenta os fluxos de caixa, ou seja, os fluxos de entradas e sa\u00edda de caixa num per\u00edodo dado e, portanto, \u00e9 um indicador importante da liquidez de uma empresa. Em 2004, as sete companhias petrol\u00edferas desfrutaram de um fluxo de efetivo l\u00edquido combinado menos dividendos de +34 bilh\u00f5es; em 2016 o fluxo era negativo: -39,1 bilh\u00f5es. Isso quer dizer que em 2004, depois de estas petrol\u00edferas terem pago seus gastos de capital e dividendos aos seus acionistas, restavam-lhes 34 bilh\u00f5es l\u00edquidos. Contudo, em 2016 as mesmas companhias tinham um buraco de 39,1 bilh\u00f5es depois de pagar gastos de capital e dividendos. Portanto, muitas delas tiveram que pedir emprestado para pagar dividendos.<\/p>\n<p>Na Tabela 2 pode-se ver como as sete principais companhias petrol\u00edferas mundiais em 2004 obtiveram mais numer\u00e1rio das opera\u00e7\u00f5es (139,6 bilh\u00f5es) em compara\u00e7\u00e3o com 2016 (118,5 bilh\u00f5es). Esse extra de 21 mil milh\u00f5es em numer\u00e1rio operativo foi obtido em 2004, apesar de que o pre\u00e7o do petr\u00f3leo era mais baixo do que em 2016. Contudo, o que realmente prejudicou o fluxo de caixa do grupo de petrol\u00edferas foi o muito maior gasto de capital (117,5 bilh\u00f5es) em 2016, a serem comparados com os 67,7 bilh\u00f5es de 2004.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peak_oil\/imagens\/lorca_5.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Portanto, o menor efetivo operacional e os maiores gastos de capital tiveram um grande impacto nos balan\u00e7os destas companhias petrol\u00edferas. Essa \u00e9 precisamente a raz\u00e3o por que a d\u00edvida a longo prazo dispara, especialmente nos \u00faltimos tr\u00eas anos, quando o pre\u00e7o do petr\u00f3leo caiu abaixo dos cem d\u00f3lares em 2014. Para continuar a satisfazer seus acionistas, muitas das companhias est\u00e3o pedindo dinheiro emprestado a fim de pagar dividendos. Lamentavelmente, endividar-se para pagar aos acionistas n\u00e3o \u00e9 um modelo de neg\u00f3cio prudente a longo prazo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peak_oil\/imagens\/lorca_6.jpg\" alt=\"imagem\" \/>As principais companhias petrol\u00edferas do mundo continuar\u00e3o a operar com um pre\u00e7o do barril em torno dos cinquenta d\u00f3lares. Ainda que alguns analistas prognostiquem que est\u00e1 pr\u00f3xima uma alta dos pre\u00e7os do barril, a bonan\u00e7a n\u00e3o durar\u00e1 muito. Sim, \u00e9 certo que os pre\u00e7os do petr\u00f3leo poderiam subir mais durante algum tempo, mas a tend\u00eancia ser\u00e1 menor \u00e0 medida que as economias mundiais comecem a contrair-se. \u00c0 medida que os pre\u00e7os do petr\u00f3leo baixem para quarenta d\u00f3lares ou menos, as companhias petrol\u00edferas come\u00e7ar\u00e3o a cortar os gastos de capital ainda mais. Portanto, o ciclo de pre\u00e7os mais baixos e o desmoronamento cont\u00ednuo da ind\u00fastria petrol\u00edfera ir\u00e3o acelerar-se.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma alternativa que poderia proporcionar um amortecedor a estas companhias petrol\u00edferas: que a Reserva Federal e o Banco Central Europeu ponham outra vez em andamento a impressora monet\u00e1ria numa escala ainda maior, mas isso traria como resultado uma infla\u00e7\u00e3o severa e possivelmente uma hiperinfla\u00e7\u00e3o. Por isso n\u00e3o seria uma solu\u00e7\u00e3o do mal a longo prazo e sim, simplesmente, outro remendo de uma s\u00e9rie de remendos que s\u00f3 est\u00e3o a atrasar o inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>A quebra iminente da outrora todo poderosa ind\u00fastria petrol\u00edfera ser\u00e1 a senten\u00e7a de morte da economia mundial. Sem petr\u00f3leo, a economia mundial ser\u00e1 travada. Naturalmente, isto n\u00e3o acontecer\u00e1 da noite para o dia. Levar\u00e1 tempo. Contudo, a evid\u00eancia mostra que j\u00e1 se verificou uma ferida consider\u00e1vel numa ind\u00fastria que desde h\u00e1 mais de um s\u00e9culo proporcionou o petr\u00f3leo de que o mundo \u00e9 t\u00e3o dependente.<\/p>\n<p>*Catedr\u00e1tico da Universidade de Alcal\u00e1<\/p>\n<p>O original encontra-se em www.vientosur.info\/spip.php?article13373<\/p>\n<p>http:\/\/resistir.info\/peak_oil\/lorca_05jan18.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18308\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[227],"class_list":["post-18308","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Li","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18308"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18308\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}