{"id":18473,"date":"2018-01-22T20:03:10","date_gmt":"2018-01-22T23:03:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18473"},"modified":"2018-01-24T17:34:50","modified_gmt":"2018-01-24T20:34:50","slug":"multinacionais-aumentam-remessa-de-lucros-ao-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18473","title":{"rendered":"Multinacionais aumentam a remessa de lucros ao exterior"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Multinacionais aumentam a remessa de lucros ao exterior\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/1.bp.blogspot.com\/_niPwTW3rBbU\/SISxRRj67EI\/AAAAAAAABHg\/gJ6Lbu4UCco\/s400\/worker.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"Multinacionais aumentam a remessa de lucros ao exterior\" \/><!--more-->OLHAR COMUNISTA \u2013 22\/01\/2018<\/p>\n<p>Pela primeira vez em quatro anos, as empresas multinacionais operando no Brasil aumentaram as remessas de lucros e dividendos para suas matrizes no exterior, totalizando 13,8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, 34% a mais do que os valores de 2016, segundo o Banco Central. Em 2011, foram 25,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre as raz\u00f5es apontadas para o aumento est\u00e3o os juros mais baixos &#8211; que desincentivam as aplica\u00e7\u00f5es financeiras &#8211; e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real. A medida do governo Trump, que reduz o imposto de renda para as empresas americana, \u00e9 outra das causas para o aumento das remessas para os Estados Unidos, para onde foram 31,1% do total remetido, seguidos por Holanda &#8211; 20% -, Luxemburgo &#8211; 10%, Espanha &#8211; 8,3%, e Fran\u00e7a &#8211; 5,3%.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"OLHAR COMUNISTA 452\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/EKMchF0SKdilWdbkXlSqK56uyTTaOcijYnj7Io2hLYaVi-aBU9ml8IG_sEd7vT_zaay27hgMOt3wId2BASGZLdNvC1JPmG_I8XdfwcrTUhfJpTHm1Z5r6QQf4_Ti61zqe9Vmwe8EySHC4WizCaTakRbUVKGBOEiXbySeY0TpbdcikaMqdVVnPurDyr25L_ontUaWsoGZVNqL2Q-ceSUNhbrGcxMppDYOJiU8vJG8W-yLXj_wueT7DHDmnUMTvJv-FLQAIYghwJyxqXG6xvaGJvsFiqjFoOsjqp0Cqv4xbDAU6b_dKlq5Pl_JJh-PxCvJT2J5Jhd4ATskeclua5tHIHR6DUe3B26_g94_KsSPAKBlF94qweZdNDuZIINSw1Fva8QI_lIq3bccsAoEszVQ948jMhYqMwsokWdg4DFNbe3ZUqVuvofannsbenTVQE5kq66nEx1oEzvrfyTCDhS7iCjPq-W3nv5LHUSqfofmTkwijP9J3OFSrXTrxPt1Muovx-v0SYFSLXjmY52ZLLQ-aB_pWqRc-YitHSQEctv2Zd5Y62F0e6ts3qvffSTWzz3XWgyn9SYUMYEjNLRsKO3NBgg0wyBSiZsZxtgpMH9G=w563-h425-no\" alt=\"OLHAR COMUNISTA 452\" \/>A atra\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras, no capitalismo, tornou-se uma pol\u00edtica comum, com vistas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o e acelera\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de um pa\u00eds. No entanto, se a presen\u00e7a estrangeira for majorit\u00e1ria nos setores da economia onde atuam e n\u00e3o forem adotadas as devidas salvaguardas, pode ser criada uma armadilha para o pa\u00eds, que, al\u00e9m de perder com as remessas, pode sofrer o n\u00e3o desenvolvimento de tecnologia local, o que tende a ocorrer &#8211; pois as grandes empresas internacionais concentram seus esfor\u00e7os de pesquisa nos pa\u00edses-sede &#8211; e ficar subordinado \u00e0s decis\u00f5es estrat\u00e9gicas das empresas de fora. O mesmo se d\u00e1, quanto \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e0s estrat\u00e9gias empresariais, quando nos setores dominados por empresas privadas nacionais.<\/p>\n<p>As principais salvaguardas para a permiss\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras em condi\u00e7\u00f5es soberanas s\u00e3o as exig\u00eancias de exporta\u00e7\u00e3o, para equilibrar os fluxos externos de recursos, a exig\u00eancia de investimentos em pesquisa e a fixa\u00e7\u00e3o de metas de produ\u00e7\u00e3o pelo Estado. A presen\u00e7a de empresas estatais ocupando a maior parte do setor e o estabelecimento de empresas mistas com a maioria das a\u00e7\u00f5es de posse do Estado s\u00e3o outras salvaguardas usualmente adotadas, assim como o controle direto das opera\u00e7\u00f5es das empresas pelo Estado, entre outras medidas.<\/p>\n<p>O capitalismo brasileiro recorreu ao capital externo, principalmente nos anos de 1950, quando se instalou o novo p\u00f3lo din\u00e2mico e moderno da economia, com a produ\u00e7\u00e3o dos autom\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos e outros bens dur\u00e1veis. A vinda de empresas estrangeiras e a compra de empresas brasileiras por investidores estrangeiros se acelerou nos anos 1990, com a abertura da economia e sua desregulamenta\u00e7\u00e3o generalizada. Com a internacionaliza\u00e7\u00e3o geral do capitalismo e a integra\u00e7\u00e3o das empresas e das burguesias nacionais, a presen\u00e7a de grupos econ\u00f4micos importantes caracterizadamente brasileiros reduziu-se acentuadamente. A onda de privatiza\u00e7\u00f5es que se deu no per\u00edodo reduziu drasticamente, tamb\u00e9m, a presen\u00e7a de empresas p\u00fablicas, e o Estado brasileiro modificou-se para melhor atender \u00e0s demandas burguesas.<\/p>\n<p>Dadas as determina\u00e7\u00f5es estruturais do desenvolvimento capitalista, a tend\u00eancia dos grandes grupos \u00e9 maximizar seus lucros internacionalmente, sem qualquer compromisso com o desenvolvimento dos pa\u00edses e muito menos com o atendimento das necessidades da maioria de sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a desse quadro s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com um outro Estado, controlado pelos trabalhadores, que possa, se for necess\u00e1ria a presen\u00e7a de empresas privadas nacionais e estrangeiras, fazer com que estas operem em condi\u00e7\u00f5es controladas e voltadas para a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades dos trabalhadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18473\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-18473","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4NX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18473","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18473"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18473\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18473"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18473"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}