{"id":18363,"date":"2018-01-15T19:39:14","date_gmt":"2018-01-15T22:39:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18363"},"modified":"2018-01-16T08:35:58","modified_gmt":"2018-01-16T11:35:58","slug":"elson-costa-e-hiram-pereira-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18363","title":{"rendered":"Elson Costa e Hiram de Lima Pereira"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Elson Costa e Hiram Pereira Lima\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/pNvhALODkLsQnvcJPQJX6iIolLIw7_o3fgLrmvk1QEBkpw0e0qkjb5tZRuEQLowXpF-CDXYX57M6Q9aaJnotQS3Whml2csoFr4D5HBj4NEgPAlNHtgSEHP9ei1LnU9P9RZ0Fg0zhIMso3RZbJU-bbVW7BuorCCMBt-mLSxnN7EDDjronI8xzYqrYGlTEPdR7zYwS-FvhYL_g-gOu_b8mS-KIOgEC5ccjliCy__xZLrRq1_z0ySiNWhOshtN6n0iYCRZr9dGIzMkG1eEPym49scVHyT07TacCKkL3C0alMSuXTzv7WfkNxxSq3z1dFRTySQ6OyRlY5yDjAnrywlUkl9RB7xhbFm8qFqMZfcIf85B0Trje47Vtu8efCZX2zkP0FoCfJ1sxraT1CuB9uiDlPw-t44uDZzABFh2FgsaXd3jwluWniFxtzuUOPTL2e2ER7KGsjp0xk0hSPZ3Ex0ZcJWEongbM2L4VvwqB9C627V8ObH0bbzA4-lQGMnk4PBrwahgOtoZHr6IbTwZUdWHPzq5Hq8vWtVbgqfJwvAZMD_WhseWLURQnrm5JSpLMfhx7XaWRRoV8ZTwQitX6oJzVXz0N_3a18abD7MSNzQ6rjlZyiuNDSDniJiJXTkXMz7w-Iwl5HTYZ3yLvAzPROz74325-5O7tcyH1vQ=w593-h366-no\" alt=\"Elson Costa e Hiram Pereira Lima\" \/><!--more-->Em 15 de janeiro de 1975 era preso pela ditadura empresarial militar brasileira o membro do Comit\u00ea Central do PCB Elson Costa. A partir desse dia, jamais voltaria a ser visto. Foi preso, assassinado nos por\u00f5es da ditadura e teve o corpo desaparecido.<\/p>\n<p>No mesmo dia, tamb\u00e9m seria preso e desapareceria nos por\u00f5es da ditadura o membro do Comit\u00ea Central do PCB Hiram de Lima Pereira. Hiram foi preso, torturado e assassinado pelo brutal e corrupto regime patrocinado e sustentado pela burguesia.<\/p>\n<p>Durante essa ofensiva contra o PCB, a ditadura eliminou 1\/3 dos membros do comit\u00ea central do Partid\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 imposs\u00edvel acabar com o Partid\u00e3o!<\/p>\n<p>Camaradas Elson Costa e Hiram de Lima Pereira &#8230; Presentes! Hoje e Sempre!<\/p>\n<p>Para saber mais, leia abaixo o artigo produzido pela Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O Massacre do Pcb e a transi\u00e7\u00e3o para a democracia burguesa no Brasil<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/fdr\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=730\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis<\/a><\/p>\n<p>O golpe de 1964 n\u00e3o foi um mero golpe militar. Resultou de uma articula\u00e7\u00e3o dos setores mais din\u00e2micos da burguesia brasileira com os grupos conservadores, com vistas \u00e0 repress\u00e3o ao ascendente movimento popular e para garantir o pleno desenvolvimento do capitalismo monopolista no pa\u00eds. Prova dessa articula\u00e7\u00e3o foi a Opera\u00e7\u00e3o Bandeirantes (Oban), nascida em S\u00e3o Paulo com financiamento de grandes empresas brasileiras e estrangeiras. O aparelho repressivo virou DOI\/CODI (Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es e Informa\u00e7\u00f5es do Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna) e, sob o comando direto do Ministro do Ex\u00e9rcito, unificou as a\u00e7\u00f5es das For\u00e7as Armadas, de delegacias estaduais e das pol\u00edcias militares no combate \u00e0queles que resistiam \u00e0 ditadura.<\/p>\n<p>Tratava-se de uma m\u00e1quina de matar. Uma a uma, as organiza\u00e7\u00f5es que optaram pela luta armada foram sendo aniquiladas, atrav\u00e9s de um trabalho profissional de persegui\u00e7\u00e3o aos militantes, infiltra\u00e7\u00e3o nos grupos de esquerda, tortura e morte. Em seguida, deu-se a ofensiva contra o PCB, que passou a ser visto como inimigo maior do regime, pelo entendimento de que o Partido, com seu hist\u00f3rico de lutas e influ\u00eancia no movimento sindical e popular, tinha ramifica\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios setores da sociedade, inclusive na imprensa e no MDB, que adotava postura mais oposicionista. A linha adotada pelo PCB, de investir na luta pelas liberdades democr\u00e1ticas e na retomada do movimento de massas, era percebida, pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o, como a mais \u201cinteligente\u201d e perigosa, pois capaz de influir em futuras transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio dos anos 1970, a ordem era desmantelar o Comit\u00ea Central do Partido e os setores que controlavam suas finan\u00e7as, o jornal Voz Oper\u00e1ria e as rela\u00e7\u00f5es com os partidos comunistas e com militantes no exterior. Em agosto de 1972, C\u00e9lio Guedes, camarada encarregado de buscar, de carro, no Rio Grande do Sul, o m\u00e9dico Fued Saad (que havia tirado Prestes do pa\u00eds no ano anterior), foi assassinado e atirado do s\u00e9timo andar do 1\u00ba Distrito Naval no Rio de Janeiro, para dar a impress\u00e3o de suic\u00eddio. Em 1973, foram capturados dirigentes estaduais paulistas e atacada a c\u00e9lula do PCB na Volkswagen. Em 1974, foram mortos David Capistrano da Costa e Walter Ribeiro, membros do Comit\u00ea Central, assassinados e esquartejados na Casa da Morte em Petr\u00f3polis; Jos\u00e9 Roman, militante que fora buscar Capistrano na fronteira com a Argentina; Luiz In\u00e1cio Maranh\u00e3o Filho, respons\u00e1vel pelo di\u00e1logo com a Igreja Cat\u00f3lica, torturado e morto com inje\u00e7\u00e3o de curare, mesmo m\u00e9todo utilizado para assassinar Jo\u00e3o Massena de Melo, tamb\u00e9m do CC.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o desativou a gr\u00e1fica do PCB localizada em Campo Grande no Rio, onde era impresso o Voz Oper\u00e1ria, justamente quando o jornal ia completar dez anos de clandestinidade. A ordem para acabar com o PCB vinha diretamente do ministro do Ex\u00e9rcito Sylvio Frota, no momento em que o ditador Ernesto Geisel falava cinicamente em \u201cdistens\u00e3o lenta, segura e gradual\u201d do regime. Em janeiro de 1975, foi preso Raimundo Alves de Souza, respons\u00e1vel pela gr\u00e1fica. Foram mortos com requinte de crueldade os dirigentes nacionais \u00c9lson Costa (atearam fogo em seu corpo e lhe injetaram curare) e Hiram de Lima Pereira, que distribu\u00eda o Voz Oper\u00e1ria em S\u00e3o Paulo e no sul do pa\u00eds. Marco Ant\u00f4nio Tavares Coelho, que cuidava das finan\u00e7as, da confec\u00e7\u00e3o do jornal e de contatos no exterior, foi barbaramente torturado e ficou preso at\u00e9 dezembro de 1978.<\/p>\n<p>Em fevereiro, Jayme Amorim de Miranda e Itair Jos\u00e9 Veloso, do Secretariado Nacional, foram sequestrados, torturados e mortos, com seus corpos lan\u00e7ados nas \u00e1guas do rio Avar\u00e9, em S\u00e3o Paulo. No m\u00eas de abril, Nestor Vera, antigo l\u00edder da Contag (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e membro do CC, desapareceu em Belo Horizonte. Jos\u00e9 Montenegro de Lima, da Juventude Comunista, e Orlando Bonfim J\u00fanior, Secret\u00e1rio Nacional de Agita\u00e7\u00e3o e Propaganda, foram sequestrados e mortos, sucessivamente, em setembro e outubro de 1975. Foram ao todo 10 membros do Comit\u00ea Central e tr\u00eas militantes com responsabilidades nacionais assassinados pela ditadura, al\u00e9m de muitas outras pris\u00f5es e mortes de militantes de base.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, foram desmanteladas, em S\u00e3o Paulo, as c\u00e9lulas dos jornalistas, dos estudantes e dos metal\u00fargicos, acompanhadas das mortes brutais de Jos\u00e9 Ferreira de Almeida (tenente da PM que distribu\u00eda Voz Oper\u00e1ria entre militares), do jornalista Vlado Herzog e do metal\u00fargico Manoel Fiel Filho. Para os tr\u00eas, montou-se a farsa do suic\u00eddio nos c\u00e1rceres onde foram assassinados por tortura.<\/p>\n<p>A morte de Herzog catalisou o descontentamento de amplos setores sociais com a ditadura. Entraram em cena, no final da d\u00e9cada de 1970, os movimentos sociais, com destaque para a reativa\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio na regi\u00e3o do ABC paulista. Mas a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica se deu sob hegemonia dos interesses capitalistas. \u00c0 frente dos trabalhadores, prevaleceu uma orienta\u00e7\u00e3o socialdemocrata tardia, abra\u00e7ada por \u201cnovos\u201d sindicalistas, ex-guerrilheiros e grupos da Igreja. As principais lideran\u00e7as oper\u00e1rias comunistas haviam sido dizimadas, e a maioria do Comit\u00ea Central do PCB voltaria do ex\u00edlio com posi\u00e7\u00f5es reformistas e extremamente cautelosas, pregando a unidade com for\u00e7as do campo conservador. A estrat\u00e9gia da revolu\u00e7\u00e3o socialista n\u00e3o constava do horizonte pol\u00edtico das principais organiza\u00e7\u00f5es de esquerda do per\u00edodo, o que pode ajudar a explicar a complexa conjuntura brasileira dos dias de hoje.<\/p>\n<p>https:\/\/pcb.org.br\/fdr\/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=730<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18363\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53,46],"tags":[234],"class_list":["post-18363","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura","category-c56-memoria","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Mb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18363\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}